Mudar o regime Servir Portugal

Manuel Beninger

terça-feira, 31 de março de 1992

Jornal Correio do Minho: Juventude Monárquica - Faltam Caixas na cidade de Recepção de Correio

Os CTT "não têm acompanhado o desenvolvimento da cidade com o proporcional crescimento de número de caixas de recepção de correio" - denunciou ontem a Juventude Monárquica de Braga.
Em comunicado, a organização juvenil dos monárquicos acrescenta que a falta de caixas de recepção de correios se faz sentir sobretudo nas zonas novas.

O documento dos jovens monárquicos lembra, no início do texto, que a resolução dos problemas da cidade não pode confinar-se à actividade exclusiva da Câmara Municipal, cabendo às juntas de Freguesia o exercício de outras funções, "além da inglória aprovação do plano de actividade municipal e do burocrático serviço de atestados de residência".

assim, depois de terem percorrido a cidade, os jovens monárquicos chegaram à conclusão de que os CTT, em matéria de instalação de novas caixas de recepção de correios, não têm acompanhado o crescimento da urbe.

"Os serviços dos CTT - prossegue o texto - têm agravado anualmente as taxas postais, sem contudo proporcionar nem melhoria de serviço, nem tão pouco torná-lo mais cómodo".

Para os jovens monárquicos de Braga, "há muito dinheiro receptado através das franquias postais que possibilita a construção de majestáticos palácios de Correios" mas, "flagrantemente, não há caixas de recepção de cartas em número e distribuição necessária na cidade".

A Juventude Monárquica interroga sobre se "não caberia às juntas de Freguesia da nossa cidade exigir a colocação de caixas de recepção de correio na sua área" e manifesta a sua esperança "não em respostas justificativas da anormalidade, mas apenas a colocação de mais algumas caixas de recepção de correios" na cidade.

sexta-feira, 20 de março de 1992

Jornal Diário do Minho: Jovens Monárquicos acusam - Braga tem sido Descaracterizada no Urbanismo e no Ambiente

"Braga, como muitas outras cidades deste país, tem vindo a ser descaracterizada, com a ocupação selvagem de todo o palmo te terra disponível, com inúmeros prédios de muitos andares em que, raramente, constituem exemplos de boa arquitectura", diz a Juventude Monárquica de Braga.
Num comunicado divulgado ontem à Imprensa, os monárquicos convidam os bracarenses a participar num "encontro de saudade" pelas 11h30, junto das tílias abatidas no Parque da Ponte, ao mesmo tempo que tecem críticas à política urbanística e ambiental na cidade.

No texto em causa, a JM de Braga sustenta que "seria desculpável que Braga fosse apenas vítima do mau gosto dos construtores e dos responsáveis autárquicos que aprovam os "projectos" que por aí se constroem, não só horrendos como falhos de qualidade", "o grave é que os bairros que se estão construindo desde há anos não respeitam conceitos de qualidade de vida, que é legítimo esperar duma autarquia como a nossa".

A isto acrescentam, de forma exemplificadora, que "não há um bairro novo, em que se verifique a abertura de arejadas ruas e avenidas e, muito menos, espaços de lazer decorados com árvores, como os antepassados nos legaram".

Mas os exemplos continuam: "compare-se a Avenida da Liberdade com as vielas do Carandá, contraste-se o Jardim de Santa Bárbara com os jardins da "aldeia dos macacos", corteje-se o espaço da Avenida Central com os arruamentos da Quinta de Sotto-Mayor!!!".

Diz ainda a JM de Braga, que não há escola construída desde há mais de dez anos que possua nas suas imediações uma acolhedora paisagem, que sensibiliza os jovens para as belezas naturais.

É por tal que os jovens monárquicos protestam, "acreditando que num futuro próximo, Braga tenha uma Edilidade que se preocupe com "coisas" de somenos importância como as saudosas tílias do Parque da Ponte".

quarta-feira, 18 de março de 1992

Jornal Diário do Minho: Juventude Monárquica - Espaços locais de Parqueamento estão a ser Pouco Utilizados

Os espaços de parqueamento existentes nesta cidade estão a ser pouco utilizados, anunciou ontem a Juventude Monárquica de Braga, depois de uma visita de estudo aos respectivos locais.
Em comunicado, a organização juvenil dos monárquicos faz, desde logo, questão de sublinhar que os seus textos enviados à comunicação social têm por finalidade "divulgar a nossa observação crítica sobre os mais diversos assuntos políticos da nossa região". No caso específico da política camarária bracarense sobre os parques de estacionamento, excluindo-se aqui o que a JMB escreveu por ouvir dizer, entenderam fazer algumas considerações.

"O que é certo, é que a Juventude Monárquica, não compreende que tendo a cidade sido recentemente dotada com silo-auto do Rechicho, um parque subterrâneo nos Granjinhos, um outro em S. Lázaro, mais um outro na rua de Santa Margarida e ainda um outro na zona do Hotel Turismo, ainda se teime na necessidade dum outro junto do Hospital de S. Marcos e outro na Praça Conde Agrolongo" - sublinha o comunicado.

Perante as conclusões a que chegaram na sequência do estudo efectuado, os jovens monárquicos pensam que "algo está mal" e interrogam-se, refflectindo: "ou a solução proposta pela Câmara do engº Mesquita Machado é infeliz e exagerada, ou não há necessidade de tantos espaços de parqueamento tão próximos".

Para os jovens monárquicos e baseando-se no que apontam ser ditos da oposição, são "coisas da Laurinha".

quinta-feira, 12 de março de 1992

Jornal Correio do Minho: Juventude Monárquica quer Apoio Material à Resistência Timorense

A comissão regional da Juventude Monárquica de Braga defendeu ontem o "apoio material ostensivo" por parte de Portugal à resistência timorense, nomeadamente através de meios militares.
Num comunicado distribuído à imprensa, a Juventude Monárquica de Braga analisa os últimos acontecimentos da viagem do navio "Lusitânia Expresso" e entende que a negociação do acordo da Base das Lajes deve estar dependente "do apoio dos EUA à causa timorense".

O embargo comercial da CEE à Indonésia, a nomeação de um alto-comissário para Timor-Leste e "a deslocação para Timor de capacetes azuis que protejam os timorenses, de modo a criar condições para a realização de um referendo sobre a auto-determinação" do povo maubere são outras das propostas dos jovens monárquicos bracarenses.

A Juventude Monárquica recorda "as responsabilidades que recaem sobre Portugal" quanto à promoção do direito à auto-determinação e independência do povo timorense, de acordo com o dispositivo constitucional, e lamenta"a hipocrisia de muitos dirigentes políticos pelo abandono a que devotaram este povo em contraste com o recente alarde, depois de 17 anos de escusas".

No comunicado da Juventude Monárquica de Braga, os participantes na Missão Paz por Timor são saudados "pelo gesto tão nobre e patriótico".

quarta-feira, 11 de março de 1992

Comunicado - Juventude Monárquica: Timor-Leste

A JUVENTUDE MONÁRQUICA tem mantido uma atitude de expectativa crítica em relação aos últimos acontecimentos da viagem do LUSITÂNIA EXPRESSO.

É o presente comunicado o fruto dessa atitude e o sinal de que é possível deixar que se prolonguem as análises monocórdicas e consonantes dos factos, sem que a voz da JM se faça ouvir.

Nesse sentido, reuniu de emergência a direcção da COMISSÃO REGIONAL da JUVENTUDE MONÁRQUICA de BRAGA durante a noite de 10 para 11 de Março.

Saudamos todos os participantes na expedição de PAZ EM TIMOR, pela coragem e iniciativa a que se propuseram, pelo gesto tão nobre e patriótico, para relembrar uma causa ainda mais justa.

Acusamos veemente e mais uma vez, os procedimentos do regime ditatorial da Indonésia, déspota, desumano e não consentâneo com os princípios civilizados com que todos nós pretendemos viver no final deste sec. XX.

A JM reafirma a sua solidariedade para com o povo timorense pelo que defende o seu direito à autodeterminação.

Timor-Leste é um território étnico, cultural, linguístico e geograficamente distinto, quer da Indonésia, quer mesmo de Timor-Este.

A JUVENTUDE MONÁRQUICA de BRAGA condena energicamente a ocupação indonésia do território de Timor-Leste, violando as mais elementares normas do direito internacional. Recordamos as responsabilidades que recaem sobre Portugal de promover e garantir o direito à autodeterminação e independência do povo timorense, de acordo com o dispositivo constitucional (Art. 293º). Lamentamos a hipocrisia de muitos dirigentes políticos pelo abandono a que devotaram este povo em contraste com o recente alarde, depois de 17 anos de escusas.

DEFENDEMOS:

- A convocação, por Portugal como país administrante, do Conselho de Segurança das Nações Unidas propondo a condenação enérgica da ditadura militar do regime indonésio;

- O embargo das Nações Unidas à venda de armas à Indonésia;

- A deslocação do Secretário-Geral da O.N.U. à região na procura de uma solução, de acordo com o mandato conferido;

- A reafirmação pela Assembleia Geral das resoluções aprovadas em 1975 e 1976 que intimidam a Indonésia a retirar de Timor-Leste sem demora;

- A deslocação para Timor de capacetes azuis que protejam os timorenses e de modo a criar condições para a realização de um referendo sobre a auto-determinação;

- O embargo comercial da C.E.E. à Indonésia;

- A deslocação de parlamentares europeus - entre eles portugueses - a Timor;

- A denuncia dos acordos comunitários celebrados com os sete países asiáticos (a Indonésia incluída) unilateralmente por Portugal pois a violação dos direitos humanos não se compadece com a obediência a normas jurídicas que protegem interesses meramente económicos, abrindo o precedente para que outros países seguisses igual posição;

- A nomeação de um alto-Comissário para Timor-Leste, em obdiência à Lei 7/75;

- O apoio material ostensivo de Portugal à resistência, nomeadamente com meios militares, através de inscrição em rubrica constante do Orçamento de Estado;

- Depender a negociação do Acordo da Base das Lajes do apoio dos E.U.A. à causa timorense.

Manuel Beninger
Direcção da Comissão Regional da
Juventude Monárquica de Braga

domingo, 8 de março de 1992

Jornal Correio do Minho: Transito Citadino - Juventude Monárquica contesta pareceres de duas personalidades

A Juventude Monárquica de Braga, contestou ontem a opinião formulada por duas personalidades que recentemente participaram numa mesa redonda sobre trânsito citadino, organizada e transmitida por uma das rádios locais.
Em comunicado entregue ontem na nossa redacção, os jovens monárquicos elogiam a rádio local que teve a ideia de organizar a mesa redonda, uma vez que consideram que "as soluções dum problema comum não deve recair somente na apreciação de número limitado de munícipes".

Nessa mesa redonda participaram, segundo ainda o texto em referência, um vereador da Câmara Municipal, um técnico da Direcção de Estradas e um cidadão "que em tempos representava o comércio local numa Comissão de Transito".

A Juventude Monárquica de Braga sublinha que o transito da cidade, "necessita de ser reformulado, de maneira a torna-lo menos confuso e mais seguro". A contestação da organização juvenil dos monárquicos de Braga na sequência da mesa redonda radiofónica incide sobre o parecer que as duas personalidades deram em questões de excesso de velocidade com que alguns automobilistas circulam na cidade, uma vez que dois desses participantes advogam que "a maneira de se reduzir a velocidade com que se circula em Braga, não é nem mais nem menos que reduzir a largura das ruas!!!".

"É pelo menos interessante, que tese tão absurda fosse emitida por participantes que têm "responsabilidade" na resolução do transito local" - acrescenta o comunicado.

Consequentemente, "a insensatez apoderou-se destas sinistras personalidades", uma vez que, e "curiosamente, estas "autoridades" que reclamam dos excessos cometidos por alguns condutores, não advogam que se intensifique a fiscalização e se punam os infractores (poderia ser anti-eleitoral), mas se pugne a substituição de avenidas e ruas por vielas e cangostas!".

sábado, 7 de março de 1992

Jornal Público: Sondagem PÚBLICO-Norma revela

27% DOS PORTUGUESES PREFERE A MONARQUIA
Cerca de um quarto da população portuguesa defende que Portugal devia ser uma monarquia, segundo revela uma sondagem PÚBLICO-Norma efectuada por telefone em Lisboa e Porto a propósito do Congresso do Partido Popular Monárquico que hoje se inicia no Norte do país.
Três perguntas básicas foram colocadas aos inquiridos, homens e mulheres com 18 e mais anos:

1 - Na sua opinião, Portugal devia ou não ser uma monarquia?

2 - Pensa que os portugueses deviam ser consultados, por exemplo através de referendo, para saber se Portugal devia ou não ser uma monarquia?

3 - Na sua opinião, em Portugal devia ou não existir um partido monárquico?
Os resultados indicam que 27 por cento dos inquiridos acham que Portugal devia ser uma monarquia e 73 por cento pensam que não. As mulheres são mais sensíveis à coroa que os homens e os grupos etários em que a monarquia conta com mais apoiantes são os dos 40-54 anos e mais de 55 anos.

Das duas cidades, é no Porto que ela encontra melhor receptividade (29,5%, contra 25,8% na capital).

Curiosamente são igualmente as respostas à segunda questão: 76,2 por cento consideram que a república e a monarquia deviam ser referendadas pelo povo, contra23,8 por cento. Os lisboetas são de novo mais afirmativos que os portistas (71,1 e 55,8 por cento, respectivamente), bem como as mulheres (65,2%). Por idades, as faixas dos 30-39 anos(com 74,6%) e dos 18-29 (65,3%) revelam-se mais favoráveis à consulta popular.

A existência de um partido monárquico entre nós recolhe também a maioria de respostas afirmativas: 62,3 por cento. Uma vez mais, Lisboa bate o Porto (respectivamente 58,9% e 42,5%). Aqui, são, porém os homens (58,9%) a defender mais a sua existência (42,5% de mulheres). O grupo etário dos 40-54 anos coloca-se de novo à frente (57,3%), seguido do dos 30-39 anos (52,5%), do de mais de 55 anos (50%) e do de 18-29 anos (49,3%).