Mudar o regime Servir Portugal

Manuel Beninger

sexta-feira, 29 de maio de 1992

Jornal Correio do Minho: Resposta à nota de imprensa do Gabinete de Apoio à Presidência da Câmara Municipal

JOVENS MONÁRQUICOS BRINCAM COM A POLÍTICA
"Como as donzelas que se preparam para o baile do debute, os políticos da nossa praça, iniciaram as insinuações eleitorais tendo em vista as eleições autárquicas" - refere um comunicado da Juventude Monárquica de Braga, ontem chegado à mesa das redacções.

Sob o título "Ninguém se acusa...? Então siga o baile!", a Juventude Monárquica de Braga responsabilizou-se por um texto que decidimos transcrever na integra, sem nada corrigir e que diz precisamente isto:

"Pintam-se e repintam-se, para se afigurarem belas e apetecidas.

Loucas, nos preparativos da festa que ainda vem longe, já sonham em esconder as marcas dos anos, e iludir o jovem eleitor.

Feias, desdentadas, calvas, gordas e velhas, teimam em convencer os eleitores que são belas, esbeltas, jovens e virgens!

Rodopiam pela cidade, distribuindo sorrisos, salamaleques e cumprimentos, na azáfama dos circuitos que estas levianas percorrem, da farmácia para o instituto de beleza, deste para a sessão de ginástica, e da ginástica para a boutique!

Há como estão felizes, estas pitonisas da política citadina!.

Que divertido é observar estas ratazanas da política.

Com o peso e a idade não estão mais belas, mas estão mais matreiras, ataviadas e apetitosamente ricas.

A juventude e a virtude, foi-se. Mas ainda há o charme e a atracção do poder, como arma de seduçaõ.

Dão-se andares, prometem-se espaços, juram-se promessas com fé e esperança, para que o baile comece. Ninguém ousa em por defeitos às meninas feias e porcas, que participarão no próximo baile. São todas belas, ousadas e pretendidas.

Por favor maestro: siga com a música, inicie-se o baile!!!

Qualquer semelhança com figuras citadinas, é mera coincidência".

quarta-feira, 27 de maio de 1992

Jornal Correio do Minho: Câmara Acusa: Jovens Monárquicos andam a praticar ficção.

A Câmara Municipal acusou ontem a Juventude Monárquica de Braga de «inventar factos para ter oportunidade de acesso aos órgãos de comunicação social».
O gabinete de apoio à presidência da Câmara, em nota à Imprensa ontem divulgado, considera que «não passam de puras e inconscientes ficções» as afirmações da Juventude Monárquica que referem a intervenção de instalar um centro comercial no Campo da Vinha.

Em resposta a um comunicado da Juventude Monárquica de Braga, a que fizemos referência na nossa edição de ontem, a Câmara que a ideia de instalar aquele centro comercial «só existe na mente dos autores do comunicado, pois que nunca passou pela cabeça dos responsáveis municipais a sua instalação»

terça-feira, 26 de maio de 1992

Jornal Diário do Minho: Monárquicos contra a instalação de centro comercial no Campo da Vinha

A Juventude Monárquica de Braga insurgiu-se ontem contra a instalação de um novo centro comercial na Praça Conde de Agrolongo.
Em comunicado divulgado à imprensa, a «JM» diz não ser sua preocupação se tal instalação deriva da «urgente necessidade da Câmara Municipal de Braga em criar espaço de negócios», mas sim a concretização de «um projecto ameaçador daquele nobre espaço».

«Por muito que se queira iludir o munícipe, é absolutamente inegável que qualquer construção que nesse belo espaço se implante irá, parcial ou totalmente, retirar a perspectiva para o conjunto harmónico daquele espaço», escrevem os jovens monárquicos.

Em sua opinião, «o magnifico convento do Pópulo, o grandioso edifício o Lar Conde de Agrolongo, o conjunto de casas de habitação, com o conjunto de casas de habitação, com arquitectura característica de uma época, serão forçosamente prejudicados, no enquadramento e na sua perspectiva».

É ainda tempo – dizem -, de a Câmara Municipal de Braga reconsiderar esta infeliz opção, preservando um imponente espaço que dificilmente será encontrado em cidades de província.

Aproveitando a comparação, acrescentam que «um centro comercial neste local terá tanto futuro como o inútil Mercado Municipal do Carandá que a Câmara do Sr. Eng. Mesquita Machado edificou».Os jovens monárquicos recordam, no entanto, que a Praça Conde de Agrolongo – ou o Campo da Vinha – é ainda o maior espaço livre da cidade de braga.

Jornal Correio do Minho: Jovens Monárquicos defendem a Praça Conde de Agrolongo

A Juventude Monárquica de Braga está contra qualquer projecto que retire à Praça Conde de Agrolongo a circunstância de ser «o maior espaço livre» desta cidade.
Em comunicado, os jovens monárquicos bracarenses dizem que decidiram pronunciar-se sobre aquela praça pelo facto de lhes ter chegado a informação segundo a qual a Câmara Municipal pretende acabar com aquele espaço para ali colocar um centro comercial.

«É óbvio que a Juventude Monárquica não lhe interessa se é verdade ou má língua dos detractores do presidente da Câmara, que tal opção é ditada pela urgente necessidade da C.M.B. em criar espaço de negócios» - refere o documento monárquico para, de seguida, sublinhar que o que preocupa os jovens subscritores desse texto «é que existe o projecto ameaçador daquele nobre espaço e que urge evitar a sua concretização».

«Por muito que se queira iludir o município, é absolutamente inegável que qualquer construção que nesse belo espaço se implante, irá parcial ou totalmente retirar a perspectiva para o conjunto harmónico daquele espaço» - acrescenta o documento.

«O magnifico convento do Pópulo, o grandioso edifício do Conde de Agrolongo, o conjunto de casas de habitação, com a sua arquitectura características duma época, serão forçosamente prejudicados, no enquadramento e na sua perspectiva» - observam ainda os jovens monárquicos.

O comunicado refere depois que a Câmara Municipal tem ainda tempo de «reconsiderar esta infeliz opção, preservando um imponente espaço que dificilmente será encontrado em cidades da província».Para os jovens monárquicos bracarenses, a instalação de um centro comercial na Praça Conde de Agrolongo teria tanto futuro «como o inútil Mercado Municipal de Carandá».

terça-feira, 19 de maio de 1992

Jornal Diário do Minho: Juventude Monárquica aconselha roteiro das Lixeiras de Braga

"O que é imperdoável é que Braga não divulgue as lixeiras clandestinas mais belas de Portugal".
A afirmação está contida num comunicado agora distribuído à Imprensa pela Juventude Monárquica de Braga, uma estrutura política que vem a público criticar, mais uma vez, alguns aspectos a que o poder autárquico deve prestar mais atenção.

No que se refere às "mais belas lixeiras", os jovens monárquicos escrevem que "os nossos visitantes, os turistas da "estranja" e, porque não, os políticos europeus que fazem reuniões em Guimarães, ficariam encantados em visitar a lixeira da Rampa do Bom Jesus, a perfumada lixeira que enquadra paisagisticamente o Paço de Palmeira, ou então, os belos e românticos entulhos sitos em Montélios, Areal de Cima e de Baixo, na Quinta da Ordem, ...".

Ironizando, sustentam que "só mesmo por falta de imaginação, não se tem retirado benefício e divulgado estas belezas típicas duma cidade que caminha a passos largos para o espírito europeu!!!".

Neste âmbito e "por falar em lixeiras", os jovens monárquicos lembram o papel da Comissão Regional de Turismo do Verde Minho: "embora mal querida, Braga tem uma Comissão de Turismo, aliás muito badalada ultimamente, que tem por fim dar a conhecer os encantos da nossa cidade e da sua região. (...) Curiosa, injusta e enigmaticamente, ainda não se lembrou a respeitável Comissão do Turismo de editar cartazes com os monumentos pós-modernidade, como por exemplo as cangostas do novo bairro do Carandá, da exemplar e rica zona arquitectónica da envolvente do "Feira Nova", do novel bairro de Santo Adrião, da praça de touros de Maximinos, dos edifícios inteligentes do bairro Artur Soares, entre inúmeros exemplos que tipificam a cidade de Braga".

sexta-feira, 15 de maio de 1992

Jornal Diário do Minho: Jovens Monárquicos criticam Atrofiamento das Ruas da Cidade

"É notório que em Braga, muitas obras municipais são feitas sem um criterioso estudo prévio, o que leva a situações por vezes irremediáveis, como foi o caso da construção de edifícios estrangulando a passagem do Largo dos Penedos para a Rua da Escoura", afirma a Juventude Monárquica de Braga.
Num comunicado distribuído à imprensa, os jovens monárquicos escrevem que "tais desastrs poderiam ter o condão de fazer precaver a Autarquia no sentido de evitar novas asneiras, sobretudo quando comprometem o equilíbrio da cidade".

O comunicado incide, no entanto, "em obras de menor porte, que estão a ser construídas sem se avaliar o impacto que terão no dia-a-dia citadino.

O exemplo vai para a praça fronteira ao cemitério municipal, "onde se gastou dinheiro público a estrangulá-la, dado que em nada beneficiou a circulação nem tampouco o espaço de aparcamento".

Diz a Juventude Monárquica que "esta monstruosidade não terá paternidade reconhecida".

Outro exemplo é o Largo de S. Francisco, junto à Arcada: "só por total insanecimento se pode aprovar a obra de atrofiamento que se está a cometer neste largo e no início das ruas dos Capelistas e do Castelo".

Diz, a propósito, que "concerteza ao autor desta bizarra proposta nunca lhe ocorreu o pandemónio que ocorrerá se, eventualmente, um veículo tiver uma avaria numa destas vielas artificiais que a Câmara se deleita a construir".

"Se o fundamento é criar espaços para caça-niqueis, para os incautos automobilistas, verificarão os senhores vereadores que, nem daqui a um século as obras estariam ressarcidas por aquele método", escrevem os jovens monárquicos.

Os mesmos jovens acreditam que "esta fobia de atrofiamento das ruas é uma moda passageira, pois não tardará em toda a cidade se levantar contra o embute desta solução kafkiana".

O comunicado termina com uma questão: "será que o sinistro personagem que idealizou este futuro para a cidade é a mesma personagem que advogou numa rádio local, os benefícios das vielas e cangostas como o futuro das vias citadinas?".