Mudar o regime Servir Portugal

Manuel Beninger

terça-feira, 30 de junho de 1992

Jornal diário do Minho: Falta de Policiamento na cidade - JM defende racionalização de efectivos

Uma melhor racionalização dos efectivos da PSP na cidade foi ontem defendida pela Juventude Monárquica de Braga.
Em comunicado distribuído à Imprensa, aquela estrutura partidária acusa a Associação Comercial de "alguma ingenuidade" ao solicitar a criação de uma Polícia Municipal.

Para a JM, a "vetusta e respeitável associação" devia antes, exigir à Policia de Segurança Pública "que cumpra com zelo e eficácia as funções que lhe estão cometidas". A propósito refere que estas funções "são bastante mais que passar multas de estacionamento a esmo, fiscalizar campos de futebol ou fazer uns serviços remunerados a bancos".

"Qualquer cidadão que saia à rua após as 23h00 - lê-se no texto - não encontra um único cívico fazendo ronda pela cidade: com alguma sorte poderá ver um carro da Polícia com quatro agentes (constituiriam duas equipas de ronda se policiassem a pé) a passar de viatura pelas ruas do centro".

Os jovens monárquicos rejeitam como justificação para a falta de policiamento "o muito estafado argumento de falta de efectivos" e sustentam ser sem convencimento de que "o policiamento da cidade é mau pelo simples facto de haver um excesso de utilização das viaturas pelos polícias".

Nada move a Juventude Monárquica contra a PSP local, antes pelo contrário - esclarecem - mas gostaria a JM de ter por essa instituição não apenas respeito mas também alguma gratidão.

A racionalização de efectivos é, pois, a acção a desenvolver, na opinião da JM, para um correcto policiamento da cidade e o restauro do respeito e gratidão à PSP.

sábado, 27 de junho de 1992

Jornal Público: Monárquicos censuram a Câmara

Para a Juventude Monárquica, o alvo principal das críticas é o transito: "Os problemas de circulação citadina iniciaram-se quando houve a peregrina ideia de eliminar uma faixa de tráfego, que escoava o transito na Avenida Central. A suspensão desta via veio desequilibrar todo o tráfego no centro da cidade e nem com os rios de dinheiro gastos pelo município em soluções alternativas se conseguiu repor a fluidez de transito que, até essa época, havia no centro da cidade". O que está a passar-se "com o afunilamento das vias junto do Largo de S. Francisco, bem no coração da cidade", tem provocado "as filas de transito na Avenida da Liberdade, que já se arrastam até ao Largo do Rechicho e na Avenida Central estendem-se até à Senhora-a-Branca", salientam os jovens monárquicos.

terça-feira, 23 de junho de 1992

Jornal Diário do Minho: Juventude Monárquica também critica "afunilamento" das Ruas da Cidade

O "afunilamento" das artérias do centro da cidade voltou ontem a ser criticado pela Juventude Monárquica de Braga.
Para a JM, "uma cretinice, mesmo que sustentada por uma Câmara eleita democraticamente por maioria absoluta, não deixa de ser uma cretinice".

As obras de redução das vias de circulação citadina - diz - "só por doentia teimosia ou inépcia total se continua a processar".

Os jovens monárquicos recordam "aos iluminados edis da cidade" que os problemas de circulação citadina se iniciaram com a "peregrina ideia" de eliminar uma faixa de tráfego que escoava o transito na Avenida Central.

A suspensão desta via - sustentam - veio desequilibrar todo o tráfego no centro da cidade e, "nem com rios de dinheiro gastos pela CMB em soluções alternativas", se conseguiu repor a fluidez que até essa altura havia no transito do centro da cidade.

Para a Juventude Monárquica bracarense, o que se está a passar com o afunilamento das vias junto do Largo de S. Francisco é bem visível: as filas de transito da Avenida da Liberdade já se arrastam até ao Largo do Rechicho e na Avenida Central estende-se até à Senhora-a-Branca.

Pergunta, então, aquela estrutura partidária: "será preciso a Câmara de Braga insistir neste genuíno caso de malbaratar dinheiros públicos até à conclusão das obras só para exibir que estas continuem em Braga e, assim, emitir uma falsa imagem de progresso?".

O comunicado a que nos referimos conclui com outra questão. "Não haverá na Câmara de Braga, quer nos vereadores da maioria quer nos da oposição, um mínimo de bom senso para alertar, enquanto é tempo, para o absurdo de se insistir na conclusão desta asneira? Que interesses movem os que insistem neste absurdo?".