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Manuel Beninger

terça-feira, 11 de agosto de 1992

Jornal Diário do Minho: JM Alerta - Intervenção da Câmara no Campo Novo não pode Descaracterizar a Praça

A Juventude Monárquica de Braga não concorda com alguns aspectos da intervenção que a Câmara Municipal está a levar a cabo no arranjo da Praça D. Pedro V, nesta cidade.
Segundo a JM, "os indesejáveis muretes em construção", vão desequilibrar a amplitude visual daquele rossio, "que por definição de denomina praça e que é um lugar público e espaçoso, delimitado por edifícios plenos de dignidade".

A Juventude Monárquica sugere aos Serviços Municipalizados de Obras e Saneamento "que não descaracterize o Campo Novo com um jardim, cercado de dispensáveis e inadequados muretes, em prejuízo da perspectiva dos edifícios que delimitam aquele nobre espaço da cidade".

Acrescentam os jovens monárquicos que o arranjo em curso deveria respeitar regras de enquadramento paisagístico que não diminuam a dignidade "deste equilibrado exemplo de organização dum espaço público".

Segundo a Juventude Monárquica, que ontem tornou pública esta sua posição através de um comunicado, "há lugares em todas as cidades que se fixam no imaginário colectivo como emblema de harmonia e bem-estar. Não são muitos em Portugal, mas felizmente tem havido o bom senso de os conservar, resguardando-os das modernices estrangeiradas da última moda, sempre descaracterizadoras da nossa cultura".

Para esta estrutura partidária, a Praça D. Pedro V, vulgo Campo Novo, é um dos raros exemplos de harmonia arquitectónica, onde ainda se pode observar um conjunto de edificações que harmoniosamente enquadram o monumento a um dos reis mais queridos da nossa história.

Por isso, diz, em boa hora os residentes daquela nobilíssima praça têm vindo a restaurar as fachadas dos edifícios que bordejam aquele espectacular espaço citadino, conservando-lhe a dignidade que sempre teve.

Talvez por isso, finalizam os jovens monárquicos, a Câmara Municipal de Braga, louvavelmente entendeu que deveria dar um arranjo ao jardim que enquadra o monumento a D. Pedro V.

terça-feira, 4 de agosto de 1992

Jornal Correio do Minho: Juventude Monárquica Compara PSD ao PS

"Braga, terra de políticos ilustres ao longo da sua existência, está condenada em ver-se representada por um conjunto de pequenos políticos que, nos princípios éticos, em nada se diferencia a situação socialista da oposição social-democrática?".
A interrogação é da Juventude Monárquica de Braga que, mais uma vez, em comunicado e a propósito do Monte do Picoto, vem reforçar a posição que anteriormente defendeu para aquele espaço, aproveitando a circunstância para criticar os autarcas eleitos para a Câmara Municipal de Braga, ao mesmo tempo que admite haver crise de valores.

Sobre o Monte do Picoto, os jovens monárquicos voltam a defender a transformação daquela área em espaço de lazer e paisagem enquadrada na cidade e ao serviço de todos os bracarenses. O texto avança depois com considerações sobre a controvérsia em torno da solução que a Câmara e a oposição têm sobre o assunto, tendo em atenção as notícias publicadas pelos periódicos locais sobre essa matéria.

Para a Juventude Monárquica, os empreiteiros envolvidos nesta questão são "mecenas" da cidade e a oposição é tida com "deserta de ideias e de saber que fundamenta a sua débil existência em interpretação da legalidade do absurdo". E interroga:

"Mas que crise de valores é esta, em que os grandes partidos candidatam a lugares de grande responsabilidade personagens que assumem tomar posições iníquas?". Admite-se, no entanto, que houve alguma razão dos vereadores sociais-democratas em impossibilitar que a Câmara fosse "câmara de eco de interesses de pretensos mecenas da cidade". Todavia, os jovens monárquicos consideram que os mesmos vereadores "só por eleitoralismo vesgo e oportunista possibilitam uma sessão extraordinária para darem um óbolo a um clube local, useiro e vezeiro em receber favores da CMB".

E ao interrogar sobre se Braga está condenada a ver-se representada por um conjunto de pequenos políticos", os jovens monárquicos interrogam se estará aqui a explicação pela qual os governos "vão descobrir o Governador Civil de Braga a terras distantes, nomeadamente a Famalicão e às Taipas". Sobre a alegada crise de valores na terra dos arcebispos, o documento dos jovens monárquicos interroga-se sobre se essa crise "condenará os grandes partidos monopolistas nas próximas eleições autárquicas, a apresentarem os mesmos candidatos".