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Manuel Beninger

quarta-feira, 20 de outubro de 1993

Jornal Correio do Minho: PPM dividido acusa Macedo


O dirigente bracarense do PPM, Manuel Beninger, acusou ontem o candidato do PSD de "não respeitar a cúpula directiva dos monárquicos e negociar, à revelia, com um militante" para integrar as listas para as "autárquicas".
Manuel Beninger reagia desta forma às declarações de António Machado, segundo o qual o "acordo de cavalheiros com o PSD se mantinha de pé, com algumas alterações". O acordo previa que o PPM indicasse um militante para o quinto lugar na lista para a Câmara Municipal.

Beninger argumenta que tem a solidariedade da direcção nacional do PPM e que o acordo para a integração de monárquicos na lista "laranja" - após a renuncia de Amadeu Sá Menezes - foi aprovado no seio do partido "com cinco votos a favor da indicação de Beninger, um a favor de António Machado e uma abstenção".

Face a esta situação - anunciou ontem a Rádio Renascença -, a Direcção Nacional do PPM impôs a realização de eleições no PPM de Braga até 15 de Novembro, para normalizar a situação democrática no seio do partido.

Perante estes dados, qualquer militante que integre as listas do PSD só o pode fazer a título individual e não no quadro de um acordo PPM/PSD, entretanto denunciado pelos monárquicos.

Em conclusão, o PPM vai agora aconselhar os seus simpatizantes e militantes a votarem ou no CDS ou segundo a sua consciência. Está posta de parte a hipótese de aconselhar o voto no PSD ou no PS.

segunda-feira, 18 de outubro de 1993

Jornal Correio do Minho: PPM denuncia acordo com PSD

O PPM lamenta informar que o acordo de incidência autárquica estabelecido com o PSD de Braga terminou", uma vez que este partido não aceitou o nome de Manuel Beninger proposto pelos monárquicos para quinto lugar da lista - revela um comunicado divuldao ontem pela Comissão Política Distrital.
O militante apresentado para integrar a lista do PSD - Amadeu Sá Menezes - invocou razões "pessoais" para não integrar a lista "laranja" que é entregue hoje ao Tribunal da Comarca, conforme o "CM" noticiara há alguns dias.

Face a esta decisão de Amadeu Sá Menezes, o PPM indicou, como alternativa, o nome de Manuel Beninger, que se tornou conhecido há dois anos, quando se envolveu numa candidatura para a Associação Académica da Universidade do Minho e encetou, de seguida, uma campanha através da comunicação social, propondo uma "frente comum" contra a gestão socialista.

Com este "não" do PSD de Braga ao seu nome, termina uma campanha inglória e que ele próprio apontava como promissora para o PPM, tendo inclusive, anunciado candidaturas autónomas dos monárquicos em Vila Verde (através do convite a Mota Alves, do CDS) e na Pòvoa de Lanhoso 8presidente da edilidade) que acaboaram por não se verificar.

Face a esta situação, o PPM "decidiu não apresentar outro candidato e denunciar o acordo com o PSD, pelo que qualquer outro militante monárquico que porventura venha a integrar as listas do PSD, só o poderá fazer a título pessoal, representando-se a si próprio e não ao partido".

domingo, 10 de outubro de 1993

Acta da Reunião da Concelhia do PPM

ACTA DA REUNIÃO

No dia 10 de Outubro de 1993, reuniu o Partido Popular Monárquico, secção de Braga, com o intuito de decidir os candidatos para a Assembleia Municipal e para o orgão da Câmara Municiapl de Braga.
Estiveram presentes nesta reunião os seguintes elementos:
Eng.º Amadeu Sá Menezes, Manuel Maria Beninger Simões Correia, Maria Cristina Braga Figueira de Sousa, Luís Francisco Malheiro, Pedro Borges de Macedo, Albino José de Almeida Valente Seabra e António Álvaro da Costa Machado.
Ficou decidido que o Eng.º Amadeu Sá Menezes não aceitou o lugar a ocupar na lista do PSD e, 5º lugar, e em substituição foi sugerido o nome do Sr. Manuel Beninger em votação, com o seguinte resultado:
Cinco votos a favor de Manuel Beninger, um voto para António Machado e uma abstenção.


(Assinaturas de: Amadeu Sá Menezes, Manuel Beninger, Pedro Borges de Macedo, Albino Seabra, Luís Malheiro, Maria Cristina Braga)

terça-feira, 5 de outubro de 1993

Jornal Diário do Minho: "Será apenas uma balela eleitoral?". PPM desconfia do teleférico

O Partido Popular Monárquico está desconfiado em relação à viabilidade do projecto de instalação de um teleférico em Braga.
Em comunicado ontem distribuído, os monárquicos bracarenses interrogam-se sobre "o indispensável estudo económico", isto é, se tal documento terá sido já elaborado e se será facultado à consulta dos munícipes.

"Será que o anunciado teleférico gerará receitas para a amortização e conservação deste pesado investimento?", pergunta p PPM.

Ao colocar estas interrogações, a Distrital de Braga dos monárquicos tem em conta que o anúncio de tal projecto pode ser "apenas uma balela eleitoral, para cair no esquecimento após as eleições de Dezembro".

"Dando de barato que um teleférico não é asneira, não terá a Câmara Municipal imaginado do impacto negativo das torres de sustentação do teleférico na bela paisagem do triângulo Sameiro/Bom Jesus/Falperra?", questionam ainda.

Para os monárquicos, "mais grave que copiar o erro dos vimaranenses, é não entender que um teleférico apenas é uma infraestrutura de transporte, quando não há possibilidades de servir determinadas estâncias ou localidades, através duma rede viária, quer por condições orográficas adversas, quer por condições climatéricas que com regularidade inviabilizam o tráfego de rede viária".

sábado, 2 de outubro de 1993

Jornal Diário do Minho: Sá Menezes corre com Macedo à Câmara de Braga

Sá Menezes é o elemento monárquico na lista de Miguel Macedo.

Amadeu Sá Menezes deverá ser o elemento do Partido Popular Monárquico a integrar a candidatura de Miguel Macedo à Câmara Municipal de Braga, admitiu ontem fonte partidária.
O militante monárquico vai ocupar o quinto lugar da lista social-demacrata à autarquia bracarense, mediante um acordo de incidênciaautárquica estabelecido entre as concelhias do PSD e do PPM.

Segundo Manuel Beninger, da Distrital monárquica, com este acordo "estão reunidas, pela primeira vez, as condições para destituir a gestão socialista do Engº Mesquita Machado em Braga".

O acordo - lembra - foi previsto há cerca de um ano, depois de um encontro alargado a toda a oposição bracarense.

"Na altura afirmamos que, se tal frente alargada não se concretizasse, nós avançariamos sozinhos com uma candidatura à Câmara Municipal de Braga", disse.

O PPM - acrescenta Manuel Beninger - teve o mérito de despir a camisola partidária para apoiar um candidato que, não sendo seu, lhe oferece credibilidade suficiente para corporizar uma alternativa à gestão socialista.

Para este responsável, o acordo PSD/PPM "é demonstrativo de que a preocupação dos monárquicos não é só a de ascender ao poder, mas antes contribuir positivamente para a credibilidade da oposição".

Refira-se que este protocolo de incidência autárquica compreende ainda a inclusão de elementos monárquicos na lista social-democrata à Assembleia Municipal.