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Manuel Beninger

quinta-feira, 8 de março de 2007

Jornal Diário da Minho: PPM desafia Câmara a criar parques infantis fechados

O Partido Popular Monárquico de Braga desafiou o executivo socialista, na última Assembleia Municipal, a criar até ao fim do mandato, pelo menos um parque infantil com as características do que existe na rua de Diu.
Sustenta o eleito do PPM, Manuel Beninger, que as novas zonas da cidade como Gualtar, Parque Norte e S. Victor, entre outras, necessitam de espaços de recreio para crianças protegidos e vigiados.

O Parque infantil da rua de Diu, junto à Escola Secundária D. Maria II, alega o deputado municipal, apesar de antigo, "continua a ser a grande referência da cidade", dado ser fechado, incorporar uma zona verde e ter um vigilante permanente camarário.

"Não defendemos que se façam todos os parques de uma só vez, mas que se comece a equacionar a criação de um destes por legislatura, de forma a diminuírem as carências que são manifestas nesta área", sugere Manuel Beninger.

O PPM espera que esta proposta seja concretizada pela Câmara Municipal antes de 2009 e não daqui a 15 anos, como aconteceu com a ideia do parque urbano do Picoto, apresentado pelo PPM em 1992 e agora retomada pelo executivo socialista.

Os monárquicos de Braga defendiam na altura e continuam a preconizar a transformação do monte do Picoto numa "zona verde atraente", com mata ajardinada e arborizada e com áreas de repouso e lazer, em que fosse possível fazer jogging, ler um livro ou simplesmente fruir da natureza.

segunda-feira, 5 de março de 2007

Comunicado - PPM Braga: Picoto

PICOTO - QUINZE ANOS DEPOIS

Com uma carga de grande benevolência, relatam os periódicos citadinos a sessão da Assembleia Municipal de Braga do passado dia 2 de Março.
Para o P.P.M., reduziu-se aquele acto, ao usual eco das palavras auto-elogiosas da edilidade socialista, a intervenções arrogantes, diríamos a roçar o despotismo do presidente da urbe, e à constatação que na Câmara Municipal de Braga, o Presidente da edilidade põe e dispõem a seu bel-prazer.
As intervenções do Eng.º Mesquita Machado na Assembleia Municipal de Braga não são próprias de um sistema parlamentar, mas tão-somente de um sistema para lamentar.
Acossada a maioria socialista sobre a aprovação de uma recomendação apresentada pelo P.P.M. na criação de um parque infantil, com as características similares ao parque infantil da Rua de Diu, até ao fim do mandato e em local escolhido pelo Executivo camarário, realça-se a afoiteza com que os ilustres representantes do Partido Socialista, declaram com ciência certa, que tais recomendações são “coisinha” de somenos importância, pois, “muito mais importante será a construção, planeada para o próximo ano, de um parque urbano para o monte do Picoto”.
Esquece-se o partido socialista, que o P.P.M. teve o condão de apresentar em comunicado de 13 de Julho de 1992 e publicada nos jornais da praça do dia seguinte, o embrião desta mesma proposta.
Escrevíamos na altura e reafirmamos nos dias de hoje que “o monte do Picote e áreas adjacentes, deveriam ser utilizadas na construção duma zona verde paisagisticamente atraente, onde se harmonizasse a ligação da natureza com a floresta de cimento e asfalto que hoje é a cidade de Braga”.
Advogávamos na altura “que se plantasse uma mata ajardinada, alias seguindo o exemplo que os nossos antepassados fizeram no sec. XIX no Bom Jesus, que ainda hoje é um ex-libris da cidade, dimensionando as áreas de lazer e repouso com a actual população da cidade”.
Dizíamos a concluir: “como agradeceriam as gerações vindouras, ao encontrarem bem perto do centro da cidade, uma mata de azevinhos, enquadrada por carvalhos e castanheiros, onde distante do bulício citadino se pudesse fazer jogging, ler um livro, ou tão simplesmente gozar o “frufru” das folhagens dessas espécies”.
Após quinze anos de espera, efectivamente o sonho torna-se realidade.
Preocupa-nos, não a critica por critica a essa instituição – o dever de reflectir o sentir o desejo dos munícipes –, mas o exemplo de incompreensão e incapacidade que esta Assembleia Municipal demonstrou.
Lamentavelmente, com estes prazos, teremos possivelmente que esperar mais quinze anos para que se efective a construção dos parques infantis propostos pelo P.P.M. na última Assembleia Municipal.

Manuel Beninger
Grupo Municipal do P.P.M.
na Assembleia Municipal de Braga

sexta-feira, 2 de março de 2007

Assembleia Municipal - Plenário: Carta Educativa do Concelho de Braga 2006

ORDEM DE TRABALHO
PONTO Nº 2 - A Carta Educativa do Concelho de Braga 2006

Como documento elaborado pela vereação da Educação da Câmara Municipal de Braga, a “Carta Educativa do Concelho de Braga 2006” é exemplo de um bom trabalho de recolha de informação e principalmente de boa apresentação. Esforço esse que merece ser elogiado. No entanto, o P.P.M. não pode “deixar passar em branco” alguns pormenores importantes, principalmente um “pequeno grande lapso” detectado de grande importância para a qualidade educativa deste Concelho.
Ora vejamos, na página 49 da Carta Educativa é apresentado o ponto sobre a Higiene, Segurança e Saúde nas escolas. Esta avaliação da Qualidade das Escolas do Concelho nestes parâmetros, foi concretizada, através de um inquérito a 47 escolas e descrita em não mais, do que meia página, das cerca de 700 no total do documento.
Será que esta escassez do conteúdo é porque não se quer dar importância ao assunto?
Segundo este inquérito, as escolas que tem menos alunos, cerca de 50 alunos, são as que estão classificadas como melhores relativamente a estes três parâmetros.
Mas, melhores em quê?
Fica-nos a dúvida em que elementos de comparação se baseiam.
Continuando:
Vinte e seis destas escolas consideram o edifício e o recinto escolar razoáveis.
Muito bem. Mas, razoáveis em quê?
A nível de instalações, de condições sanitárias, de refeitório, de parque de jogos??? Ficamos sem resposta.
Quanto ao meio envolvente as 47 escolas consideram-no bom.
Mas, bom em quê?
A nível de segurança, em passadeiras para peões, na zona verde envolvente???
De facto, objectivamente, não se consegue encontrar algum rigor neste texto pois as matérias descritas não têm base de comparação. Parecem conclusões aleatórias que, a bom senso “foram para ali despejados”.
Nesta sequência é que surge o “pequeno grande lapso” da Carta Educativa.
Quais são as reais condições sanitárias das escolas deste concelho?
Porque é que não se fez esta grande pergunta???
Basta qualquer cidadão comum se deslocar a uma escola, aleatoriamente, para verificar que as condições não são más, mas sim péssimas. Desde a limpeza, à falta de papel higiénico, à falta de produtos de limpeza para as mãos, às portas que se encontram arrombadas, à falta de um funcionário de controlo deste espaço, etc., etc., etc.

Continuamos fiéis aos princípios do P.P.M.: fazer oposição, não é a doentia perversão do “bota-abaixo”, mas sim auxiliar quem detém o poder; fazer oposição é contrastar projectos e decisões com os seus adversários para a concepção e o desenvolvimento duma sociedade.
Neste sentido, o que o P.P.M. propõem à Câmara Municipal de Braga é o dever de melhorar a qualidade das condições sanitárias nos recintos escolares, devendo para isso, fazer uma avaliação mais sistematizada, por técnicos especialistas da área da Higiene, da Segurança e da Saúde, a todas as escolas do Concelho.
Compreende-se que se está a lidar com crianças, e que a criança tem uma forma diferente de lidar com estes espaços (entenda-se casas de banho) em relação a um adulto, diríamos menos cuidada, no entanto, isso não pode ser justificativo para que sejamos menos exigentes.
É um dever da escola e da sociedade a educação para a Higiene e para a Saúde, não sendo possível a mesma ser efectiva quando as condições básicas não são cumpridas.
A criança vai para a sala de aula e aprende a formar palavras e a ler, aprende números, aprende a conhecer os nossos poetas, aprende a interagir com o ciberespaço, aprende os filósofos como Sócrates. Mas quando está aflita e sai da sala de aula porque tem que fazer um “xixi”, depara-se com condições sanitárias semelhantes às épocas medievais.

Tenhamos um pouco de bom senso para ultrapassar as boas intenções do papel. Façamos realizações efectivas no terreno.
Uma árvore só tem uma boa rama e uma boa copa quando as suas raízes são fortes e pujantes.

Apesar de tudo isto, o P.P.M. votará a favor desta Carta Educativa, mas com a ressalva de que este documento carece de mais trabalho de coordenação e de interligação e de uma maior base de sustentabilidade.

Tenho dito.

Manuel Beninger
Grupo Municipal do P.P.M. na Assembleia Municipal de Braga

Assembleia Municipal - Plenário: Criar um Novo Parque Infantil

MOÇÃO

CRIAR UM NOVO PARQUE INFANTIL

Há na organização das cidades, muitas acções que não podem ser partidarizadas. Qualquer que seja o partido que detenha o poder municipal, procurará melhorar o sistema de abastecimento de água, a distribuição de energia eléctrica, a limpeza das ruas e avenidas, a organização do transito, etc., etc., indistintamente da sua origem política.
Obviamente, embora as intenções sejam as de melhorar determinada situação existente, as soluções podem virar em polémica, não no objectivo, mas no tempo e método escolhido para atingir uma melhoria na organização da cidade.
É público e notório que a Câmara do Município de Braga é avessa a toda e qualquer sugestão, que não tenha a paternidade socialista.
Mesmo correndo o risco de “chover no molhado”, vem o P.P.M., reclamar um pouco de bom senso, na correcção de alguns esquecimentos que nos parecem bastante importantes.
Nesta Assembleia Municipal, o P.P.M. desafia o Executivo municipal a ter uma maior preocupação com a criação de espaços de recreio para crianças.
Nesta matéria, a grande referência da cidade continua a ser o Parque infantil da Rua de Diu, que apesar da sua antiguidade, possui uma centralidade e características únicas como, o facto de ser fechado, o facto de incorporar uma zona verde e o facto de ter um vigilante permanente camarário. Ora, na opinião do P.P.M., este tipo de parque deveria ser multiplicado por outras zonas do município.
Actualmente, cada vez mais as crianças vivem o drama da existência num mundo virtual e com poucas relações de amizade e de convívio, que é necessário e premente contrariar. A responsabilidade para alterar esta situação, é de todos nós, inclusive da autarquia que tem a obrigação de criar os espaços recreativos.
O que o P.P.M. sugere é que a Câmara Municipal de Braga intensifique o esforço para criar mais zonas do tipo do Parque de Diu, nas novas zonas da cidade como por exemplo Gualtar, Parque Norte da cidade, S. Victor, etc.
É evidente que não aconselhamos que o façam todos de uma vez, mas que se comece a equacionar a criação de um destes parques por legislatura, de forma a diminuírem as carências que são manifestas nesta área.
Já sabemos que o Executivo socialista pode argumentar que criaram o parque pedagógico e que forçaram os construtores a criarem áreas de lazer nas áreas adjacentes às urbanizações. Mas, o P.P.M. acha que apesar de haver algum esforço nesse sentido, ele não é suficiente para uma cidade que se quer augurar de terceira cidade do País.
Pelas razões apresentadas, propomos a esta Assembleia a criação efectiva de um novo parque infantil, com características similares às do Parque Infantil da rua de Diu, até ao fim deste mandato e em local escolhido pelo Executivo camarário.

Tenho dito.

Manuel Beninger
Grupo Municipal do P.P.M. na Assembleia Municipal de Braga