Mudar o regime Servir Portugal

Manuel Beninger

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

DESEMPREGO - Um factor de pobreza

Esta é a grave situação socio-económica que o nosso país irá enfrentar nos próximos tempos: Desemprego - um factor da pobreza.
As previsões do Banco de Portugal foram sempre desajustadas com a realidade. Assim o foram desde Janeiro a Outubro de 2009, onde o desemprego se encontrava sempre acima das taxas anunciadas.

Se contarmos aqueles que frequentam os cursos subsidiados das "novas oportunidades" a taxa ultrapassa os 15%. Se contarmos com os que recebem RSI e com aqueles que mal sobrevivem a fazer uns biscates, aqui e ali, iremos aos 20%!

Entre Julho e Setembro o número de desempregados aumentou para 547,7 mil indivíduos. O Norte é a região mais atingida pelo problema do desemprego, com uma taxa de 11,6%.

Os dados da OCDE revelam que no final de 2010 pode registar-se um aumento de 210 mil desempregados, com um total de 650 mil pessoas atingidas.

A situação económica grave dos nossos principais parceiros comerciais está afectar as nossas exportações e a contribuir para a subida da taxa de desemprego, o que poderá fazer com que esta atinja, até ao final do ano, o valor mais elevado de sempre.
O aumento de desemprego previsto traduz também um aumento da taxa de desemprego, ou seja, até 11,7% em 2010, acima do registado em 2007 (7,9%), dos 9,1% no segundo trimestre de 2009 e dos 9,8% no terceiro trimestre de 2009.

Apesar do agravamento da situação interna, o Governo continua a fechar os olhos, e a dar prioridade ao TGV, ao aeroporto, e às auto-estradas.

Será para criar postos de trabalho?

domingo, 29 de novembro de 2009

Conferência de Copenhague - COP 15

Em 1972, a ONU organiza, em Estocolmo na Suécia a primeira Conferência, para discussões sobre o meio ambiente e o aquecimento global, o encontro teve 113 países e mais de 400 ONGs em todo mundo, este foi considerado o ponto zero do debate mundial, e resultou na criação do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).

Vinte anos após a ONU convoca novas reuniões e desta vez é realizada no Rio de Janeiro em 1992, a Rio Eco/92, a conferência teve como um de seus principais resultados o acordo para reduzir as emissões de gases do efeito estufa que causam o aquecimento global - a Convenção sobre Mudança do Clima.

Assinada inicialmente por 154 países, a Convenção entrou em vigor em 1994 e, no ano seguinte, em Berlim (Alemanha), foi realizada a 1a. Conferência das Partes (COP 1), ou seja, a primeira reunião dos países participantes da Convenção. Foi nessa primeira COP que ficou decidida a criação, até 1997, de um protocolo com metas para a redução de emissões. Nesse ano, a reunião da ONU aconteceu em Kyoto, no Japão, e lá surgiu então o Protocolo de Kyoto.
E o que é o Protocolo de Kyoto?

Trata-se de um compromisso estabelecido pelos países que assinaram a Convenção da ONU sobre Mudança do Clima de reduzirem, entre 2008 e 2012, suas emissões poluentes em pelo menos 5% em relação aos níveis verificados em 1990. O Brasil ratificou em 2002 o Protocolo de Kyoto, que entrou em vigor em 2005.

Em 2007, em Bali na Indonésia, foi traçado o caminho, na COP 13 para as negociações.

Em Copenhaga na Dinamarca, a COP 15, será realizada entre os dias 7 a 18 de Dezembro/2009, para um dos encontros mais importantes na história – a 15a. Conferência das Partes (COP 15) da Convenção das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, é esperado representantes de cerca de 200 países.

Os dados científicos são claros: temos que reduzir, em 2015, as emissões de CO2 no mundo e construir, até 2050, uma economia com baixa emissão de gases do efeito estufa.

Enquanto vivemos, produzimos e consumimos, a temperatura média da Terra aumenta. O uso das riquezas naturais já extrapola em cerca de 25% a capacidade de regeneração do planeta. Mais de 80% desses recursos é utilizado pelas nações industrializadas. Somos responsáveis por esse planeta onde vivemos e queremos conservar.

Contagem decrescente para a Conferência de Copenhaga: faltam 8 dias

A Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas, que se realiza entre os dias 7 e 18 de Dezembro na capital dinamarquesa, tem como principal objectivo a celebração de um acordo internacional global que permita reduzir as emissões nos países desenvolvidos, limitar o aumento das emissões nos países em desenvolvimento e financiar as acções destinadas a mitigar os efeitos das alterações climáticas e os esforços de adaptação desenvolvidos pelos países pobres.

A China, os EUA e a Rússia são os três principais emissores de gases com efeito de estufa. Com o Japão a preparar-se para reduzir 25% das suas emissões até 2020, o Presidente dos EUA deveria cumprir as promessas eleitorais com objectivos vinculativos e a China, a Índia e o Brasil também deveriam definir os compromissos explícitos nesta matéria.

Para um mundo melhor.

sábado, 28 de novembro de 2009

Conferência de Copenhaga: Campanha Tsk Tsk foi lançada


Depois de uma mensagem de Kofi Annan, várias personalidades da música e do cinema juntam-se para cantar "Beds are Burning", um original dos Midnight Oil, para apelar à mudança de consciências, de forma a estar-se atento às questões ambientais e agir contra a destruição do planeta. Esta é uma iniciativa que acompanha a Conferência do Clima de Copenhaga, a realizar-se em Dezembro, que servirá para criar um novo acordo.


Entre essas personalidades, estão Fergie, Scorpions, Duran Duran, Jamie Cullun, Milla Jovochich Marion Colliard, a actriz francesa que foi premiada com um Óscar por "La Vie en Rose.

Solidariedade: postais e prendas de Natal

O ano passado já "ofereci" prendas destas: uma placa de zinco, um kit para grávidas, latas de leite, mantas de lã.
Este ano penso oferecer uma
cabra, um painel solar, leite e uma cadeira.

São os
postais/presentes solidários da Fundação Evangelização e Culturas.

Um dois em um: uma prenda para aquelas pessoas a quem, felizmente, nada de especial faz falta e a quem já não sabemos o que oferecer e, por outro lado, um gesto de solidariedade.
Depois de escolhermos o presente é emitido um postal (em papel ou digital) que podemos personalizar e fazer chegar à pessoa a quem o dedicamos. O postal apresenta o presente escolhido assim como país a que se destina.

A instituição que assegura este projecto é de confiança. Sabemos que muitas vezes temos receio de contribuir e que o nosso gesto não chegue aos seu destinário. Neste caso, a Fundação Evangelização e Culturas, através de parcerias com instituições que estão no terreno, garante a entrega dos bens oferecidos.

O ano passado optei pelos postais em papel. Eram muito bonitos, a encomenda on-line foi muito simples, os prazos de entrega foram cumpridos, mas mais importante...as pessoas a quem os ofereci gostaram deles e acredito que as pessoas que receberam a placa de zinco, o kit para grávida, as latas de leite e as mantas de lã também gostaram.

Aqui fica a sugestão.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Mais um Mestrado Duvidoso no nosso Erudito Ministério...

Depois de um primeiro-ministro com uma licenciatura tirada a um domingo, o novo Governo do PS conta agora, também, com um Mestrado instantâneo. Ostenta-o, precisamente, a ministra da Educação, a ficcional Isabel Alçada. A triste história conta-se em poucas linhas. Nos idos da década de 80, a então licenciada em Filosofia concorria a um lugar de professora adjunta numa Escola Superior de Educação - mas, para não perder o comboio das promoções, precisava de um Mestrado. Solução rápida: frequentar, na Universidade de Boston, durante dois curtos mesinhos, um curso de Verão de "Masters". Com a proverbial ignorância dominante na máquina universitária, este "Masters" transformou-se facilmente num "Mestrado". E assim foi reconhecido oficialmente pelo Ministério da Educação, esse mesmo que Alçada agora tutela. Nada disto seria grave (embora já fosse indigno) se a nóvel ministra não tivesse a seu cargo a decisão final sobre licenciaturas, mestrados e doutoramentos alheios. Com que moral julgará (que, a propósito, é Vilar de apelido, pois é casada com o antigo ministro socialista Rui Vilar) quando um qualquer chico-esperto lhe exigir uma "equivalência" igual àquela com que foi socialisticamente bafejada?

Recibos Verdes

Quando a precariedade do trabalho em Portugal é enorme eis que o governo reclama mais uns milhões daqueles que trabalham e necessitam de uma estabilidade económica.

A solução deveria passar por aligeirar a carga fiscal daqueles que labutam diariamente e encorajar a criação de postos de trabalho por parte das entidades empregadoras.

Com esta crise, devia valorizar-se quem se esforça por trabalhar e contribuir para o crescimento do país.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

United Nations Climate Change Conference 2009

Dentro de alguns dias (7 de Dezembro) vai iniciar-se em Copenhaga, Dinamarca, a tão esperada Conferência internacional sobre as mudanças climáticas. A importância desta Conferência resume-se nesta escolha política (que não deveria ser política):

a) Os poderosos do mundo decidirão que a Conferência seja um sucesso e, com isso, implementarão e criarão as condições necessárias para que o planeta Terra e a humanidade residente sobrevivam?

b) Ou, pelo contrário, os poderosos do mundo decidirão refugiar-se naquela zona obscura que será não ligarem, de forma concertada, a este assunto, provocando o falhanço deliberado da Conferência? Ou seja, piorando as condições do planeta e a sua humanidade residente?

A Conferência de Copenhaga conseguirá melhores resultados que a de Quioto, em que houve uma permanente falta de cumprimento dos fracos acordos conseguidos então?

A humanidade aguarda.

Green Jobs

Uma forte tendência em todos os mercados do mundo é o crescimento e investimento nos chamados “empregos verdes”. Essas áreas deverão ganhar um grande destaque nos próximos anos por unirem crescimento económico, desenvolvimento social e preservação ambiental numa mesma profissão.

Esses profissionais estão a ser cada vez mais requisitados pelo mercado, que ainda carece de mão-de-obra especializada nessas novas áreas. Engenharia ambiental, coordenação de projectos de responsabilidade social, auditoria de qualidade, direito ambiental, professor de educação ambiental, geologia, biologia, consultadoria ambiental, ciência ambiental, monitoria de ecoturismo, urbanismo, agronomia e até instalação de painéis solares são as opções para quem quer um futuro profissional que tende a ser promissor para todos.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Pobreza - Grupos de risco

Em Portugal, segundo o Relatório conjunto de 2009 sobre Protecção e Inclusão Social divulgado em Bruxelas, a população mais idosa (e especialmente do sexo feminino), as mulheres e as crianças são as mais atingidas pela pobreza.

● Os idosos com mais de 65 anos registam as taxas de pobreza relativa mais elevadas – 28 por cento.
É no grupo dos idosos que as pensões e subsídios mais contam. Sem eles, 82 por cento dos residentes com 65 ou mais anos estaria em risco de pobreza.
Os rendimentos de pensões de reforma e sobrevivência permitiram diminuir em 15 por cento os indivíduos em risco de pobreza.

● As crianças portuguesas têm o pior nível de desqualificação da EU – 68 por cento das crianças portuguesas vivem com os pais, com o ensino secundário incompleto.

“Não é um retrato abonatório para Portugal aquele que se encontra descrito num relatório da Comissão Europeia sobre pobreza infantil (…). Elaborado com base em dados de 2005 (que é ainda o ano limite para a maior parte dos estudos europeus), o relatório coloca Portugal não só entre os oito países da União Europeia com níveis mais elevados de pobreza entre as crianças, como o confirma entre aqueles com mais probabilidades de se manter nesta posição.
Em 2005, 24 por cento das crianças (contra 19 de média na UE) encontravam-se expostas, em Portugal, ao risco de pobreza (no ano anterior essa percentagem era de 23 por cento). Como a Roménia e a Bulgária não foram incluídas neste estudo, em situação pior do que Portugal figuravam apenas a Polónia (29 por cento) e a Lituânia (27). Seguiam-se-lhes, em situação de empate, Portugal, Espanha e Itália.” (Jornal Público)

São as crianças que mais morrem à fome no mundo, de entre um número total de pessoas estimado entre 13 milhões e 18 milhões a cada ano.

● As pessoas que estão mais perto do limiar da pobreza em Portugal são, assim, os idosos que vivem sozinhos e as famílias constituídas por dois adultos com três ou mais filhos. Mas depois, há osdesempregados de longa duração cujas dificuldades de reinserção no mercado de trabalho se devem, total ou parcialmente, a qualificações baixas ou à sua falta.

O desemprego aumentou contribuindo para agravar os problemas de cerca de 20% da população portuguesa, tal se ficando a dever, em muitos casos, à falência de empresas e termo de contratos.

● Para além destes e de outras categorias sociais desfavorecidas, conhecidas como tal – entre elas os deficientes, sem-abrigo, toxicodependentes – temos agora, também, uma miséria social que atinge os que trabalham. Em Portugal, cerca de 32% da população activa está em risco de pobreza. Há cerca de 100 mil famílias em situação de grande dificuldade financeira, ou seja, pessoas que enfrentam sérios problemas para pagar a prestação bancária relativa à compra de casa ou empréstimos contraídos para consumo. São os novos pobres, pessoas com emprego mas cujo salário não chega para as necessidades. A presidente da Federação dos Bancos Alimentares contra a Fome, garante que há hoje mais pessoas a pedir ajuda alimentar do que em anos anteriores. E sabe-se que entre os que pedem ajuda alimentar se encontram pessoas com cursos superiores.

Esta é a nova pobreza. Um fenómeno que se apresenta afectando principalmente a classe média que trabalha por conta de outrem ou que possui pequenos negócios. É neste meio que encontramos a pobreza envergonhada. Temos uma classe média a tender para o desaparecimento. Pode-se dizer que Portugal a está a matar, quando a sobrecarrega de impostos e quando se desqualificam os trabalhadores manuais e se sobrevalorizam os títulos académicos.

A pobreza combate-se pela valorização da pessoa humana. Este combate passa por termos uma classe média forte e esclarecida. Só privilegiando a classe média em detrimento da criação de elites se poderá chegar a algum lado. Porque só a classe média, as médias empresas… é que estão próximas das pessoas, tem sensibilidade e capacidade de resposta. E é a classe média que paga impostos…

No entanto, é esta classe média, que caminha a passos largos para a pobreza e que paga a factura de sucessivas políticas erráticas.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Cada vez há mais pobres

"São dois milhões em Portugal. O que significa que um quinto dos portugueses vive com menos de 360 euros por mês. E há os «novos pobres», pessoas com emprego, mas cujo salário não chega para as necessidades. Tudo isto coloca Portugal na lista negra dos países com mais pobreza e o país da UE onde a desigualdade entre ricos e pobres é maior.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Jornal Correio do Minho: PPM propõe Pacto de Autarcas e Comissão contra a Pobreza

A Assembleia Municipal de Braga aprovou por unanimidade, na passada sexta-feira, uma recomendação à câmara no sentido de aderir ao "Pacto dos autarcas - compromisso para as energias sustentáveis locais".
Apresentada por Manuel Beninger, do PPM, a proposta defende que o município deve "juntar-se às nove câmaras municipais portuguesas que já subscreveram aquele compromisso, proposto pela União Europeia".

O eleito do PPM recordou, na última sessão da Assembleia Municipal, que, "em Braga, este pacto foi recusado alegando-se que já se têm vindo a desenvolver alguns procedimentos da redução de CO2 através da utilização de outro tipo de lâmpadas na iluminação pública, a utilização do gás natural nos transportes urbanos e algumas modificações nos aparelhos de climatização das escolas".

Ora, na opinião de Manuel Beninger, "apesar de bem intencionadas", aquelas medidas "não são suficientes".

O "Pacto dos autarcas" foi assinado por 630 presidentes de câmara europeus, que se comprometeram a reduzir a factura energética das suas cidades em 20 por cento até 2020.

Na última sessão da Assembleia, Manuel Beninger sugeriu a criação de uma comissão que, através de protocolos e parcerias com outras entidades, estabeleça planos de actuação contra a pobreza.

A proposta do eleito do PPM baixou à comissão de assuntos sociais da Assembleia Municipal, por sugestão do presidente deste órgão, António Braga, e depois de a bancada do PS ter considerado precipitada a criação de uma comissão eventual, atendendo à revisão próxima do regimento do plenário concelhio.

Segundo Manuel Beninger, "há que ter coragem política para ajudar a alterar" a realidade do concelho.

Nesse sentido, a Câmara deve associar-se a instituições como o Banco Alimentar, Santa Casa da Misericórdia, Cruz Vermelha, Igreja, entre outras.

A CDU absteve-se na votação da proposta, já que, como salientou Raúl Peixoto, o combate à pobreza não se faz estendendo a mão à caridade, mas sim com políticas efectivas.

Dubai Fountain ou a Fonte do Paraíso


É a maior fonte luminosa dançante do mundo, contendo um total de um milhão e quinhentas mil luzes meticulosamente sincronizadas com música. Os jactos ultrapassam os 500 metros projectando mais de 80.000 litros de água em cada exibição. Trata-se de um projecto da Wet Design que também concebeu as fontes luminosas do Parque das Nações. Um espectáculo das arábias do Dubai. Agora percebo porque é que o Mesquita mandou construir uma assim em Braga. Já agora maestro, por favor, ambiente com calor.

Onde está o Wally!!!

A crise bate forte e os políticos viram-se forçados a poupar nas férias, trocando o hotel ou o aldeamento turístico pelo parque de campismo.

©Ilustração António Martins

domingo, 22 de novembro de 2009

Jornal Diário do Minho: Combate à Pobreza despoletou troca de acusações na Assembleia

Uma recomendação sobre a pobreza, apresentada pelo deputado do PPM Manuel Beninger, foi o primeiro ponto a aquecer o debate da primeira reunião da Assembleia Municipal de Braga após a instalação deste órgão. O texto recomendava a "criação de uma Comissão pela Assembleia Municipal, para o estabelecimento de parcerias com as diferentes entidades - Banco Alimentar, Misericórdias, Cruz Vermelha e a Igreja, entre outras - para o estabelecimento de um plano de actuação", o que o PSD aplaudiu, mas o PS considerou a iniciativa "precipitada".
Pela voz de João Granja, o PSD fez questão de sublinhar que a proposta "é em tudo idêntica a outra, que havia sido apresentada em Dezembro de 2008, e que foi aprovada por unanimidade", pelo que entende que, agora, "há ainda mais razões para que a proposta seja aprovada, esperando que o PS não acabe por enrolar o assunto, como o fez no mandato anterior".

Na resposta, o líder da bancada socialista, Marcelino Pires, notou que os propósitos da recomendação "merecem todo o apoio dos socialistas", mas frisou que lhe parece "precipitado criar uma comissão eventual, quando ainda não estão definidas as comissões permanentes da Assembleia". Granja insistiu, acusando os socialistas de "escudarem-se em questões formais, para esconderem as questões sociais, a pobreza e o desemprego que atingem muitos bracarenses".

Marcelino Pires lembrou que "o município é parceiro e participa em muitas outras estruturas sociais do concelho", mas reforçou a oposição à votação do assunto nesta Assembleia, enquanto o bloquista António Lima defendeu que "é à Câmara que compete dirigir o combate contra a pobreza".

A recomendação apresentada por Beninger lembrava aos deputados que 18 por cento da população é pobre, que 80 por cento das pessoas que recorrem aos centros Porta Amiga estão em situação de desemprego, que a pobreza envergonhada é um problema crescente e que a recuperação económica não terá repercursões imediatas nestas famílias. São estes problemas que fizeram também a União Europeia dedicar o ano de 2010 ao combate à pobreza e exclusão social.

Face a esta situação, a recomendação defendia que a Câmara Municipal de Braga, juntamente com diversas instituições, deve ter em conta esta situação com apreensão social e moral, de forma a amenizar as dificuldades de vida de todos aqueles que sofrem com a actual crise económica e que vai muito para além dos conhecidos "sem abrigo".

A discussão do assunto acabou resolvida com a mediação do presidente da Assembleia Municipal António Braga que, considerando a pertinência do tema, propôs que esta baixasse à Comissão de Assuntos Sociais, para não se perder o seu conteúdo, podendo ser debatida numa próxima reunião.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Assembleia Municipal - Plenário: Pacto dos Autarcas

RECOMENDAÇÃO

COMPROMISSO PARA AS ENERGIAS SUSTENTÁVEIS LOCAIS


As cidades são responsáveis na actualidade, por cerca de 80 % das emissões globais de CO2 e de 30% do consumo global de energia. Tudo se deve a um contínuo mau planeamento global das cidades ao longo dos tempos, com uma edificação pública e privada despreocupada no que concerne a gastos energéticos, com uma substancial redução das áreas arborizadas, com uma política de mobilidade descoordenada, com unidades industriais e comerciais absorvedoras de grandes quantidades de energia, e até de uma luminária desregulada na via pública, entre outros exemplos.

Ora, a União Europeia, ciente desses factos, tem vindo a criar directivas com o intuito de racionalizar a energia. Com a carta de Leipzig e os compromissos de Aalborg definiram-se as bases estratégicas, de uma nova política urbana europeia, focada em auxiliar as cidades a resolver problemas de exclusão social, envelhecimento, alterações climáticas e mobilidade.

Houve inclusivamente um comprometimento da União Europeia de reduzir as taxas de emissão de gases em cerca de 20% até 2020.

Para atingir esse objectivo valoroso a que se propôs, a União Europeia desafiou os municípios a assinarem o Pacto dos autarcas”, compromisso para as energias sustentáveis locais. Esse pacto, actualmente assinado por 630 presidentes de Câmara europeus, dos quais nove são Portugueses, visa comprometer os municípios no papel preponderante que possuem na redução do impacto climático e numa melhor racionalização da energia consumida, com uma subsequente redução das emissões de CO2.

No referido pacto, os autarcas ficam responsáveis por conseguir uma redução mínima de 20% da factura energética das suas cidades até 2020.

Em Braga, este Pacto foi recusado alegando-se que já se têm vindo a desenvolver alguns procedimentos na redução da emissão de CO2 através da utilização de outro tipo de lâmpadas na iluminação pública, a utilização do Gás Natural nos Transportes Urbanos e algumas modificações nos aparelhos de climatização das escolas.

O que o P.P.M. entende, é que apesar de bem intencionadas, não são por si só suficientes. É necessário que haja uma visão e uma estratégia mais global, em que tudo deve ser visto como um todo e não com medidas avulsas. É necessário uma consciencialização da Sociedade Civil que as leve a intervir e a ser parte da solução.

Será necessário inventariar, analisar e reestruturar a Política Energética da nossa Urbe. Tudo deve ser equacionado e interligado, para pensarmos num desenvolvimento sustentável e amigo do ambiente com o apoio de quem já olhou mais à frente do que nós.

Esperemos que o Eng.º Mesquita Machado volte a equacionar a entrada de Braga no pacto e que não seja responsável pelos problemas que poderão advir da nossa não adesão apenas porque foi proposto pela oposição. A não adesão a este pacto, compromete a qualidade de vida não só da nossa urbe mas de todo um planeta.

Por estas razões, o P.P.M. propõe a esta Assembleia Municipal para que se aprove o seguinte recomendação:

Que a Câmara Municipal de Braga se empenhe, no sentido de que se assine o “Pacto dos Autarcas”, compromisso para as energias sustentáveis locais, proposto pela União Europeia e assim juntar-se às nove câmaras portuguesas que o já subscreveram.


Grupo Municipal do PPM na Assembleia Municipal de Braga

Assembleia Municipal - Plenário: Pobreza Envergonhada

RECOMENDAÇÃO

NATAL SOLIDÁRIO DURANTE O ANO DE 2010


O dia Internacional para a Erradicação da Pobreza foi assinalado no dia 17 de Outubro de 2009, numa altura em que 18 por cento dos portugueses são pobres.

Em Portugal, há dois milhões de pobres, uma realidade que as instituições de apoio social dizem estar a agravar-se.

A Rede Europeia Anti-Pobreza (REAP) manifesta-se preocupada com a situação em Portugal, e recorda, citando dados do Instituto Nacional de Estatística, que no segundo trimestre de 2009, a taxa de desemprego foi de 9,1 %, um valor ao qual, comparativamente ao mesmo período do ano passado, aumentou 1,8 pontos percentuais.

Segundo a AMI, 80% da população que recorreu aos centros Porta Amiga no primeiro semestre de 2009 encontra-se em situação de desemprego.

O presidente da União das Misericórdias (UdM), Manuel Lemos, considerou que “a pobreza envergonhada é um problema crescente em Portugal e a crise veio dar amplitude a este fenómeno”.

“Infelizmente”, sublinha Manuel Lemos, “a recuperação económica não terá repercussões imediatas nestas situações, daí a necessidade de se encontrarem formas discretas de apoiar estas famílias”.

Há cada vez mais pessoas a recorrerem às associações de solidariedade social para pedirem ajuda, pessoas que até há bem pouco tempo viviam bem. Também o número de indivíduos que escolhe a rua como sua nova morada é cada vez maior.

Para fazer face a esta realidade, a União Europeia decidiu dedicar o ano de 2010 ao combate à pobreza e à exclusão social.

Estamos habituados a pensar que a pobreza extrema e a fome só acontecem em África e na Ásia. O que não é de todo verdade, em Portugal também temos essa realidade.

Neste contexto, à que ter coragem política para ajudar a alterar esta realidade.

O Partido Popular Monárquico, considera que a Câmara Municipal de Braga, em conjunto com instituições de apoio à pobreza, como são exemplos o “Banco Alimentar Contra a Fome”, a “Santa Casa da Misericórdia” a “Cruz Vermelha Portuguesa”, a Igreja, entre outras, deve ter em conta esta situação com apreensão social e moral de forma a amenizar as dificuldades de vida de todos aqueles que sofrem com a actual crise económica e que vai muito mais além dos já conhecidos “sem abrigo”.

Assim, o P.P.M. convicto de que este é um tema que é consonante a todos os cidadãos e sabendo que vivemos numa época de parcerias e cooperações, recomenda:

a criação de uma Comissão, por esta Assembleia Municipal, com protocolos e parcerias comas entidades signatárias, para juntos estabelecerem planos de actuação.

Espera ainda o PPM, que a aprovação desta iniciativa venha a ter um maior dinamismo do que a malograda aprovada na Assembleia Municipal de 19 de Dezembro de 2008.


Manuel Beninger

Grupo Municipal do P.P.M. na Assembleia Municipal de Braga

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Ano Europeu contra a Pobreza

"73% dos europeus consideram que a pobreza é um problema que se está a propagar nos respectivos países e 89% reclamam dos governos uma acção urgente para o combater. São estas as principais conclusões de um novo inquérito Eurobarómetro sobre as atitudes face à pobreza e à exclusão social, apresentado pela Comissão Europeia. O inquérito surge no âmbito da preparação do Ano Europeu contra a Pobreza, em 2010".

Mesquita no seu melhor!!!


São rosas senhor...

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Africa Minha. Um filme de Carlos Queiroz

Foi com esta equipa de Luso-Brasileiros que Portugal se apurou para o Mundial da África do Sul. Esta miscigenação por lusos em terras longínquas e além-mar sempre foi nosso apanágio. Só quem não percebe o que é ser português é que não entende esta grandeza secular.

O sorteio da fase final está marcado para 4 de Dezembro, na Cidade do Cabo.

Bem hajam a todos

2000 anos de Bracara Augusta


Curso de História da cidade de Braga na Velha-a-Branca, Estaleiro Cultural.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

UPS. Desculpem... não resisti!!!

ANTES DA POSSE

O nosso partido cumpre o que promete.
Só os tolos podem crer que

não lutaremos contra a corrupção.

Porque, se há algo certo para nós, é que

a honestidade e a transparência são fundamentais.

para alcançar os nossos ideais

Mostraremos que é uma grande estupidez crer que

as máfias continuarão no governo, como sempre.

Asseguramos sem dúvida que

a justiça social será o alvo da nossa acção.

Apesar disso, há idiotas que imaginam que

se possa governar com as manchas da velha política.

Quando assumirmos o poder, faremos tudo para que

se termine com os marajás e as negociatas.

Não permitiremos de nenhum modo que

as nossas crianças morram de fome.

Cumpriremos os nossos propósitos mesmo que

os recursos económicos do país se esgotem.

Exerceremos o poder até que

Compreendam que

Somos a nova política.

DEPOIS DA POSSE

Basta ler o mesmo texto acima, DE BAIXO PARA CIMA