Mudar o regime Servir Portugal

Manuel Beninger

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Exemplos que ajudavam

Depois da subida do preço dos transportes, do corte no mês de Natal (cerca de 50%), a semana passada ficou marcada pelos brutais aumentos do IVA na electricidade e no gás (industrial).

Uma subida de 6% para 23% faz mesmo mossa, da grande. Maiores vítimas, as do costume, que trabalham e pagam os seus impostos, os que em nada concorreram para esta crise.

Os responsáveis pelo descalabro do país, esses estão na melhor, nunca são responsabilizados.

Este aumento vai fazer tremer as frágeis tesourarias das pequenas e médias empresas e acrescentar dores de cabeça a quem tem de virar-se do avesso, para aguentá-las de pé.

Vamos levando porrada, uma com data marcada e outra já anunciada. Uma coisa que o governo Passos/Portas tem cumprido é dizer a verdade. Amarga e cruel. Mas tarda em chegar o tempo dos cortes na gordura do Estado. Compreende-se a demora pela grande complexidade da medida que vai mexer com interesses instalados, direitos adquiridos, os boys de todas as cores.

E isto tanto mais dói quando se sabe que há 150 mil funcionários do Estado com direito a descontos na CP; que um motorista do Secretário da Cultura ganha quase mil contos/mês; que Cavaco Silva, que pede sacrifícios ao povo, nos custa 16 milhões de euros/ano, ele e seus 24 consultores, ele e os seus 12 assessores, e todo o pessoal que trabalha no Palácio de Belém (o dobro do rei D. Juan Carlos, de Espanha, e um dos presidentes que gasta mais na Europa); que também temos de pagar (por alma de quem?) pensões e benefícios adquiridos aos ex-presidentes da República.

E, por falar em Monarquia, fica aqui um bom exemplo: quando, em 1892, Portugal entrou em bancarrota, o rei D. Carlos prescindiu de 20% dos dinheiros gastos no palácio… Que “reis” da República, mãos largas para uns, mirradas para outros, têm tomates para fazer igual? Isso ajudava a acreditar no sonho…

Armor Pires Mota


Fonte: “Jornal da Bairrada” de 18 de Agosto de 2011

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Pedro Mota Soares – um monárquico assumido

Aos 37 anos, Pedro Mota Soares, titular da pasta da Solidariedade e Segurança Social, é, juntamente com a também centrista Assunção Cristas, o primeiro governante nascido após o 25 de Abril de 1974 a assumir uma pasta ministerial. Em entrevista à revista “Visão”, Pedro Mota Soares assume-se, mais uma vez, como monárquico.

“ Visão: É um destacado monárquico. Tem tido tempo para as reuniões da Causa Real?

PMS: Não e já não tenho funções na direção.

Não tenho tempo para muitas coisas que gosto de fazer. No outro dia, vocês enviaram-me um inquérito em que, num dos pontos, me perguntavam se eu costumo sair à noite. Sim, agora já costumo sair à noite... mas é daqui, do Ministério! ”

Fonte: Visão

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

S.A.R. O Senhor Dom Duarte manifesta a esperança de ter influenciado al-Assad a respeitar os direitos humanos.

O presidente da Causa Real, Drº Luís Lavradio, estrutura representativa do movimento monárquico, só tem elogios para com S.A.R., O Senhor Dom Duarte, sobre a entrevista concedida a Mário Crespo: «Está muito à vontade no Médio Oriente e teve uma postura correctíssima em ir a Damasco», diz Luís Lavradio ao SOL. «D. Duarte não fez juízo se o Presidente da Síria era bom ou mau. O resultado da visita foi bastante positivo».

Na entrevista à SIC-N, D. Duarte manifestou a esperança de ter influenciado al-Assad a respeitar os direitos humanos. E lembrou a sua intervenção na ocupação de Timor pelo regime indonésio de Suharto (foi um activista do referendo pela autodeterminação). «Eu convenci o Governo da Indonésia a mudar de posição em relação a Timor. Espero que na Síria tenha tido influência», disse. A comparação com Timor prosseguiu quando foi confrontado pelo entrevistador, Mário Crespo, com os mais de 1.500 mortos causados pela repressão de al-Assad: «Vão ter que fazer aquelas comissões de reconciliação». D. Duarte aceita que uma parte dos mortos se deva «a impreparação das Forças Armadas», que também são vítimas de massacres. «150 polícias foram degolados» pelos militantes radicais, contou.


Fonte: Sol

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Líbios celebram com a bandeira da monarquia

O antigo hino nacional líbio é agora cantado em celebrações pela queda do regime de Khadafi.

Os festejos acontecem um pouco por todo o mundo e as embaixadas da Líbia têm sido o ponto de encontro.

Foi o que aconteceu no Egito onde dezenas de líbios que vivem no país exigiram a mudança da bandeira.

Dizem que estão na embaixada da Líbia no Cairo para que seja retirada a bandeira e seja hasteada a que representa a independência.

Em Ankara, na Turquia, foram queimados e destruídos os símbolos do regime do coronel Khadafi e já foi colocada a bandeira da monarquia liderada pelo rei Idris, que foi deposto num golpe de estado em 1969.

E os manifestantes lembram que, apesar de a Líbia ter petróleo, quem tem bom nível de educação recebe pouco dinheiro. Dizem que o valor das pessoas não era reconhecido e os salários eram muito baixos. Acusam o regime de os expor à violência, dizem que sofreram muito e acusam khadafi de ficado com muito dinheiro do país.


Fonte: euronews

Ceuta foi conquistada há 596 anos

Bandeira actual da Cidade Autónoma (espanhola) de Ceuta

A Conquista de Ceuta, cidade islâmica no Norte de África, por tropas portuguesas sob o comando de João I de Portugal, deu-se a 22 de Agosto de 1415.

As causas e origens da conquista de Ceuta não são hoje suficientemente claras: uma das razões, a Causa Bélica, teria sido a oportunidade dos infantes (D. Duarte, D. Pedro e D. Henrique) serem armados cavaleiros por um feito de guerra. Outra, a Causa Religiosa, defendida por historiadores como Joaquim Bensaúde (1859-1951), viram na figura do infante D. Henrique um símbolo do espírito de cruzada, defendendo ter havido na génese da expansão um zelo religioso; Outra, a Causa Política, talvez a ameaça castelhana constante sobre a cidade, defendida por historiadores como Jaime Cortesão (1884-1960), que realçava o desejo da antecipação a Castela na expansão para o norte de África. Estes motivos não são incompatíveis com a Causa Económica, defendida por António Sérgio (1883-1969) e, mais recentemente, Vitorino Magalhães Godinho: Ceuta era uma cidade rica e teriam sido levados pela burguesia comercial, que queria canalizar para Lisboa o tráfego do Mediterrâneo ocidental feito por aquela cidade. Para se informar de todos os pormenores da cidade, D. João I enviou à Sicília dois embaixadores com o pretexto de pedirem a mão da rainha para o infante D. Pedro; estes na passagem colheram todas as informações sobre Ceuta.

in Wikipédia

Do “arco pintado” às burlas (…) ilegais; Artigo de Opinião de Miguel Pignatelli Queiroz


Já me referi nestas colunas, pelo menos uma vez – pena foi que não tivesse saído antes das Legislativas 2011 – à caricata expressão muito empregada no vocabulário oficial e, gravíssimo nesse caso, aos Órgãos de C.S. que todos pagamos. Não direi que é culpa da República, mas falta da tal “ética” que alguns em seu nome proclamam. Já o disse, volto a repeti-lo: constitucionalmente (não me refiro aos “Golpes de Estado Constitucionais”), cai a Assembleia da República, entra em gestão o Governo da Ex-maioria, não há que usar de sofismas protectores: em DEMOCRACIA, no período seguinte e especialmente durante as campanhas eleitorais, todos (devíamos) ser iguais, neste caso os diversos Partidos – Grupos que por Lei podem concorrer às eleições. No entanto, todos vimos que não é assim: uns “mais iguais do que outros” são apenas os chamados “partidos do poder”, embora se esquecem que, á vez, uns caem outros sobem. As entrevistas, os noticiários, os comentários, são todos do “arco constitucional”. Algumas sobras, vão para alguns dos pequenos Partidos. Verdade seja que, sendo quase todos uns tesos, não há dinheiro para divulgações – só para aqueles em que o dinheiro sobra, os do “arco”.
Agora, não é bem o caso, mas parecido, pelo menos segundo os “convites” formulados. Localmente – e fiquei admirado. Conhecendo-o – o Senhor Presidente de Concelhia do PS convidou 4 dos 5 Partidos representados na Assembleia Municipal para discutirem o importantíssimo assunto da tão falada redução de Autarquias – Municípios e Freguesias. Foi por acaso ou por defender um regime diferente – o PPM – Amigo Carlos Cidade? É que, a nível Concelhio, existe uma Coligação. “ Por Coimbra”, que o Partido que represento integra. Acha que e especialmente em assunto tão importante, a posição pioneira do PPM, ou estes, devem ser ignorados ou está a minimizar a consonância que continuam a ter desde a Fundação da ANAFRE em Coimbra e onde tive a honra e o prazer de estar e continuar alguns anos – com o PODER LOCAL DEMOCRÁTICO, onde estão os centenas de anos mais “velhinhos” mas sempre jovens Concelhos Portugueses? Estes já sabem a posição de ANMP, com a qual me solidarizo. Esperemos que a ANAFRE se manifeste inequivocamente sobre as apenas centenárias mas relevantes Autarquias FREGUESIAS.
“ENBRÓGLIOS” legais – São as leis e seus regulamentos ou a actuação de certos detentores do Poder Judicial que os interpretam e baralham de acordo com fins “não juridicamente definidos”. Depois das sentenças: “dado o seu prestígio social e boa inserção no meio”, vai em paz, mesmo que tenha umas culpazitas, vem agora, não a absolvição mas o “passe bem” pois a detenção de uma Procuradora (vd. Noticiários), tinha sido ilegal … E o elevado grau de alcolémia? Vou experimentar, para ver se me consideram com bom estatuto social. Já agora e o embróglio legal do “é burla?” “foi enganoso?”, do “disse que disse e não disse”, etc.,etc., também é juridicamente aceitável? Advertência: não generalizar à grande maioria dos Agentes da Justiça, mas é bom olhar um pouco para as “redes de interesses ilegítimos” que abrangem todos os sectores.
Notas finais – Cuidado, Senhor Dr. Passos Coelho. Se apenas com algumas semanas de responsabilidade já “apanha”tanta pancada de alguns sectores das oposições – muitos daqueles para tentarem branquear um passado recente de derrocada a não ser esquecida facilmente, que fará com que o inevitável progredir da crise (a que só o “Império do Sol Nascente” – que anda por aí em todo lado – diz estar imune – será que incluiu os Países recentemente conquistados?)? aconselho, se mo permite, mão democraticamente férrea, combate prioritário às redes de interesses e sem quartel à corrupção (só num ou dois sectores a sua quase impossível derrota daria para cobrir o deficit e acabar com as “perdas de soberania”, não esquecendo que, quanto mais acima maiores são os valores das “obras”. Ah! E atenção que as nomeações do antigo arco continuam…
Finalmente: já tive ocasião de contrapor a um articulista de um jornal da zona que, estando suspenso das suas ordens sacerdotais, era uma burla (ou fraude?…) para os Católicos e não só, assinar os seus escritos com o designativo de Padre… Embora mantenha o sacramento da ordem até morrer, perdeu o direito de enganar os outros, principalmente aproveitando para dar pancada demagógica na Igreja Católica. Mas não é só este Senhor. Outros, aproveitando altos cargos, laicos e até internacionais, aproveitam as entrevistas para se armarem em novos “papas”. Por favor, não abusem da nossa paciência.
Princípios de Agosto: as melhores e mais pacíficas férias possíveis a todos os beirões.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Bandeira monárquica hasteada nos Açores

A Bandeira da Monarquia Constitucional foi hasteada, no passado mês de Julho, em Vila de Capelas.

Capelas é uma bonita vila pertencente ao concelho de Ponta Delgada, bem na recortada costa Norte da fantástica Ilha de São Miguel, no fabuloso Arquipélago dos Açores.

Processo Face Oculta: veredicto / resolvido.

Veredicto: RESOLVIDO.

Processo esquartejado. Folhas do "Processo FACE OCULTA" recortadas à tesoura.

Afinal a justiça portuguesa, além de boa, é expedita.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

O mais abrangente e prostituído dos termos usado pelos políticos – Democracia

Fascistas - os negadores da democracia; Populistas, os que dela abusam

O mais abrangente e prostituído dos termos usado pelos políticos – Democracia


Todos os nossos proceres políticos – de um extremo ao outro do respectivo espectro – rasgam as vestes pela virginal pureza da democracia dos partidos que representam.

Detentores de cargos públicos, desde Sua Excelência o Presidente da Republica ao cabo de ordens – e não falo de regedor, porque a magistratura de origem marcadamente espúria foi abolida, por incompatível com a pureza da ideia, embora o seu avô tenha sido Napoleão – o democrata de botas e capacete – todos rendem loas à democracia.

Além fronteiras o culto foi e é igual.

Democratas se diziam ESTALINE, prócere da democracia popular, e MUSSOLINI, um dos pais da que se lhe contrapunha e se chamava democracia orgânica...

Os americanos contrapõem-lhe, numa gíria que mal logra disfarçar uma mera tentativa de provocar alternâncias, o vocábulo republicanos.

No que não viria mal, primeiro ao mundo onde pretendem aplicar a ideia e depois, por ricochete à própria América, se não tivessem a pecha de democratizar urbi et orbe à sua imagem e semelhança…

Mas essa vertigem pandemocrática, pretendendo uniformizar um mundo fortemente diferenciado ou mesmo antitético é que, servindo muitas vezes o inconfessado interesse do capital vagabundo e anónimo, se tem de considerar responsável pelas terriveis situações vividas em diversas partes deste nosso vasto mundo

A Pérsia, que rebatizaram de Irão, vivia em harmonia a progressiva ascensão economico-social sob a dinastia REZA-PALEVI.

Nunca tendo conhecido o regime monárquico, os Estados Unidos ignoram-lhe obviamente as potencialidades.

Daí a furia contra as várias casas reinantes - no Egito, onde o dissipador Faruque era, mesmo com toda a sua coorte de vícios, bem mais potenciador do bem-estar do povo do que quantos tem tripudiado sobre o tumulo dos faraós…

No Afeganistão, no Nepal... enfim em todos os reinos cujos monarcas tem sido apeados por golpes ou revoluções planificados, desencadeados e conduzidos da América.

Substituídas as casas reinantes, historicamente identificadas com as populações, por caudilhos de fabrico americano, ou à sua moda, logo sublevados contra a América, os povos assim historicamente desenraizados, avançaram, num ápice, para outros estádios com resultados terrivelmente trágicos, v g do Iraque e agora da Líbia

O Sadam podia ir matando uns tantos de tempos a tempos. Mas num só dia depois da libertação pelos ianques foram assassinados mais iraquianos do que ao longo de todo o sadamismo

Mais escandaloso é ainda o caso líbio. O povo, tribalizado ou não, vivia numa satisfatória mediania com subvenções estatais regularmente asseguradas. Os povos vizinhos tinham ali ocupação suficientemente retribuida. As grandes empresas europeias contratavam vultosas empreitadas.

Mas o sacro manto da democracia não se estendera da Cirenaica á Tripolitana.

As tribos tinham de ir á comuna. Nem que fosse pelos cabelos ou preferentemente pelas barbas.

O resultado está à vista de todos.

Como aconteceu em Cuba, quando afastaram Fulgêncio para entronizar Fidel, que lhes pagou com um antiamericanismo tão primário como o desejo ianque de democratizar á americana todo o mundo.

Como sucedeu na Ásia das Monções quando correram os franceses.

Ou na África Portuguesa, de onde nos empurraram, incitando á rebelião populações que só perderam com a mudança.

Democratas primários, os norte-americanos não aprenderam a lição e continuarão a querem democratizar à americana todo o mundo e amanhã, se lá chegarmos, a Lua e o Marte.


Por: Dr. Leal Freire


Fonte: Cinco Quinas


(Manuel Leal Freire, monárquico e ilustre advogado da cidade do Porto, interpreta como ninguém, em prosa e verso, a cultura portuguesa).

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Cidade do Rio de Janeiro homenageia Dr.º Luís Barreiros

Jornal “Voz de Portugal”, de 16 de Junho de 2011, pág. 17


Homenagem ao jornalista, advogado e vice-presidente da direcção da Real Associação de Viana do Castelo, Dr. Luís Barreiros, com o título de Cidadão Honorário do Município do Rio de Janeiro.

Numa iniciativa do vereador da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, Drº Paulo Pinheiro, o evento decorreu no Palácio Pedro Ernesto, com a presença do vice-presidente da CPN do PPM, Gonçalo da Câmara Pereira.