Mudar o regime Servir Portugal

Manuel Beninger

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

D. Duarte preocupado com perda de soberania

Duque de Bragança compara "a actual e humilhante dependência" de Portugal face aos seus credores à crise financeira que o país enfrentou e que levou à queda da monarquia


Duque de Bragança aproveita o Jantar dos Conjurados para dizer que Portugal atravessa uma das maiores crises e que "aumentou a vulnerabilidade à perda da sua independência".

"Portugal atravessa uma das maiores crises da sua longa vida". É com esta frase que D. Duarte abre a sua mensagem anual aos monárquicos, no Jantar dos Conjurados, na noite de quarta-feira, no Centro Cultural de Belém.

No tradicional jantar que junta os monárquicos portugueses na véspera das comemorações do Dia da Restauração da Independência, Duarte Nuno de Bragança menciona a possibilidade de ser este um dos feriados a extinguir pelo Governo.

Considerando o 1.º de Dezembro "o dia que mais deveria unir todos os portugueses", aproveita a oportunidade para se referir às consequências da actual crise.


Soberania ameaçada

"A soberania de Portugal está gravemente ameaçada" diz D. Duarte, considerando que a História tem demonstrado que "sempre que o país ficou enfraquecido aumentou a vulnerabilidade à perda da sua independência".

O duque de Bragança compara mesmo "a atual e humilhante dependência" do país face aos seus credores à crise financeira que Portugal enfrentou e que levou à queda da monarquia.

D. Duarte vê nesta crise sinais de que cada vez mais os portugueses "não se reveem no modelo de representatividade política em vigor" e aponta como caminhos para melhorar a situação económica nacional o aprofundamento das relações com os países lusófonos.

"Acredito que a CPLP deveria evoluir para uma Confederação de Estados Lusófonos", defende.

Fonte: Expresso

S.A.R. o Senhor dom Duarte contra extinção do feriado de 1 de Dezembro

O chefe da casa real portuguesa, Duarte Pio, afirmou hoje que a soberania de Portugal está ameaçada, considerando que a extinção do feriado do 1.º de Dezembro desvaloriza o dia que mais devia unir os portugueses.

"A soberania de Portugal está gravemente ameaçada", disse Duarte Pio no discurso comemorativo da Restauração da Independência, proferido em Lisboa, defendendo que o país atravessa "uma das maiores crises da sua longa vida".

Para o herdeiro da casa real, a actual crise constitui um risco para a soberania já que a história mostra que "sempre que o país ficou enfraquecido, aumentou a vulnerabilidade à perda da sua independência".

Independência que, para Duarte Pio, está a ser desvalorizada "por alguns", face "à ameaça de extinção do feriado evocativo do dia que mais devia unir os portugueses".

O feriado de 1.º de Dezembro, que assinala a restauração da independência de Portugal face a Espanha em 1640, é um dos quatro que o Governo pretende extinguir como forma de aumentar a produtividade do país.

"A actual e humilhante dependência de Portugal dos credores internacionais é comparável à que resultou da crise financeira de 1890-1892", que "levou ao fim do regime da monarquia democrática", disse.

Em sua opinião "é urgente" criar um debate nacional para analisar os modelos económico e político "que estiveram na origem do depauperamento do Estado", até porque "é notório que os portugueses não se revêem no modelo de representatividade política em vigor".

"Porque não considerar outras formas de representação popular complementares, através de outro tipo de representantes mais directamente relacionadas com a população, por exemplo, oriundos dos municípios, modelo este com raízes mais profundas nas tradições históricas e culturais de Portugal", questionou.

Além disso, adiantou, deve-se incentivar a auto-suficiência económica, apostando nas actividades agrícolas e do mar.

Duarte Pio defendeu ainda a necessidade estratégica de aprofundar as relações com os países lusófonos, propondo a criação de um espaço económico comum aos países da CPLP que possa evoluir para uma confederação.

Criticando o "estilo de vida artificialmente cultivado nas últimas décadas", Duarte Pio afirmou ser necessária "uma rigorosa responsabilização moral", que julga dever começar com o esclarecimento pelos governantes sobre "o concreto destino dos avultados financiamentos resultantes dos compromissos assumidos pelo Estado ao abrigo do programa de assistência económica e financeira".

Ainda assim, Duarte Pio garantiu confiar na "força anímica do povo", em especial da juventude, para "restaurar Portugal".

"Acredito que os nossos governantes tirem conclusões dos erros passados e que tenham a inteligência e vontade de corrigir o que ainda for possível emendar, colocando Portugal acima dos interesses partidários", concluiu.

Fonte: DN

Inauguração do Salão de Filatelia "Monarquia versus República"

Amanhã, dia 1 de Dezembro, vai realizar-se em Évora mais um Dia do Selo.

No Hotel D. Fernando, pelas 10h00 será inaugurado o Salão de Filatelia "Monarquia versus República".

Estarão expostas ao público seis colecções, sendo três representativas da filatelia no
período monárquico.

Portugal e a Restauração da Independência Nacional

Painel existente na torre sineira da Igreja Matriz de Ponte de Lima evocativo da Restauração de 1640.

Cerimónias Comemorativas da Restauração da Independência

A Direcção da Sociedade Histórica da Independência de Portugal (www.ship.pt) convida-nos a todos para se juntarem a eles nas Cerimónias Comemorativas da Restauração da Independência, a realizar de acordo com o programa adiante em Lisboa. Estas cerimónias encerram o 150.º aniversário da mesma S.H.I.P.


Dia 1 de Dezembro de 2011

11H00 Içar das Bandeiras - No Palácio da Independência - .

12H00 Missa Solene invocativa ao 1º de Dezembro de 1640 - Na Igreja Paroquial de Santa Justa, no Largo de São Domingos.

16H00 Homenagem aos Conjurados - Na Praça dos Restauradores (com tribuna para nós, seus convidados).

17H00 Inauguração da Exposição Lusitânia Pátria Minha - pintora Maria Sobral Mendonça. - No Palácio da Independência.

18H00 Assinatura do Livro de Honra da SHIP - No Palácio da Independência.

RÉCITA 1º DEZEMBRO


Quarta-feira, 30 Novembro 21H30, preço 3 €

O 1º de Dezembro simboliza a independência de Portugal em 1640 após 40 anos de domínio Filipino. Reza a história que os estudantes do Colégio de S. Paulo, foram na altura os primeiros a dar as boas vindas ao Rei D. João IV saindo à rua com o intuito de comemorar a restauração da independência. Deu-se, então, inicio a uma tradição que se viria a celebrar todos os anos.

Foi em 1868 que se começou a festejar este aniversário em moldes muito semelhantes aqueles em que ainda hoje é celebrado: o carácter académico progressivamente associado às comemorações evocativas da restauração da república na cidade de Braga.

Trata-se de reavivar a memória de uma data marcante para os estudantes bracarenses. A adopção desta velha tradição pelos estudantes da Universidade do Minho tem um significado especial: representa o assumir de uma identidade, cultura e tradições próprias que nos diferencia de outras academias e uma aproximação genuína a um marco histórico da cidade de Braga.

A Associação Académica da Universidade do Minho tem vindo a reavivar a tradição e a realizar os festejos em homenagem aos patriotas do 1º de Dezembro e aos estudantes da cidade de Braga. Para tal, traz este ano aos palcos do Teatro Circo, a récita do 1º Dezembro que contará com a presença dos grupos culturais da Universidade do Minho.

Fonte: Theatro Circo

Os nobres da República

Jornal “Correio do Minho” de 28 de Novembro, pág. 15


O nosso país atravessa, como sabemos, problemas económicos, que implicam a tomada de medidas radicais por parte do Governo. No meio do vendaval destas políticas, económica e socialmente repressivas, vou centrar-me apenas na proposta de extinção de feriados, ou a sua colagem ao domingo seguinte.

Sendo republicano, nada me impede de pensar numa vertente monárquica, uma vez que, presume-se, o Governo pretende mexer com o feriado que celebra a implantação da República no nosso país (5 de Outubro), exactamente um ano após a celebração do seu centenário.
Se for de facto verdade, o Governo até poderá ter razão, ao decidir alterar os festejos da implantação da República, uma vez que ao longo destes 101 anos, mas com mais incidência no pós-25 de Abril de 1974, têm surgido de uma forma assinalável, muitos nobres em pleno regime republicano!

Ao longo dos 767 anos de regime monárquico (1143-1910), existiram centenas de famílias nobres, que desempenharam um papel determinante na afirmação da nossa independência e da nossa soberania e, posteriormente, na afirmação universal da nossa cultura, cujo resultado ainda hoje é bem visível, uma vez que há vestígios da presença portuguesa um pouco por todo o mundo. Esses vestígios, não sendo exclusivamente fruto do trabalho dos nobres, tiveram deles uma acção muito vincada.

As gerações de nobres portugueses foram-se mantendo ao longo de todo o regime monár-quico havendo, no entanto, alguns que não desempenharam as suas funções da forma mais conveniente, mas cujos motivos não são aqui e agora oportunos enumerar.

A maioria dos nobres portugueses (com a excepção da parte final da monarquia portuguesa, em que esses títulos eram concedidos a pessoas que pagavam elevadas quantias ao regime, sem contudo o regime perder com isso) tudo fez para desenvolver o nosso país, fazendo-o com inquestionável sentido patriótico e elevada paixão pela causa lusitana. Muitos deles não necessitavam de se envolver em esquemas menos lícitos, uma vez que tinham suporte económico, e até grande formação intelectual, que os dispensavam de enveredar por esse caminho.

No entanto, nos últimos 100 anos, principalmente no pós-25 de Abril de 1974, temos assistido ao aparecimento no nosso país de um crescente número de figuras públicas, que se tentam afirmar e viver como verdadeiros nobres, mas da forma mais incorrecta e antipatriótica que se pode imaginar.

Se atendermos ao facto de os nobres serem figuras de prestígio social, e com grande poder económico, verificamos que no pós-25 de Abril surgiram republicanos que criaram um verdadeiro império senhorial. O problema é que esse império foi construído através de desvios de grandes quantias de dinheiro, do envolvimento em chocantes jogos de influência política e de grandes estratégias obscuras, aproveitando-se dos cargos políticos que ocupavam e dos jogos de influência que podiam e podem exercer. Muitos desses nomes conhecemo-los pelas notícias que circulam nos média.

Ora, não podendo eu impedir que a comunicação social revele os nomes dessas figuras, figurinhas ou figurões, limitar-me-ei apenas a identificar os verdadeiros nobres da República Portuguesa:

Valentim Loureiro e o seu filho João Loureiro, José Penedos e o seu filho Paulo Penedos, Armando Vara, José de Oliveira e Costa, Dias Loureiro, Isaltino de Morais, José Raposo ou Vale e Azevedo. Há ainda o caso mais recente de Duarte Lima e do seu filho, envolvidos em negócios de dezenas de milhões de euros, quando eles próprios afirmam que nasceram pobres.

Há a acrescentar a estes nobres, outros grandes burgueses, como são os casos de vários políticos ou ex-políticos, que recebem pensões vitalícias de mais de dois mil euros mensais, como Assunção Esteves, Ângelo Correia, Zita Seabra, Carlos Melancia, Joaquim Ferreira do Amaral e muitos, muitos outros.

São estranhas as fortunas avolumadas por estes “nobres”, uma vez que, não herdando a maioria deles avultadas fortunas (do tipo senhorial), nem tampouco foram bafejados pela sorte da lotaria, jamais conseguiriam avolumar semelhantes fortunas, apenas pelo fruto do seu trabalho e do seu salário.

Por fim, e não menos importante, um outro nobre está preparado para se afirmar na sociedade portuguesa republicana: Pedro Jardim, o filho de Alberto João Jardim, que já foi convidado para assumir um cargo de grande importância na Madeira, precisamente na gestão das quatro Sociedades de Desenvolvimento da Madeira. E não era nesta Madeira que diziam haver uma grave crise económica e financeira?

São para estes verdadeiros nobres da República que vão uma parte dos nossos impostos e dos nossos sacrifícios. São estes verdadeiros nobres da República que envergonham a nossa sociedade, o nosso país e que nos têm deixado praticamente na miséria. São estes verdadeiros nobres da República que nos fazem, por momentos, pensar que, com nobres deste género, mais vale regressarmos à Monarquia!


Joaquim da Silva Gomes

Professor e investigador

A Princesa Paola de Sapieha Rozanski anuncia seu casamento

A Princesa Paola de Orleans e Bragança Sapieha-Rozanski, princesa polonesa, nascida em Londres, filha do Príncipe João Paulo Sapieha-Rozanski, Alteza Sereníssima, e da Princesa Cristina de Orleans e Bragança, Princesa no Brasil, anuncia seu casamento com o Príncipe Constantin Czetwertynski, belga de ascendência nobre tcheca, que vive em São Paulo. O casamento será ano que vem, na Catedral de Petrópolis.

A princesa D. Cristina e o ex-marido, o príncipe João Sapieha Rozanski, que mora no Rio, estão extremamente felizes com o noivado da filha.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

371º Aniversário da Restauração da Independência de Portugal - Jantar dos Conjurados em Chaves

No próximo dia 1 de Dezembro, 5ª feira, irá realizar-se o tradicional Jantar dos Conjurados, promovido anualmente pela Real Associação de Trás-os-Montes e Alto Douro.

Este evento é aberto a todas as pessoas que pugnam e/ou têm simpatia pelo Ideal Monárquico e também a todos aqueles que simplesmente queiram associar-se à evocação de uma data marcante da nossa História que assinala o 371º Aniversário da Restauração da Independência de Portugal.

Com o intuito de promover a realização de eventos em todos os concelhos abrangidos pela área geográfica de implantação da Real Associação de Trás-os-Montes e Alto Douro, e também de modo a dar a conhecer as nossas actividades, escolheu-se este ano o Concelho de Chaves para a realização do Jantar dos Conjurados.

O Jantar dos Conjurados contará com a presença de S.A.R. o Duque de Bragança.


Participe deste evento e traga familiares e amigos.

RESERVAS: Para fazer a sua reserva, envie por favor uma mensagem para geral@monarquia-realtrasosmontes.org com a indicação do número de pessoas. Em alternativa, contacte-nos telefonicamente para um dos seguintes nrs: 917158396/ 965521227 / 966905803 /919992068.

Preços:
Adultos: €17,00
Crianças até aos 12 anos: €8,50

Crianças até aos 5 anos: Grátis

Obs.: Quem pretender pernoitar no Hotel Rural Casas Novas, deverá fazer a reserva desde já, indicando que irá participar do Jantar dos Conjurados, beneficiando de um preço especial: Quarto duplo: (€50€) Quarto individual (€40).


Local do evento: Hotel Rural de Casas Novas

Clique na hiperligação para visualizar o Mapa de localização

O PAÇO DE CALHEIROS NA “ILUSTRAÇÃO PORTUGUESA”

Sob o título “Solar e Paço de Calheiros”, a revista “Ilustração Portuguesa”, de 26 de Agosto de 1918, destacou, numa das suas páginas, aquela importante casa no Concelho de Ponte de Lima, fazendo uma descrição do local e a apresentação do seu proprietário, o Conde de Calheiros, sr. Francisco Lopes de Calheiros, a qual a seguir se transcreve.

“Ao fim de uma bela estrada de dois quilómetros e que entronca, a légua e meia de Ponte de Lima, com a estrada que vai de Viana do Castelo aos Arcos de Val-de-Vez, uma das mais interessantes casas nobres do Minho e que, quando se fizer a historia das residências solarengas em Portugal, decerto fornecerá assunto para um dos seus capítulos. A estrada que conduz ao paço de Calheiros é já um encanto pelo seu traçado e pela sua opulenta e florida vegetação que forma como que um túnel de deleitosa sombra em que o ar se impregna de inebriantes perfumes…

O palácio, a que dão acesso dois largos lanços de escada, é elegante e majestoso. O lanço da direita leva a uma ampla varanda de colunatas, em parte envidraçada e armada em estufa. A fachada da capela impõe-se ao mais exigente gosto arquitectónico e interiormente admira-se uma soberba obra de talha. As salas e aposentos da casa de Calheiros estão à altura das tradições da família ilustre a que pertence o seu proprietário, o sr. Francisco Lopes de Calheiros e Menezes, conde de Calheiros, que costuma receber com a bizarria que distinguiu os seus maiores. Não só os seus eguaes como os pobres e os humildes conhecem a delicadeza e a longaminidade do seu generoso coração.

O paço de Calheiros reserva ainda a todos os seus visitantes um verdadeiro deslumbramento: o magnífico panorama sobre que se abrem as suas janelas de onde se descortina um horisonte extensíssimo e variado… Como nota final, recordaremos que no brazão dos Calheiros, que data de 1459, figuram cinco vieiras e três estrelas em facha. No portão, reconstruído em 1889, vê-se á esquerda esse brazão e sobrepostas as seguintes palavras em caracteres góticos: “Desta antiga e nobre casa procedem os Calheiros, fidalgos do solar”.

Um trecho da escadaria de acesso ao Paço de Calheiros

Altar da Capela do Paço de Calheiros

Francisco Lopes de Calheiros, Conde de Calheiros

Página da revista “Ilustração Portuguesa” que destaca o Paço de Calheiros

Real família do Butão com Charles e Camilla

Príncipe Charles e Camilla recebem o rei e a rainha do Butão.

Príncipe Charles e Camilla receberam o casal real do Butão, o Rei Jigme e a Rainha Jetsun Pema.

Lá ao longe… onde o sol nasce, vem uma bela e jovem Rainha, sem artimanhas nem jogos de corte. Jetsun Pema é a realeza do momento.

Com uma expressão delicada, serena ao bom estilo oriental, esta jovem de 21 anos, fala a língua oficial do Butão, inglês e hindu, estudou Relações Internacionais, Psicologia e História de Arte.

Princesa Lalla Salma preside ao Dia Nacional Contra o Cancro

A Princesa Lalla Salma de Marrocos, presidente da Associação Lalla Salma de Luta contra o Cancro (ALSLC), presidiu em Rabat a uma cerimónia por ocasião do dia nacional contra o cancro.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

«O Natal não são os presentes, é a celebração da vida do Menino Jesus, é o espírito de paz, amor e caridade», afirmou Dona Isabel de Bragança


Entrevista da revista FLASH! à Família Real Portuguesa: «O Natal não são os presentes, é a celebração da vida do Menino Jesus, é o espírito de paz, amor e caridade», afirmou S.A.R., a Senhora Dona Isabel Duquesa de Bragança.


(Clique na imagem para ampliar)

Gostaria que Dom Afonso, herdeiro de Dom Duarte Pio, se apaixonasse e casasse com uma princesa europeia? (FLASH!)
Dona Isabel de Bragança, sorri e responde de imediato:
“Independentemente de ser princesa ou príncipe, o que eu e o meu marido pretendemos é que os nossos filhos encontrem uma pessoa que acredite nos mesmos valores, que tenha um projecto em comum e consigam encontrar alguém com uma união como a que tenho com o meu marido. Temos a sorte de nos termos encontrado um ao outro”

Lançamento do livro Maria Pia de Sabóia, Rainha de Portugal

Por ocasião do Centenário da Morte da Rainha Maria Pia (1848-1911), o Palácio Nacional da Ajuda e a Câmara Municipal de Cascais editam o livro Maria Pia de Sabóia, Rainha de Portugal. Fotobiografia, de Maria do Carmo Rebello de Andrade. O lançamento terá lugar no Palácio da Ajuda, dia 29 de Novembro, pelas 20h00, data de encerramento do ciclo de conferências "A Rainha Dona Maria Pia e o seu Tempo".

"Senhor Bobone, Sua Magestade a Rainha, minha Augusta Ama, me encarrega de lhe dizer que deseja mais duas duzias de retratos, uma duzia vestida de preto e outra duzia de manto real, mas recomenda a mesma Augusta Senhora que o Cabelo deve ficar mais claro e não amassado, e em geral o tom da photographia mais claro". Duque de Loulé.

Carta do Duque de Loulé, Mordomo-mor da Rainha, a Augusto Bobone, fotógrafo da Casa Real.

Fonte: Instituto dos Museus e da Conservação

5 de Outubro foi "apenas uma mudança de regime" e pode ser abolido, diz o historiador Luís Reis Torgal

O historiador Luís Reis Torgal considera que a implantação da República em 1910 foi "apenas uma mudança de regime", não de "sistema político", como fez o 25 de Abril, defendendo a abolição do feriado do 5 de Outubro.

"O 5 de Outubro foi apenas uma mudança de regime, não de sistema político. Mudança de sistema político é sim, ou pretende ser, o 25 de Abril, porque passámos de um sistema ditatorial, autoritário, se não totalitário, para um regime democrático", disse o professor catedrático da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.

Reis Torgal sublinhou que a monarquia que caiu em 1910 já era constitucional, parlamentar: "Não se pode dizer que o 5 de Outubro terminou com a ditadura. Não vejo grande necessidade em manter o 5 de Outubro", insistiu.

Já "o 25 de Abril é verdadeiramente histórico. É o primeiro momento em que verdadeiramente se sai de um sistema ditatorial para um democrático", pelo que "de modo nenhum se deve eliminar" este feriado, acrescentou.

O mesmo acontece, para Reis Torgal, com o 10 de Junho, Dia de Portugal, Camões e das Comunidades.

"Ninguém liga ao 10 de Junho, mas devia. Defendo a necessidade de relançamento da identidade nacional, mais do que nunca. É verdade que tem associado um peso reaccionário, a ideia da raça, mas era importante reanimá-lo, estamos a perder a identidade nacional. Devíamos refazer o 10 de Junho republicano", considerou, explicando que este é um feriado que nasceu com a I República.

"Deve manter-se um dia que marque esta questão da identidade nacional frente à lógica em que vivemos hoje, em que perdemos cada vez mais o sentido da independência", insistiu, para acrescentar que porém basta um dia para isso e que o 1.º de Dezembro pode ser um dos feriados nacionais a eliminar.

"O 1.º de Dezembro, de alguma maneira, tem certa correspondência com o 10 de Junho. Mas como Dia da Independência [restaurada em 1640] já não diz nada. O que nos diz a independência em relação a Espanha?", questionou, em declarações à Lusa.

Fonte: Jornal de Notícias

1º de Dezembro em Mirandela com S.A.R., o Senhor Dom Duarte Duque de Bragança

Grande Auditório do Centro Cultural de Mirandela

Quinta-feira, dia 1 de Dezembro de 2011


O RENASCER DO PODER LOCAL

Com homenagem ao Autarca José Silvano


14h00: Celebração do 1 de Dezembro

Projecção do documentário "A Luta Pelo Tua" de Jorge Pelicano (28')


1º Painel: 14h30- 15h30 – As Causas do Poder Local

Mobilidade: Daniel Conde (MCLT/MCLC)

Ambiente: João Joanaz de Melo (GEOTA)

Política: Mendo Henriques (IDP)

Desporto: Manuel Jesus Novo (AMAO)

Financiamento: Paulino Brilhante Santos (IDP)

Justiça : Rui Rangel (AJPC)


15H30-15H40 - Síntese: Pedro Felgar Couteiro (COAGRET-Portugal)


2º Painel: 15h40 -16h00 – Perspectivas do Poder Local

João Ataíde (CM FiF)

Joaquim Mourão (CM Cast.Br.)

16h00-16h15 – Um Testemunho: José Silvano (CM Mrd)


Encerramento: 16h15-16h30

D. Duarte de Bragança - 1 de Dezembro e Poder Local


Américo Carneiro apresenta livro, no próximo dia 3 de Dezembro, em Barcelos

Tenho a honra e o prazer de convidar Vª.s Ex.ªs para cpmparecerem no próximo dia 3 de Dezembro (sábado), pelas 16 horas, na Biblioteca Municipal de Barcelos (Casa Machado da Maia), onde se procederá à abertura solene da exposição de pintura “Barcelos / na senda do Condestável”, no auditório, com um recital de piano e a apresentação do livro “Diário poético”.

Com os melhores cumprimentos

Américo Carneiro

Estado verde.

A Princesa Mary e o Príncipe Frederik da Dinamarca na inauguração da exposição “State of Green - Join the Futute. Think Denmark", em Melbourne.

Imperador Dom Pedro II e o Líbano

A Associação Cultural Brasil-Líbano e a comunidade líbano-brasileira comemoram os 135 anos da visita do imperador dom Pedro II ao Líbano. O monarca lá permaneceu de 11 a 15/11/1876, procedente da Grécia, viajando no navio Aquila Imperial, acompanhado de sua esposa, a imperatriz dona Tereza Christina Maria, e de uma comitiva de aproximadamente 200 pessoas.

Dom Pedro II percorreu o país dos cedros a cavalo, tendo à frente a bandeira verde-amarela do Brasil. De Beirute escreveu ao diplomata francês Joseph de Gobineau, que ficara em Atenas: "A partir de hoje, começa um mundo novo. O Líbano ergue-se diante de mim, com seus cimos nevados, seu aspecto severo, como convém a essa sentinela da Terra Santa".

Grande admirador da cultura árabe, dom Pedro II chegou a estudar a língua com um arabista alemão. No Líbano, o imperador brasileiro encontrou-se com vários intelectuais vinculados às ciências e às artes. Como o gramático Ibrahim al-Yazigi – que lhe ofereceu livros em árabe, com dedicatória, os quais se encontram no Museu Imperial de Petrópolis – e o professor Cornelius Van Dyck, da Universidade Americana de Beirute. Deste último, Pedro II assistiu a uma aula, ao lado de Nami Jafet, um dos pioneiros da emigração libanesa para o Brasil.

Depois de visitar o patriarca da Igreja Maronita, Boulos Mass'ad, em Bkerke, o magnânimo imperador brasileiro dirigiu-se às cidades de Chtaura e Zahle. No dia seguinte, visitou os templos de Baco, Júpiter e Vênus em Baalbek. Durante a viagem, dom Pedro II muito incentivou o fluxo emigratório para o Brasil. Desde então a história da comunidade líbano-brasileira está entrelaçada com o desenvolvimento deste País nos últimos 130 anos.

Não faltam exemplos do elo afetivo entre os dois países. Em 1808, quando dom João VI chegou ao Rio com a família real, o libanês Elias Antônio Lopes ofereceu-lhe sua casa como residência, mais tarde conhecida como Paço de São Cristóvão - onde nasceu dom Pedro II - e, hoje conhecida como Quinta da Boa Vista, onde se encontra o Museu Nacional. Essa história consta nos arquivos da Biblioteca Nacional de Portugal.

domingo, 27 de novembro de 2011

Príncipe Haakon da Noruega Visita o Nepal

Como Embaixador da Boa Vontade do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, o príncipe herdeiro Haakon da Noruega, juntamente com o Administrador do Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas e Presidente do Grupo de Desenvolvimento das Nações Unidas, Helen Clark, visitará Nepalgunj para examinar a PNUD.

Entrevista Rui Ramos: A bancarrota de 1892 foi um trauma para Portugal

A crise financeira de 1892 ficou marcada na memória de sucessivos governos e regimes em Portugal como um sinal de que recorrer aos mercados internacionais para investir internamente pode pôr em causa a soberania do país. Uma ideia que ficou até ao 25 de Abril.

O historiador Rui Ramos apresentou no Congresso da Associação Portuguesa para o Desenvolvimento das Comunicações, a sua leitura da crise de 1890-92. Em entrevista, destaca os paralelos entre a actual situação e a vivida há 120 anos e explica o impacto que a bancarrota teve nas opções políticas dos governos ao longo do século seguinte.


Usa a crise de 1890-92 para compreender a crise actual. Porquê?

Nos últimos 200 anos, Portugal encontrou situações de ruptura ou de ameaça de ruptura de pagamentos, mas, na maior parte dos casos, tiveram origem em guerras. A crise de 1890-92 tem em comum com a crise actual o facto de se desenvolver em tempo de paz. E a de estar articulada com políticas cujo objectivo deveria ter sido o desenvolvimento do país: grandes investimentos, aumento da despesa pública e expansão do Estado. Há esse paralelismo, que leva a que a crise de 1890-92 seja das mais interessantes para reflectir sobre a situação actual.

Que outras semelhanças existem?

Com 120 anos de diferença, existe em comum um sistema representativo estável, com dois grandes partidos a alternarem pacificamente no poder. Temos governos que, até ao momento da crise, abriram um pouco da economia ao exterior e renunciaram ao controlo da moeda. No caso actual, o euro, no passado, o sistema de câmbios do padrão-ouro, que fazia com que, na prática, a moeda que circulava em Portugal fosse a libra inglesa.

Teve o mesmo papel que o euro actualmente?

Era uma moeda internacional que não era controlada pelo Governo e que, portanto, facilitou muito a circulação de capitais para dentro e fora do país, dando acesso ao Governo e aos particulares em Portugal a um crédito mais barato, a crédito europeu. Portanto, também temos isso em comum. Em ambas as crises, isto levou a um grande endividamento do Estado.

E a envolvente externa?

É também semelhante. Portugal tinha beneficiado, nas décadas de 1860 e 1870, com a globalização. O país tinha-se conseguido integrar na primeira onda de globalização através da venda de alimentos para o Norte da Europa e da emigração, por via das remessas. Mas na década de 80 a globalização começa a integrar novos países, alguns deles mais competitivos e que desalojam os produtos portugueses dos mercados do Norte da Europa. E, por causa da revolução republicana no Brasil, as remessas de emigrantes secam. Para agravar a situação, há uma crise internacional provocada por uma bancarrota na Argentina que faz com que haja uma retracção do crédito na Europa. O Estado não se consegue financiar, há uma série de bancos que vão à falência. O Estado tenta ajudá-los e agrava ainda mais a situação. Há cortes de salários de funcionários, suspensão de investimentos públicos.

Tudo semelhante ao que se passa actualmente...

Há toda uma série de analogias que nos permitem pensar que há, em Portugal, problemas recorrentes. Temos uma pequena economia que só consegue crescer integrando-se nos mercados globais, mas que pode ser apanhada pelas mudanças desses mercados globais.

E diferenças? Há algumas entre as duas crises?

Há grandes diferenças, é claro. O país é muito diferente hoje em dia do que era há 120 anos. Neste momento, temos uma população que depende do Estado e o Estado com um tamanho que pouco tem em comum com o de há 120 anos. Nessa altura, a despesa pública não pesaria mais do que 10%.

Como é que as autoridades portuguesas reagiram? Com austeridade?

Há também aqui uma diferença. A opção tomada não foi apenas a da austeridade, foi uma opção de sair daquele enquadramento internacional em que Portugal se encontrava. Abandonou o padrão-ouro e passou a ter, na prática, uma moeda inconvertível. Foi como se, com as devidas distâncias, tivéssemos saído do euro.

Esse abandono surgiu após uma tentativa de resolução da crise pela austeridade?

Pela austeridade e por ajudas financeiras. Em 1892, Oliveira Martins estava como ministro das Finanças e há bancos internacionais que estão disponíveis para ajudar Portugal, mas que querem contrapartidas. Essas contrapartidas são austeridade para o equilíbrio das contas e garantias de que determinados rendimentos serão cativados para pagar os juros desses empréstimos. E o que acontece é que o chefe do Governo, José Dias Ferreira, acha que isso põe em causa a soberania nacional e prefere ir para aquilo que toda a gente vai considerar uma bancarrota, ou seja, uma suspensão parcial, mas unilateral do pagamento da dívida.

Foi uma decisão para evitar o prolongamento da austeridade?

Foi sobretudo uma decisão política. A austeridade continuou e até aumentou depois, mas preferiu enfrentar-se a crise com a prata da casa, com os recursos do país e dispensando a ajuda externa. Enfrentou-se a crise através do isolamento, o país fechou-se mais. Teve consequências positivas para alguns. Por exemplo, para a indústria de cereais alentejana, que, contando com um sistema de protecção alfandegária que impedia a concorrência internacional, atravessou uma época boa. E que foi paga pelas populações pobres da cidade, que tinham o pão mais caro da Europa.

Quais os impactos nos mercados?

Houve uma suspensão dos pagamentos em Junho de 1892. E isso levou a incidentes diplomáticos. Começam logo negociações com comissões de credores a partir de 1893 e em 1902 conseguiram um acordo para uma reestruturação da dívida. Tentaram transformar uma bancarrota numa reestruturação da dívida. Mesmo assim, Portugal não voltou em grande escala aos mercados financeiros internacionais.

Porquê?

Do lado português, havia uma grande dificuldade que eram as colónias portuguesas. Havia o receio de que os credores internacionais exigissem como penhor os rendimentos das alfândegas coloniais e que isso pudesse ser entendido como sacrificar a soberania sobre os territórios africanos. E portanto os governos sucessivamente optaram por uma estratégia de contenção de despesas e de austeridade, que de certa maneira começa em 1890 e dura até praticamente ao 25 de Abril, com um breve intervalo durante a Primeira Guerra Mundial. Obviamente que continua a haver operações financeiras portuguesas no exterior, mas houve uma opção de manter o país muito cauteloso em recorrer aos mercados, na medida em que a prioridade foi a de conservar a soberania.

Para essas sucessivas opções pelo isolamento e pela austeridade interna ao longo das décadas, que influência teve a crise de 1890-92?

A bancarrota de 1892 e a luz negativa que lançou sobre o chamado "fontismo" - sobre um período em que a economia portuguesa se tinha aberto ao exterior, em que o Estado tinha optado por uma despesa pública que julgava produtiva - marcou a governação do país até ao 25 de Abril. Os governos republicanos a partir de 1910 o que trazem é muito mais austeridade. A ideia era a de que a monarquia caiu, porque não tinha sabido administrar as finanças do Estado e a referência era obviamente a crise de 1890-92. Na crise houve gente a sugerir que uma das formas de resolvê-la era vender as colónias e, por isso, começou a associar-se a ideia de um determinado tipo de comportamento financeiro ao risco que se poderia pôr à soberania do país e ao património colonial. E isso marcou os vários governos e os vários regimes ao longo de quase cem anos. Acabou-se com isso por isolar o país e cortá-lo do recurso a meios financeiros que poderiam ter sido usados para investimento. É um trauma que ficou por muito tempo.

Que pistas pode dar essa crise para o que irá agora a acontecer?

Creio que nos permite perceber as consequências de uma opção de bancarrota e isolamento. As vantagens, mas as grandes desvantagens também.

Fonte: Mafra hoje

Para os mais desatentos: Rui Ramos