Mudar o regime Servir Portugal

Manuel Beninger

quinta-feira, 31 de maio de 2012

RESTAURAR PORTUGAL PELA SOBERANIA

Perante o conceito neo-liberal (ainda não sei o que quer dizer), que "só é pobre quem quer", afinal quais os desígnios que nos apontam?
- Ser desempregado é uma nova oportunidade? Pois, se é, não encerrem as "novas oportunidades", porque até poderiam ser úteis, além de fornecerem diplomas e computadores gratuitos.
- Estado de (D)direito? Onde?
- Corrupção? Será que existe? Ou melhor, onde está a Justiça - se não souberem, bastará desfolhar as páginas dos jornais diários. É sempre a mesma coisa.
- Sabiam que Portugal, é o terceiro País da Europa, com maior número de auto-emprego? Afinal, sempre acreditamos nas oportunidades da livre iniciativa. Onde estão os resultados? O Estado absorve-os e esgota-os.
- Perante este quadro, como poderemos responder ao binómio: Desemprego - nova oportunidade?
A resposta é extremamente difícil, pois caímos, num cenário de confusões e contradicções que o próprio Estado criou, para evitar qualquer tipo de resposta oriunda de iniciativas exteriores à partidocracia e exógenas aos seus tentáculos. Assim, torna-se tudo muito mais fácil.
O que me preocupa mais? Sem dúvida o desemprego. Sem emprego, não há economia.
Mas queria, acrescentar algo mais, que é de igual modo, um indicador de futuro e que está a ser seriamente atacado - a perda das soberanias.
A desagregação das sociedades, baseada na decisão política da subida do desemprego, conscientemente ou inconscientemente - não quero acreditar que exista um propósito - terá graves consequências na nossa perda de soberania.
Todos os países que defenderem as suas soberanias, através dos seus regimes, quer monárquicos ou republicanos, e que tenham mecanismos de defesa constitucional, no âmbito de defesa às poliíticas de expansão europeistas, serão alvos de ataques dos "mercados" baseados no conceito abstracto das dívidas soberanas. Afinal, qual será o tipo de regime que nascerá neste século XXI?
Quais serão os desígnios que nos estarão destinados, a nós, aos nossos filhos e netos - isto é, se os nossos filhos terão esssa capacidade?
Será melhor ou pior?
O que nos será apresentado é uma incógnita e talvez neste momento, seja apenas um breve exercício de retórica. Uma coisa temos a certeza, só um número muito restrito de pessoas saberá a resposta - e este, é o grande problema.
O "segredo" de poucos , que exige medidas e mais medidas, não se contentando com os sacrifícios dos contribuintes, tenderá óbviamente para uma sociedade desagregada, para mais tarde poder impôr condições que ultrapassam as próprias soberanias.
As sociedades estruturadas nos seus conceitos fundacionais, são um grande obstáculo à progressão desmedida, de ideais obscuros que nos pretendem conduzir a um destino que ainda há poucos anos, diziamos de despropositado e iirrealista - pois, tinhamos esquecido que a própria globalização corria e continua a correr ao sabor da inusitada velocidade da informação.
Será que os países que conhecemos irão desaparecer, em prol de ideal totalitário de economia e mercados? Ou será mesmo política, pura e dura? Poderá, efectivamente, existir esse risco, se as populações não souberem convenientemente defender as suas próprias culturas fundacionais - reside aqui, talvez a melhor defesa geracional - aprender com a nossa história e salvaguardá-la - conhecer o passado, compreende-lo, amá-lo, na sua forma de aprendizagem histórica, permirtir-nos-á, defender o presente (agora) e dimensionar o futuro.
Não será obrigatório perder o País, para assumirmos um futuro integrado de nações - uma federação, só será forte se as nações que a compõem forem fortes e coesas. Por este simples facto - deculpem-me o atrevimento de o apelidar de simples - cada País deverá ter a ousadia e a coragem de poder escolher livremente o regime que melhor poderá defender a sua melhor coesão e soberania, de forma a poder fazer parte integrante de um federalismo mais lato e forte (embora, prefira sem dúvida laguma, o conceito de um federalismo baseado na ideia original da Europa das Nações).
Para Portugal, defendo largamente, o regime monárquico, pois este é fundacional, o que me dará mais garantias de podermos existir por mais uns séculos como Nação.
Quero pensar, que Portugal será sempre um País soberano, por muitos e bons anos.

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