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Manuel Beninger

domingo, 19 de janeiro de 2014

Suas Altezas Reais visitam futuro lar do Centro das Taipas



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Futuro lar do Centro das Taipas ainda sem protocolos assinados
O Centro Social Padre Manuel Joaquim de Sousa, na Vila das Taipas, Guimarães, está a construir o seu Lar de Idosos, que deverá estar concluído até ao verão deste ano. Os financiamentos para a obra estão garantidos, mas a falta de assinatura de contratos com a Segurança Social está a deixar a direção da instituição preocupada.
Esta preocupação foi ontem transmitida aos jornalistas durante a visita que os Duques de Bragança realizaram ao Centro Social. D. Duarte Nuno Pio teve apenas tempo para cumprimentar os presentes para seguir para Braga, deixando a sua esposa, Isabel de Herédia para conhecer a instituição e as suas valências.
E foi, precisamente, antes de seguir para o local onde está a ser construído o Lar residencial, que o presidente do Centro Social Padre Manuel Joaquim de Sousa falou e desabafou com os jornalistas.
Segundo Ricardo Costa, nesta altura, em que o país atravessa uma grave crise social, onde os cortes financeiros «são mais que muitos», levar avante uma obra como o Lar residencial, que está a ser construído para dar uma resposta a uma necessidade do concelho e do distrito, «sem o apoio da Segurança Social, não será possível».
«O custo real de um utente numa instituição destas é de cerca de mil euros. O protocolo com a Segurança Social garante-nos mais de 50 por cento.
Se nós não conseguirmos este protocolo numa obra orçada em 2,4 milhões de euros, com o apoio de um milhão e 72 mil euros do POPH, onde a instituição suporta um milhão e 200 mil euros, sentimos que nos deram um presente envenenado. Ou seja, ajudaram-nos para construir uma obra desta dimensão, mas depois, se não colaborarem na operacionalidade, não é possível levar a bom porto um projeto desta dimensão», disse.
Questionado sobre se já fez sentir esta sua preocupação à Segurança Social, o presidente do Centro Social revelou que tem andado a tratar da situação, embora adiante que as perspetivas não são as melhores. «Numa reunião havida um passado recente com o diretor distrital da Segurança Social de Braga, não fiquei muito animado com o futuro que se avizinha. Agora, é importante olhar para esta instituição com olhos de ver, perceber o que nós fizemos no passado, ao longo de 44 anos, e entender que este é um Centro Social que tem de dar passos certos para potenciar o futuro e dar respostas a necessidades cada vez mais urgentes e prementes das nossas pessoas», salientou.
Ainda segundo Ricardo Costa, até ao momento os argumentos que a Segurança Social tem avançado para que os protocolos ainda não tenham sido assinados são os cortes financeiros que têm sido levados a cabo por parte do Governo. «Penso que é não querer, neste momento, alargar o âmbito do apoio para não contribuir para o défice de um país», sustentou. Para o presidente da direção, a obra vai ser acabada e encontrada uma solução.
Jornal "Diário do Minho" de 19 de Janeiro, pág. 11

Instituição é «um grande exemplo para Portugal»
Depois de conhecer as instalações e as valências do Centro Social Padre Manuel Joaquim de Sousa, Isabel de Herédia, esposa de D. Duarte Nuno Pio, Duque de Bragança, considerou que a instituição é «um grande exemplo para o país». «Acho que esta instituição devia ser conhecida, nomeadamente o seu trabalho que vai desde as crianças até aos mais idosos. Tomara que houvesse mais centros como este pelo país, para podemos apoiar tantas pessoas que precisam», disse. Na sua opinião, perante as dificuldades que o país atravessa, é preciso que todos deem as mãos.
«Temos que deixar as nossas divergências de lado e temos que nos unir para que o país possa sair desta situação. Eu vejo muitas pessoas a fazerem queixas e, realmente, a situação é muito grave. Não podemos é ficar sentados», acrescentou.
Antes de partir para Braga, D. Duarte Pio teve tempo para enaltecer o trabalho das instituições como o Centro Social Padre Manuel Joaquim de Sousa, que, ou com o apoio da Igreja ou do Estado, «têm salvo a população mais carenciada». «Não se pode ficar à espera que o Estado resolva tudo», acrescentou. Para o futuro ficou a promessa de regressar à Vila das Taipas, estando já definida uma data. Os Duques de Bragança voltam a 5 de abril para participarem num jantar de angariação de fundos para a construção do Lar.

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