Mudar o regime Servir Portugal

Manuel Beninger

quinta-feira, 30 de abril de 1992

Jornal Diário do Minho: Juventude Monárquica Pergunta: O que é feito da ASPA?

A Juventude Monárquica de Braga está apostada em descobrir o que levou a Associação para a Defesa e Divulgação do Património de Braga (ASPA) a perder o carácter interventivo que a marcou desde a fundação.
Num comunicado ontem divulgado, os jovens monárquicos afirmam não saber "que ar se lhe deu a tão necessária associação", sabem, no entanto, que "os citadinos periódicos não mais publicaram as saborosas e pertinazes críticas ao bacoquismo urbano que campeia por Braga, cujo combate a ASPA nos habituou".

A JM não quer acreditar em "actos de censura", pois diz estar certa que "o poder autárquico nunca tal encomendaria para tão simpática associação".

"O gostoso amesentamento - reafirma - não nos parece crível".

A propósito questionam-se: "será que se esgotaram os motivos de intervenção, daquela consciência cultural que pugnou pela recuperação do Mosteiro de Tibães, se insurgiu pelo facto de se recrear com mau gosto as pirâmides do Egipto na Avenida Central, entre tantas outras iniciativas de reconhecido merecimento".

Admitindo motivos "para tão incómodp silêncio", os jovens monárquicos dizem que ainda não terminou "o período áureo da desdaracterização de Braga".

Neste documento distribuído à Imprensa, a JM de Braga refere ainda alguns casos daquilo que apelidam de "crime de lesa bom gosto". São eles, por exemplo, o revestimento exterior do edificio do Teatro Circo "com latões horrendos" e o "mausoléu de mármore que alguém implantou à face da bela casa do Passadiço".

O texto termina com o desejo de que "o motivo de tão prolongado e sentido silêncio da ASPA não seja uma cómoda cegueira".

sexta-feira, 24 de abril de 1992

Jornal Diário do Minho: Criação do Provedor Municipal defendida pela Juventude Monárquica

A criação da figura do Provedor Municipal voltou ontem a ser defendida em Braga, desta feita pela Juventude Monárquica.
Tal figura, diz a JM, seria da maior utilidade e a ela poderiam recorrer os munícipes "sempre que os seus direitos fossem violados pelo poder autárquico".

Exemplificando tal utilidade, os jovens monárquicos dizem que "embora se corresse o risco de atafulhar a "Provedoria Municipal", poderia o cidadão reclamar de acções decisivas dos seus direitos, como, a usurpação de espaços públicos como o que ocorre na Praceta Porfírio da Silva e nos lote junto ao Mercado do Carandá, entre outros".

A JM compara o papel do eventual Provedor Municipal ao do Provedor de Justiça. Este último, dizem, foi uma das iniciativas mais interessantes da democracia recente.

"Teoricamente, qualquer cidadão que se veja prejudicado nos seus direitos poderá recorrer directamente ao Provedor de Justiça, que esta entidade velará pelo respeito das leis e dos direitos e liberdades dos cidadãos", escrevem os jovens monárquicos de Braga, liderados por Manuel Beninger.

Na prática, acrescentam, tantas são as queixas apresentadas ao Provedor de Justiça que a acção profiláctica que poderia ter mediante os abusos de poder, nem sempre se fazem sentir.

O texto ontem distribuido à Comunicação Social pela JM de Braga termina com a locução latina "qui habet aures audiendi, audiat".

Jornal de Notícias: Provedor Municipal

A Juventude Monárquica de Braga defende a criação da figura do provedor municipal na Câmara bracarense, por forma a que sejam respeitados as leis e os direitos e liberdades dos cidadãos.
Em comunicado, aquela estrutura partidária considera aquela figura de "primordial importância" para os munícipes, uma vez que seria um privilégio para os mesmos, sempre que os seus direitos são violados pelo Poder Autárquico.

"Em Braga, embora se corresse o risco de atafulhar a Provedoria Municipal, poderia o cidadão reclamar de acções lesivas dos seus direitos, como por exemplo a usurpação de espaços públicos, como o que aconteceu na Praceta Porfírio da Silva e os lotes junto ao Mercado Municipal do Carandá", lê-se no comunicado.

sexta-feira, 17 de abril de 1992

Jornal Correio do Minho: Juventude Monárquica critica RTP

A Juventude Monárquica de Braga condenou os serviços da RTP por não ter procurado melhorar a qualidade de recepção das emissões, depois do município local ter sido obrigado a silenciar o retransmissor que possuía em Santa Marta.
Em comunicado, a organização juvenil dos monárquicos recorda que o silênciamento do retransmissor de algumas cadeias de TV internacional, verificado há alguns meses, provocou repúdio em toda a cidade.

Segundo os jovens monárquicos, aquele silenciamento foi justificado pelos serviços do Estado com a necessidade "indispensável" de se "salvaguardar a qualidade da transmissão das emissões da RTP".

Só que, segundo o comunicado em referência, "não houve qualquer melhoria na qualidade de recepção dos programas de TV, mas pelo contrário e talvez por infeliz coincidência, é inegável que a recepção dos canais da RTP piorou".

Em face disto, a Juventude Monárquica de Braga interroga sobre se "não será ilegítimo aquela entidade privar os bracarenses de recepcionarem canais internacionais de TV, conquanto o argumento aduzido é provado que não tinha fundamento".

E interroga também sobre se "não caberia aos vereadores da oposição apoiarem a maioria, a fim desta, perante o Governo, reclamar da iniquilidade da decisão tomada".

Os jovens monárquicos consideram que, uma vez que se provou que a retirada dos retransmissores do município não tinha razão de ser, "é pelo menos razoavel que se reponha a situação anterior, que era do agrado dos bracarenses".

quinta-feira, 16 de abril de 1992

Comunicado - Juventude Monárquica: Resposta ao Director dos CTT

TAPAR O SOL COM A PENEIRA

Alguns Directores de Serviços Públicos, mal habituados a críticas, refugiam-se atirando areia para os olhos dos demais, tentando justificar as suas falhas.
O Director Comercial Norte dos Correios de Portugal, não resistiu à tentação de nos dar uma "resposta" justificativa ao nosso apelo para se colocarem mais receptáculos de correios na cidade de Braga.
E fê-lo, recorrendo-se de alguns argumentos numéricos, que se apresentam, viciados à partida.
É lamentável que , antes de elaborar o seu escrito, não verificasse se os Jovens Monárquicos de Braga, haviam criticado fundamentadamente.
Não caberia na cabeça de qualquer cidadão, excepção reconhecida ao Sr. Director Comercial dos Correios, argumentar que uma vez que 80% da correspondência é depositada nos balcões de Maximinos (?), Avenida da Liberdade, Largo dos Penedos e S. Victor (?), 152 receptáculos de correio são suficientes para a cidade de Braga.
Não Sr. Director, o que está profundamente errado na gestão dum serviço público como os dos C.T.T., é que não se criem postos de recepção de correspondência, que evitem o absurdo da sua fundamentação, que descaradamente advoga a penalização do cidadão, para comodidade de seu serviço.
Um serviço público, visa o interesse e comodidade dos cidadãos, e não dos funcionários dos CTT que pensam como V.ª Ex.ª.
Um serviço público deve subordinar a sua comodidade à dos seus concidadãos, procurando satisfazer na sua medida do razoável as exigências dos contribuintes.
Ora, é tão verdade o fundamento do nosso reparo, como é inexacto existirem nos bairros novos de Braga, receptáculos distanciados de 500 metros, em que V.ª Ex.ª debalde se tentou refugiar.
A Juventude Monárquica, recorda-lhe que na nossa tomada de posição, tinha por objectivo alertar o serviço dos CTT da necessidade de Caixas de Correios, e não duma ineficaz "justificação" meramente numérica.
Creia Sr. Director Comercial dos Correios de Portugal, que os novos receptáculos serão benvindos, e melhorarão a má imagem que os CTT de hoje têm.

Juventude Monárquica de Braga

quarta-feira, 15 de abril de 1992

Jornal Correio do Minho: Correios respondem à Juventude Monárquica

A propósito de uma notícia publicada no "Correio do Minho" de 31 de Março, sob o título "Juventude Monárquica - Faltam caixas na cidade de recepção de correio", recebemos do director comercial Norte dos "Correios de Portugal" o seguinte esclarecimento:
"- existem implantados na cidade de Braga 152 marcos e caixas para recolha de correspondência, o que corresponde, em média, aproximadamente 500 metros de distância entre receptáculos de recolha de correio.

- cerca de 80 por cento do número de correspondência é recolhido nos receptáculos e balcões das Estações de Maximinos, Avenida, Norton de Matos e S. Victor;

- existem receptáculos em que o número de correspondências é praticamente nulo;

- a colocação de receptáculos de recolha de correspondência tem como parâmetros o desenvolvimento urbano/populacional e de tráfego".

Jornal Diário do Minho: Presidente da Edilidade põe e dispõe a seu bel prazer - afirma a JMB

A Juventude Monárquica de Braga divulgou ontem um comunicado em que critica a forma como decorreu a Assembleia Municipal de sábado.
O texto começa por afirmar que "com uma carga de grande benevolência relatam os periódicos citadinos a sessão da Assembleia Municipal de Braga".

"Reduziu-se aquele acto, acrescenta, ao usual eco das palavras auto-elogiosas da edilidade socialista, ao anúncio do desaparecimento do C.D.S. naquele parlamento concelhio, e à constatação que na Câmara de Braga o Presidente da edilidade põe e dispõe a seu bel prazer".

Na opinião dos jovens monárquicos "não há oposição merecedora desse nome, como não há um executivo municipal que seja merecedor do respeito democrático que é natural dum regime parlamentar"

"A Assembleia Municipal de Braga", dizem, "não é parlamentar, mas somente para lamentar".

Afirma-se no comunicado que "acossada a maioria sobre a ligeireza e imprecisão das contas apresentadas, realça-se a afoiteza com que os ilustres representantes do Partido Socialista declaram, com ciência certa, que tais pormenores são coisinhas de somenos importância, pois muito mais importante que o rigor orçamental são as propostas eleitoralistas que os guindaram sucessivamente ao poder!".

O que preocupa os jovens monárquicos, diz o mesmo comunicado, "não é a crítica por crítica a essa instituição, que deveria reflectir o sentir e desejo dos munícipes, mas o exemplo de incompreensão e incapacidade que esta Assembleia Municipal demonstrou".

Segundo aquele texto, "é urgente pensar em reformar estes políticos, e substituí-los por políticos mais jovens, preparados e interessados, no bem estar e qualidade de vida do nosso concelho".

"Estes", conclui o comunicado, "já deram o que tinham de dar, e sem olvidar o bom e o mau que lhes devemos, proporcionar-lhes uma retirada estratégica com alguma compaixão pela ineficácia e indecoro demonstrado".