Mudar o regime Servir Portugal

Manuel Beninger

quinta-feira, 28 de janeiro de 1993

Carta ao Director do jornal "O PÚBLICO"

Certamente por engano, vem o meu nome referido no artigo "Legalizando partido com monárquicos e independentes - Plataforma enfrenta Mesquita Machado" (Público 27-01-93, pag. 8), como um dos patrocinadores de uma candidatura independente à Câmara Municipal de Braga, sob a bandeira de um novo partido a legalizar com o apoio da Plataforma de Esquerda.
Tal informação é incorrecta e compromete o trabalho político que o PPM tem vindo a desenvolver com vista às próximas eleições autárquicas, pelo que venho solicitar a vossa Ex.a a publicação deste esclarecimento.

1º - É verdade que o PPM defende, por imperativos cívicos, uma candidatura única e forte de oposição ao Partido Socialista, há 16 anos responsável pela condução dos destinos do concelho de Braga, candidatura essa que deveria englobar os principais partidos da oposição (PSD, CDS e PCP).

2º - Esta posição do PPM é claramente diversa da preconizada pela Plataforma de Esquerda que propõe uma candidatura de cidadãos sob a bandeira de um novo partido a criar. De pasagem, atente-se no absurdo de um partido (o PPM) aparecer a promover a criação de um novo partido!...

3º - É essa diferença que me leva a aceitar o convite para participar na reunião a que se refere a noticia - o debate de ideias sempre me pareceu positivo -, o que é totalmente diferênte de ser um dos seus promotores e muito menos um dos signatários do texto/manifesto que vem referido na notícia.

Apresentando cumprimentos

Manuel Beninger
(Presidente da Juventude Monárquica,
Coordenador da Comissão Política Distrital de Braga do PPM)

quarta-feira, 27 de janeiro de 1993

Jornal Público: Legalizando partido com Monárquicos e Independentes - Plataforma enfrenta Mesquita Machado

A candidatura de cidadãos independentes à Câmara Municipal de Braga, vai ser apreciada na tarde do próximo dia 6, durante uma reunião no salão da Junta de Freguesia de S. Lázaro, em Braga, para a qual vão ser convidadas 6 dezenas de pessoas. A ideia de uma espécie de frente comum" contra o actual presidente da câmara, Mesquita Machado", tem vindo a ser alimentada publicamente pela Juventude Monárquica (JM) e pela Plataforma de Esquerda (PE), mas tem sido esta organização que mais empenho tem posto na sua concretização.

A apresentação da candidatura passará, por imperativos legais, pela criação de um partido político, cuja legalização implicará a recolha de cinco mil assinaturas. Nesta tarefa, poderá vir a colaborar, se necessário, a estrutura nacional da PE, de acordo com o que disse ao PÙBLICO Joaquim Sá, um dos patrocinadores da candidatura independente e igualmente membro da PE.

O ponto único da agenda de trabalhos é a reflexão sobre as modalidades de intervenção política da sociedade civil bracarense nas próximas eleições autárquicas. No convite, subscrito por, entre outros, Joaquim Sá, Manuel Beninger, dirigente da Juventude Monárquica, Fernando Martins, ex-dirigente da Liga Operária Católica e Maria Adelaide Pais Santos, que foi mandatária da candidatura de Carlos Marques à Presidência da República, explica-se que "só um autêntico e genuíno movimento da sociedade civil, de intervenção política nas próximas eleições autárquicas, poderá gerar uma vaga de esperança, despertar energias criativas adormecidas, produzir movimento e provocar os ventos da mudança necessária".
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terça-feira, 19 de janeiro de 1993

Jornal Diário do Minho: Monárquicos querem esclarecimento de alguns "escândalos" em Braga - com a ajuda dos jornalistas

A Juventude Monárquica de Braga decidiu ontem tornar públicos alguns pretensos conselhos aos profissionais da Comunicação Social.
Num documento intitulado "Braga, um silêncio ensurdecedor", os jovens monárquicos lembram alguns "escândalos" que têm levado a cidade de Braga para os grandes títulos da Imprensa, mas que rapidamente saem dessa mesma Imprensa.

Apontam, então, "o escandaloso caso da pretensa 'dádiva' dos terrenos circundantes do Hospital de S. Marcos ao clube de futebol, o agora nebuloso negócio do Palácio D. Chica, e ainda a tentativa de desarticular o aeródromo a favor de um clube que, curiosamente, está representado por um dos seus corredores no Executivo".

Para a JM, "é assaz curioso que todos estes escândalos apareçam nos órgãos de informação com um ensurdecedor estrondo e, passados alguns dias, esses mesmos órgãos de comunicação silenciem o seu desenvolvimento".

Em jeito de sugestão, os monárquicos aconselham os jornalistas a esclarecer "de quem são, actualmente, os terrenos dos Granjinhos, que foram alvo de licitação 'pública'". "Perguntam, a propósito, se estes terrenos são, agora, do empreiteiro licitador, do clube de futebol, do hospital distrital ou se continuam património municipal.

Neste âmbito, questionam ainda da legalidade na "apressado" praça pública" dos aludidos terrenos e, se não houvesse ilegalidade, porque razão a Câmara Municipal de Braga reconverteu a proposta para uma outra diversa localização, mas envolvendo identicamente terrenos municipais.

Quanto ao "escândalo que confronta interesses da Junta de Freguesia Palmeira, um empresário membro do grupo socialista na Assembleia Municipal e outros personagens dos negócios citadinos", a Juventude Monárquica de Braga gostava de saber se "o valor da falência é de 300 mil, 800 mil ou 2 milhões de contos, números que semana a semana têm sido apontados".

"Este valor, semanalmente crescente, em quanto beneficiou ou lesou a autarquia socialista de Palmeira?" e "Qual é a 'maldição' do castelo D. Chica que parece atemorizar os jornalistas da nossa urbe a investigarem a fundo mais este caso?" são perguntas que colocam ainda.

A última questão que os jovens monárquicos abordam diz respeito ao aeródromo de Palmeira. A JM bracarense quer que os jornalistas lhe explique se tem fundamento a pretensão de inviabilizar o aeródromo, "não para o transformarem autódromo mas, através dele, criar novos espaços de construção e negócios".

Caso os jornalistas não respondam a estas questões, a Juventude Monárquica de Braga não se compromete, contudo, a dar ela própria as resposta aos bracarenses... afinal, o seu dever como força política que é.