Mudar o regime Servir Portugal

Manuel Beninger

sexta-feira, 26 de março de 1993

Jornal Semanário Minho: Resposta ao comentário de Mesquita Machado

Em resposta ao comentário que o Eng.º Mesquita Machado teceu, num semanário regional, à intervenção que as juventudes de diversos partidos empreenderam na Avenida Central, vem a Juventude Monárquica de Braga responder da seguinte maneira.

"E se essas juventudes estão a actuar com serenidade, eu direi que estão a ser manipuladas.
Mesquita Machado" in Opinião Pública de 17/03/1993

sexta-feira, 12 de março de 1993

Jornal Diário do Minho: Parques de Estacionamento no Campo da Vinha e Arcada

PPM diz que contestação pública foi importante para ausência de concorrentes.

O Partido Popular Monárquico de Braga afirma que o não aparecimento de interessados em construírem os silo-autos da Praça da República e do Campo da Vinha tem a sua explicação no facto de "os socialistas precisarem de uma boa desculpa para a não concretização do seu projecto ou então porque recuaram perante a atitude firme da opinião pública".
Em comunicado, o PPM diz inclinar-se naturalmente pela segunda hipótese. "Embora o secretário-geral do PS, António Guterres, afirme cartazmente que, para os socialistas, os portugueses não são negócio, tal não é confirmavel quando esses portugueses são bracarenses... como se vê na cidade que hoje temos", diz Manuel Beninger.

Segundo o coordenador da Comissão Política Distrital de Braga dos monárquicos, "ao abrirem concurso para a venda do Campo da Vinha e da Avenida Central, os socialistas, experientes nestas andanças, já deviam saber do interesse que aquele negócio tinha para o meio empresarial local e a ausência de resposta só se pode entender como resultado do receio dos custos políticos que adviriam da privatização das praças".

O PPM felicita as juventudes partidárias do PSD, CDS, PRD e Monárquicas na contestação pública à intenção camarária e faz votos de que, a exemplo dos jovens, também os partidos da oposição se entendam numa convergência, "tendo em vista afastar da presidência da Câmara o Partido Socialista".

segunda-feira, 8 de março de 1993

Jornal Público: Juventudes de Braga criticam a autarquia

Quatro organizações políticas juvenis bracarenses - as juventudes Centristas, Monárquica, Renovadora Democrática e Social-Democrática - protestaram, na manhã de sábado, contra a venda do sub-solo da Avenida Central e do Campo da Vinha, onde, por decisão da autarquia, vão ser construídos parques de estacionamento subterrâneos. Os jovens bracarenses consideram que a venda é uma acção "vergonhosa".
Apesar de a Câmara Municipal assegurar o contrário, as quatro organizações sustentam que a propriedade dos dois espaços passará para a plena propriedade de particulares, pois "não se trata de vender subsolo, como se tem tentado fazer crer aos bracarenses". Por isso, trata-se, no seu entender, de um acto "senão juridicamente ilegal, pelo menos politicamente imoral". Desta forma, acrescentam, está a ser hipotecado o futuro da cidade, o que constitui uma ofensa a todos. "Braga é dos bracarenses, não é de meia dúzia de "senhores"", concluem.

Os jovens, que durante a manhã distribuíram este comunicado aos transeuntes, ofereciam, ainda, uma pequena senha supostamente para "controlo de ingresso na Avenida Central". Seguia-se, depois, uma indicação: "Não perca este bilhete. Devolva-o depois à saída". À saída, outros jovens recolhiam os bilhetes. Alguns dos destinatários da oferta, entretanto, supuseram que a acção de rua mais não era que uma das histórias para o programa "Apanhados".

Um terceiro folheto distribuído glosava um "slogan" lançado pelo município. A acompanhar a frase "é bom viver em Braga", podia ver-se um dos Irmãos Metralha.

domingo, 7 de março de 1993

Jornal Correio do Minho: Juventude política local contra a opção camarária

As organizações juvenis dos principais partidos políticos da oposição ao executivo da Câmara Municipal cumpriram a anunciada acção de protesto contra a alegada "venda em hasta pública" de alguns dos espaços da cidade.
A acção de protesto traduziu-se na colocação de cartazes em vários pontos da cidade, ao mesmo tempo que foram distribuídos à população folhetos que explicam os motivos que originaram a movimentação juvenil.

Em causa está uma alegada "venda em hasta pública" da Avenida Central e do Campo da Vina, que os jovens consideram ser o "hipotecar da nossa cidade".

Transaccionar para as mãos particulares, em pleno direito de propriedade - não se trata de vender sub-solo, como se tem tentado fazer crer aos bracarenses -, estes dois espaços públicos do coração da nossa cidade, é um acto, senão juridicamente ilegal, pelo menos politicamente imoral" - sublinha o texto ontem distribuído.

Este texto é subscrito pela Juventude Centrista, Monárquica, Renovadora Democrática, Social Democrática e Comunista.

Os dois espaços referidos, acrescenta o comunicado, as quais são "as praças-símbolo de Braga, não devem ser tratadas dessa maneira", considerando ainda que a acção pretendida pelo executivo municipal se traduz num "desbaratar do património público", o que constitui uma afronta aos bracarenses" e por isso mesmo os jovens se mobilizaram.

sábado, 6 de março de 1993

Jornal Diário do Minho: Juventudes partidárias contra Mesquita por alegada "venda da cidade"

As estruturas partidárias juvenis sediadas em Braga têm agendada para hoje uma manifestação conjunta "contra a intenção da maioria socialista de vender o Campo da Vinha e a Avenida Central" para parques de estacionamento subterrâneo.
A iniciativa, que congrega a JSD, JC, JRD e JM, contempla a distribuição de panfletos na Arcada e a afixação de um cartaz.

As jotas, cuja união em torno de uma questão concreta é "um primeiro sinal de uma frente alargada contra a gestão camarária de Mesquita Machado", consideram que a alienação daqueles espaços é "desnecessária e escandalosa".

As juventudes partidárias bracarenses pretendem assim alertar os cidadãos para aquilo que entendem como "um acto de lesa património" por parte da Câmara Municipal.

Recorde-se que ainda no início da semana, o líder da Juventude Monárquica, Manuel Beninger, em comunicado, criticava violentamente a autarquia a propósito desta sua intenção.

sexta-feira, 5 de março de 1993

Jornal Semanário Minho: Jotas contra Mesquita - Braga à Venda

Braga está à venda. É com este lema que a Juventude Monárquica, e as suas congéneres social-democrata, centrista e renovadora, vão fazer uma campanha visando alertar os bracarenses para o que entendem ser um acto de lesa património da Câmara Municipal de Braga. As "Jotas", cuja união em torno de uma questão concreta é "um primeiro sinal de uma frente alargada contra a gestão camarária de Mesquita Machado", vão tomar um conjunto de iniciativas públicas contra a venda dos terrenos do Campo da Vinha e da Arcada para parques de estacionamento, cuja privatização entendem "desnecessária e escandalosa".

Entretanto, o Partido Popular Monárquico divulgou esta semana um comunicado onde critica violentamente a Câmara de Braga. O PPM "não entende a bizarra tomada de posição da edilidade bracarense, que se propõe vender, à falta de melhor, o sub-solo da cidade". Para este partido, a edilidade "enlouqueceu de vez", pois semelhante "proposta não desmerece das aventuras insólitas e fantásticas dum qualquer "político" saído das personagens do Eça".

Contudo, os monárquicos acreditam que tudo não passa de um pesadelo: "temos esperança que esta grande atoarda tenha o mesmo fim daquela promessa feita em período eleitoral, garantindo que o rio Este seria transformado num espelho de água, onde se desenvolveriam os desportos náuticos".

Comunicado - Juventudes Partidárias Bracarenses

Nós, jovens bracarenses, atentos à vida da nossa cidade que queremos cada vez melhor, vimos denunciar a vergonhosa acção que a Câmara Municipal de Braga está a praticar com a venda em hasta pública da Avenida Central e do Campo da Vinha.

Transaccionar para mãos particulares, em pleno direito de propriedade - não se trata de vender sub-solo, como se tem tentado fazer aos bracarenses -, estes dois espaços públicos do coração da nossa cidade, é um acto, senão juridicamente ilegal, pelo menos politicamente imoral!

Estão a hipotecar o futuro da nossa cidade!

O que é de todos nós há gerações, a Avenida Central e o Campo da Vinha, os espaços mais nobres, as praças-símbolo de Braga, não podem ser tratadas dessa maneira.

Ofende-nos a todos!

É contra este desbaratar do património público, é contra esta afronta aos bracarenses que aqui nos afirmamos.

Não queremos esta gestão municipal!

Braga é dos bracarenses, não é de meia dúzia de "senhores"!



António João Soeiro de Sousa
(Juventude Centrista de Braga)

Maria Cristina Figueira de Sousa
(Juventude Monárquica de Braga)

Paulo Branco
(Juventude Renovadora Democrática de Braga)

Jorge Megre
(Juventude Social Democrática de Braga)

quinta-feira, 4 de março de 1993

Jornal Correio do Minho: Portela recandidata-se à Câmara... mas pelo PSD

O actual presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso vai recandidatar-se ao lugar que ocupa no município, não pelo Partido Popular Monárquico (PPM), como se dizia na semana passada, mas pelo PSD que o tinha rejeitado, optando pelo jovem militante Luís Artur. São as voltas que a politica tece.

terça-feira, 2 de março de 1993

A MATEMÁTICA POSSÍVEL; A MUDANÇA DESEJADA; Artigo de Opinião de Manuel Beninger


Diário do Minho

O PS em 16 anos de autarquia conseguiu resultados que todos nós conhecemos: uma gestão casuística, com recurso a solução de improviso e soluções pontuais, ausência de um plano e o menosprezo dos interesses colectivos em favor de um loby de privados, o que se traduziu no desordenamento urbano.
Só uma gestão errada poderia conduzir ao que temos hoje: Braga que poderia desfrutar da qualidade de vida de uma cidade de média dimensão só consegue ter os problemas das grandes cidades, sem no entanto ter os correspondentes benefícios.

Depois de todos estes anos de gestão socialista, não há desculpas. É necessário mudar, é democrático mudar. Os bracarenses merecem uma cidade melhor.

Face às próximas eleições autárquicas para o Concelho de Braga, o PPM tem vindo a defender uma estratégia clara:

Para mudar a situação só a criação de uma frente alargada a todos os grandes partidos de oposição bracarense.

Trata-se de uma estratégia realista, já que é, no nosso entender, a única com evidentes perspectivas de vitória.

Outras teses como as que vem sendo defendidas por um grupo de pessoas ligadas à Plataforma de Esquerda, e que passaria pela constituição de um novo partido político, não tem nenhumas possibilidades de resultar, já que se traduziriam na divisão de votos na oposição e consequentemente ao seu enfraquecimento.

Senão vejamos:
Nas ultimas eleições Autárquicas, o PS obteve 54,2% dos votos expressos.

No entanto, se analisarmos os resultados obtidos pelos partidos nas últimas eleições legislativas - eleições essas que, como é natural, traduzem com maior aproximação as afinidades partidárias da população, o seu sentir "ideológico", o somatório de todos aqueles que não votam PS foi de 65,3% (somatório dos partidos PSD, CDS, PRD e PPM 54,1%, contra 34,1% do PS).

Constatamos assim a existência de um eleitorado flutuante que balança entre o PS e o PSD, conforme se trata de eleições autárquicas e legislativas.

Este quadro de eleitorado flutuante justifica-se pela falta de afirmação política da oposição bracarense, perante um PS que tem "obra"(?) feita no concelho.

É neste quadro que o PPM avança a proposta de constituição de uma frente comum de maioria da oposição,

Poder-se-ia encontrar uma plataforma de entendimento entre os diversos partidos da oposição na criação de uma lista de consenso para uma candidatura à Câmara Municipal de Braga. Tal lista despertaria uma candidatura com uma dinâmica de vitória pois teria reais possibilidades de vencer.

Seria um mandato de transição, baseado num programa de compromisso entre os vários partidos, contemplando todas as grandes questões que se põem à gestão da Autarquia de Braga e que, como se sabe, tem merecido o consenso dos diferentes partidos da oposição.

Os partidos poderiam, no entanto, concorrer separadamente para a Assembleia Municipal, onde se poderia reconhecer o seu real valor.

Achamos que esta hipótese é totalmente real e possível; Real porque em autarquias o que se discute e o que se debate são questões meramente de gestão camarária, e possível porque esta seria a única forma de conseguir "inverter" as vitórias sucessivas do Eng.º Mesquita Machado.

Ainda é possível vencer convencendo.


Manuel Beninger
(Presidente Nacional da Juventude Monárquica e
Coordenador da Comissão Política Distrital de Braga do PPM)

Jornal Diário do Minho: Monárquicos bracarenses criticam "venda do subsolo da cidade"

A Concelhia de Braga do Partido Popular Monárquico espera que a intenção da Câmara de "vender o subsolo da cidade" tenha o mesmo fim da promessa feita igualmente em período eleitoral "que garantia que o rio Este seria transformado num espelho de água, onde se desenvolveriam os desportos náuticos".
Tal esperança foi ontem dada a conhecer, em comunicado, sob o título "Braga à venda".

Os monárquicos dizem não entender "a bizarra tomada de posição da Edilidade bracarense" e, por isso, não vislumbramj fundamento para "tão insólita proposta".

"De facto, a proposta de desafectação da dominialidade pública do subsolo para a instalação de parques subterrâneos no centro da cidade não desmerece das aventuras insólitas e fantásticas dum qualquer "político" saído das personagens políticas do "Eça", dizem.

A estrutura bracarense dos monárquicos critica, a propósito, o facto de ter sido anunciada uma coisa e agora ser feito o contrário. "Estreitam-se os arruamentos para evitar o tráfego urbano, anuncia-se que se pretende retirar o tráfego automóvel do centro da cidade e agora propõe-se a Câmara vender o subsolo da Avenida e do Campo da Vinha para fazer dois gigantescos parques de estacionamento".

O PPM bracarense reconhece ser gratuito fazer comentários sobre esta proposta da Edilidade, uma vez que há no senso comum da cidade "uma estupefacção geral por tamanha fobia de fazer obra".

"Há uma regra lógica que parece esquecida dos senhores vereadores: quanto maior disponibilidade de parqueamento, maior é o tráfego automóvel", recordam, entretanto, os monárquicos.

segunda-feira, 1 de março de 1993

Jornal Diário do Minho: Autódromo pode comprometer futuro do Aeródromo

A Assembleia Municipal de Braga, na sua sessão de Sábado, aprovou por maioria uma alteração ao Regulamento do Aeródromo Municipal.
Votaram a favor PS e PSD (excepto António Machado, do PPM, que votou contra).

CDS e CDU também votaram contra e António Fernandes Machado (independente do PRD) absteve-se.

Em declaração de voto o social-democrata Miguel Macedo disse que aquela proposta se entendia como transitória. Que a Câmara deverá apresentar em breve um projecto completo, precedido de um parecer da Direcção Geral de Aeronáutica Civil. Que o PSD votou assim também porque no local estão a decorrer obras.

De acordo com a deliberação tomada, o artigo 1º do Regulamento do Aeródromo Municipal passou a ser acrescido de um número dois com a seguinte redacção:

"Poderá contudo o Aeródromo ser utilizado por veículos motorizados, não ligados à aeronáutica, desde que devidamente autorizados pela Câmara Municipal de Braga".

Quem mais se opôs à introdução desta alteração foi António Machado (PPM), que usou da palavra a título pessoal, ligado que está aos aviões desde 1966 (é piloto).

Porque entende que com esta deliberação se pode comprometer o futuro do Aeródromo, pediu que a proposta fosse retirada e se solicitasse um parecer da Direcção-Geral da Aeronáutica Civil.

Em sua opinião, será difícil conciliar a existência de corridas de velocidade de automóveis ou de motas com aviões a levantar e a aterrar.

Perguntou como é que o CAM (Clube Automóvel do Minho) vai rentabilizar o investimento de milhares de contos,admitindo que a pista venha a ser alugada para experimentar carros novos.

Disse que o Aeródromo "é uma estrutura fundamental para o desenvolvimento regional de Braga", que se não deve "empurrar" o Aero Clube de Braga para uma pista em Guimarães ou em Santo Tirso, e pergunta como é que o Aero Clube vai fazer a formação dos seus pilotos.