Mudar o regime Servir Portugal

Manuel Beninger

segunda-feira, 24 de maio de 1993

Jornal Diário do Minho: JM defende capacetes-azuis em Timor

A Juventude Monárquica defendeu ontem a libertação imediata de Xanana Gusmão e o envio de capacetes-azuis para Timor-Leste a fim de permitir um referendo sobre a auto-determinação dos timorenses.
A JM reagia assim à condenação à prisão perpétua do ex-líder da Resistência Timorense.

A convocação do Conselho de Segurança das Nações Unidas propondo a condenação da ditadura militar do regime indonésio e a reafirmação das resoluções aprovadas em 1975 e 1976, são outras das reivindicações dos jovens monárquicos.

Reunida em Braga, a Direcção Nacional da JM defendeu ainda a denúncia dos acordos celebrados por países da CEE com a Indonésia bem como a condenação do tribunal que julgou Xanana Gusmão.

Em comunicado enviado à Imprensa, a Juventude Monárquica reafirma a sua solidariedade para com o povo timorense, defendendo o seu direito à auto-determinação.

"Timor-Leste é um território étnico, cultural, linguístico e geograficamente distinto, quer da Indonésia quer mesmo de Timor-Oeste", pode ainda ler-se no comunicado.

terça-feira, 4 de maio de 1993

Jornal de Notícias: Monárquicos "voam" contra a Câmara Municipal de Braga

A comissão política distrital de Braga do Partido Popular Monárquico emitiu anteontem um comunicado para expressar "a clara reprovação pelas propostas do vereador Henrique Moura, e sobretudo pela consumação do dislate camarário, que constitui uma indisfarçável retaliação da Câmara Municipal, visando o Aero Clube de Braga".
Acusando os responsáveis da autarquia de terem "transformado a sessão camarária de 29 de Abril, num exemplo prático do que não pode ser a conduta de um poder que se pretende respeitável", os monárquicos bracarenses refutam "as justificações" apresentadas pelo presidente do município.

"Diz o controverso presidente que como a Câmara corre riscos de ser condenada em Tribunal, é necessário retirar o que livremente havia doado, para evitar o embargo das obras de mutilação do aeródromo (...). O eng.º Mesquita Machado pretende, com o retrocesso da anterior doação de terrenos ao Aero Clube, iludir a Justiça, o que de si é já condenável", afirmam os monárquicos.

O PPM de Braga considera "iniludível chantagem" sobre o Aero Clube de Braga, "quando Mesquita Machado afirmou que se este clube mudasse a sua maneira de actuar, as decisões na reunião camarária de 29 de Abril, poderiam ser reconsideradas".

"O Partido Popular Monárquico - dizem a concluir - não pode deixar de alertar a cidade para mais este acto de prepotência política, demonstrativa que urge substituir a Câmara Municipal de Braga, nas próximas eleições autárquicas".