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Manuel Beninger

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Jornal Diário do Minho: PPM propôs encaminhamento social dos arrumadores de carros

O PPM apresentou na última Assembleia Municipal uma Moção propondo à Câmara de Braga um levantamento das zonas onde os arrumadores de carros actuam. O documento propunha ainda que se soubesse quantos arrumadores existem, "com vista a encaminhamento social futuro, implementando as estratégicas e parcerias adequadas para a resolução deste grave problema social".
Esta moção chegou a gerar alguma discussão entre os deputados municipais dos diversos grupos políticos e acabaria por ser chumbada com os votos da maioria PS, realçando-se a abstenção da socialista Maria do Carmo Antunes.

Na defesa da sua moção, Manuel Beninger salientou que o número de arrumadores de carros em Braga tem crescido substancialmente. "É vê-los de dia na rua Sá de Miranda, na travessa Marcelino Pires, na Zona da Estação Rodoviária, na rua Professor Machado Vilela, na rua 25 de Abril, em frente aos Granjinhos, etc, etc.", disse, acrescentando que, à noite, eles voltam a escolher os sítios mais lucrativos.

Para o deputado do PPM, o mais grave "é a passividade com que a Polícia Municipal de Braga e a PSP que, sabendo da existência destes arrumadores ilegais, nada fazem para a protecção do munícipe". Na opinião de Manuel Beninger, a situação torna-se caricata quando acontece nas zonas de parquímetros, em que o munícipe paga primeiro à Câmara e, depois, com medo dos estragos na viatura, dá a moeda ao arrumador.

Nesta ordem de ideias, o deputado municipal questionou a existência de uma política séria de intervenção social pela Câmara de Braga, realçando que, na opinião do PPM, a autarquia "tem responsabilidades na reabilitação desses seres humanos por forma que possam ser novamente parte integrante da sociedade".

Pelo PS, Marcelino Pires começou por dizer que compreendia a bondade subjacente a esta moção e que os socialista comungavam desta preocupação. No entanto, sustentou, isto é "um caso de polícia". "O que o PPM; pretende, a nosso ver, não cabe nas competências da Câmara. A Polícia Municipal também não tem competências nesta matéria. Isto é claramente um caso de polícia", afirmou.

João Delgado, do Bloco de Esquerda, disse, por sua vez, não partilhar dos considerandos da moção, considerando mesmo os arrumadores "inócuos". Para o BE, a autarquia tem competências para intervir nesta área social. Por isso, revelou o voto favorável à moção, salvaguardando que a intervenção teria de ser social, e nunca policial, para ajudar pessoas.
O social-democrata João Granja, realçando a complexidade desta questão, afirmou que isto não é um caso de polícia, como sustentou o PS. "O que se pede é um levantamento da situação como ponto de partida para uma intervenção e, por isso, votamos a favor", disse.

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Assembleia Municipal - Plenário: Arrumadores de Carros

MOÇÃO

OS MOEDINHAS

Hoje o Partido Popular Monárquico decidiu trazer para o “período antes da ordem do dia” a questão da proliferação exponencial que temos assistido dos cognominados “moedinhas” nesta nossa Urbe.
É vê-los de dia na Rua Sá de Miranda, na Travessa Marcelino Pires, na Zona da Estação Rodoviária, na Rua Professor Machado Vilela, na Rua 25 de Abril em frente dos Granjinhos, etc, etc.
De noite, acompanham a vida da cidade e instalam-se noutros sítios “mais lucrativos” e deslocam-se para a Rua Nova de Santa Cruz, Rua Monsenhor Ferreira, no parque do Centro de Saúde do Carandá, etc, etc, etc…
Mas mais grave é a passividade com que a Polícia Municipal de Braga e a P.S.P., que sabendo da existência destes arrumadores ilegais, nada fazem para a protecção do munícipe.
De facto, esta é que é a verdade.
Para não falar da fraca imagem da cidade que causa ao turista que por cá passa.
Claro que a situação mais caricata acontece nas zonas de parquímetros: O munícipe paga primeiro à Câmara Municipal de Braga com medo da coima correspondente; depois tem de pagar ao “moedinha” com medo dos estragos na sua própria viatura; e qualquer dia, não se admirem de ter um fiscal do fisco para colectar a percentagem correspondente à gratificação dada ao moedinha.
Pergunta-se o que tem feito a C.M.Braga para resolver o problema social dos denominados “moedinhas”, que são nada mais nada menos que toxicodependentes a necessitarem de apoio e de reabilitação social? Será que o munícipe Bracarense não pagou os impostos devidos para auxiliar as pessoas mais desfavorecidas? Será que a C.M.Braga não tem uma política de preocupação social, de intervenção social, de reabilitação social nesta área?
É que da maneira como as coisas se apresentam, parece ter-se furtando à responsabilidade na resolução deste problema.
Ao vermos o número crescente de pedintes pelas ruas, fenómeno esse que se tem vindo a agravar nos últimos tempos, questiona-mo-nos de facto da existência de uma política séria de Intervenção Social pela C.M.Braga. Interrogamo-nos mesmo. Que futuro? Quais as metodologias de intervenção que existem pela C.M.B. nesta área. Que tipo de Serviço Social a C.M.B. promove junto destes “moedinhas”.
Na opinião do P.P.M, a Câmara Municipal de Braga tem responsabilidades na reabilitação desses seres humanos por forma a que possam ser novamente parte integrante desta sociedade.
A C.M.B. tem o dever de comunicar e interagir com o Governo Português, mormente com o Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social, bem como com as várias associações vocacionadas para esta área social, como por exemplo a associação “Projecto Vida”, por forma a resolver este problema de grande impacto Social. Além do mais, a C.M.B. tem o dever de defender os seus munícipes, com todos os meios ao seu dispor, das chantagens e de um tipo de extorsão que lhes são impostos por este tipo de “profissionais”.

Senhor Presidente, senhores Deputados.

O P.P.M. propõe a esta Assembleia Municipal a seguinte deliberação:

A Assembleia Municipal de Braga propõe que se efectue pela Câmara Municipal Braga, um levantamento das zonas onde os arrumadores actuam e de saber quantos é que são, com vista a um encaminhamento social futuro, implementando as estratégias e parcerias adquadas para a resolução deste grave problema social.

Tenho dito.

Manuel Beninger
Grupo Municipal do P.P.M.
na Assembleia Municipal de Braga