Mudar o regime Servir Portugal

Manuel Beninger

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Jornal Diário do Minho: Assembleia unânime a recomendar uma Semana do Barroco em Braga

A Assembleia Municipal de Braga aprovou uma recomendação do PPM no sentido de a Câmara promover uma Semana do Barroco, dado que “Braga é a cidade barroca portuguesa por excelência”. A proposta, subscrita pelo deputado Manuel Beninger, lembra que, “os monumentos de Braga são autênticos ex-libris da cultura barroca europeia”.

“Esta realidade não é, contudo, devidamente lembrada pela edilidade, que, ao longo do tempo, tem deixado passar ao lado esta riqueza característica da nossa cidade, desaproveitando todo o seu potencial cultural, artístico e turístico”, refere o documento, que foi aprovado por unanimidade na reunião da passada sexta-feira.

Para o PPM, que integra a coligação “Juntos por Braga” com o PSD e o CDS, as iniciativas da semana “Braga Cidade Barroca” poderiam contar com o teatro barroco, visitas a monumentos, promoção junto das universidades e escolas, ou ainda, um festival de musica barroca.

“Nesta ultimo ponto, destacamos a inacção da Câmara no sentido de criar uma orquestra de câmara residente, através de parcerias com escolas como a de Musica Calouste Gulbenkian, a Licenciatura em Música da Universidade do Minho, ou particulares como a Flauta de Hamelin, a Escola de Musica Mozart, a Escola de Musica Musiminho, e a Orquestra Distrital de Braga”, apontou Beninger.

Para o eleito do PPM “falar do barroco em Braga será também falar do instrumento musical barroco por excelência existente nas nossas igrejas: o órgão barroco”. Tal implica – frisou – que a semana do Barroco integre um festival dedicado ao órgão.

“Não faltam exemplos vivos da sua existência na cidade: no antigo Convento do Salvador, nas igrejas dos congregados, do Carmo, do Convento do Pópulo, de São Vicente, de São Victor, de Tibães, bem como no Santuário do Bom Jesus do Monte, e na Sé de Braga, entre muitos outros”.

Jornal Diário do Minho: Voto de pesar “polémico” com preso político de Cuba

A Assembleia Municipal (AM) de Braga aprovou por maioria – com os votos contra da CDU e abstenção do PS e BE – um voto de pesar pela morte do preso político cubano Orlando Zapata, que morreu terça-feira na sequência de uma greve de fome. A proposta do eleito do PPM Manuel Beninger – que pedia que a AM refutasse “qualquer tipo de regime ditatorial, déspota e opressor” – provocou viva reacção da CDU, com o deputado Raul Peixoto a lamentar que “a direita fique histérica com qualquer coisa que se passe naquela ilha”.

O eleito da CDU lembrou “a série de atentados aos direitos humanos” em diversos países ocidentais, que se julgam defensores da democracia internacional, como Israel e os EUA, apontando ainda as denúncias de “casos de tortura sobre prisioneiros em Portugal”, denunciadas pela Amnistia Internacional. O termo “prisioneiro” levou, contudo, o presidente da AM a intervir, notando que “em Portugal não há prisioneiros, mas sim presos à luz da lei”.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Assembleia Municipal - Plenário: Braga Cidade Barroca

RECOMENDAÇÃO

”Promoção de uma semana barroca na cidade de Braga”


A cidade de Braga é a cidade barroca portuguesa por excelência. Nos seus monumentos poderemos encontrar autênticos ex-líbris da cultura arquitectónica barroca europeia. Esta realidade não é, contudo, devidamente lembrada pela edilidade, que, ao longo do tempo, tem deixado passar ao lado esta riqueza característica da nossa cidade, desaproveitando todo o seu potencial cultural, artístico e turístico.

A par do que a Câmara Municipal de Braga evidencia no seu Plano de Actividades para 2010, é interesse deste grupo parlamentar, mobilizar a cidade ao encontro de uma realidade que, até mesmo muitos dos bracarenses desconhecem. Neste sentido, e não obstante a importância de um simpósio, conferência ou mesmo de um Congresso acerca deste tema, vemos com particular relevância o “passar à acção”, isto é, a promoção de uma semana do barroco bracarense.

“Braga Cidade Barroca” teria toda a razão de ser no contexto de saber dimensionar culturalmente algo que já existe, em quantidade e qualidade de preservação que, em muitos casos é notável, como a majestática Sé de Braga, e que, simplesmente não se dinamiza.

As iniciativas poderiam contar com o teatro barroco, visitas a monumentos barrocos, promoção junto das universidades e escolas, ou ainda, um festival de música barroca. Neste último ponto, destacamos a inacção da Câmara de Braga no sentido de incentivar, através da realização de parcerias com excepcionais escolas de música da nossa cidade, como a Escola de Música Calouste Gulbenkian, a Universidade do Minho com a sua Licenciatura em Música, escolas particulares como a Flauta de Hamelin, a Escola de Música Mozart, a Escola de Música Musiminho, a Orquestra Distrital de Braga, os jovens e os professores, entre outras, a criar uma orquestra de câmara residente.

Falar do barroco em Braga será também falar do instrumento musical barroco por excelência existente nas nossas igrejas: o órgão barroco.

Não faltam exemplos vivos da sua existência na cidade de braga: No Antigo Convento do Salvador, na Igreja dos Congregados, na Igreja do Carmo, na Igreja do Convento do Pópulo, na Igreja Paroquial de São Vicente, na Igreja de São Vítor, no Mosteiro de Tibães, no Santuário do Bom Jesus do Monte, o Órgão do Evangelho da Sé de Braga e o Órgão da Epístola da Sé de Braga, entre muitos outros exemplos.

O conjunto dos dois órgãos da Sé de Braga, cujas caixas foram executadas pelo artista bracarense Marcelino de Araújo e pintadas pelo pintor Manuel Furtado, constitui um espectacular exemplo da arte barroca.

A característica visivelmente mais marcante do órgão barroco ibérico é a disposição horizontal das trompetas na fachada. Colocadas ao contrário da generalidade dos tubos no exterior do instrumento, possuem um timbre incisivo, quase agressivo, muito típico, e são um dos meios de expressão próprios das Batalhas.

Esta é mais uma amostragem do desaproveitamento da edilidade que comanda os destinos de Braga, desaproveitamento esse de nível cultural, arquitectónico, histórico, lúdico, económico e turístico.

Falamos de cultura de elites? Falamos de cultura restrita para um determinado grupo de cidadãos? Talvez. Mas o que é certo é que falamos de cultura, de desenvolvimento e de, por consequência, progresso. O progresso de uma cidade não se faz apenas de flores e de túneis ao serviço de grandes superfícies comerciais.

Neste sentido, o P.P.M. propõe a esta Assembleia Municipal para que se aprove a seguinte recomendação:

1 - Que C.M.B. diligencie todos os esforços para que se realize um programa de um festival cultural barroco anual, sob um tema sugestivo “Braga Cidade Barroca” para a promoção da nossa cidade.

2 – A realização de um “Festival de Órgão Barroco”, aproveitando todo o potencial existente nas muitas igrejas da cidade de Braga.


Manuel Beninger

Grupo Municipal do P.P.M. na Assembleia Municipal de Braga


[Aprovada a Recomendação por unanimidade]

Assembleia Municipal - Plenário: Orlando Zapata

VOTO DE PESAR

“Voto de Pesar pela morte de Orlando Zapata”


O preso político cubano Orlando Zapata, que morreu terça-feira na sequência de uma greve de fome, foi quinta-feira a sepultar no leste de Cuba, na presença de dezenas de dissidentes e sob o olhar vigilante das forças de segurança.

Orlando Zapata morreu num hospital de Havana aos 42 anos. Cumpria desde 2003 uma pena de 32 anos de prisão por desobediência civil, entre outras acusações.

Por todo o mundo surgiram iniciativas de condenação pela morte de Zapata. Estados Unidos, União Europeia e Canadá reclamam a libertação de todos os presos políticos em Cuba, que se cifram em 200.

O líder histórico da central sindical polaca Solidariedade, Lech Walesa, prémio Nobel da paz em 1983, apelou aos laureados para se unirem e pressionarem o regime de Castro a favor dos presos políticos.

Na República Checa, o parlamento guardou um minuto de silêncio em homenagem a Zapata.

Deverá a Assembleia Municipal de Braga refutar qualquer tipo de regime ditatorial, déspota e opressor e endereçar à Embaixada Cubana em Portugal o seu mais vivo protesto pela morte de Zapata.


Manuel Beninger

Grupo Municipal do P.P.M. na Assembleia Municipal de Braga


[Aprovado por Maioria, com os votos a favor do PPM, PSD e CDS, votos contra do PCP e Abstenção do BE e PS]

Assembleia Municipal - Plenário: Vitimas na Madeira

VOTO DE PESAR PELAS VITIMAS NA MADEIRA

Face à tempestade que se abateu na Ilha da Madeira e provocou a morte de várias dezenas de pessoas e avultados prejuízos materiais, vem o P.P.M. manifestar a sua solidariedade para com as famílias das vítimas e a todos os madeirenses afectados por esta tragédia natural.

Neste momento difícil, onde tudo falta e só a dor sobeja, devem os governantes portugueses olhar para esta região de Portugal com especial atenção e o Governo Central agilizar todos os meios possíveis e necessários na ajuda real à Madeira.

Deve a Assembleia Municipal de Braga reservar um minuto de silêncio em homenagem às vítimas da tragédia na ilha da Madeira.


Grupo Municipal do P.P.M. na Assembleia Municipal de Braga


[Aprovado por Unanimidade]

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Convocatória para a Assembleia Municipal de Braga

Próximo dia 26 de Fevereiro(Sexta-Feira), pelas 21h30, no Auditório do Parque de Exposições de Braga.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

O PROCESSO chamado 'Face Oculta'

O PROCESSO chamado 'Face Oculta' tem as suas raízes longínquas num fenómeno que podemos designar por 'deslumbramento'.

Muitos dos envolvidos no caso, a começar por Armando Vara, são pessoas nascidas na Província que vieram para Lisboa, ascenderam a cargos políticos de relevo e se deslumbraram.

Deslumbraram-se, para começar, com o poder em si próprio. Com o facto de mandarem, com os cargos que podiam distribuir pelos amigos, com a subserviência de muitos subordinados, com as mordomias, com oscarros pretos de luxo, com os chauffeurs, com os salões, com os novos conhecimentos.

Deslumbraram-se, depois, com a cidade. Com a dimensão da cidade, com o luxo da cidade, com as luzes da cidade, com os divertimentos da cidade, com as mulheres da cidade.

ORA, para homens que até aí tinham vivido sempre na Província, que até aí tinham uma existência obscura,limitada, ligados às estruturas partidárias locais, este salto simultâneo para o poder político e para a cidade representou um cocktail explosivo.

As suas vidas mudaram por completo.

Para eles, tudo era novo - tudo era deslumbrante.

Era verdadeiramente um conto de fadas - só que aqui o príncipe encantado não era um jovem vestido de cetim mas o poder e aquilo que ele proporcionava.

Não é difícil perceber que quem viveu esse sonho se tenha deixado perturbar.

CURIOSAMENTE, várias pessoas ligadas a este processo 'Face Oculta' (e também ao 'caso Freeport') entraram na política pela mão de António Guterres, integrando os seus Governos.

Armando Vara começou por ser secretário de Estado da Administração Interna, José Sócrates foi secretário de Estado do Ambiente, José Penedos foi secretário de Estado da Defesa e da Energia, Rui Gonçalves foi secretário de Estado do Ambiente.

Todos eles tiveram um percurso idêntico.

E alguns, como Vara e Sócrates, pareciam irmãos siameses: Naturais de Trás-os-Montes, vieram para o poder em Lisboa, inscreveram-se na universidade, licenciaram-se, frequentaram mestrados.

Sentindo-se talvez estranhos na capital, procuraram o reconhecimento da instituição universitária como uma forma de afirmação pessoal e de legitimação do estatuto.

A QUESTÃO que agora se põe é a seguinte: por que razão estas pessoas apareceram todas na política ao mais alto nível pela mão de António Guterres?

A explicação pode estar na mudança de agulha que Guterres levou a cabo no Partido Socialista.

Guterres queria um PS menos ideológico, um PS mais pragmático, mais terra-a-terra.

Ora estes homens tinham essas qualidades: eram despachados, pragmáticos, activos, desenrascados.

E isso proporcionou-lhes uma ascensão constante nos meandros do poder.

Só que, a par dessas inegáveis qualidades, tinham também defeitos.

Alguns eram atrevidos em excesso.

E esse atrevimento foi potenciado pelo tal deslumbramento da cidade e pela ascensão meteórica.

QUANDO o PS perdeu o poder, estes homens ficaram momentaneamente desocupados.

Mas, quando o recuperaram, quiseram ocupá-lo a sério.

Montaram uma rede para tomar o Estado.

José Sócrates ficou no topo, como primeiro-ministro, Armando Vara tornou-se o homem forte do banco do Estado - a CGD -, com ligação directa ao primeiro-ministro, José Penedos tornou-se presidente da Rede Eléctrica Nacional, etc.

Ou seja, alguns secretários de Estado do tempo de Guterres, aqueles homens vindos da Província e deslumbrados com Lisboa, eram agora senhores do país.

MAS, para isso ser efectivo, perceberam que havia uma questão decisiva: o controlo da comunicação social.

Obstinaram-se, assim, nessa cruzada.

A RTP não constituía preocupação, pois sendo dependente do Governo nunca se portaria muito mal.

Os privados acabaram por ser as primeiras vítimas.

O Diário Económico, que estava fora de controlo e era consumido pelas elites, mudou de mãos e foi domesticado.

O SOL foi objecto de chantagem e de uma tentativa de estrangulamento através do BCP (liderado em boa parte por Armando Vara).

A TVI, depois de uma tentativa falhada de compra por parte da PT, foi objecto de uma 'OPA', que determinou a saída de José Eduardo Moniz e o afastamento dos ecrãs de Manuela Moura Guedes.

O director do Público foi atacado em público por Sócrates - e, apesar da tão propalada independência do patrão Belmiro de Azevedo, acabou por ser substituído.

A Controlinvest, de Joaquim Oliveira (que detém o JN, o DN, o 24 Horas, a TSF) está financeiramente dependente do BCP, que por sua vez depende do Governo.

SUCEDE que, na sua ascensão política, social e económica, no seu deslumbramento, algumas destas pessoas de quem temos vindo a falar foram deixando rabos de palha.

É quase inevitável que assim aconteça.

O caso da Universidade Independente, o Freeport, agora o 'Face Oculta', são exemplos disso - e exemplos importantes da rede de interesses que foi sendo montada para preservar o poder, obter financiamentos partidários e promover a ascensão social e o enriquecimento de alguns dos seus membros.

É isso que agora a Justiça está a tentar desmontar: essa rede de interesses criada por esse grupo em que se incluem vários "boys" de Guterres.

Consegui-lo-á?

Não deixa de ser triste, entretanto, ver como está a acabar esta história para alguns senhores que um dia se deslumbraram com a grande cidade.

Esta é a forma mais eloquente de definir um parolo provinciano com tiques de malandro ... mas sempre de mão estendida ... pior que os arrumadores que uma vez na vida se revelam minimamente úteis independentemente do ar miserável como se apresentam e se comportam quando não se lhes dá a famigerada moedinha.

José António Saraiva

domingo, 21 de fevereiro de 2010

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

COISAS DA CULTURA: O Melhor Jazz no Espaço Pedro Remy

O espaço cultural Pedro Remy, em Braga, apresenta amanhã, dia 20 de Fevereiro, pelas 22h o Quinteto de André Carvalho.

Este é o primeiro projecto do contrabaixista André Carvalho como líder. Este seu grupo é formado por alguns amigos seus, todos eles músicos reconhecidos no panorama do jazz nacional.

O repertório é, em grande parte, constituído por temas originais do contrabaixista que foram escritos precisamente para esta formação.

Este grupo conta já com algumas actuações em várias salas de espectáculo e clubes de jazz do país.

O Quinteto é formado por Zé Maria (saxofone), Bruno Santos (guitarra), Filipe Melo (piano e Rhodes), André Carvalho (contrabaixo) e João Rijo (bateria).

Entrada 7 euros com oferta bebida.

Com vontade, empenho e dedicação à cultura e ao Jazz.

Um grande bem haja Pedro

Novo Sol, nova 1ª página demolidora

O dvd que eles oferecem deve ser mesmo a gozar...

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

We are the world: 25 anos depois

O objectivo já não é a fome em África mas o Haiti. Onde está a Tina Turner, a Cindy Lauper, o Bruce Sprigsteen? O Stevie Wonder e a Diana Ross?! O remakeabre com uma criança imberbe, um canadiano de 15 anos com voz de menina, e há ainda mais crianças a cantar, como a Miley Cyrus... Consigo identificar estas porque são as favoritas da miudagem. De resto, é um enorme conjunto de estranhos e, olha, a Barbra Streisand, a Celine Dion e o Tony Bennett! Ah! E os Black Eyed Peas! Bom e mais uma ou outra cara conhecida como a do Michael Jackson! Mas não deixa de comover, tal e qual como há 25 anos.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Quase Metade de Portugal na Pobreza

Isto não é profecia da desgraça. No entanto, um lado de mim inclina-se para o pessimismo (vá-se lá saber porquê!!!). Caminhamos a passos largos para o fundo.

A Pobreza que temos em Portugal é uma vergonha - quem o diz é Fernando Nobre, fundador e presidente da AMI, sem medo do politicamente incorrecto - "garanto que em Portugal temos uma pobreza estruturada acima dos 40%."

E salientou: "Há 100 jovens licenciados a sair do país por mês, enfrentamos uma nova onda emigratória que é tabu falar. Muitos jovens perderam a esperança e estão à procura de novos horizontes... e com razão".

Diz ainda, e muito bem, que "não é justo que alguém chegue à sua empresa e duplique o seu próprio salário ao mesmo tempo que faz uma redução de pessoal."

Quanto a mim também acho nojento haver os que "acumulam reformas que podem chegar aos 20 mil euros quanto outros vivem com pensões de 130, 150 ou 200 euros..."

E ecoam aos nossos ouvidos vozes melodiosas, mitológicas, falinhas mansas, a procurar tapar ainda mais a vista aos cegos, dizer que a taxa de pobreza é de 18%.

"Os números dizem 18% de pobres... Não me venham com isso."

"É precisa prudência, bom senso e cuidados com os cantos da sereia".

"Combater a pobreza é uma causa nacional."

Só com vontade política é possível erradicar a pobreza.

Não vão em cantos de sereias!

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Expresso-Artigo de Opinião de Clara Ferreira Alves

Não admira que num país assim emerjam cavalgaduras, que chegam ao topo, dizendo ter formação, que nunca adquiriram (Olá! Camarada Sócrates…Olá! Armando Vara…), que usem dinheiros públicos (fortunas escandalosas) para se promoverem pessoalmente face a um público acrítico, burro e embrutecido.

Este é um país em que a Câmara Municipal de Lisboa, desde o 25 de Abril distribui casas de RENDA ECONÓMICA – mas não de construção económica – aos seus altos funcionários e jornalistas, em que estes últimos, em atitude de gratidão, passaram a esconder as verdadeiras notícias e passaram a “prostituir-se” (Olá! Batista Bastos… ainda és comunista?!) na sua dignidade profissional, a troco de participar nos roubos de dinheiros públicos, destinados a gente carenciada, mas mais honesta que estes bandalhos.

Em dado momento a actividade do jornalismo constituiu-se como O VERDADEIRO PODER. Só pela sua acção se sabia a verdade sobre os podres forjados pelos políticos e pelo poder judicial. Agora contínua a ser o VERDADEIRO PODER mas senta-se à mesa dos corruptos e com eles partilha os despojos, rapando os ossos ao esqueleto deste povo burro e embrutecido. Para garantir que vai continuar burro o grande cavallia (que em português significa cavalgadura) desferiu o golpe de morte ao ensino público e coroou a acção com a criação das Novas Oportunidades.

Gente assim mal formada vai aceitar tudo e o país será o pátio de recreio dos mafiosos.

A justiça portuguesa não é apenas cega. É surda, muda, coxa e marreca.

Portugal tem um défice de responsabilidade civil, criminal e moral muito maior do que o seu défice financeiro, e nenhum português se preocupa com isso, apesar de pagar os custos da morosidade, do secretismo, do encobrimento, do compadrio e da corrupção.

Os portugueses, na sua infinita e pacata desordem existencial, acham tudo “normal” e encolhem os ombros. Por uma vez gostava que em Portugal alguma coisa tivesse um fim, ponto final, assunto arrumado. Não se fala mais nisso. Vivemos no país mais inconclusivo do mundo, em permanente agitação sobre tudo e sem concluir nada.

Do Expresso:

Ele (Granadeiro) diz-se "encornado". Quem o encornou?

Henrique Granadeiro, presidente não executivo da Portugal Telecom, sente-se "encornado" com a descoberta de que a PT fazia parte de um alegado plano do Governo de José Sócrates para controlar a Comunicação Social, revelado nas escutas publicadas pelo semanário "Sol". Granadeiro "não sabia nem desconfiava" do envolvimento da empresa nesse plano, mas admite: "Pode ter acontecido, à minha revelia". À pergunta da VISÃO online sobre o que sentiu depois de ter tomado conhecimento dos factos divulgados pelo "Sol", respondeu: "Encornado!".

É um folhetim grotesco, que nos ridiculariza a todos. Agora, o presidente da PT diz-se "encornado". Encornado por quem? Por Sócrates? Pelo menino que Sócrates promoveu a administrador da empresa? Nem no México se fazem já telenovelas tão pícaras e, ao mesmo tempo, tão deprimentes como esta. Ainda haverá gente com vergonha na direcção do PS?...

World Press Photo 2010

Os vencedores estão aqui.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Esta providência cautelar é uma fuga para a frente do "socratismo"

Henrique Monteiro, Vicente Jorge Silva, o "Público" já disseram tudo: a providência cautelar de ontem, destinada a impedir a publicação da edição de hoje do "Sol", representa a instituição da censura prévia. A justiça, que devia ser uma protecção da sociedade civil perante os abusos do poder, está a funcionar ao contrário. Ou seja, a justiça é uma arma que o poder político usa para calar a sociedade e os jornalistas. Inaceitável. O "Sol" deve continuar a publicar aquelas escutas, porque as ditas revelam a decadência absoluta de um regime, a ilegitimidade total de um primeiro-ministro e um país saqueado por boys.

Os envolvidos só têm uma saída: dizer que aquilo é mentira, e assim todos poderemos respirar de alívio. Mas não me parece que vamos ter essa sorte.

Como já escreveu Henrique Monteiro , o país precisa de repensar a relação entre jornalistas e patrões de grupos de media. É uma das coisas que teremos de fazer na Era pós-Sócrates.

O Abnoxio, publicou as páginas do “O SOL”, (as que foram alvo da sagrada providência), de hoje, aqui vão os Links: 1, 2, 3, 4, 5

Nada que já não se saiba...

"Portugal surge ao lado de Espanha como o país que revela a maior diferença entre o salário de indivíduos com pais licenciados e o das pessoas cujos pais não completaram o ensino secundário. Por cada 100 euros que recebe o filho de pais com o secundário, o filho de um licenciado ganha 143 euros. Já o indivíduo com pais que não completaram o secundário recebe, em média, 76 euros”, concluem os autores. A comparação baseia-se em dados de 2005 e tem em conta as diferenças entre os 14 países analisados.

"De acordo com este indicador, a persistência intergeracional é particularmente forte em alguns países do Sul da Europa e no Reino Unido, sendo menor nos países nórdicos, na Áustria, em França e na Grécia", escrevem os autores.

A escola explica parte do problema. Quando os pais não foram além do secundário, os filhos têm, em Portugal, maior probabilidade de não conseguirem melhores qualificações."

São as conclusões de um estudo da OCDE que avalia o grau de mobilidade intergeracional, divulgado na edição impressa do DN.

O SOL Brilhou de Noite !


A edição do semanário “O SOL” colocou em manchete um artigo intitulado “O polvo”, referindo-se às escutas do caso Face Oculta. Apesar da providência cautelar interposta por Rui Pedro Soares, administrador executivo da PT e imposta pelo tribunal, o semanário SOL saiu para as bancas esta manhã.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

A farsa de José Sócrates

José Sócrates não quer perceber uma coisa simples: isto não é um caso de polícia. É um caso político. Não vale a pena fugir para o segredo de Justiça e para escutas anuladas, porque não estamos a falar de Justiça, mas de política. Politicamente, José Sócrates tem de dar explicações às instituições do país.

Aquilo não é "conversa privada". E não se estão a fazer ataques ao carácter do "José". O país inteiro está a exigir um pedido de explicação pública a José Sócrates, primeiro-ministro. Sócrates tem de explicar por que razão mentiu ao Parlamento. E tem de explicar por que razão o seu nome aparece num esquema ilegítimo destinado a apagar vozes incómodas nos media.

O segredo de Justiça é uma questão técnica e formal. Não é um valor absoluto. O valor absoluto, aqui em jogo, é termos um primeiro-ministro acima de qualquer suspeita. O valor absoluto, aqui em jogo, é a existência de uma sociedade livre onde o poder político não pode controlar os patrões dos média.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

As noticias que a comunicação social não dá..

A revolta do Presidente da AMI, Dr. Fernando Nobre

"Temos 40% de pobres"

III Congresso Nacional de Economistas

O presidente da AMI, Fernando Nobre, criticou a posição das associações patronais que se têm manifestado contra aumentos no salário mínimo nacional. Na sua intervenção no III Congresso Nacional de Economistas, Nobre considerou "completamente intolerável" que exista quem viva "com pensões de 300 ou menos euros por mês", e questionou toda a plateia se "acham que algum de nós viveria com 450 euros por mês?"

Numa intervenção que arrancou aplausos aos vários economistas presentes, Fernando Nobre disse que não podia tolerar "que exista quem viva com 450 euros por mês", apontando que se sente envergonhado com "as nossas reformas".

"Os números dizem 18% de pobres... Não me venham com isso. Não entram nestes números quem recebe os subsídios de inserção, complementos de reforça e outros. Garanto que em Portugal temos uma pobreza estruturada acima dos 40%, é outra coisa que me envergonha..." disse ainda.

"Quando oiço o patronato a dizer que o salário mínimo não pode subir.... algum de nós viveria com 450 euros por mês? Há que redistribuir, diminuir as diferenças. Há 100 jovens licenciados a sair do país por mês, enfrentamos uma nova onda emigratória que é tabu falar. Muitos jovens perderam a esperança e estão à procura de novos horizontes... e com razão", salientou Fernando Nobre.

O presidente da AMI, visivelmente emocionado com o apelo que tenta lançar aos economistas presentes no Funchal, pediu mesmo que "pensem mais do que dois minutos em tudo isto". Para Fernando Nobre "não é justo que alguém chegue à sua empresa e duplique o seu próprio salário ao mesmo tempo que faz uma redução de pessoal. Nada mais vai ficar na mesma", criticou, garantindo que a sociedade "não vai aceitar que tudo fique na mesma".

No final da sua intervenção, Fernando Nobre apontou baterias a uma pequena parte da plateia, composta por jovens estudantes, citando para isso Sophia de Mello Breyner. "Nada é mais triste que um ser humano mais acomodado", citou, virando-se depois para os jovens e desafiando-os: "Não se deixem acomodar. Sejam críticos, exigentes. A vossa geração será a primeira com menos do que os vossos pais".

Fernando Nobre ainda atacou todos aqueles que "acumulam reformas que podem chegar aos 20 mil euros quanto outros vivem com pensões de 130, 150 ou 200 euros... Não é um Estado viável! Sejamos mais humanos, inteligentes e sensíveis".