Mudar o regime Servir Portugal

Manuel Beninger

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Infanta Leonor completa hoje seis anos

A filha mais velha dos príncipes das Astúrias ocupa o segundo lugar na linha de sucessão ao trono de Espanha. Sopra, hoje, as velas do seu sexto aniversário junto dos membros da família real.

Leonor de Bórdon y Ortiz, infanta de Espanha, completa hoje, segunda-feira, o seu sexto aniversário. A primogénita dos príncipes das Astúrias, Felipe de Bórdon e Letizia Ortiz, nasceu a 31 de Outubro de 2005 na Clínica Ruber Internacional de Madrid, em Espanha.

O Rei de Espanha, Juan Carlos, a rainha Sofia, o príncipe Felipe de Bórdon e a princesa Letizia Ortiz, a sua irmã mais nova, a infanta Sofia, e outros membros da família real espanhola reúnem-se, esta tarde, para felicitar a infanta.

A infanta Leonor, que ocupa o segundo lugar na linha de sucessão ao trono de Espanha, segundo revela a sua avó, a rainha Sofia está a crescer e a tornar-se cada vez mais parecida com o príncipe Felipe de Bórdon. "Ela parecesse com o pai, mas também tem semelhanças comigo", afirmou, orgulhosa, a monarca espanhola.

A infanta Leonor tornou-se também conhecida em todo o mundo pela sua simpatia. Desde muito pequena, a herdeira ao trono e futura rainha de Espanha acena e sorri com agrado aos meios de comunicação social.

Fonte: Diário de Notícias

SS.AA.RR., os Duques de Bragança assistem ao baptizado do sobrinho António

Os Duques de Bragança com a sobrinha Joana de Sousa Mendes e com os filhos, Afonso, Francisca e Dinis

S.A.R.., O senhor Dom Duarte, Dom Henrique, Dona Isabel e Dom Afonso de Bragança

Os Duques de Bragança

D. Isabel de Bragança a pegar em António Maria

O grupo coral da Basílica da Estrela animou a cerimónia

A Senhora Dona Isabel de Bragança e António Gentil Martins

Os Duques de Bragança com António Gentil Martins


Duques de Bragança assistem ao batizado do sobrinho António

O batizado foi celebrado pelo bispo brasileiro D. João Terra, amigo da família. Os padrinhos de António Maria foram os primos Afonso de Bragança e Joana de Sousa Mendes, a avó e o tio Margarida e Augusto de Albuquerque de Athayde.

Aos quatro meses, António Maria de Herédia, o filho mais novo de Luísa Ana e Sebastião de Herédia, sobrinho de D. Isabel e de D. Duarte de Bragança, foi batizado na Igreja de São Roque, em pleno coração de Lisboa. A cerimónia, que durou cerca de hora e meia, foi conduzida pelo bispo brasileiro D. João Terra, muito amigo da família Herédia, como esclareceu Luísa Ana: “Gostei muito da cerimónia, foi lindíssima. Foi um momento muito planeado e desejado. O D. João Terra é muito amigo da família e foi ele que também batizou a nossa filha Catarina.”

Para padrinhos de António Maria, Luísa Ana e Sebastião de Herédia – irmão de D. Isabel de Bragança – escolheram os sobrinhos Joana de Sousa Mendes e Afonso de Bragança, e ainda Margarida e Augusto de Al­buquerque de Athayde, respetivamente avó e tio do bebé. No dia em que recebeu o sacramento que o inicia na vida cristã, António Maria usou um vestido oferecido pelo padrinho Afonso, que viajou propositadamente de Inglaterra, onde está a estudar, para participar neste momento. Muito próxima da família e católica praticante, a duquesa de Bragança viveu intensamente o batismo do sobrinho. “Fico muito orgulhosa por o meu filho e a minha sobrinha terem sido convidados para padrinhos. É um compromisso que tem que ver com a fé e coerência da nossa família. O António Maria é o primeiro afilhado do meu filho, mas sei que ele não estava nervoso nem ansioso, porque estamos numa festa de família. Mesmo depois de nos casarmos, os meus irmãos e eu continuámos muito próximos e falamos quase todos os dias”, partilhou D. Isabel de Bragança, que contou ainda como tem sido para si estar longe do filho mais velho: “Ele ficará dez dias e estamos a aproveitar. Tem sido uma experiência muito boa, tanto para ele como para nós. Desde que estuda fora, o nosso filho está mais maduro e aprendeu a enfrentar as situações de outra maneira que antes não fazia, por nossa culpa, que o protegemos. É bom ver que os nossos filhos começam a bater as asas com consciência e responsabilidade.”

Augusto de Albuquerque de Athayde, irmão de Luísa Ana de Herédia, foi outro dos padrinhos. “Para mim, é o assumir de uma grande missão à luz da fé. E como católico praticante e presidente de uma ordem religiosa, a Ordem So­berana Militar de Malta Portugal, é para mim uma responsabilidade acrescida, mas uma grande honra. Achei a cerimónia muito bonita: a presidência da cerimónia, o local em si e a dignidade que a música trouxe”, declarou o conde de Albuquerque.

Depois da cerimónia religiosa, a festa prosseguiu no Grémio Literário.

Fonte: Caras

O rei da respública do raio que o parta

Para a Cimeira Ibero-Americana, que decorre no Paraguai, Aníbal Cavaco Silva arrasta atrás dele um séquito de 23, no qual se incluem mordomo e médico pessoal. O mesmo Presidente, que se eternizou na célebre frase “Ninguém está imune aos sacrifícios”, já tinha suscitado consternação aquando da visita aos Açores em Setembro, por se ter feito acompanhar de uma comitiva de 30 pessoas, entre as quais estavam o chefe da casa civil e sua esposa, quatro assessores, dois consultores, um médico pessoal, uma enfermeira, dois bagageiros, dois fotógrafos oficiais, um mordomo e 12 agentes de segurança. Já recentemente Cavaco Silva recebeu as credenciais de seis embaixadores tendo cada um sido acompanhado por 60 cavalos e charanga da GNR.

É o que dá ser-se Rei de uma Republica. A Presidência receber por ano mais de 14 milhões de euros, o dobro do orçamento da Casa Real Espanhola, dá para isto e muito mais. Que não faltem festas, passeios e charangas . Quem perdeu os subsidio de férias, Natal e parte do salário e vê quem afirmava que todos tínhamos de fazer enormes sacrifícios a esbanjar à grande e à francesa, como se deve sentir? Pessoalmente sinto-me indignado mas também muito zangado e Irritado.

Fonte: wehavekaosinthegarden

Há seis séculos a Dinastia de Avis era reconhecida por Castela

A 31 de outubro de 1411 foi assinado em Ayllon um tratado de paz entre os reinos de Castela e de Portugal, que também incluía a França e Aragão. Este tratado foi ratificado pelos dois reis. Contudo, quando D. João II de Castela atingiu a maioridade, foi feita uma nova ratificação do tratado, a 30 de abril de 1423, onde estiveram presentes os embaixadores portugueses D. Fernando de Castro e o doutor Fernando Afonso. Era ainda o reflexo dos problemas vividos entre as duas mais importantes coroas ibéricas durante a crise de 1383-1385.

Estas tréguas eram extremamente importantes para Portugal, pois permitiam a manutenção da praça de Ceuta. Mas a paz definitiva só foi alcançada pelo Tratado de Medina del Campo, assinado a 30 de outubro de 1431. D. João I, o monarca português, enviou a Castela, como seus embaixadores, Pedro e Luís Gonçalves Malafaia, assistidos pelo doutor Rui Fernandes e pelo secretário Rui Galvão.

Antes desta data, o período de paz conseguido pelas citadas tréguas entre os dois reinos permitiu retomar o povoamento das zonas raianas e fixar as populações. Permitiu igualmente, como nos diz Gomes Eanes de Zurara, implementar o comércio nas áreas fronteiriças, com a retoma das seculares relações de vizinhança entre as povoações dos dois lados.
A situação de conflito latente com Castela, mantida até 1411, fez endividar o país com as despesas inerentes à guerra. Contudo, a fase vivida entre esta data e a assinatura definitiva do tratado de paz afastou por completo a ameaça de uma invasão castelhana, embora não tivesse desvanecido um permanente clima de tensão entre estes dois reinos.

Durante todo o reinado de D. João I, o país viveu sob esta ameaça latente e num clima de suspeição relativamente a Castela, embora Portugal tenha encontrado uma boa alternativa ao voltar-se para Marrocos e para o Atlântico, enquanto o rei de Espanha se ocupava da conquista de Granada, o último reduto muçulmano na Península.

Fonte: Infopédia

“Portugal, the beauty of simplicity”

Vídeo Promocional de Turismo de Portugal


O filme promocional turístico de Portugal foi premiado na Polónia, no Film, Art & Tourism Festival, o maior evento do mercado para apresentação e avaliação de filmes de promoção turística.

"Portugal, the beauty of simplicity" foi distinguido em Varsóvia na categoria "The best film promoting country, region or city" com o segundo prémio, entre 220 filmes internacionais candidatos.

O novo filme promocional de Portugal mostra um país que se distingue pela diversidade paisagística e monumental, pela cultura, pela modernidade e pelas inúmeras experiências que proporciona.

Produzido pela Krypton Films, o filme tem banda sonora do compositor português Nuno Maló, radicado nos Estados Unidos e com uma carreira internacional na área publicitária e na indústria cinematográfica de Hollywood.

GALIZA E PORTUGAL: UM SÓ POVO E UMA SÓ NAÇÃO!

Por um compreensível desconhecimento, grande parte dos portugueses possui um entendimento errado em relação à identidade da Galiza e das gentes galegas, classificandas de "espanhóis" e confundindo-as com os demais povos penínsulares. Aliás, tal como sucede em relação à língua portuguesa que é o idioma da Galiza e que também é erradamente confundida com o castelhano que é a língua oficial de Espanha, também ela impropriamente por vezes designada por "espanhol". Na realidade e para além dos portugueses, a Península Ibérica é habitada por gentes de culturas e idiomas tão distintos como os vascos, os catalães, os asturianos e finalmente, os galegos e portugueses que possuem uma língua e uma identidade cultural comum, apenas separados em consequência das vicissitudes da História. A Espanha, afinal de contas, não representa mais do que uma realidade supranacional, cada vez mais ameaçada pelas aspirações independentistas dos povos que a integram.

Com as suas quatro províncias - Corunha, Lugo, Ourense e Pontevedra - e ainda alguns concelhos integrados na vizinha Astúrias, a Galiza constitui com Portugal a mesma unidade geográfica, cultural e linguística, o que as tornam numa única nação, embora ainda por concretizar a sua unidade política. Entre ambas existe uma homogeneidade que vai desde a cultura megalítica e da tradição céltica à vetusta Gallaécia e ao conventus bracarensis, passando pelo reino suevo, a lírica galaico-portuguesa, o condado portucalense e as sucessivas alianças com os reis portugueses, as raízes étnicas e, sobretudo, o idioma que nos é comum - a língua portuguesa. Ramon Otero Pedrayo, considerado um dos maiores escritores do reintegracionismo galego, afirmou um dia na sua qualidade de deputado do parlamento espanhol que "a Galiza, tanto etnográfica como geograficamente e desde o aspecto linguístico, é um prolongamento de Portugal; ou Portugal um prolongamento da Galiza, tanto faz". Teixeira de Pascoaes foi ainda mais longe quando disse que "...a Galiza é um bocado de Portugal sob as patas do leão de Castela". Não nos esqueçamos que foi precisamente na altura em que as naus portuguesas partiam à descoberta do mundo que a Galiza viveu a sua maior repressão, tendo-lhe inclusivamente sido negada o uso da língua galaico-portuguesa em toda a sua vida social, incluindo na liturgia, naturalmente pelo receio de Castela em perder o seu domínio e poder assistir à sua aproximação a Portugal.

No que respeita à sua caracterização geográfica e parafraseando o historiador Oliveira Martins, "A Galiza d'Aquém e d'além Minho" possui a mesma morfologia, o que naturalmente determinou uma espiritualidade e modos de vida social diferenciados em relação ao resto da Península, bem assim como uma diferenciação linguística evidente. Desse modo, a faixa atlântica e a meseta ibérica deram lugar a duas civilizações diferentes, dando a primeira origem ao galaico-português de onde derivou o português moderno e a segunda ao leonês de onde proveio o castelhano, actualmente designado por "espanhol" por ter sido imposta como língua oficial de Espanha, mas consignado na constituição espanhola como "castelhano". Não foi naturalmente por acaso que Luís Vaz de Camões, justamente considerado o nosso maior poeta possuía as suas raízes na Galiza. Também não é sem sentido que também o poeta Fernando Pessoa que defendeu abertamente a "anexação da Galiza", afirmou que "A minha Pátria é a Língua Portuguesa".

De igual modo, também do ponto de vista étnico as raízes são comuns a todo o território que compreende a Galiza e o nosso país, com as naturais variantes regionais que criam os seus particularismos, obviamente mais próximas do Minho, do Douro Litoral e em parte de Trás-os-Montes do que em relação ao Alentejo e ao Algarve, mas infinitamente mais distanciados relativamente a Castela e outras regiões de Espanha.

No seu livro "A Galiza, o galego e Portugal", Manuel Rodrigues Lapa afirma que "Portugal não pára nas margens do Minho: estende-se naturalmente, nos domínios da língua e da cultura, até às costas do Cantábrico. O mesmo se pode dizer da Galiza: que não acaba no Minho, mas se prolonga, suavemente, até às margens do Mondego". Torna-se, pois, incompreensível que continuemos a tratar o folclore e a etnografia galega como se de "espanhola" se tratasse, conferindo-lhe estatuto de representação estrangeira em festivais de folclore que se pretendem de âmbito internacional, quando na realidade deveria constituir uma participação assídua nos denominados festivais nacionais. Mais ainda, vai sendo tempo das estruturas representativas do folclore português e galego se entenderem, contribuindo para um melhor conhecimento mútuo e uma maior aproximação entre as gentes irmãs da Galiza e de Portugal. O mesmo princípio aliás, deve ser seguido pelos nossos compatriotas radicados no estrangeiro, nomeadamente nos países da América do Sul onde as comunidades portuguesas e galegas possuem uma considerável representatividade numérica. Uma aproximação e um entendimento que passa inclusivamente pelo cyberespaço e para a qual a comunidade folclórica na internet pode e deve prestar um inestimável contributo.

Afirmou o escritor galego Vilar Ponte na revista literária "A Nossa Terra" que "os galegos que não amarem Portugal tão pouco amarão a Galiza". Amemos, pois, também nós, portugueses, como um pedaço do nosso sagrado solo pátrio, essa ridente terra que se exprime na Língua de Camões - a Galiza !

GOMES, Carlos. in http://www.folclore-online.com/

domingo, 30 de outubro de 2011

Commonwealth muda regras de sucessão da Coroa

Reino Unido: Mulheres e homens em pé de igualdade na sucessão ao trono

A partir de agora será o filho primogénito, independentemente do género, que terá prioridade de sucessão ao trono do Reino Unido. Rapazes ou raparigas terão, pela primeira vez, igual direito de acesso à Coroa britânica.


Os líderes dos 16 países da Commonwealth onde a rainha continua a ser formalmente a chefe de Estado aprovaram as alterações na cimeira de Perth, na Austrália.

Isto significa que, na eventualidade de o duque e a duquesa de Cambridge terem uma menina como primeiro fruto do casamento real, será ela a herdeira natural ao trono, tendo preferência sobre qualquer irmão mais novo que venha a ter.

De acordo com a anteriore lei de sucessão, que têm mais de 300 anos, o herdeiro do trono teria de ser o primeiro filho varão do monarca. Apenas quando não há rapazes nascidos da união é que pode uma mulher aceder à Coroa britânica, como aliás aconteceu com o pai da actual rainha, Jorge VI. Nesse caso o trono foi ocupado pela filha mais velha, Isabel II.

Foi igualmente levantada a proibição de um monarca se casar com uma pessoa pertencente à Igreja Católica Romana.

Ao anunciar estas mudanças, o primeiro-ministro britânico, David Cameron, disse que elas já serão aplicadas aos descendentes do Príncipe de Gales (Carlos de Inglaterra), mas que não serão aplicadas retroactivamente.

“De forma simples: se o duque a duquesa de Cambridge tiverem uma menina, ela será um dia a nossa rainha”, esclareceu Cameron, citado pela BBC.

“A ideia de que um filho mais novo se deveria tornar monarca em vez de uma filha mais velha simplesmente pelo facto de ele ser homem, ou que um monarca se pudesse casar uma pessoa de qualquer credo menos do Católico - esta forma de pensar choca com os países modernos em que nos tornámos”.

No seu discurso de abertura na cimeira de Perth a rainha de Inglaterra não se referiu directamente às novas leis de sucessão mas disse que as mulheres deverão ter um maior papel na sociedade. De acordo com o especialista em monarquia da BBC, Nicholas Witchell, estas palavras dão a entender que a rainha apoia esta alteração.

A rainha irá celebrar o seu Jubileu de Diamante no próximo ano e já existem, neste momento, duas gerações de futuros monarcas à espera de reinar.

Esta alteração à lei - que implica uma mudança no Bill of Rights de 1689 - apenas é importante para os 16 países onde Isabel II é formalmente a chefe de Estado, como por exemplo na Austrália, Canadá, Nova Zelândia e Jamaica.

Fonte: Público

Quem são e o que fazem os minhotos radicados em Lisboa?

"A segunda metade do século XIX caracterizou-se por uma época de grande desenvolvimento económico, traduzido nomeadamente com a introdução de melhoramentos técnicos nas fábricas e no desenvolvimento dos meios de transporte e comunicações. Foi o período da Regeneração iniciado com o ministério de Fontes Pereira de Melo.

Em 1856 era inaugurado o primeiro troço de caminho-de-ferro entre Lisboa e o Carregado e, oito anos depois, a linha do Norte atingia Vila Nova de Gaia. Em 1882 era concluída a linha do Minho até Valença. Dez anos mais tarde, as locomotivas a vapor chegavam às mais diversas regiões do país como a Beira Alta, o Algarve e o nordeste transmontano.

A prosperidade que então se verificou associada a recentes conquistas nos domínios da saúde e da higiene pública levaram a um súbito aumento da população um pouco por todo o país. Contudo, é a partir de 1860 que se acentua de forma assinalável o êxodo dos campos para a cidade. A importação de cereais provenientes dos Estados Unidos provoca o recuo da área cultivada nas grandes explorações alentejanas e diminui o trabalho sazonal nas Beiras. O oídio e a filoxera dizimam a vinha do Alto Douro e provocam a migração maciça dos trabalhadores da região. A quebra das exportações de gado bovino a partir de 1883 agravou as condições de sobrevivência no Minho e Douro Litoral.

O comboio fomentou a mobilidade das populações. Os movimentos migratórios internos e externos intensificaram-se. Em consequência do desenvolvimento industrial, assiste-se a um fluir contínuo de gente proveniente das zonas rurais para os centros urbanos, principalmente a capital, na busca de emprego e de uma melhoria de condições de vida. Lisboa e o Brasil constituíram-se como os principais pontos de destino escolhidos por aqueles que entretanto decidiram abandonar as suas terras de origem. Em Lisboa, a população duplicou em menos de cinquenta anos, passando de 210 mil habitantes em 1860 para quase 450 mil em 1911.

Do Minho vieram os pedreiros, carpinteiros e estucadores de Caminha e Viana do Castelo, os padeiros de Arcos de Valdevez e Ponte da Barca, os marujos, ervanários e tasqueiros de Monção, os taberneiros de Vila Nova de Cerveira, Valença, Paredes de Coura e Ponte de Lima que vieram a tornar-se conceituados comerciantes do ramo hoteleiro. Estes últimos foram antes descarregadores de carvão e lenha em Alcântara e Poço do Bispo, taberneiros e carvoeiros. Eram eles que faziam as "bolas" de carvão e cisco para alimentar os fogareiros. Depois, à medida que os seus vizinhos galegos se foram retirando, tomaram as tabernas e "casas de pasto" e foram-nas transformando nos modernos restaurantes e "snack-bares" que existem por toda a cidade. À excepção de alguns concelhos mais interiores como Terras de Bouro e Cabeceiras de Basto cujos naturais se empregaram preferencialmente na hotelaria e na construção civil, o êxodo das populações fez-se menos sentir no Distrito de Braga em virtude da criação naquela região de numerosas indústrias que possibilitaram a existência de postos de trabalho.

Para os bairros lisboetas de Alfama e Madragoa, este então designado por "Mocambo", vieram os de Ovar, Ílhavo, Murtosa e Pardilhó. Eles dedicaram-se à faina do mar enquanto elas vendiam o peixe ao mesmo tempo que enchiam a cidade com os seus pregões característicos. Tornaram-se conhecidas por "varinas" as peixeiras ovarinas que vieram para Lisboa. Esta gente formou ainda "colónias" em Almada, Trafaria e Costa da Caparica.

A limpeza urbana era feita pelos naturais do concelho de Almeida, trazidos para a capital por um seu conterrâneo que foi encarregado dos respectivos serviços camarários. Em virtude deste facto, foram os cantoneiros da capital durante muito tempo alcunhados por "almeidas". Para as vacarias que então existiam em Lisboa e nos seus arredores vieram os de Arganil, os quais depois se fizeram leiteiros e são actualmente muitos dos pasteleiros que existem na cidade. Eram eles que vendiam o leite transportando-o em bilhas de zinco enquanto os seus vizinhos padeiros do concelho de Tábua deixavam o pão às suas clientes, em sacas de pano que ficavam penduradas nas maçanetas das portas.

A construção civil ocupou as gentes de Alvaiázere, Ourém e, sobretudo de Tomar, devendo-se a estes últimos a construção das chamadas "avenidas novas". Não é alheio a este facto a localização da Casa do Concelho de Tomar. Durante muito tempo foram os naturais de Tomar alcunhados por "patos-bravos".

De um modo geral, os transmontanos empregaram-se na construção civil ou então ingressaram nas forças de segurança. No comércio de carnes encontramos bastantes naturais da região do Barroso. Invariavelmente, fizeram os seus estudos em seminários todos os transmontanos que em Lisboa têm conseguido posições de relevo.

Os algarvios fixaram-se principalmente na margem sul do rio Tejo, empregando-se na indústria corticeira e conserveira ou então no tráfego fluvial e nos trabalhos portuários. Os alentejanos por seu turno, um tanto "pau-para-toda-a-obra", dispersaram-se pelos mais variados ofícios, distribuindo-se preferencialmente pelas zonas da periferia, com especial incidência nos concelhos do Distrito de Setúbal.

De uma maneira geral, todas estas comunidades têm contribuído para o crescimento de Lisboa, fazendo da capital um autêntico mosaico formado por gentes de diversas proveniências mas que se encontram unidas pelos laços que fazem de todos nós um único povo".


- GOMES, Carlos. Regionalismo em Portugal. Casa do Concelho de Ponte de Lima. Lisboa. 1996

sábado, 29 de outubro de 2011

Que tamanho tem a alma do presidente desta república?

"Tudo vale a pena quando a alma não é pequena" afirma hoje no Brasil o homem que representa a república e a ver pelo historial da nossa república, representa-a na perfeição.

Há uns anos numa reportagem da RTP sobre, se não estou em erro, a monarquia espanhola a repórter encerrava a peça com a frase “só a título de curiosidade saiba que a monarquia custa a cada espanhol 19 cêntimos, a presidência da república em Portugal custa a cada português 1 euros e 58 cêntimos e em termos de transferência de orçamentos, o governo espanhol transfere para a casa real quase 9 milhões de euros, o governo português transfere para a presidência da república quase 16 milhões de euros”. Eu acrescento ainda que a rainha do Reino Unido custa a cada britânico 80 cêntimos. Esta reportagem é, se não me engano, de 2005, altura em que a crise ainda não batia com força e entretanto a Casa Real Espanhola reduziu o seu orçamento, estando actualmente nos 8 milhões (menos um milhão do que em 2005). A ideia partiu do próprio rei que solicitou a redução do seu orçamento visto que a sua pátria estava em dificuldades. É isso que faz um rei, adapta-se, preocupa-se, gasta menos. Já o nosso presidente também se preocupa. Demonstra-o com frases como "ninguém está imune aos sacrifícios" e, para o provar, fica entre os chefes de Estado mais gastadores da Europa, necessitando de 500 empregados no seu palácio, contra os 300 e 200 dos palácios dos monarcas do Reino Unido e Espanha, respectivamente. Além disto fez-se acompanhar por um séquito de 23 pessoas, nas quais se incluíam mordomo, médico pessoal, enfermeira, 12 seguranças privados, entre outros “criados” essenciais, ao Brasil, e agora afirma “Tudo vale a pena quando a alma não é pequena”... se a dele fosse grande faria como fez aquele rei que assassinámos a tiro, em 1908, e pedia ao parlamento para lhe retirar 20% da dotação da Casa Civil. Dava o exemplo porque “o exemplo vem de cima” e "ninguém está imune a sacrifícios" mas pelos vistos ele não é ninguém... ele é o representante deste regime que, desde que nos foi imposto (e nunca legitimado), nada mais tem feito do que enganar e explorar os portugueses... Outros países europeus, que ficaram presos ao terror que é a monarquia, como o Reino Unido, a Holanda, a Suécia, a Dinamarca, o Luxemburgo, são agora sociedades evoluídas, igualitárias, as melhores democracias do mundo, de acordo com os rankings da ONU. Nós fomos forçados a evoluir e a aceitar a modernidade da República sob ameaças e torturas, e agora temos o que “escolhemos” e merecemos.

Hoje Cavaco afirma "Tudo vale a pena quando a alma não é pequena". E eu pergunto: de que tamanho é a alma do presidente desta república? Penso que seja do tamanho da legitimidade, honestidade e seriedade da mesma república.


Sara Jofre

Fonte: Notícias do Ribatejo

Presidente da Câmara de Coimbra diz que é preciso aproveitar a crise para fazer a regionalização

Autarca diz que é preciso aproveitar a crise para fazer a regionalização

O presidente da Câmara Municipal de Coimbra, João Paulo Barbosa de Melo, defendeu ontem ser necessário aproveitar a crise para fazer a regionalização, num colóquio promovido pelo Movimento Pensar e Agir pela Nossa Terra, em Oliveira do Hospital. O autarca, do PSD, discorda do argumento de que a regionalização ‚ mais cara e garantiu que o país ‚ “mais bem governado» segundo esse modelo.

Fonte: Diário de Coimbra

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

S.A.R., O Senhor Dom Duarte na investidura da Ordem de Cavalaria do Santo Sepulcro de Jerusalém

Ordem de Cavalaria do Santo Sepulcro de Jerusalém reuniu-se em Évora


O percurso entre o Convento dos Lóios e a Catedral de Évora parece ter regressado ao passado, no domingo de manhã. Homens e mulheres trajados a rigor, de vestes pretas e brancas, fizeram um cortejo até à Sé para assistir à cerimónia de investidura de mais 19 cavaleiros e damas da Ordem de Cavalaria do Santo Sepulcro de Jerusalém. Dos investidos destacou-se o general Rocha Vieira, último governador de Macau, e a infanta D. Maria de Bragança, com cem anos, que foi representada pela sua neta. A infanta é tia de D. Duarte de Bragança, que também esteve na sessão solene, neta do rei D. Miguel I e filha de D. Miguel II.

O tesoureiro do Conselho da Ordem em Portugal, Francisco Mendia explicou ser uma honra para a Ordem poder contar com mais homens e mulheres que “têm uma vida consentânea com a Igreja, tendo de cumprir tudo o que a Igreja exige de nós enquanto cristãos”, acrescentando que mesmo sem espadas, a luta pela manutenção de cristãos na Terra Santa continua a ser feita.

Fonte: Diário do Sul

Poupar??? É só para alguns...

A presidente da Assembleia da República acaba de atribuir a Mota Amaral, na qualidade de ex-presidente do Parlamento, um gabinete, uma secretária, um BMW 320 e um motorista.

O despacho é assinado por Assunção Esteves, e remete para o articulado que regulamenta o funcionamento dos serviços da Assembleia da República, a Lei de Organização e Funcionamento dos Serviços da Assembleia da República (LOFAR), publicada em anexo à Lei n.º 28/2003, de 30 de Julho, e do n.º 8, alínea a), do artigo 1.º da Resolução da Assembleia da República n.º 57/2004, de 6 de Agosto, alterada pela Resolução da Assembleia da República n.º 12/2007, de 20 de Março.

O facto está a ser divulgado na Internet, e está a ser apresentado como uma prova de que a Assembleia da República não aplica a si mesma os cortes que, na actual crise, o governo tem vindo a impor aos portugueses.

Os e-mails que já correm na Internet sobre este assunto apresentam como título "Poupar??? É só para alguns..."

Transcreve-se o despacho em causa:

"*Despacho n.º 1/XII --Relativo à atribuição ao ex-Presidente da Assembleia
da República Mota Amaral de um gabinete próprio, com a afectação de uma
secretária e de um motorista do quadro de pessoal da Assembleia da
República.
Ao abrigo do disposto no artigo 13.º da Lei de Organização e Funcionamento
dos Serviços da Assembleia da República (LOFAR), publicada em anexo à Lei
n.º 28/2003, de 30 de Julho, e do n.º 8, alínea a), do artigo 1.º da
Resolução da Assembleia da República n.º 57/2004, de 6 de Agosto, alterada
pela Resolução da Assembleia da República n.º 12/2007, de 20 de Março,
determino o seguinte:
a) Atribuir ao Sr. Deputado João Bosco Mota Amaral, que foi Presidente da
Assembleia da República na IX Legislatura, gabinete próprio no andar nobre
do Palácio de São Bento;
b) Afectar a tal gabinete as salas n.º 5001, para o ex-Presidente da
Assembleia da República, e n.º 5003, para a sua secretária;
c) Destacar para o desempenho desta função a funcionária do quadro da
Assembleia da República, com a categoria de assessora parlamentar, Dr.a
Anabela Fernandes Simão;
d) Atribuir a viatura BMW, modelo 320, com a matrícula 86-GU-77, para uso
pessoal do ex-Presidente da Assembleia da República;
e) Encarregar da mesma viatura o funcionário do quadro de pessoal da
Assembleia da República, com a qualificação de motorista, Sr. João Jorge
Lopes Gueidão;
Palácio de São Bento, 21 de junho de 2011
A Presidente da Assembleia da República, Maria da Assunção Esteves.
Publicado
DAR II Série-E -- Número 1
24 de Junho de 2011*"**

Casa do Paço é a mais antiga da Facha

(Clique nas imagem para ampliar)

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

PPM propõe tutela dupla e financiamento partilhado da RTP/Açores

O presidente e deputado regional do PPM/Açores, Paulo Estêvão, propôs a realização de negociações entre os governos regional e nacional para o estabelecimento de uma dupla tutela e financiamento partilhado da RTP/Açores.

Paulo Estêvão, que vai apresentar um projecto de resolução nesse sentido na Assembleia Legislativa dos Açores, considerou que esta solução é a única via possível para sair do “impasse” em que se encontra o canal público de televisão nos Açores.

“O Governo Regional não quer assumir uma parte do financiamento da RTP/Açores e o Governo da República outorga-se o direito de decidir o que bem entender enquanto tiver de suportar sozinho o esforço financeiro do canal”, frisou Paulo Estêvão, advertindo que a redução da produção própria da RTP/Açores para uma emissão de quatro horas diárias põe em risco a televisão açoriana.

Questionado sobre a decisão do executivo açoriano de recorrer aos tribunais para obrigar a RTP a garantir o cumprimento das obrigações de serviço público de televisão no arquipélago, Paulo Estêvão, que é também líder nacional do PPM, manifestou dúvidas quanto à eficácia da iniciativa, alegando a demora dos processos judiciais.

Para Paulo Estêvão, o Governo Regional “está a criar um conflito sem saída”, considerando, por outro lado, que o ministro com a tutela da comunicação social, Miguel Relvas, revela uma “perspectiva completamente centralista”.

Nesse sentido, salientou que Miguel Relvas revelou uma "arrogância sem limites" no encontro que teve na segunda-feira em Lisboa com uma delegação do parlamento açoriano.

Fonte: Açoriano Oriental

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

"MORREU DONA AMÉLIA DE ORLÉANS E BRAGANÇA - A ÚLTIMA RAINHA DE PORTUGAL"

(Clique na imagem para ampliar)


60º ANIVERSÁRIO DA MORTE DE S.M., A RAINHA DONA AMÉLIA DE ORLÉANS E BRAGANÇA

"MORREU DONA AMÉLIA DE ORLÉANS E BRAGANÇA - A ÚLTIMA RAINHA DE PORTUGAL", noticiava o “Jornal de Notícias” de 26 de Outubro de 1951.


Profundo sentimento de pesar em todo o país

Apesar de esperada, a notícia do falecimento de Dona Amélia de Orleães e Bragança causou profunda consternação em todo o país, registando-se as mais inequívocas manifestações de pesar. Além dos edifícios públicos, muitas casas particulares ostentavam a bandeira nacional a meia-haste.

Em Braga, onde a notícia foi conhecida através dos “placards” do “Jornal de Notícias”, o sr. Presidente da Câmara Municipal, durante a reunião da vereação, pronunciou palavras de homenagem à memória da última Rainha dos portugueses, declarando:

“Curvo-me reverente perante a Sua Augusta Memória, em nome da Câmara e da cidade, cidade que, fiel ao seu nunca desmentido tradicionalismo, vai viver, por certo, com bem funda emoção as homenagens que o país, dirigido por um governo esclarecido que ela tanto apreciava, não deixará com certeza de lhe prestar”.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

O Rei Miguel I da Roménia por ocasião do seu 90º aniversário.

O Rei Miguel da Roménia fez nesta terça-feira o seu primeiro discurso no Parlamento desde que comunistas, apoiados pelos soviéticos, o forçaram a abdicar do trono, há mais de 60 anos.

Ao assinalar o 90º aniversário, o rei apelou à classe política do país para restaurar a “dignidade e o respeito” da nação no palco internacional.

Criticou ainda o papel central das instituições do Estado, bem como a personalização do poder na Roménia.

"Não podemos ter um futuro sem respeitar o passado", disse Miguel, de 90 anos, a um Parlamento lotado no dia de seu aniversário.

"A coroa real não é um símbolo do passado, mas uma representação única da nossa independência, soberania e unidade", disse ele, que é o mais velho ex-monarca da Europa e um dos últimos chefes de Estado sobreviventes da 2a Guerra Mundial.

Parlamentares de todo o espectro político aplaudiram em pé o discurso do rei, que foi obrigado a deixar o trono em 1947.

"Eu tenho servido a nação romena durante toda a vida que tem sido longo e cheio de eventos, alguns deles felizes, muitos deles infelizes. Oitenta e quatro anos desde que me tornei Rei, posso dizer sem hesitação para a nação romena: Depois de liberdade e democracia, as coisas mais importantes a serem ganhas são identidade e dignidade. Aqui uma grande responsabilidade repousa sobre a elite romeno".

Momento de emoção para o Rei Miguel I da Roménia , que foi convidado a falar perante o Parlamento romeno, por ocasião do seu 90º aniversário. Acompanhado por sua filha mais velha princesa Margarita e seu filho o Príncipe Radu , o Rei Miguel l não foi capaz de esconder sua emoção no final do seu discurso.

Forçado a abdicar ao trono em 1947, Miguel I da Roménia, o então monarca também foi obrigado pelos comunistas a se exilar na Suíça. Somente em 2001, retornou à terra natal, onde vive até hoje.

S.M. A Raínha Dona Amélia de Orleães e Bragança - um filme sobre a sua vida

60º aniversário do falecimento da última Rainha de Portugal - Sua Majestade, A Rainha Dona Amélia de Orléans e Bragança

O CASTELO DE LANHOSO NA "REVISTA DOS CENTENÁRIOS"

Por ocasião da realização da Exposição do Mundo Português, em 1940, foi publicada a “Revista dos Centenários” cuja edição de Janeiro incluiu um artigo da autoria de Jorge Larcher alusivo aos castelos de Bragança e Póvoa de Lanhoso. Nesse artigo que fazia parte de uma série dedicada aos castelos de Portugal, o autor escreveu o seguinte a propósito do castelo de Lanhoso:

“Além do castelo de Bragança, de que ligeiramente nos ocupámos, breves referências vamos dedicar ao castelo da Póvoa de Lanhoso, do qual só resta, como recordação gloriosa desse passado distante, a torre de menagem coroada de ameias, a única parte do castelo que conseguiu escapar à fúria devastadora dos homens e do tempo.

Impossível fixar a data da sua construção, mas supões-se, e não sem fundamento, que a origem desta fortificação venha dos tempos romanos pelos emementos que têm sido encontrados por aquelas imediações.

Devia ter sido fortaleza importante, pois nela se recolheu D. Tereza, quando não podendo resistir à perseguição das forças de sua irmã, que lhe havia declarado guerra, se acolheu à sombra destas muralhas, que não tardaram a ser cercadas pelas forças de D. Urraca.

Valeu-lhe nesta terrível situação Fernando Peres, que, com D. Gelmires, arcebispo de Compostela, não deixando escapar a ocasião que se lhes oferecia para disputarem com D. Paio alguns bens que pretendiam alcançar procuraram assim lançar a divisão entre as forças de D. Urraca.

Ignora-se a forma como D. Gelmires actuou. O que é certo é que foi preso, mas, apesar dessa decisão, D. Urraca achou mais prudente, temendo talvez a influência de tão irreconciliável inimigo, estabelecer as pazes com sua irmã, fazendo-lhe grandes concessões.

A este castelo está ligada uma lenda, na realidade de grande intensidade dramática, história de amores mal fadados, que aqui teve o seu epílogo.

D. Rodrigo Pereira de Barredo, fidalgo de alta nobreza, teve um dia a secreta e desoladora notícia de que sua mulher traía a fidelidade conjugal.

O nobre fidalgo, depois de ter a certeza de tão desagradável informação, uma noite, fechou de surpresa todas as portas, de modo que ninguém pudesse escapar à cruel punição que reservava a todos que considerava culpados, e pegou fogo ao castelo, que ardeu completamente, morrendo abrasados pelas chamas todos que nele se encontravam.

Qualquer destes castelos do norte, de tão remota fundação, foram vigilantes sentinelas e resistentes obstáculos que contribuíram para a libertação do solo português e para a afirmação da nossa Independência, que em breves meses se vai comemorar, condignamente, em todas as terras de Portugal”.

Colar imposto aos Membros da Academia de Letras e Artes

Colar imposto aos Membros da Academia de Letras e Artes, em Cerimónia de Tomada de Posse.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Visita de S.A.R., O Senhor Dom Duarte, a Oliveira S. Pedro, nos sites internacionais (2)

Dom Duarte en visite à Oliveira


Dom Duarte, Duc de Bragance, Chef de la maison royale de Portugal, s'est rendu le 15 Octobre 2011 sur la commune de Oliveira S.Pedro, près de Braga.

Il a inauguré, avec Augusto Carvalho, président de la Commune de Oliveira (S.Pedro), l'une des 556 localités du territoire de Braga et Guimãraes, la première réplique des anciennes bornes de démarcation de l'ancienne seigneurie de Bragance.

Ces pierres de granit présentent l'écu en relief des armes de Bragance, aux cinq écus (que l'on retrouve dans les armes de Portugal) assortis de la lettre B.

Cette reconstitution avait été faite à l'initiative de la Commune, et avec Manuel Beninger, Maire adjoint, et un exemplaire en a été offert à Dom Duarte.

Ils ont visité les "Rochers aux Lettres", ou "Rochers des Lettres", toujours à Oliveira. Ce lieu fut un refuge, amoureux dit-on, du Roi Miguel Ier, et a inspiré des légendes et des contes de l'amour interdit.

Dom Duarte a signé le document de la Commune ainsi : Le Roi de Portugal était à S.Pedro.

Inauguration de l'une des pierres avec le président de la Commune. Le voile représente les armoiries de Oliveira S.Pedro. Sur la plaque est indiquée "Marques de la Maison de Bragance"et "Le Rocher aux Lettres".

© PPM Braga

Merci à Manuel Beninger, du PPM (Parti Populaire Monarchique) de Braga.


La maison royale de Bragance est une famille issue des rois de Portugal. Elle est à son tour montée sur le trône en 1640 et demeura jusqu'en 1910.

Fonte: Royauté-News