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Manuel Beninger

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terça-feira, 4 de maio de 1993

Jornal de Notícias: Monárquicos "voam" contra a Câmara Municipal de Braga

A comissão política distrital de Braga do Partido Popular Monárquico emitiu anteontem um comunicado para expressar "a clara reprovação pelas propostas do vereador Henrique Moura, e sobretudo pela consumação do dislate camarário, que constitui uma indisfarçável retaliação da Câmara Municipal, visando o Aero Clube de Braga".
Acusando os responsáveis da autarquia de terem "transformado a sessão camarária de 29 de Abril, num exemplo prático do que não pode ser a conduta de um poder que se pretende respeitável", os monárquicos bracarenses refutam "as justificações" apresentadas pelo presidente do município.

"Diz o controverso presidente que como a Câmara corre riscos de ser condenada em Tribunal, é necessário retirar o que livremente havia doado, para evitar o embargo das obras de mutilação do aeródromo (...). O eng.º Mesquita Machado pretende, com o retrocesso da anterior doação de terrenos ao Aero Clube, iludir a Justiça, o que de si é já condenável", afirmam os monárquicos.

O PPM de Braga considera "iniludível chantagem" sobre o Aero Clube de Braga, "quando Mesquita Machado afirmou que se este clube mudasse a sua maneira de actuar, as decisões na reunião camarária de 29 de Abril, poderiam ser reconsideradas".

"O Partido Popular Monárquico - dizem a concluir - não pode deixar de alertar a cidade para mais este acto de prepotência política, demonstrativa que urge substituir a Câmara Municipal de Braga, nas próximas eleições autárquicas".

domingo, 4 de abril de 1993

Jornal Público: JM contra Mesquita Machado

A Juventude Monárquica (JM) de Braga denunciou, em comunicado, a ameaça feita pelo presidente do município a um piloto do Aero Clube de Braga, na conferência de imprensa de 31 de Março, que poderia ser proibido de "fruir" o espaço do Aeródromo Municipal de Palmeira "se continuasse discordando das decisões por ele defendidas".

"Por este andar", acrescenta a JM, "o piloto, ameaçado de não poder frequentar o aeródromo, corre o risco, não menos assustador, de este iminente cacique decretar a extradição deste cidadão para um município limítrofe". O presidente da Câmara, concluem os jovens monárquicos, "assume-se não só como detentor de todo o saber (ele sabe de automóveis, de aviões, de navios, de comboios, de desporto, de turismo, de imobiliário, etc., etc.), mas de todo o equilíbrio, de toda a justiça, enfim, o presidente é um poço de saber e de poder".

A pretensão da autarquia de fazer coexistir o aeródromo com um autódromo, recorde-se, tem suscitado uma forte contestação de vários responsáveis pelo aeródromo bracarense.

segunda-feira, 1 de março de 1993

Jornal Diário do Minho: Autódromo pode comprometer futuro do Aeródromo

A Assembleia Municipal de Braga, na sua sessão de Sábado, aprovou por maioria uma alteração ao Regulamento do Aeródromo Municipal.
Votaram a favor PS e PSD (excepto António Machado, do PPM, que votou contra).

CDS e CDU também votaram contra e António Fernandes Machado (independente do PRD) absteve-se.

Em declaração de voto o social-democrata Miguel Macedo disse que aquela proposta se entendia como transitória. Que a Câmara deverá apresentar em breve um projecto completo, precedido de um parecer da Direcção Geral de Aeronáutica Civil. Que o PSD votou assim também porque no local estão a decorrer obras.

De acordo com a deliberação tomada, o artigo 1º do Regulamento do Aeródromo Municipal passou a ser acrescido de um número dois com a seguinte redacção:

"Poderá contudo o Aeródromo ser utilizado por veículos motorizados, não ligados à aeronáutica, desde que devidamente autorizados pela Câmara Municipal de Braga".

Quem mais se opôs à introdução desta alteração foi António Machado (PPM), que usou da palavra a título pessoal, ligado que está aos aviões desde 1966 (é piloto).

Porque entende que com esta deliberação se pode comprometer o futuro do Aeródromo, pediu que a proposta fosse retirada e se solicitasse um parecer da Direcção-Geral da Aeronáutica Civil.

Em sua opinião, será difícil conciliar a existência de corridas de velocidade de automóveis ou de motas com aviões a levantar e a aterrar.

Perguntou como é que o CAM (Clube Automóvel do Minho) vai rentabilizar o investimento de milhares de contos,admitindo que a pista venha a ser alugada para experimentar carros novos.

Disse que o Aeródromo "é uma estrutura fundamental para o desenvolvimento regional de Braga", que se não deve "empurrar" o Aero Clube de Braga para uma pista em Guimarães ou em Santo Tirso, e pergunta como é que o Aero Clube vai fazer a formação dos seus pilotos.

domingo, 6 de dezembro de 1992

Jornal Diário do Minho: JM considera "incompreensível" ampliação de pista de karting em Palmeira

A Juventude Monárquica de Braga considera "incompreensível" a alegada intenção da Câmara Municipal de Braga de autorizar e auxiliar a ampliação duma pista de karting, "sem significativa utilização" para dentro da pista de aviação do Aeródromo de Palmeira.
Numa nota à Imprensa, a JM diz que a Câmara Municipal de Braga, ao permitir "a insensatez publica" irá destruir definitivamente as potencialidades do aeródromo, promovendo algum risco à segurança de pessoas e aeronaves".

"Talvez mal avisada, já há anos empobreceu aquele espaço aeronáutico, autorizando a edificação duma bancada, que salvo melhor informação só uma única vez foi utilizada", acusam os jovens monárquicos.

"Como não são conciliáveis estas duas actividades no mesmo espaço", sugere a Juventude Monárquica que, a exemplo do que se passa em Vila Real, Vila do Conde e até na cidade do Mónaco, "se escolham as rodovias da cintura de Braga onde, sem comprometer o futuro do aeródromo, se promovam com a indispensável segurança as corridas de automóvel tão desejadas pelos aficionados daquele desporto".

A Juventude Monárquica de Braga lembra o facto de a vereação ter aquele que "é justamente considerado um dos melhores volantes do Clube Automóvel do Minho" para referir que seria oportuna alertar a Edilidade, "que por uma eventual solidariedade clubistica, não comprometa de vez a viabilidade do Aeródromo da cidade".

Lembra também a reconhecida apetência duma infraestrutura aeronáutica pelas cidades da Maia e de Viana do castelo, "que não deixariam de aproveitar esta ocasião para, juntos dos poderes públicos, reivindicar a mudança do estatuto que o aeródromo de Braga de há muitos anos possui".

Os jovens monárquicos aproveitam para dizer que o Aeródromo de Braga tem, ao longo da sua larga existência, cumprido com as finalidades, como servindo de escola de aviação a muitos pilotos que servem o país nas Forças Armadas, quer nas diversas companhias nacionais de aviação.