Mudar o regime Servir Portugal

Manuel Beninger

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sábado, 4 de fevereiro de 2012

Comemorações do centenário de Frederico Ressano Garcia

Têm estado a decorrer as comemorações do falecimento do grande Estadista Português, Engenheiro Frederico Ressano Garcia, a quem Lisboa deve o seu desenvolvimento e modernização vertiginosa, no princípio do último século. Na verdade, a partir de um eixo constituído pela Avenida da Liberdade, através de uma série de significativos e essenciais projectos, onde se incluía a construção da Praça Marquês de Pombal e a sua área envolvente, o rasgar das Avenidas Novas, com especial destaque para a agora chamada Avenida da República, a construção da Avenida 24 de Julho e do Mercado da Ribeira Nova, bem como dos bairros de Campo de Ourique e da Estefânia, Lisboa mudou completamente a sua fisionomia. A sua obra, como responsável da Edilidade Lisbonense e ministro de várias pastas, transformou a capital, em duas décadas, numa moderna e encantadora cidade. Nos Serviços Urbanísticos da Câmara Municipal de Lisboa, onde começou a trabalhar, logo tentou intervir na efectiva gestão urbanística, conseguindo com êxito a autonomia do Município em relação ao Poder Central. O seu espírito criativo, apesar de alguma má vontade e da oposição dos interesses instalados que teve que ultrapassar, centrou-se energicamente no traçado de novos arruamentos e bairros, na arborização e ajardinamento da cidade, no abastecimento de água e na renovação da rede de esgotos, a par do desenvolvimento da acessibilidade a Lisboa, incrementado pelas linhas ferroviárias e pela adaptação da zona portuária, aos novos desafios da navegação que entravavam o progresso da nossa economia. Era um visionário e um Homem do Futuro, a quem a modernidade da Capital muito ficou a dever.
Frederico Ressano Garcia nasceu em 1847 e faleceu em 1911. Estudou na Escola Politécnica para frequentar o curso de engenharia, que acabou por concluir em Paris, com altíssimas classificações, na École Imperial des Ponts et Chaussées. Como estudante, aquando da invasão prussiana, lutou nas barricadas de Paris com tal valentia ao lado dos estudantes franceses, que foi condecorado com a Legião de Honra. Muito mais tarde, na abertura da Exposição Universal, em Paris, num jantar oficial dado pelo Presidente da República Francesa aos chefes de estado dos países convidados, como estivessem presentes o Rei de Inglaterra, o Czar da Rússia e outras cabeças coroadas europeias, os anfitriões, para ultrapassarem os melindres do protocolo, sentaram à direita do Presidente da República Francesa o representante do nosso País, Frederico Ressano Garcia, pelo facto de exibir no peito a Legião de Honra Francesa, uma das mais altas condecorações gaulesas. Em 1897, foi dado o seu nome a uma avenida das Picoas, que ele rasgou e melhorou e que, actualmente se chama Avenida da República. Em 1911, já muito doente e acamado, retirado de qualquer actividade profissional e há muito afastado da política, foi visitado por uma representação republicana que insistiu em por Ele ser recebida, apesar de conhecerem o seu estado desesperado de saúde. Afinal, não era uma visita de cortesia que estavam a fazer a um grande homem, era sim uma infame e hipócrita manobra, para terem a certeza que Ressano Garcia tinha conhecimento de que haviam retirado o seu nome de uma Avenida por si projectada e mandada executar, e que anteriormente tinha sido atribuída em compensação do muito que Lisboa lhe devia, para o substituir por Avenida da República.  Desse modo, conseguiram dar um profundo desgosto a um moribundo, nos últimos dias da sua vida, desgosto esse que a Família estava a tentar evitar, ocultando a alteração politicamente feita. Comportamento miserável de baixa política, de quem não tem valores, a não ser o execrável desejo gratuito de vindicta, próprio de gente reles e medíocre. Bem têm tentado lavar a história, procurando que o seu nome ficasse no esquecimento. Mas não tiveram êxito. Já foi dado o seu nome a uma avenida de Lisboa e a uma cidade moçambicana, cujo nome se mantém após a independência, pois Frederico Ressano Garcia tem não só a merecida gratidão dos alfacinhas, orgulhosos da sua bonita Cidade, como igualmente usufrui do reconhecimento de toda a comunidade de língua portuguesa.
António Moniz Palme - 2012

sábado, 21 de janeiro de 2012

Um pesadelo nortenho chamado Corvacho e a tomada de posição corajosa do então PPM do Porto

A notícia do recente falecimento do Brigadeiro Corvacho fez emergir, na lembrança de cada um, os tristes tempos do seu tumultuoso consulado, integrado nos desenvolvimentos da consolidação democrática da revolução do 25 de Abril, onde gente havia a procurar consciente ou inconscientemente implantar uma ditadura marxista-leninista.
No Norte e no Porto, como em todo o resto do país, o panorama repetia-se invariavelmente. Independentemente das complicadas manobras levadas a cabo e que destruiriam por dentro o exército, se não fossem estancadas a tempo, são de referir as tristemente célebres prisões sem culpa formada, as sevícias vergonhosas praticadas e os fuzilamentos simulados de que muita gente foi vítima, para provar os tempos negros vividos pelos Nortenhos e que testemunham o comportamento criminoso de Corvacho e dos seus indefectíveis apaniguados.
Isto para não falar já da actuação revolucionária inconcebível levada a cabo em algumas empresas, com perseguições miseráveis a empresários, técnicos e simples operários e que além do censurável comportamento em si, iam atirando a economia portuguesa irremediavelmente ao charco. Isto já para não referir a lamentável intervenção em estabelecimentos de ensino, contra professores e estudantes que foram sujeitos a prepotências praticadas com a sua cobertura.
Claro que os seus esbirros não actuavam fardados, mas através de pequenos grupos revolucionários enquadrados por civis bem conhecidos da política, que tinham guarida no Quartel-General e as bênçãos da chefia da Região Militar. E essa gentinha, que já deve ter esquecido as malandragens que andou a fazer, naturalmente até tendo a lata de as negar, são pessoas, na generalidade, sem qualquer categoria tanto moral como social, e que aproveitaram a maré para subir na vida, pois não tinham as mínimas qualidades de trabalho e de carácter para, como qualquer vulgar cidadão, fazerem frente às dificuldades do dia a dia e à sua custa progredirem numa qualquer carreira.
Na verdade, sempre é mais fácil aproveitar a conjuntura e arranjar um bom lugar em qualquer lado com as brilhantes bênçãos das baionetas. Tem graça que, posteriormente, no fatal ajuste de contas, esses mesmos marmanjos para se tentarem agarrar aos tachos onde foram colocados ilegitimamente, ao arrepio das regras existentes, logo vieram invocar os seus direitos constitucionais e quejandos, que por si, anteriormente, tinham sido escandalosamente espezinhados e desrespeitados, contrariando os princípios democráticos e a vontade da comunidade.
E se gente havia sem qualquer categoria social, a chamada ralé moral que infelizmente sempre inferniza a vida em comunidade, muita outra havia com responsabilidade e que, oportunistamente e com a maior desfaçatez, tomou o eléctrico da revolução para ocupar cargos de chefia por nomeação da política caseira. Como já referi, actualmente já esqueceram a falta de coragem e o vil oportunismo em que caíram. Mas deles não reza a história. Todavia, não posso deixar de recordar tantas pessoas dignas e sérias, vítimas inocentes da conjuntura, que foram presas e perseguidas pelo facto de não alinharem com a actuação ditatorial dos responsáveis de então da cidade Invicta, centro tradicional da Liberdade e da Soberania da Vontade do Povo, pois desde a Fundação da Nacionalidade que tais cromossomas não são apenas letra de canção e de versos, mas fazem parte da textura material e anímica de cada um.
E as manifestações colectivas da gente do Porto denotaram essa ancestral coragem e valentia, como foi os casos das manifestações de modestos trabalhadores exigindo, às portas do Quartel General, a libertação imediata de Rui Moreira, responsável da empresa Molaflex, bem como dos técnicos e dos trabalhadores presos sem vislumbre de culpa formada. Por outro lado, a defesa feita pelos populares que acorreram a colocar-se ao lado dos corajosos militares que defendiam as instalações do CICAP contra a ameaça feita por um exército de facínoras, arrebanhado em todo o país. Por último, a vontade indómita revelada pelos que se dirigiram para o Quartel da Serra do Pilar (RASP) para, à força, libertarem aquelas instalações militares de um grupo de bandalhos, pseudo revolucionários, que delas tinha tomado conta. Todavia, para alguns as consequências foram bem difíceis e traumatizantes.
É por essa razão que não posso deixar de recordar, entre muitas dessas vítimas, as figuras de Camarate dos Santos, de Rui Moreira, de Guilherme Fontes, de Manuel Peixoto Vilas Boas, de Vieira de Carvalho, o grande maiato a quem o Norte tanto deve, e de todos os que foram presos na altura, incluindo os jovens que foram encarcerados apesar da sua pouca idade.
Igualmente, não posso deixar de recordar a figura de Sá Carneiro e dos responsáveis políticos do Norte, de vários partidos, que souberam resistir à onda anti-democrática que tudo pervertia e tudo atemorizava, não se importando de por em risco a sua própria vida, sublinhando a actuação dos dirigentes de então do P.P.M. do Porto que foram ao Quartel General, pessoalmente, dar um ultimato de 48 horas a Corvacho para libertar de Custóias, os presos sem culpa formada, sob pena de serem de lá resgatados à força. Foram acontecimentos que todos procuramos esquecer, mas que não podemos deixar de lembrar, na altura do desaparecimento físico de Corvacho.
A sua figura representa para os homens livres o causador imediato e o actor principal do mais recente episódio da luta das Populações Nortenhas contra quem lhes procurou tirar a Santa Liberdade.

António Moniz Palme - 2012

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

In memoriam...

"O Grito da Natureza moribunda, lancinantemente cantado por um índio da América do Norte, deverá desencadear uma rede activa por todo o Mundo, para defender o Meio Ambiente contra todas as razões pomposamente declamadas pelos costumeiros destruidores de um património que não pertence só à nossa geração".
António Moniz Palme

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Big brother monárquico bracarensis!


Atingimos a nossa primeira meta. Ultrapassar os 500 "olheiros" diários. Poucos, dirão muitos. Muito poucos dirão a maioria. Pois bem, para um partido, pequeno, onde muitos já tinham vaticinado o seu fim e feito o respectivo enterro, com carpideiras e foguetório, direi que é … Isso mesmo, é …

No dia 7 de Dezembro, atingimos os 653 curiosos. A todos esses agradeço. A todos esses dedico a minha "paixão".
Pretendo, como sempre desejei, nada impor partidariamente, assumir somente um palco de reflexão, onde se possa interiorizar novos conceitos e obter outros ângulos de visão para outras tantas abordagens.
Ribeiro Telles, ontem homenageado, era o meu “herói” enquanto pequeno. Abraçava as páginas de leitura do MEC. Barrilaro Ruas o meu mestre. Calava-me para ouvir o João, o Camossa. Deliciava-me com as histórias hilariantes dos “Menezes”, tanto do Amadeu como do Fernando. Aprender a ser irreverente como o Luís Coimbra. António Moniz Palme, com Vizela, fez-me acreditar quão importante era a defesa da causa pública.
Entre muitos outros, bravos e combativos, essa foi a minha “raiz” política.
Por mais inovadores que tenhamos sido em muitas áreas, pioneiros no ambiente, defensores das tradições portuguesas, preocupados com a agricultura e únicos, estatutariamente e programaticamente, na defesa da restauração da monarquia, sabemos tão bem como foram os resultados eleitorais durante décadas.

Continuo a mover-me por causas, por valores e por princípios. E assim será e assim continuará.
Bem hajam
MB

domingo, 29 de maio de 2011

Aniversário do "Notícias de Vizela" - António Moniz Palme

António Moniz Palme no Aniversário do “Notícias de Vizela”!


Vizela existe hoje no nosso distrito, tal qual como é, graças a alguém que com muita coragem soube defender os interesses do povo. Parabéns António. Bem haja.

(…)

"Em1980, uma comissão para a restauração do concelho de Vizela, (MRCV), dirigiu-se a todos os grupos parlamentares com assento na Assembleia da República. O PPM, como era seu dever, solicitou um parecer a um grupo de filiados, estranhos a Guimarães e Vizela; foram então auscultados as populações tanto de Vizela como de Guimarães, havendo a cautela de ouvir em Guimarães funcionários dos organismos públicos e alunos e professores dos estabelecimentos de ensino. Chegou-se à conclusão de que a possível criação do concelho de Vizela nem sequer tinha a oposição da maior parte dos vimaranenses e verificou-se, por um estudo feito a todo o processo, que nem sempre tinham sido interesses muito claros que obstacularizaram a concretização das históricas aspirações autonómicas da população de Vizela".

(…)


in “PPM Vizela

Uma história triste de séculos com uma episódica conclusão mais triste ainda”.

António Moniz (Deputado do PPM) - Edições PPM / 1983

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Jantar de Reis 2011 - Braga (6)

O ilustre popular monárquico Dr.º António Cardoso Moniz Palme, advogado, consultor jurídico, que nas horas livres gosta de estudar, de ler, de escrever e de pintar, foi Deputado da Assembleia da República pelo PPM nos tempos da AD (Aliança Democrática).

Um dos históricos fundadores do PPM com uma das mais brilhantes intervenções na noite do "Jantar de Reis 2011" em Braga.