Mudar o regime Servir Portugal

Manuel Beninger

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quinta-feira, 11 de abril de 2013

Gonçalo Ribeiro Telles, o arquitecto que moldou as áreas verdes de Lisboa


O arquitecto paisagista Gonçalo Ribeiro Telles, de 90 anos, distinguido com o prémio da Federação Internacional dos Arquitectos Paisagistas, é um dos responsáveis pelo desenho das áreas verdes de Lisboa, de Monsanto às zonas ribeirinhas oriental e ocidental.
A sua obra, como arquitecto paisagista, moldou de forma significativa a capital portuguesa e a área metropolitana, com projectos que vão dos jardins da sede da Fundação Calouste Gulbenkian - Prémio Valmor de 1975, que assinou com António Viana Barreto -, ao Vale de Alcântara, ao Parque de Monsanto ou ao Jardim Amália, no Parque Eduardo VII.
O Corredor Verde de Monsanto e a integração da zona ribeirinha oriental e ocidental, na Estrutura Verde Principal de Lisboa, assim como os projectos do Vale de Alcântara e da Radial de Benfica, do Vale de Chelas e do Parque Periférico também são da sua autoria.
Nascido em Lisboa, a 25 de Maio de 1922, Gonçalo Pereira Ribeiro Telles licenciou-se em Engenharia Agrónoma e formou-se em Arquitectura Paisagista no Instituto Superior de Agronomia, onde iniciou a vida profissional como assistente e discípulo de Francisco Caldeira Cabral.
Foi professor catedrático convidado da Universidade de Évora, criando as licenciaturas em Arquitectura Paisagista e em Engenharia Biofísica, e destacou-se na intervenção pública contra a ditadura salazarista, nas sessões do Centro Nacional de Cultura.
Ainda na política, fundou, em 1957, com Francisco Sousa Tavares, o Movimento dos Monárquicos Independentes e, depois, o Movimento dos Monárquicos Populares, apoiando, um ano mais tarde, a candidatura presidencial de Humberto Delgado.
Em 1971 ajudou a fundar o movimento Convergência Monárquica e, após o 25 de Abril de 1974, fundou o Partido Popular Monárquico, a cujo directório presidiu. Em 1979, integrou a Aliança Democrática, liderada por Francisco de Sá Carneiro.
Foi subsecretário de Estado do Ambiente nos I, II e III Governos Provisórios, e secretário de Estado com a mesma tutela no I Governo Constitucional, foi deputado na Assembleia da República, na década de 1980, e integrou o VIII Governo Constitucional, como Ministro de Estado e da Qualidade de Vida.
Paralelamente à actividade política, criou as zonas protegidas da Reserva Agrícola Nacional, da Reserva Ecológica Nacional e lançou as bases do Plano Director Municipal de Lisboa.
Viria a criar o Movimento Alfacinha, para se candidatar à Câmara Municipal de Lisboa, tendo sido eleito vereador, e fundou mais tarde o Movimento O Partido da Terra, ao qual preside de forma honorária desde 2007.
Foi galardoado com a Grã-Cruz da Ordem de Cristo, em 1994, pelo Presidente da República Mário Soares.
Ribeiro Telles foi distinguido com o "Nobel" da Arquitectura Paisagista, o Prémio Sir Geoffrey Jellicoe, atribuído pelos seus pares, durante o Congresso da Federação Internacional dos Arquitectos Paisagistas, em Auckland, na Nova Zelândia.
O prémio tem por objectivo reconhecer "contribuições que tenham tido um impacto incomparável e duradoiro no bem estar da sociedade e do ambiente e na promoção da profissão", como destacam a Federação Internacional e a Associação Portuguesa de Arquitetcos Paisagistas.

terça-feira, 5 de março de 2013

Gonçalo Ribeiro Telles combate pela cidadania


O Plano C, prefaciado por D. Duarte de Bragança, é o combate da cidadania. Pelo combate, dá corpo à vontade de sobrevivência dos portugueses numa Europa ainda sem rumo e numa Lusofonia ainda sem ritmo. É da e para a cidadania, porque ainda vamos a tempo de salvar Portugal das oligarquias que o ameaçam.
O IDP apresentou no sábado, dia 2 de março, pelas 17:00 horas, na Biblioteca Municipal de Faro, o livro intitulado “Plano C – o combate da cidadania”. Esta apresentação contou, para além de Macário Correia, presidente da Câmara de Faro, com a presença de alguns dos coautores, nomeadamente, do arquiteto Gonçalo Ribeiro Telles, Mendo Castro Henriques, presidente do IDP, João Palmeiro, presidente da Associação Portuguesa de Imprensa, de Antonieta Guerreiro, coordenadora do IDP-Algarve.
Para Mendo Henriques, “se tomarmos o Plano A como sendo o plano da Troika, ou do notório memorando do nosso (des)entendimento e o plano B aquele que corresponde aos atuais programas partidários – por sinal todos muito parecidos – sobra o Plano C, o plano dos cidadãos para os cidadãos, porquanto todos somos chamados a participar nesta odisseia de salvar Portugal. O Plano C é o de todos nós, da sociedade civil, das associações mediadoras entre o indivíduo e o Estado. Um plano feito de alternativas concretas, propostas por quem conhece o país, o seu território e população, a sua história e cultura, as suas potencialidades, sonhos e empreendimentos. É esse Plano C que o IDP agora se inicia.”
Gonçalo Ribeiro Telles é um dos 23 autores deste livro, provando que é possível encontrar soluções para o país a partir das experiências de várias gerações e faixas etárias da nossa sociedade, porquanto o IDP exprime a opinião daqueles a quem os partidos políticos não pediram opinião. O IDP toma partido, sem pedir licença aos partidos, e escreve o que os políticos deveriam fazer.
Segundo Antonieta Guerreiro, “esse é o bom combate da cidadania e a única forma de ajudarmos o país e a região é através de uma cidadania proactiva e responsável. O Algarve tem quadros e um know-how muito interessante em várias áreas, só temos de ser capazes de aproveitar o que melhor temos na nossa terra e nesse sentido este Plano C, sendo dos cidadãos para os cidadãos, é a primeira de várias compilações que estamos a organizar e a sistematizar. No que depender de mim, o Algarve e os algarvios não ficarão de fora deste processo”.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Um filho do povo preside à Real Associação do Ribatejo


Filho do povo e sem títulos académicos, como sublinha, José Carlos Ramalho reconhece que é difícil mobilizar pessoas para a causa sem ter nada para dar em troca. Natural de Benavente, passou parte da infância em Marinhais, fez a vida profissional em Lisboa e actualmente vive em Almeirim. Diz que falta sensibilidade a alguns autarcas para a preservação do nosso património histórico e admite que não acredita vir a assistir à restauração da monarquia. Uma entrevista na altura em que a Real Associação do Ribatejo celebra 25 anos.
"Se mandarem os reis embora, hão-de tornar a chamá-los". O vaticínio é atribuído a Alexandre Herculano, encontra-se inscrito no blogue da Real Associação do Ribatejo na Internet, mas até à data não se concretizou. Pelos vistos os portugueses não sentem saudades da monarquia.
Só passaram cem anos e a manipulação existe não só na falta de informação que chega à população como também nas próprias escolas. As nossas criancinhas, e eu vejo pela minha neta, quando chegam ao 25 de Abril escrevem de acordo com aquilo que os professores querem que elas escrevam. Estão a ser formatadas.
É o reflexo da História ser escrita pelos vencedores, como se costuma dizer.
Mas pode ser uma História mentirosa. A República faliu pela segunda vez e a democracia não entrou em Portugal com o 25 de Abril. Entrou para aí em 1820 quando veio o rei maçon D. Pedro brigar com o irmão D. Miguel e instituir a Carta Liberal.
O regime democrático ainda continua a ser o menos mau, dizia Churchill.
Sim, mas eu não sei exactamente o que é a democracia. Ainda tive esperança no 25 de Abril de 1974 de viver em democracia, mas realmente vivemos é numa partidocracia. Não tenho dúvidas. Dos partidos políticos sai aquela gente que faz as leis, que vai governar, etc... E depois, quando terminam os seus mandatos de Governo ou de deputados, arranjam sempre uns lugares nas administrações de empresas, como Jorge Coelho ou Ferreira do Amaral.
Esse argumentário podia ser perfeitamente partilhado pelos líderes do PCP ou do Bloco de Esquerda.
São coisas concretas, reais, e tanto se dá que as digam o PCP ou outro partido qualquer. O que nos interessa é a verdade.
Pode dizer-se que a causa monárquica está bem viva no Ribatejo?
A causa monárquica tem uma implantação territorial por distrito. Temos inscritas na Real Associação do Ribatejo cerca de 636 pessoas. No Ribatejo acompanhamos 30 municípios, o que é muito. Em termos de actuação prática temos muita dificuldade porque por vezes as pessoas só aderem a certas causas se tirarem alguns dividendos. Temos grandes dificuldades em realizar acções, precisamente por isso. Além disso, as pessoas não têm dinheiro e a nossa perspectiva a curto prazo também não é concretizável, dado o sistema que se implantou.
Em termos políticos não há praticamente organização. Não há movimentos monárquicos a concorrer, por exemplo, nas eleições autárquicas. Porquê?
Essa é uma questão para os partidos políticos.
Mas existe um Partido Popular Monárquico.
Mas não tem nada a ver connosco. É um partido da República também, só que é formado por gente monárquica. Aliás, é um partido que até há bem pouco tempo teve uma pessoa à frente que é, direi, inimiga do senhor D. Duarte. É um senhor que canta o fado e de que me abstenho de dizer o nome.
Não seria lógico que os monárquicos se agregassem em torno do seu partido?
Não. A monarquia está acima dos partidos políticos, embora haja muita gente nos partidos que é adepta da causa. E ainda bem, deviam ser todos, porque é uma questão de regime que está em causa.
As ideias monárquicas são muitas vezes associadas a certos conceitos ou tradições, como a festa brava, o fado ou o mundo rural. Faz sentido essa conexão?
Faz todo o sentido. Quem, mais do que o arquitecto Ribeiro Teles, defendeu as questões ecológicas? Quem é que a nível das organizações se indignou contra a construção de tantos estádios de futebol em vez de terem construído hospitais? Foi o senhor D. Duarte. Os monárquicos interessam-se por tudo e na zona do Ribatejo a tourada para nós é muito importante. Mas respeitamos quem não gosta. Não gostamos nada é do fanatismo.
Santarém, Tomar, Almeirim e Salvaterra de Magos são localidades que tiveram muita importância em certos períodos da monarquia. Essa memória tem sido bem preservada?
Talvez não tenha sido muito bem preservada nalguns casos. Tem a ver com a sensibilidade dos autarcas. Mas, curiosamente, em Salvaterra de Magos, onde é presidente uma senhora do Bloco de Esquerda, já vi coisas muito interessantes, como a recuperação da falcoaria. Há dias houve lá uma representação sobre a chegada da corte a Salvaterra. Tenho visto coisas muito bem feitas por aí.
O antigo Paço dos Negros, em Almeirim, merecia mais atenção?
Em Almeirim, pelo que me apercebo, os vestígios foram quase todos apagados. Há um projecto de um arquitecto que seria de desenvolver, de construir uma réplica virtual desses sinais, à semelhança do que acontece no centro de interpretação da batalha de Aljubarrota.

Nota de rodapé:
Nós somos um pequeno partido político que aspira a um regime monárquico, diferente do regime republicano actual.
Integrados num regime democrático dai a possibilidade da nossa existência.
Apesar de antigos, no regime democrático português, trazemos connosco a força de uma mudança profunda: o desejo de ver INSTAURADA A MONARQUIA PORTUGUESA.
Ah! Ribeiro Telles também pertenceu o um partido da república. O PPM...

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Arquiteto Ribeiro Telles apresenta livro "Plano C - O Combate pela Cidadania"


Gonçalo Ribeiro Telles
O Arquiteto Ribeiro Telles apresenta, no dia 19 de janeiro às 18 horas, na Arquivo Livraria, em Leiria, o livro "Plano C - O Combate pela Cidadania". O livro tem autoria conjunta graças à participação de vário associados do IDP, Instituto da Democracia Portuguesa, editado pela Bertrand e visa apresentar alguns conceitos numa perspetiva diferente, demonstrando que existem alternativas às políticas públicas que têm vindo a ser a implementadas no país e que tem contribuído para o empobrecimento de Portugal. Gonçalo Ribeiro Telles, Francisco da Cunha Rego e Paulino Santos são alguns dos autores dos textos incluídos em Plano C - O Combate da Cidadania".
Referindo-se à escolha do título do livro, o presidente da Direção do IDP, Prof. Mendo Henriques explica: «Plano C, porque há outros em marcha mas que não estão a ajudar. Plano A é o da Troika, o notório Memorando do Nosso (des)entendimento, planos B há vários, dos partidos políticos e são globalmente muito parecidos. Plano C, finalmente, é o de todos nós, da cidadania, da sociedade civil, das associações mediadoras entre o indivíduo e o Estado».
ACERCA DOS AUTORES
Gonçalo Ribeiro Telles, em paralelo com a carreira de arquitecto paisagista, foi sempre um monárquico destacado, primeiro na oposição a Salazar e, depois, fundando o Partido Popular Monárquico. Foi secretário de Estado do Ambiente, ministro de Estado e da Qualidade de Vida, deputado e vereador da CML, e fundador do Partido da Terra.
Paulino Brilhante Santos é advogado fiscalista e consultor internacional. Com vasto curriculum académico e profissional, atualmente é Coordenador dos Departamentos Fiscal, Regulação Económica, Energia e de Projectos, no escritório de advogados Coriel & Valda. É ainda comentador em áreas técnicas e económicas da Reuters Magazine, Diário Económico e Económico TV.
Francisco Cunha Rêgo é especialista em Relações Internacionais (RI). Tem apresentado diversas palestras sobre RI, em especial Atores Transnacionais Legítimos e Ilegítimos.

domingo, 30 de dezembro de 2012

S.A.R., DOM DUARTE MARCOU PRESENÇA NO JANTAR DE HOMENAGEM A RIBEIRO TELLES

O arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles, de 90 anos, foi homenageado, num jantar em Lisboa, onde reuniu vários amigos.

A festa contou com a presença de Dom Duarte Pio, Duque de Bragança, que o distinguiu como "um profeta que mostrou o caminho a seguir, mas nunca foi ouvido". "É uma homenagem mais do que merecida", disse. Para o arquitecto, a homenagem é "a celebração da vida onde entrou muita gente".
Correio da Manhã, 15 de Dezembro de 2012 - Fotos IDP

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

GONÇALO RIBEIRO TELLES HOMENAGEADO PELOS AMIGOS NUM JANTAR EM LISBOA



Gonçalo Ribeiro Telles, de 90 anos, rodeado de alguns amigos

O arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles, de 90 anos, foi homenageado, ontem (sexta-feira) à noite, num jantar em Lisboa, onde reuniu vários amigos.

A festa contou com a presença de D. Duarte Pio, duque de Bragança, que o distinguiu como "um profeta que mostrou o caminho a seguir, mas nunca foi ouvido". "É uma homenagem mais do que merecida", disse. Para o arquitecto, a homenagem é "a celebração da vida onde entrou muita gente".

domingo, 9 de setembro de 2012

Que futuro para a floresta em Portugal?

- AS FOTOS -
 Debate moderador por:
Dr. Júlio Reis Silva
Secretário Geral do Partido Popular Monárquico
Dr. Valdemar Pedro Cabral da Câmara Almeida
O Presidente da Junta de Freguesia de Paço de Arcos saúda os participantes e oradores do Debate
Arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles
"O impacto da proposta de alteração do regime de arborização e rearborização com recurso a espécies florestais no território continental"
Professora Doutora Helena Oliveira Freitas
Oradores convidados:
Professora Doutora Helena Oliveira Freitas
Arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles

Moderador:
Dr. Júlio Reis Silva
Parabéns a quem a organizou e quem teve mérito da iniciativa. Valdemar Pedro Almeida e Vanda Raimundo. Seu a seu dono.

sábado, 8 de setembro de 2012

Que futuro para a floresta em Portugal?

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ONTEM FOI ASSIM.
EM OEIRAS, O PPM ABRIU O DEBATE.

"O impacto da proposta de alteração do regime de arborização e rearborização com recurso a espécies florestais no território continental"

Oradores convidados:
Professora Doutora Helena Oliveira Freitas
Arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles

Moderador:
Dr. Júlio Reis Silva

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

CONFERÊNCIA/DEBATE: QUE FUTURO PARA A FLORESTA EM PORTUGAL?

"O impacto da proposta de alteração do regime de arborização e rearborização com recurso a espécies florestais no território continental"

7 de Setembro no Salão Nobre da Junta de Freguesia de Paço de Arcos

Oradores convidados:
Professora Doutora Helena Oliveira Freitas
Arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles

Moderador:
Dr. Júlio Reis Silva

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Um arquitecto sem "papas na língua"


Hoje, no carro, rádio na Atena 1. Foi um feliz acaso.  Num programa gravado em 2010, Carlos Pinto Coelho conversa com o Arq. Gonçalo Ribeiro Teles. Que momento único, em que o monárquico, conhecido por não ter "papas na língua", põe os pontos nos "is".

segunda-feira, 23 de julho de 2012

O regresso dos coalas

O governo prepara-se para fazer chegar o neo-liberalismo ao ordenamento florestal nacional. A recente proposta de alteração legislativa para ações de arborização e rearborização, abre o caminho à ocupação dos espaços florestais nacionais pelas monoculturas de eucaliptos, num retrocesso nítido no caminho de conquistas civilizacionais feitas pela luta de homens como Gonçalo Ribeiro Teles. Decretos de 1988 e 1989 condicionaram a plantação das espécies de crescimento rápido em áreas superiores a 50 há e na reflorestação de zonas de incêndio. Foi um travão para o fogo-posto na floresta tradicional com intuitos de mudança de uso e do lucro fácil. As monoculturas de eucaliptos, choupos ou acácias, degradam os solos, reduzem a biodiversidade e aumentam o risco de incêndio. Aliás é já de 1937 uma lei que proíbe a plantação destas espécies a menos de 20 metros de terrenos cultivados ou de 30 metros de nascentes ou regadio. Parecia pois do mais elementar bom-senso o condicionamento destas culturas extensivas ao parecer positivo das autoridades florestais e de conservação da natureza. Optar como agora se propõe, pelo deferimento tácito quando não se obtém uma resposta em 30 dias, ainda por cima numa altura em que se esvaziam de meios os organismos do estado a quem compete dar o parecer, é deixar uma porta aberta à destruição da floresta nacional pela eucaliptação, e fazer tábua-rasa do mais elementar princípio da precaução. Aliás, e tal como acontece na lei da reforma administrativa, os princípios de conservação da biodiversidade e de proteção dos solos que se enunciam no preâmbulo, não têm qualquer correspondência no articulado da lei. Este governo começa a revelar em muitas áreas uma espécie de bipolaridade legislativa. 
O país volta a ficar à mercê dos interesses das celuloses e tudo isto se discute, de uma forma quase pornográfica, em plena época de incêndios. Segue-se o esvaziamento da Lei da Reserva Ecológica Nacional, uma vez mais em nome da desburocratização.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Assembleia de Coruche dá os parabéns a Gonçalo Ribeiro Telles

O arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles completou 90 anos de idade em 25 de Maio e a Assembleia Municipal de Coruche aprovou, por unanimidade, um voto de parabéns e de reconhecimento pela sua obra ao conhecido arquitecto, natural do concelho.
A proposta partiu do grupo do Movimento Independente de Cidadãos (MIC) por Coruche e foi aceite pelas restantes bancadas. No texto lembra-se que Gonçalo Ribeiro Telles, engenheiro agrónomo e arquitecto paisagista de renome mundial, foi um visionário “antecedendo em vários anos o surgimento de problemas do ecossistema e propondo soluções que muitas vezes foram incompreendidas mas que o tempo lhe veio dar razão” diz o texto, lembrando também a sua condição de católico e monárquico convicto.
Fernando Serafim (CDU) acrescentou que Gonçalo Ribeiro Telles criou as zonas protegidas da Reserva Ecológica Nacional e da Reserva Agrícola Nacional, lançou as bases do Plano Director Municipal que classificou os sítios protegidos da Agolada de Baixo e do Monte da Barca e propôs e criou a classificação do centro histórico de Coruche.
Artur Salgado (PS) salientou o facto de se tratar de uma figura incontornável da história de Coruche. “Merece Coruche e Coruche merece-o, independentemente de questões partidárias”, afirmou o deputado, recordando que Ribeiro Telles foi ministro do Governo da AD.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Jantar de boas vindas aos novos sócios do IDP - Instituto da Democracia Portuguesa

SAR o Senhor Dom Duarte foi o convidado de Honra no Jantar de recepção aos novos associados promovido pelo IDP. Este jantar contou com uma elevada adesão de associados, e teve lugar num restaurante de Lisboa.
S.A.R. Dom Duarte de Bragança com José Craveiro Lopes Lobão e Antonieta Guerreiro
José Craveiro Lopes Lobão, Joaquim Policarpo, Artur de Oliveira e Antonieta Guerreiro
Palavras de abertura do Professor Mendo Henriques, Presidente da Direcção do IDP
Arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles e Bento Morais Sarmento
Fotos. Helena Maria Marques

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Regionalização: Ideias pouco convencionais

Arq. Gonçalo Ribeiro Teles, ministro de Estado, no edifício da presidência
do Conselho de Ministros, Lisboa 1982

Aos 90 anos Gonçalo Ribeiro Telles continua activo e atento aos problemas no nosso País, e muito preocupado com a falta de debate sobre o que verdadeiramente importa.


A reforma administrativa proposta pela troika quer reduzir o número  de municípios portugueses e agregar juntas de freguesias. Que pensa disso?

Cortes geométricos feitos em função da população não têm a mínima sustentação, e essa reforma administrativa de nada valerá se não for ao cerne do problema. É que tudo isso tem de partir de uma verdade, que é a das nossas regiões naturais e históricas. A História conta muito…
Foi o que propusemos em 1982 [Regionalização: uma proposta do Partido Popular Monárquico, 17 pp.]: reunir os concelhos actuais em 50 regiões naturais, organizadas em 15 confederações de municípios no Portugal continental.
Regiões naturais:
Alto Minho, Lima, Cávado, Ave, Sousa, Alto Tâmega, Terra Fria, Terra Quente, Miranda, Baixo Tâmega, Panoias, Douro Sul, Alto Douro, Baixo Vouga, Gândaras, Bairrada, Baixo Mondego, Leiria, Viseu, Dão, Arganil, Serra, Guarda, Pinhal da Beira, Alto Mondego, Castelo Branco, Extremadura, Santarém, Tomar, Borda d'Água Ribatejana, Abrantes, Sorraia, Portalegre, Avis, Caia, Évora, Estremoz, Alentejo litoral, Portel, Beja, Guadiana, Algarve, Termo de Lisboa, Outra Banda, Baixo Sado, Terras de Santa Maria, Gaia, Porto-cidade, Maia, Vila do Conde e Póvoa do Varzim.
E como confederações, ou regiões administrativas:
Minho, Trás-os-Montes, Douro, Litoral atlântico, Beira Alta, Beira Interior, Beira Baixa, Extremadura, Ribatejo, Alto Alentejo, Alentejo central, Baixo Alentejo, Algarve, área metropolitana de Lisboa e área metropolitana do Porto.
As regiões naturais estão estabelecidas em função do povoamento, da defesa dos solos agrícolas e das reservas naturais. São definidas por condicionalismos mesológicos e biológicos. São elas que devem comandar os municípios, para que haja independência na rede de aldeias e lugares, e abastecimento de proximidade de frescos, carne e leite.
As bacias hidrográficas são, digamos assim, a cosedura natural dos municípios. As confederações facilitam os transportes, a administração, etc.
O agrupamento das juntas de freguesias rurais é já um problema de povoamento, porque as juntas de freguesia dependem das aldeias, que estão a morrer pelo abandono da agricultura.
A administração pública deveria estruturar-se de modo a que fosse possível articular o ordenamento biofísico e demográfico com o planeamento económico e social e corresponder à realidade física e histórica das regiões naturais.
(...)

sábado, 26 de maio de 2012

Ribeiro Telles - O monárquico que serviu Portugal e não a República

É um número robusto: o homem que foi pioneiro nas questões ambientais do Portugal democrático faz 90 anos. Em conversa com a Renascença, Gonçalo Ribeiro Telles viaja por uma vida longa, num exercício em que as convicções são sustentadas com humor.
Aos 90 anos, Gonçalo Ribeiro Telles mantém a língua afiada e um olhar cada vez mais crítico em relação ao que se vai fazendo pelo país. E responde com muitas perguntas.
- O que é o ambiente?
A pergunta vai sendo repetida pelo próprio ao longo de uma conversa sobre o seu legado, registada junto ao jardim que projectou com Vianna Barreto para a sede da Fundação Calouste Gulbenkian em Lisboa.
- O ambiente é uma consequência da recriação de determinados valores e até da construção do desenho do homem para tirar mais partido desses valores.
Nascido numa família de despachantes, apaixonou-se pelo campo por considerar que partilhava interesses com as pessoas do mundo rural. Militou na Juventude Agrária Católica e tornou-se um fervoroso defensor da união entre campo e cidade. Politicamente, situou-se na oposição monárquica ao Estado Novo, como lembrou à Renascença numa entrevista concedida em Dezembro.
- Eu era socialmente tolerado pelo Estado Novo porque não era ‘pobrezinho’. Não era operário, estudava e vinha de famílias consistentes. Tudo isso era uma carta.
Em 1969, foi candidato pela Comissão Eleitoral de Unidade Democrática, levado pela possibilidade de servir em qualquer coisa que não era ainda o que desejava em todas as formas. Diz não ter tido ilusões com o marcelismo, mas esperava mais cedo um qualquer 25 de Abril.

O café e as conversas à volta
Quando a democracia chegou, a República chamou o monárquico Ribeiro Telles. Gonçalo Ribeiro Telles foi secretário de Estado do Ambiente nos três primeiros Governos provisórios, liderados por Palma Carlos e Vasco Gonçalves.
- Eu tinha estado sempre na oposição ao Estado Novo. Nos primeiros Governos provisórios havia muita gente que não tinha estado, que apareceu nessa altura. Eu tinha aparecido antes. Portanto, o Melo Antunes, o Correia da Cunha, todos me conheciam. E chamaram-me. Não me espantou o convite para integrar o primeiro Governo provisório. Conhecia aquelas pessoas todas. Tinha falado com elas no café! O café e as conversas à volta são um factor fundamental na minha vida.
Ribeiro Telles foi muitas vezes chamado ao conselho de ministros por José Augusto Fernandes. Era o seu ministro e precisava de apoio técnico e jurídico nas turbulentas reuniões de Governo no Processo Revolucionário em Curso (PREC).
- Quando se começava a falar do problema do território, eu começava a ‘soprar’ ao ministro Fernandes sobre problemas da ruralidade, as sebes e assim umas coisas… Nessa altura, há um ministro, que eu não digo quem é, que disse ‘lá está este fulano a atirar coisinhas para cima da mesa que não interessam nada’. (risos)
Mais tarde, como líder do Partido Popular Monárquico (PPM), faria a aliança democrática com o PSD de Sá Carneiro e o CDS de Freitas do Amaral. Do início dos anos 80 ficou a criação de duas figuras essenciais de ordenamento do território.
- Fiz leis para proteger o potencial agrícola - reserva agrícola nacional - e a sustentabilidade física do país - reserva ecológica nacional. Tive muitos aliados. Fui um bocado atrevido. Quem esteve comigo no Governo estava cheio de boa vontade. A concretização das leis que eles apoiavam é que não teve apoio suficiente.

Uma democracia em monarquia
Gonçalo Ribeiro Telles fez centenas de projectos na área profissional que abraçou. É um reconhecido arquitecto paisagista, discípulo directo de Caldeira Cabral. Adepto do trabalho em equipa, desenhou o Jardim Amália Rodrigues e os citados jardins da Gulbenkian. Esteve na concepção do plano verde de Lisboa. Tornou-se professor catedrático da Universidade de Évora na sua disciplina de sempre.
- Esta é uma arquitectura da paisagem e não da edificação. É uma arquitectura onde o fundamento é a vida. Esta escola da arquitectura paisagista vem da Alemanha. Tive a grande vantagem de ter três ou quatro professores extraordinários. De ir para o curso que me interessava e através desse curso passar a conhecer a Europa. Não eram os grandes museus, nem os grandes bares. A parte que me interessava era a ruralidade.
Ribeiro Telles apoiou José Sá Fernandes para a Câmara de Lisboa e foi ele mesmo candidato pelo Movimento Partido da Terra, que fundou na sequência de divergências com o rumo do PPM. Fechou a sua carreira política como um defensor de uma democracia em monarquia.
- Para mim, não há uma democracia possível na Europa, principalmente em países históricos, sem haver uma estrutura permanente. E uma estrutura permanente não pode ser dada por eleições e vontades momentâneas. Tem de haver um consenso histórico e um consenso social. Por isso é que eu também sou monárquico. Eu fui monárquico num Governo republicano e estava a praticar um serviço ao país e à República. E não deixava de ser monárquico por causa disso, antes pelo contrário.
Gonçalo Ribeiro Telles faz hoje noventa anos. E continua a defender, com paixão e humor, as suas convicções de sempre.

terça-feira, 6 de março de 2012

Terra

Ribeiro Teles na sua essência. Acho que concordaria 100% com ele se tivesse a sua idade. Assim só concordo em parte.
Militei o PPM desde 28 de Setembro de 1974, data em que inscrevi na JMR (Juventude Monárquica Revolucionária, extrema esquerda para que se saiba), tinha 15 anos. As suas ideias (e do PPM) foram importantes para mim. Enquanto terminava o Liceu (não era esta m… das Escolas Secundárias), ganhei dinheiro mugindo vacas, plantando espinafres e morangos, enquanto os meus pais viviam na cidade. Com o dinheiro que ganhei estive 1 mês de Inter-Rail (sem dar notícias).
O meu guru foi de facto o João Camossa Saldanha, mais terrível. Era "anarco-comunalista".
Que giro!
Ribeiro Teles foi o primeiro a falar do campo sem ser atraso de vida (ainda hoje o é para muitos amigos meus), de ordenamento do território e daquilo a que chamo, economicisticamente, o valor económico da vida.
Na sua época foi mesmo revolucionário. Quem tiver ± 50 anos lembra-se do que todos consideravam o campo, e de como criticavam as casas isoladas e sem aquecimento, sem vida social (tipo jet-set).
Curiosamente comparo a sua vinda ao mundo (mediático) com o Pinto da Costa: Ribeiro Teles falou de coisas que ninguém estava para aí virado; Pinto da Costa falou do bairrismo do Porto e do orgulho de dizer Puarto (em vez de Porto). O seu discurso foi ao contrário, mas deu a volta ao FCP e conquistou adeptos onde eles não existiam.
A política é mais lenta. Hoje ninguém referencia Ribeiro Teles pelo que fez, mas foi idêntico. Talvez cedo de mais para muitos, mas tarde de mais para todos.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Manifesto defende que "Portugal precisa de uma Monarquia"

O arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles encabeça um manifesto pela monarquia para dignificar a chefia do Estado português e que é subscrito por personalidades de diversas áreas e quadrantes políticos, entre os quais o escritor Miguel Esteves Cardoso e o músico Pedro Ayres Magalhães.
Os subscritores rejeitam a “resignação” e afirmam que, perante “uma ameaça de perda de soberania” do país, “há alternativa”. “Portugal precisa de uma Monarquia”, pode ler-se no manifesto, que diz ainda que é preciso “um chefe de Estado que esteja ao serviço da nação e que não se sirva dela”.
O grupo de monárquicos apela a uma “séria discussão” em torno da chefia de Estado, chamando a sociedade civil a intervir e debater sobre o “regime” que, declaram, “foi imposto” ao povo português. Para “dignificar a chefia de Estado portuguesa”, o grupo liderado por Ribeiro Telles aponta o nome do duque de Bragança como “único e legítimo pretendente ao trono”.
O manifesto hoje divulgado é justificado pelos subcritores – que se auto-intitulam como “empenhados cidadãos portugueses” - como um passo em direcção à esperança de mudança.
Para além dos já referidos, assinam este documento Abel Silva Mota, Aline Gallasch-Hall, Ana Firmo Ferreira, António Pinto Coelho, Filipe Ribeiro de Meneses, João Gomes de Almeida, Ivan Roque Duarte, Luís Coimbra, Maria João Quintans, Nuno Miguel Guedes, Paulo Tavares Cadete, Pedro Ferreira da Costa, Pedro Policarpo, Pedro Quartin Graça e Ricardo Gomes da Silva.
Fonte: Público

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Gonçalo Ribeiro Telles vai ser homenageado em Querença


O ex-ministro da Qualidade de Vida e um dos precursores do ordenamento do território em Portugal, Gonçalo Ribeiro Telles, estará hoje, quinta-feira, 22, no Algarve, nomeadamente em Querença, onde será alvo de uma homenagem.
A homenagem, promovida pela Fundação Manuel Viegas Guerreiro, pretende salientar a “inestimável obra” de Ribeiro Telles em Portugal, designadamente em torno das questões do planeamento e ordenamento do território, preservação e valorização da paisagem, uso dos solos, entre outros.
O evento, marcado para as instalações da fundação, a partir das 18:00 horas, com entrada livre, será acompanhado da apresentação da fotobiografia de Gonçalo Ribeiro Telles, da autoria de Fernando Pessoa, recentemente apresentada em Lisboa.
Nascido a 25 de maio de 1922, Ribeiro Telles licenciou-se em Engenharia Agrónoma e terminou o curso livre de Arquitectura Paisagista no Instituto Superior de Agronomia. Após o 25 de Abril fundou o Partido Popular Monárquico, a cujo diretório presidiu.

Foi subsecretário de Estado do Ambiente em vários governos provisórios e secretário de Estado da mesma pasta, no I Governo Constitucional. Mais tarde, no âmbito da Aliança Democrática, com PSD e CDS, foi ministro de Estado e da Qualidade de Vida, período durante o qual criou vários instrumentos relativos ao ordenamento do território.