Mudar o regime Servir Portugal

Manuel Beninger

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terça-feira, 24 de janeiro de 2012

A nossa AD e as declarações do presidente Cavaco.

Nunca como hoje fez tanta falta o PPM do antigamente nesta AD. Sei que esta frase pode criar agitação nas hostes de todos aqueles que como eu defendem e sempre defenderam este governo - que na minha modesta opinião tem feito o que consegue e muitas vezes o que não consegue, para endireitar o nosso país e cumprir à risca o acordo estabelecido com os nosso credores.
Digo isto depois de mastigar, ao longo do fim-de-semana, as declarações do Professor Cavaco Silva. Resumindo: as palermices ditas pelo próprio e largamente citadas em todo o lado, explicam em grande parte o porquê de eu ser monárquico.
Nunca um chefe de estado, no estado a que chegou o nosso país e perante a calamidade social que muitos portugueses enfrentam, pode proferir tais declarações. É inaceitável que o originalmente modesto Cavaco de Boliqueime, na posição que ocupa, possa usar do seu exemplo - bem remunerado ao longo da vida e com imensos privilégios legítimos dos cargos que ocupou - para dizer que está a sentir a crise e que não sabe como irá arcar com as suas despesas.
Um rei nunca diria isto, porque o vínculo que o une ao seu povo é muito maior e na maioria das vezes mais ténue, obrigando-o a ser verdadeiramente um porta-voz dos eleitores que nunca o elegeram, mas que têm sempre o ónus do poderem mandar dar uma volta quando lhes apetecer.
Voltando ao primeiro parágrafo. A esta AD fazem visívelmente falta homens de boa vontade, que ponham em causa o regime republicano, que cem anos depois de instaurado nada fez pela melhoria da nossa qualidade de vida e que nada augura de bom para os próximos cem anos do nosso Portugal. O momento deve ser de profunda reflexão em torno do nosso país e do seu futuro, "pelo que não devem existir assuntos tabu" (cito Manuel Alegre nas comemorações do centenário da república).
Nos momentos que correm, houvesse um PPM no governo - como o de Ribeiro Telles, Augusto Ferreira do Amaral, Barrilaro Ruas, João Camossa, Rolão Preto e Luís Coimbra - e a próxima revisão constitucional certamente atribuíria ao povo português a possibilidade de pela primeira vez referendar o seu regime. Parar, pensar, votar e decidir, sobre o futuro da sua nação - em decréscimo, desde há mais de um século.
Perante o estado de sítio a que chegámos e perante o descrédito das instituições, sei que o povo português irá reagir. Só espero que a classe política portuguesa tenha a coragem de discutir abertamente o regime. As mudanças mais simbólicas, na maioria das vezes, são aquelas que mais fazem por uma nação.

quinta-feira, 24 de março de 2011

PPM defende reedição da Aliança Democrática e manifesta “disponibilidade” para ajudar à reconstrução do país

O PPM defendeu hoje uma alternativa política que reedite a Aliança Democrática (PSD, CDS-PP e PPM), manifestando “inteira disponibilidade” para participar na reconstrução do país na sequência do “futuro que começa hoje”.

“Ainda não é tarde para fazer um derradeiro esforço para assegurar uma maioria parlamentar sólida e um Programa de Governo pensado e construído em conjunto”, afirmou Paulo Estêvão, líder nacional do PPM, numa declaração política na Assembleia Legislativa dos Açores, onde é deputado regional.

Numa intervenção em que manifestou total confiança na capacidade dos portugueses para ultrapassar as dificuldades, Paulo Estêvão afirmou que José Sócrates é “absolutamente incompetente para desempenhar um cargo tão importante e exigente como o de primeiro-ministro”.

“Falamos de alguém que, em apenas seis anos, colocou o país de joelhos”, frisou, acrescentando que José Sócrates é “um irresponsável que nega a evidência e vende o equívoco”.

Paulo Estêvão salientou, no entanto, que “o destino (de José Sócrates) está traçado”, acrescentando que “no final deste dia glorioso, os tambores e os sinos das nossas aldeias contarão, com frenesim e incontida alegria, que o governo caiu”.

“No final deste dia, renascerá a esperança e o orgulho do nosso povo”, frisou, salientando que “a partir de hoje começa o futuro”.

Fonte

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Partido Popular Monárquico aceita desafio de Portas para formar movimento centro-direita

Partido Monárquico aceita desafio de Paulo Portas

O Partido Popular Monárquico (PPM) aceitou sábado o desafio lançado pelo líder do CDS-PP para integrar um movimento político de centro-direita. A Comissão Política do PPM decidiu "responder de forma positiva" ao apelo de Paulo Portas para a criação de um "movimento político pluripartidário" de matriz ideológica de centro-direita.

"Temos vindo a defender a necessidade de reativar a AD, movimento político renovador, na época, que nos honramos de ter integrado", indica o partido em comunicado.

O PPM considera "fundamental a criação de uma alternativa política ao Partido Socialista que possa conduzir políticas reformistas e resgatar o país da actual situação de grande debilidade".

Assim, acrescenta o comunicado, "a formação de uma coligação pré-eleitoral que junte o PSD, o CDS-PP e PPM afigura-se como um instrumento fundamental para alcançar a projeção parlamentar necessária".

Paulo Portas afirmou recentemente que preferia uma coligação pré-eleitoral com o PSD para legislativas, mas não fará qualquer proposta sobre a política de alianças, face à indisponibilidade que disse registar do lado dos sociais-democratas.

Para o líder do CDS-PP, uma coligação pré-eleitoral com o PSD deveria ser construída na base "de um movimento político novo que fosse para além" dos dois partidos, incluindo o contributo de "personalidades independentes de reconhecido mérito".

Questionado sobre se estabelece condições para uma coligação pós-eleitoral, Paulo Portas disse apenas que quer "condições diferentes das de 2005", quando integrou o anterior Governo PSD.

O movimento "devia passar por um entendimento aprofundado sobre o que podem ser as políticas públicas, sector a sector, sobre o país", acrescentou Paulo Portas.

Fontes:

SIC

Correio do Minho

Diário de Notícias

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

PPM quer mudar Constituição para referendar monarquia

PPM quer mudar Constituição para referendar monarquia

O Partido Popular Monárquico (PPM) está a desenvolver esforços junto do PSD e do CDS-PP, tendo em vista uma alteração constitucional que permita retirar da carta magna da República Portuguesa o artigo que impede a opção dos eleitores pelo regime monárquico. A decisão, já tomada pelos órgãos nacionais do partido, prevê o lançamento posterior de uma petição que abra as portas à realização de um referendo, através do qual os portugueses decidem se querem uma república ou uma monarquia.

A revelação foi feira ontem ao Diário do Minho pelo presidente da Distrital de Braga do PPM, que apontou o dia 29 deste mês como a data em que a direcção e o conselho nacional dos monárquicos vão definir a forma como o processo se irá desenvolver. “Pretendemos que a terceira república seja plenamente democrática, de facto e de direito, e isso implica acabar com o malfadado artigo 288, alínea b da Constituição”, disse Manuel Beninger, alegando que, numa segunda fase, “os portugueses deverão ser chamados a pronunciarem-se, em referendo, se preferem a república ou a monarquia”.

O também vice-presidente da direcção nacional do PPM acredita no sucesso de uma iniciativa parlamentar para alterar o artigo, lembrando que, na última legislatura, o partido tomou “uma iniciativa nesse sentido, que obteve a maioria dos votos”. Beninger acredita agora que é possível convencer os dois terços dos deputados que são necessários para alterar a Constituição e acrescenta que o referendo ao tipo de regime é uma espécie de imperativo histórico.

“A instauração do regime republicano resultou de um golpe de Estado atroz e a república nunca foi referendada”, vinca, considerando que o modelo republicano português “descambou para uma desgraça completa, tendo chegado ao ponto de ser possível eleger para o mais alto cargo da nação, um qualquer “Tiririca””.

A referência ao palhaço brasileiro, que foi eleito deputado federal do Brasil sem saber ler – o que anulou a sua eleição -, visa o candidato madeirense José Manuel Coelho. As críticas monárquicas atingem também o candidato “poeta alegre”. “A república bateu no fundo. Está a dar os últimos suspiros e os que hoje concorrem à chefia de Estado representam partidos e não a unidade nacional, que só pode ser personalizada na figura do rei”, alega o dirigente do PPM, apontando o dedo a uma “campanha suja”, que enveredou pelo “enxovalhar de alguém que é suposto representar a nação, o que não dá qualquer credibilidade à república”.

Em defesa da causa monárquica, Manuel Beninger argumenta que “os países mais democráticos na Europa são monarquias” e os “com maior índice de desenvolvimento no mundo também são monarquias”, citando os casos da Suécia, Noruega, Holanda, Austrália, Canadá e Japão. Como exemplo “da verdadeira democracia que são as monarquias”, o dirigente do PPM refere que, em Espanha, é possível referendar a monarquia, algo que não acontece em Portugal ou em França”.

Sobre a actual situação económica do país, Manuel Beninger alinha o PPM pelo PSD e pelo CDS-PP. “Se o FMI tiver de entrar em Portugal, o Governo socialista deve ser demitido, por já não ter qualquer credibilidade, e o país deve ser governado por um Governo de salvação nacional”, resume.


sábado, 11 de dezembro de 2010

PPM quer coligação alargada

Semanário “Sol” de 10 de Dezembro, pág. 5

Para já, a direcção do PSD limita-se a afirmar que depois das próximas eleições vai construir uma maioria alargada que irá para além do CDS. Sobre o PPM, que integrou anteriores coligações, os sociais-democratas não se pronunciam. O secretário-geral, Miguel Relvas, assume que a ideia é o PSD constituir-se como uma plataforma aberta a várias organizações, a movimentos cívicos e a personalidades independentes. Do lado do PPM, o líder Paulo Estêvão diz que espera criar uma alternativa democrática com o PSD e o CDS, numa coligação de centro-direita que consiga reunir os sectores monárquicos. Antes das eleições. “Já transmitimos ao PSD e ao CDS a nossa posição a favor de uma coligação pré-eleitoral”, diz Paulo Estêvão.