Mudar o regime Servir Portugal
Manuel Beninger
quinta-feira, 30 de maio de 2013
Rainha Isabel II responde a carta enviada por crianças da Maia
sexta-feira, 22 de março de 2013
Governo dos Açores nega "fome" nas escolas denunciada pelo PPM
quinta-feira, 21 de março de 2013
Declarações sobre fome geram incidente entre Domingos Cunha e Paulo Estêvão
sábado, 15 de setembro de 2012
"As mudanças na política educativa devem visar o sucesso escolar"
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
sábado, 5 de maio de 2012
Carta a professores, alunos, pais, governantes, cidadãos e quaisquer outros que possam sentir-se tocados e identificados.
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
“O professor sabe o quanto é insubstituível na educação”
E: O Estatuto da Carreira Docente está bem desenhado? O que poderia ser diferente?
terça-feira, 4 de outubro de 2011
A isto se chama DITADURA REPUBLICANA.

A escola pública, paga com o dinheiro de todos nós, sofre de uma prática ignóbil: A DOUTRINAÇÃO REPÚBLICANA.
Estes senhores que se vestem de aventais, tentando recriar um conto de fadas que só existe na cabeça daqueles que preferem fazer como a avestruz, meter a cabeça debaixo da areia, não querem comparar a nossa realidade com a de outros países europeus mais evoluídos, quer socialmente, economicamente, e até mesmo democraticamente, que mais não são do que os regimes monárquicos.
A instrumentalizar das crianças nas escolas públicas é uma prática proibida por lei e vai até contra a Constituição desta República (artigo 43.º (Liberdade de aprender e ensinar), alínea 2, “O Estado não pode programar a educação e a cultura segundo quaisquer directrizes filosóficas, estéticas, políticas”).
Recordo que o PPM foi o primeiro partido político a condenar esta prática que tem tomado conta da escola pública portuguesa.
A isto se chama DITADURA REPUBLICANA.
Fonte: Aventuras escolares
sexta-feira, 3 de junho de 2011
PPM defende escola pública sem doutrinação republicana
PPM defende escola pública sem doutrinação republicana
O Partido Popular Monárquico entende que a escola pública deve ser “desparasitada” de qualquer doutrinação republicana. De acordo com o líder do PPM em Braga e candidato a deputado, Manuel Beninger, as escolas públicas não cumprem aquilo que diz a Constituição.
Citando o seu Artigo 43.º (Liberdade de aprender e ensinar), alínea 2, “O Estado não pode programar a educação e a cultura segundo quaisquer directrizes filosóficas, estéticas, políticas”, o dirigente monárquico entende que, a actual escola pública não cumpre os preceitos da lei fundamental.
Considerando que a escola pública é paga por todos os contribuintes, independentemente das suas preferências ideológicas; que o ensino em Portugal é, na prática, um monopólio do Estado que não permite, sobretudo às famílias com menos recursos, a livre escolha sobre o tipo de ensino ou ideologia subjacente; considerando ainda que qualquer tentativa do Estado em formar ideologicamente as gerações vindouras (que frequentam a escola pública) é, uma prática totalitária; o PPM vem exigir ao Estado para que faça cumprir a sua Constituição e se abstenha de promover a doutrinação republicana.

Jornal “Diário do Minho” de 3 de Junho, pág. 12
quinta-feira, 2 de junho de 2011
PPM critica renovação do parque escolar
O cabeça-de-lista do PPM pelo distrito de Braga, Manuel Beninger, considera que é preciso denunciar o que se passa com a renovação do parque escolar.
Segundo sustenta, o que realmente tem acontecido é a «injecção de dinheiros públicos em gabinetes de arquitectura e construtores dos amigos». «E ninguém se preocupa quanto custará ao Estado, no futuro, a factura energética, a própria manutenção dos equipamentos das escolas e a própria manutenção do edifício», acrescenta.
Manuel Beninger afirma-se convicto que, em poucos anos, será possível ver o investimento degradado, pois é de duvidar que o Parque Escolar consiga ser auto-suficiente, «sendo uma potencial empresa do tipo REFER ou Estradas de Portugal».
«O PPM considera, tal como considerava que a Educação em Portugal, necessita de uma reforma global. A família é a primeira instituição educacional, à qual se segue a escola, que deveria servir a comunidade. Infelizmente, a sociedade actual relevou para um plano secundário a importância da família na sociedade. Ao não dar tanta importância à família, criou-se uma geração mais egoísta, mais materialista e menos respeitadora dos valores morais», sustenta o cabeça de lista pelo distrito de Braga.
Assim, o Partido Popular Monárquico, salienta Manuel Beninger, defende uma reformulação do Sistema de Ensino Básico, retirando as facilidades que têm vindo a ser concedidas; do Secundário, com a criação de disciplinas obrigatórias; e Universitário, aplicando um sistema de vagas de cursos consoante as necessidade dos pais.
O PPM protagoniza ainda a recuperação da autoridade do professor, a desburocratização da actividade docente, o reforço do ensino da História de Portugal, e o congelamento do aumento da escolaridade obrigatória até aos 18 anos, para evitar a quebra de qualidade no ensino secundário e o aumento dos níveis de indisciplina nas escolas.
Jornal “Diário do Minho” de 2 de Junho, pág. 10
sábado, 11 de dezembro de 2010
PPM e Bloco exigem que a Câmara abra cantinas ao fim de semana
Jornal "Diário do Minho" de 11 de Dezembro, pág. 7
O PPM exigiu ontem que a Câmara de Braga cumpra a recomendação da Assembleia Municipal de abrir as cantinas escolares aos fins de semana e reforçar as refeições para alunos carenciados. Os monárquicos, que também não perdoaram o autarca bracarense por ter comparado crianças subnutridas com camelos, foram acompanhados na reivindicação pela estrutura concelhia do Bloco de Esquerda, que acusou o presidente da autarquia bracarense de ter recorrido a uma linguagem “boçal e desqualificada”, para se furtar à recomendação do órgão máximo municipal.
Embora acusado pelas duas forças políticas de ter “ilustrado” com a imagem dos camelos a necessidade, apontada pela totalidade dos deputados municipais – incluindo a maioria socialista – de reforçar o almoço escolar das crianças que se suspeita que não tenham jantar nem refeições ao fim-de-semana, o autarca socialista escusou-se a quaisquer comentários.
Em declarações proferidas à Lusa, o deputado municipal monárquico Manuel Beninger disse que o Município deve fazer o levantamento das situações de carência social, de forma a abrir as cantinas quando necessário.
A moção do PPM, que integra a coligação Juntos por Braga na oposição, foi aprovada dia 26 de Novembro, por unanimidade na Assembleia Municipal, quer pelos deputados municipais – incluindo os socialistas – quer pelos presidentes das juntas de freguesia.
Unanimidade contra a fome
Manuel Beninger lamenta que Mesquita Machado “tenha usado uma comparação infeliz e de mau gosto, recorrendo ao sistema alimentar próprio dos camelos para tentar fugir às suas responsabilidades perante a crise social que aflige os portugueses”.
O também dirigente nacional do PPM lembra que, nas freguesias a situação é mais fácil de monitorizar, dado que as cantinas estão sob a alçada das juntas, mas na zona urbana é a empresa municipal Bragahabit que assegura diretamente o serviço de refeições nas cantinas.
Na moção apresentada na Assembleia Manuel Beninger propõe que a Câmara corte na despesa na iluminação natalícia nas vias públicas, para assim poder abrir as cantinas escolares.
“Trata-se de alunos da classe média baixa sem direito à Acção Social Escolar (ASE) porque os rendimentos familiares estão acima dos 649 euros que são os valores mínimos necessários”, sublinha.
"As crianças não são camelos" (3)

Braga, 10 dez (Lusa) – O PPM exigiu hoje que a Câmara de Braga cumpra a recomendação da Assembleia Municipal de abrir as cantinas escolares aos fins de semana e reforçar as refeições para alunos carenciados.
Em declarações à Lusa, o deputado monárquico Manuel Beninger disse que o Município deve fazer o levantamento das situações de carência social, de forma a abrir as cantinas quando necessário.
“O PPM não aceita a justificação do presidente da Câmara de que «crianças não são camelos» que acumulam ao almoço para não jantarem”, sustentando que “o problema é mesmo esse, o de haver crianças que não fazem uma segunda refeição noturna”.
A moção do PPM, que integra a coligação Juntos por Braga na oposição, foi aprovada dia 26 de Novembro, por unanimidade na Assembleia Municipal, quer pelos deputados municipais – incluindo os socialistas – quer pelos presidentes das juntas de freguesia.
O tema foi debatido quinta-feira na reunião do Executivo municipal de Braga por iniciativa da Coligação, tendo o autarca socialista Mesquita Machado dito que a Câmara pondera abrir as cantinas, quando tal lhe for solicitado e sempre que tal se justifique.
Contactado pela Lusa o Gabinete da Presidência da Câmara disse que o autarca não quer comentar as críticas do PPM.
Manuel Beninger lamenta que Mesquita Machado “tenha usado uma comparação infeliz e de mau gosto, recorrendo ao sistema alimentar próprio dos camelos para tentar fugir às suas responsabilidades perante a crise social que aflige os portugueses”.
“Serão camelos todos os presidentes da junta e deputados municipais que aprovaram a recomendação à Câmara?”, pergunta.
O deputado municipal lembra que, nas freguesias a situação é mais fácil de monitorizar, dado que as cantinas estão sob a alçada das juntas, mas na zona urbana é a empresa municipal Bragahabit que assegura diretamente o serviço de refeições nas cantinas.
“Impõe-se que a Câmara faça o levantamento das situações e haja em conformidade em vez de arranjar desculpas para não agir”, insiste.
Na moção apresentada na Assembleia Manuel Beninger propõe que a Câmara corte na despesa na iluminação natalícia nas vias públicas, para assim poder abrir as cantinas escolares.
Lembra que “as escolas estão a detetar cada vez mais casos de novos pobres”.
“Trata-se de alunos da classe média baixa sem direito à Acção Social Escolar (ASE) porque os rendimentos familiares estão acima dos 649 euros que são os valores mínimos necessários”, sublinha.
Para Manuel Beninger “há cada vez mais crianças com carências alimentares. Nos dias de hoje aumentam o número de crianças que só tem uma refeição quente por dia”.
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
"As crianças não são camelos" (2)

“Jornal de Notícias” de 10 de Dezembro, pág. 20
Jornal de Notícias - A Assembleia Municipal de Braga aprovou, por unanimidade, a recomendação do reforço das refeições nas escolas e a abertura das cantinas ao fim-de-semana e férias. Mesquita Machado considera a medida "alarmista" e diz que " as crianças não são camelos".
A Câmara de Braga ainda não confirmou se vai ou não abrir as cantinas escolares, ao fim-de-semana e férias escolares, no concelho. A recomendação foi aprovada em Assembleia Municipal, após proposta do monarca e deputado municipal Manuel Beninger. No entanto, o edil Mesquita Machado disse, ontem, que considera a proposta "alarmista". "Isso está a ser acompanhado mas a moção é excessivamente alarmante e não quero alimentar brincadeiras com a fome dos outros", referiu, ontem, o autarca, no final da reunião de câmara.
O documento recomenda à autarquia "o reforço das refeições escolares para os alunos mais carenciados porque muitos deles não irão certamente jantar", mas, para Mesquita Machado, isso não faz sentido, até porque, e como justificou, " é um desrespeito pelas crianças, pois a oposição está a compará-las com camelos, como se estes enchessem as bossas ao almoço para depois não comer ao jantar", numa medida que considerou ser antipedagógica.
O líder da oposição da autarquia, o social-democrata Ricardo Rio, da coligação "Juntos por Braga", disse, no final da reunião do Executivo que não acredita que Mesquita Machado consiga cumprir a recomendação que a Assembleia Municipal aprovou.
"As juntas só estão a actuar no alargamento dos períodos escolares ao nível do pré-primário, sendo importante também acautelar o 1º ciclo. É importante referir que na cidade é a Bragahabit que assegura directamente o serviço de refeições na maioria das escolas e esta está na dependência directa da Câmara. A indicação apresentada pelo PPM, e aprovada por unanimidade em assembleia municipal há uma semana, prevê a abertura das escolas e das cantinas nos fins-de-semana "se se justificar e se a situação económica piorar, para apoiar os alunos mais carenciados".
No concelho de Braga, a maioria das cantinas funciona em escolas com vários níveis de ensino, como o pré-primário, que tem um calendário mais prolongado que os restantes níveis.
"As crianças não são camelos" (1)
Câmara abrirá cantinas nas férias se houver solicitações

Jornal "Diário do Minho" de 10 de Dezembro, pág. 4
O presidente da Câmara de Braga disse ontem que, se for necessário e a autarquia for solicitada a abrir as cantinas escolares nas férias dará a sua anuência. “Mas não vamos agora abrir por abrir, sem sabermos se há necessidade disso”, afirmou.
Segundo Mesquita Machado, para ser necessário abrir uma cantina escolar durante as férias, é preciso que haja solicitação à Câmara. Esta é a posição da autarquia a propósito da recomendação apresentada pelo PPM e aprovada por unanimidade na última Assembleia Municipal.
“Nós temos um serviço de refeições que fazemos normalmente com os alunos do pré-primário e do 1º ciclo e, quando há necessidade, em determinadas zonas, dos refeitórios nas férias, eles funcionam. Dá-me a impressão de que se está querer causar um alarme social de que nós não temos conhecimento”, realçou. Aliás, sublinhou, as Juntas estão atentas às situações até porque, na maioria das escolas as refeições são fornecidas pela Câmara através destas autarquias locais.
Aliás, para o presidente da Câmara de Braga, a recomendação do PPM é antipedagógica. “O primeiro ponto a recomendar à Câmara é que reforce as refeições ao meio dia aos alunos que, eventualmente, não têm jantar. Isto fez-me lembrar os camelos quando vão para o deserto, que atestam o depósito de água para andar não sei quantos dias. Isto é antipedagógico. As refeições são dadas com base em programas de nutricionistas. Vamos agora obrigar as crianças a comer a dobrar? Só faltava essa”, sustentou.
Para a Coligação “Juntos por Braga”, a recomendação do PPM, aprovada por unanimidade, só faz sentido se tiver seguimento por parte da Câmara. E, para Ricardo Rio, a posição de Mesquita Machado não dá grandes garantias de que a abertura das cantinas escolares durante as férias para ajudar os alunos de famílias mais carenciadas vá acontecer.
Para Ricardo Rio, quando o município refere que, no passado, os refeitórios já abriram no período de férias, isso realmente já aconteceu, mas apenas no ensino pré-escolar. “Pior do que isso, há, desde logo, a parcela esmagadora das escolas que estão na cidade, que nem sequer estão sob a responsabilidade das Juntas em matéria de fornecimento de refeições, porque a grande parte das Juntas da cidade não aceitou esse protocolo com a Câmara. Ou seja, a responsabilidade da possível abertura no período não lectivo é exclusivamente da Câmara Municipal de Braga”, disse.
O líder da Coligação afirmou ainda que gostaria de ouvir da boca de Mesquita Machado a garantia de que a recomendação da Assembleia Municipal vai ser cumprida integralmente, e que, de facto, os alunos do 1º ciclo de Braga vão poder, no período não lectivo, aceder às cantinas escolares para terem aí a sua refeição e conseguirem minorar as dificuldades económicas das suas famílias.
terça-feira, 30 de novembro de 2010
Câmara preparada para alargar horários de cantinas escolares
“Jornal de Notícias” de 30 de Novembro de 2010, pág. 18
Jornal de Notícias (Emília Monteir0) - Uma proposta do Partido Popular Monárquico em Braga colheu o voto favorável dos outros partidos na Assembleia Municipal: manter as cantinas escolares abertas ao fim-de-semana para alimentar crianças com fome. Medida pode avançar a qualquer momento.
"Foi uma simples proposta apresentada e aprovada na Assembleia Municipal de Braga mas que não passa disso mesmo: uma proposta que ainda não foi pensada pela câmara", disse, ao Jornal de Notícias, Palmira Maciel, a responsável pelo pelouro da Educação. A vereadora reagiu, assim, à proposta apresentada pelo Partido Popular Monárquico (PPM) na última assembleia municipal bracarense, aprovada por unanimidade, e que prevê a abertura das cantinas escolares ao fim-de-semana, durante o almoço e o jantar.
O documento recomenda à autarquia "o reforço das refeições escolares para os alunos mais carenciados porque muitos deles não irão certamente jantar", refere a proposta. A indicação apresentada pelo PPM prevê a abertura das escolas e das cantinas nos fins-de-semana "se se justificar e se a situação económica piorar, para apoiar os alunos mais carenciados". No concelho de Braga, a maioria das cantinas funciona em escolas com vários níveis de ensino, entre eles, o pré-primário que tem um calendário escolar mais prolongado que os restantes níveis de ensino.
Sem regimes de excepção
O mesmo argumento é usado pela Câmara de Guimarães para explicar porque é que, ao contrário de outras autarquias, não vai criar regimes de excepção no fornecimento de refeições. "As cantinas do concelho de Guimarães funcionam 11 meses por ano e, com as cantinas abertas, não se negam refeições a ninguém", referiu Francisca Abreu, vereadora da Educação. António Magalhães, o presidente da autarquia, salientou que através da Divisão de Acção Social e da Cooperativa Fraterna, os serviços municipais estão apostados a prestar todo o apoio necessário, designadamente, em matéria de alimentação, "às famílias como um todo e não apenas às crianças". "Estamos a fazer um grande esforço para canalizar contribuições para os mais carenciados, mas temos a preocupação de pensar e tratar a família como um todo ao invés de limitarmos as nossas respostas a uma carência específica de um grupo específico", referiu o autarca. De resto, nem à Câmara de Braga nem à de Guimarães chegou qualquer pedido ou sugestão para que as cantinas se mantenham abertas durante o período de férias, afirmam as responsáveis pela Educação dos dois municípios.
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
PPM fez aprovar recomendação na Assembleia Municipal de Braga

Jornal “Diário do Minho” de 29 de Novembro de 2010, pág. 6
Cantinas podem abrir aos fins-de-semana para matar a fome a alunos carenciados
Jornal “Diário do Minho” – As cantinas escolares do concelho de Braga podem vir a abrir aos fins de semana para matar a fome a alunos carenciados. A recomendação, proposta pelo Partido Popular Monárquico (PPM), foi aprovada por unanimidade na última Assembleia Municipal de Braga.
Manuel Beninger começou por citar o presidente da Cáritas Portuguesa, que se mostra preocupado com o número crescente de pedidos de ajuda, que podem aumentar entre 20 a 30 por cento. Refere que, em Outubro de 2009, a instituição apoiava cerca de cinco mil pessoas e agora apoia à volta de 62 mil.
Aliás, acrescentou, há já muitas Cáritas diocesanas que não conseguem atender todas as situações.
Na origem destas carências sociais está o desemprego. «E o Orçamento do Estado para 2011 não beneficiará os portugueses, sobretudo os das classes média e baixa.
No documento intitulado “a crise que dói”, o deputado municipal referiu que as escolas estão a detectar cada vez mais casos de novos pobres. «Trata-se de alunos da classe média-baixa sem direito a Acção Social Escolar, porque os rendimentos estão acima dos 649 euros, que são valores mínimos necessários. Há cada vez mais crianças com carências alimentares. Nos dias de hoje aumenta o número de crianças que só têm uma refeição quente por dia», alertou.
Ora, para o PPM, «isto é indigno». Por isso, entende que é premente responder de imediato às necessidades alimentares sentidas, para que os alunos não tenham dificuldades de aprendizagem.
O partido é de opinião que, apesar da má situação económica do País, a Câmara Municipal de Braga não pode virar as costas a este imenso problema social, «devendo mostrar compreensão e bom senso e hierarquizar os seu investimentos, pois este é certamente um investimento para o futuro, nos recursos humanos».
O texto, aprovado por todos os partidos com assento na Assembleia Municipal de Braga diz o seguinte: «a Assembleia Municipal de Braga, consciente da necessidade económica que muitas famílias em tempo de crise atravessam, e sabendo que a educação é um desígnio nacional, vem recomendar à CMB [Câmara Municipal de Braga]: 1 – o reforço das refeições escolares para os alunos mais carenciados porque muitos deles não irão certamente jantar; 2 – a abertura das escolas e das cantinas escolares nos fins-de-semana, se se justificar e se a situação económica piorar, para apoiar alimentarmente os alunos mais carenciados».
Crianças vão à escola com fome
Segundo o dirigente do PPM em Braga, um pouco por todo o País, cada vez mais crianças chegam à escola com fome, porque pouco ou nada comeram à noite e de manhã. E é com o estômago vazio que tentam aprender. «Sentam-se irrequietas, estão desconcentradas e algumas queixam-se de dores de barriga. Há alterações de comportamento associadas à fome, que os professores já aprenderam a detectar e que garantem serem mais notórias este ano lectivo».
Recorde-se que as Câmaras Municipais do Porto e de Sintra já prometeram abrir as cantinas escolares nas férias, precisamente para dar de comer a muitos alunos carenciados.
Para as Opções do Plano e Orçamento de 2011, o PPM propõe que a Câmara Municipal de Braga inclua uma verba mínima de 70 mil euros no Orçamento para apoio a instituições como a Cáritas de Braga, a Cruz Vermelha Portuguesa, e outras, caso venham a experimentar problemas de tesouraria.
Ainda no âmbito social, o partido monárquico sugere a criação de um Empresa de Inserção Social (EIS), pensada para que pessoas desempregadas possam criar os seus próprios negócio. Empresas que podem ser instaladas, por exemplo, no Parque de Exposições de Braga.
Manuel Beninger acrescenta que esta EIS poderia ter apoio técnico e jurídico de especialistas em direito do trabalho, gestão, contabilidade e marketing da Câmara de Braga, bem como o apoio do Instituto de Emprego e Formação Profissional.




