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Manuel Beninger

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terça-feira, 27 de outubro de 2009

Uma reflexão pertinente

"O Encerramento do Hospital de S.Marcos retirará 10.000 pessoas/dia do centro da cidade

A partir de 11 de Maio de 2011, o centro histórico de Braga, perderá cerca de 10.000 pessoas/dia, que trabalham, tratam da saúde, visitam e vivem do Hospital de S.Marcos.

Falta pouco mais de um ano para que seja desactivado o Hospital de S.Marcos e seja naugurado o novo Hospital de Braga. Este facto fará com que novos problemas surjam a partir de então na actividade económica e social do Centro Histórico de Braga. Assistiremos ao encerramento de negócios que vivem com a dinâmica criada com os utentes e profissionais do Hospital de S.Marcos. Os dados conhecidos apontam para cerca de 2.000 profissionais a que acrescem os utentes das consultas externas, urgências, doentes em tratamento, visitantes e acompanhantes. Estima-se que cerca de 10.000 pessoas gravitam diariamente em torno do Hospital.

As actividades dos agentes de negócios que beneficiam com esta dinâmica irão sofrer perdas significativas de vendas e muitos terão mesmo de fechar as portas. A Avenida da Liberdade, as freguesias de S.Lázaro e de S.João do Souto deixarão de ter o movimento causado pelo Hospital e correm o risco de desertificação.

Os Centros Comerciais, os Parques de Estacionamento, os Cabeleireiros, Restaurantes, Pastelarias, Cafés, Farmácias, Sapatarias, Floristas, enfim, toda a actividade comercial será influenciada por esta mudança.

Não conheço qualquer estudo realizado sobre o impacto na actividade económica e social do centro de Braga com o encerramento do Hospital de S.Marcos.

Provavelmente muitos empresários locais estarão já a fazer contas à vida. O facto é que aquela zona da cidade perderá um fluxo importante de consumidores que por qualquer razão necessitava do Hospital.

Não se sabe ainda o que surgirá nos imóveis que ficarão devolutos. Seria importante começarmos a discutir o que acontecerá e o que seria mais vantajoso instalar nesses imóveis. Os agentes económicos e sociais agradecem.

Muita Atenção e Boa Semana."


Abílio Vilaça

Rádio Antena Minho, 26/10/2009

terça-feira, 19 de janeiro de 1993

Jornal Diário do Minho: Monárquicos querem esclarecimento de alguns "escândalos" em Braga - com a ajuda dos jornalistas

A Juventude Monárquica de Braga decidiu ontem tornar públicos alguns pretensos conselhos aos profissionais da Comunicação Social.
Num documento intitulado "Braga, um silêncio ensurdecedor", os jovens monárquicos lembram alguns "escândalos" que têm levado a cidade de Braga para os grandes títulos da Imprensa, mas que rapidamente saem dessa mesma Imprensa.

Apontam, então, "o escandaloso caso da pretensa 'dádiva' dos terrenos circundantes do Hospital de S. Marcos ao clube de futebol, o agora nebuloso negócio do Palácio D. Chica, e ainda a tentativa de desarticular o aeródromo a favor de um clube que, curiosamente, está representado por um dos seus corredores no Executivo".

Para a JM, "é assaz curioso que todos estes escândalos apareçam nos órgãos de informação com um ensurdecedor estrondo e, passados alguns dias, esses mesmos órgãos de comunicação silenciem o seu desenvolvimento".

Em jeito de sugestão, os monárquicos aconselham os jornalistas a esclarecer "de quem são, actualmente, os terrenos dos Granjinhos, que foram alvo de licitação 'pública'". "Perguntam, a propósito, se estes terrenos são, agora, do empreiteiro licitador, do clube de futebol, do hospital distrital ou se continuam património municipal.

Neste âmbito, questionam ainda da legalidade na "apressado" praça pública" dos aludidos terrenos e, se não houvesse ilegalidade, porque razão a Câmara Municipal de Braga reconverteu a proposta para uma outra diversa localização, mas envolvendo identicamente terrenos municipais.

Quanto ao "escândalo que confronta interesses da Junta de Freguesia Palmeira, um empresário membro do grupo socialista na Assembleia Municipal e outros personagens dos negócios citadinos", a Juventude Monárquica de Braga gostava de saber se "o valor da falência é de 300 mil, 800 mil ou 2 milhões de contos, números que semana a semana têm sido apontados".

"Este valor, semanalmente crescente, em quanto beneficiou ou lesou a autarquia socialista de Palmeira?" e "Qual é a 'maldição' do castelo D. Chica que parece atemorizar os jornalistas da nossa urbe a investigarem a fundo mais este caso?" são perguntas que colocam ainda.

A última questão que os jovens monárquicos abordam diz respeito ao aeródromo de Palmeira. A JM bracarense quer que os jornalistas lhe explique se tem fundamento a pretensão de inviabilizar o aeródromo, "não para o transformarem autódromo mas, através dele, criar novos espaços de construção e negócios".

Caso os jornalistas não respondam a estas questões, a Juventude Monárquica de Braga não se compromete, contudo, a dar ela própria as resposta aos bracarenses... afinal, o seu dever como força política que é.