Mudar o regime Servir Portugal

Manuel Beninger

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quinta-feira, 5 de novembro de 1992

Jornal Diário do Minho: JM acusa Governo de entregar Angola ao MPLA

Direcção Nacional da Juventude Monárquica acusou ontem o Governo português de ter entregue Angola ao MPLA.
Em comunicado enviado ao Diário do Minho, a estrutura nacional da JM sustenta que "o Governo português, invocando uma pretensa postura de Estado, tem vindo a apoiar, objectivamente, desde há uns anos, quer interna quer externamente, o MPLA e a acusar as oposições e o próprio Presidente da República de promoverem diplomacias paralelas".

O Governo português - acrescenta - promoveu as conversações que conduziram ao processo de paz em Angola e que culminaram com a assinatura dos acordos de Bicesse, onde se asseguravam condições de segurança para a UNITA, na base do qual se realizaram as eleições, cuja democraticidade, depois dos recentes acontecimentos, os jovens monárquicos põem em causa.

Para a JM, "a acção de extermínio sistemático dos mais altos dirigentes da UNITA que até à última hora permaneceram indefesos em Luanda, só pode entender-se como uma acção previamente delineada e desenvolvida com uma eficácia militar".

"Que conclusão tirar senão a de que o Governo português - e designadamente Cavaco Silva, João de Deus Pinheiro e Durão Barroso - objectivamente entregou de mão beijada Angola ao MPLA", pode ler-se no comunicado.

A terminar o texto, os jovens monárquicos lembram ainda "todas as responsabilidades que ainda hoje se assacam a Mário Soares e Almeida Santos, pelo processo de descolonização que promoveram".

O documento enviado ao Diário do Minho é assinado pelo bracarense Manuel Beninger.

sexta-feira, 30 de outubro de 1992

Jornal Diário do Minho: JM quer saber o que se passou na RGA da UM

A Direcção Distrital de Braga da Juventude Monárquica, está preocupada com a fraca divulgação, quer na Imprensa, quer junto da comunidade estudantil, das posições assumidas durante a última Reunião Geral de Alunos (RGA) na Universidade do Minho.
Esta preocupação foi manifestada num comunicado divulgado à Comunicação Social e em que a Juventude Monárquica solicita à Associação Académica da UM a publicação e explicação do contrato social agora assinado, "para que a comunidade académica fique finalmente esclarecida".

A JM desafia também a Direcção sa AAUM a divulgar, "de uma vez por todas", se é contra ou a favor do aumento das propinas.

Os jovens monárquicos congratulam-se, mesmo assim, com o cuidado demonstrado na defesa de melhores condições das refeições nas cantinas, aumento do montante das bolsas, acréscimo do número de camas disponíveis nas residências universitárias, mais condições nos campos desportivos, cultural e recreativo.

sexta-feira, 16 de outubro de 1992

Jornal de Notícias: Jovens Monárquicos contra Granjinhos

A recente venda, em hasta pública, do terreno dos Granjinhos, em Braga, constitui, segundo a Juventude Monárquica (JM), um "negócio" que empobrece o património municipal, limita as possibilidades de expansão do Hospital de S. Marcos e subverte a hierarquização dos interesses públicos".
Na posição que estendeu assumir sobre o caso, a JM concluiu que, na referida hasta pública, houve, afinal, "um único concorrente" e "dois grandes beneficiários", sendo estes, conforme refere, o Sporting de Braga e o presidente da Câmara, Mesquita Machado.

Enquanto a colectividade "recebe do "generoso" presidente da Câmara um óbolo imerecido e grandioso", Mesquita Machado, através de "uma engenharia financeira assaz invulgar, adquire, a título gracioso, uma apreciação na bolsa da popularidade política"observam, a propósito, os jovens monárquicos.

Com esta "transacção relâmpago", a autarquia "ofertou uma parte da cidade ao Sporting de Braga, ao arrepio de toda e qualquer moral cívica", sublinhando os jovens monárquicos ser

"indispensável" conhecer "o teor do relatório da avaliação" do terreno e "a identificação dos seus subscritores".

Isto porque, segundo a JM, das "estranhas" declarações à Imprensa do adquirente, "infere-se" que ele "comprou o referido terreno com fins absolutamente especulativos".

Para os jovens monárquicos, é de admitir que toda esta precipitada "hasta" pública teve por objectivo criar um valor fictício ao terreno em apreciação, para, mais tarde, o Ministério da Saúde o expropriar por valores muito superior ao das reais potencialidades que o mesmo possui".

sábado, 10 de outubro de 1992

Jornal Público: Terreno dos Granjinhos já foram vendidos - JM corrosiva

Este assunto esteve na origem dum comunicado da Juventude Monárquica (JM), tornado público na última quarta-feira, e onde se considera que, ao ofertar ao clube "uma parte do património que é de todos os munícipes", se está perante, "apenas, a legalização do concubinato espúrio, que de há muito liga o presidente da Câmara Municipal de Braga com os interesses desportivos do clube, de que foi presidente e é sócio grado". Esta situação, acrescenta a JM, "tem sido tolerada com o silêncio comprometido dos partidos da oposição, que avalizam estas injecções de centenas de milhares de contos".

"Discordando da contumaz generosidade da Câmara Municipal para com o Sporting de Braga, entende a JM que seria muito mais coerente que o Partido Socialista, na pessoa do senhor engenheiro Mesquita Machado, apresentasse uma proposta de municipalização do clube e até o rebaptizamento de Sporting Municipal de Braga". É que "seria muito mais fácil 'administrar' os interesses do clube e até seria lógico que o senhor engenheiro Mesquita Machado, sempre que o Sporting Clube de Braga estivesse em dificuldades financeiras, pudesse lançar mais uma derrama municipal, desta feita a favor do clube de futebol municipalizado. Pela postura passada", concluem os jovens monárquicos, "estamos certos que o PSD, o CDS e o PCP, silenciosamente, aprovariam este absurdo".

quarta-feira, 23 de setembro de 1992

Jornal Diário do Minho: JM volta a denuciar Repavimentação da Avenida Central

A Juventude Monárquica de Braga voltou ontem a denunciar a falta de oportunidade das obras repavimentação que a Câmara Municipal está a levar a cabo na ala Sul da Avenida Central.
Em mais um texto difundido à imprensa, diz a JM que "é óbvio que só quem tem excesso de dinheiro, pouca sensibilidade estética, além de profunda ignorância das condições climatéricas que caracterizam a nossa cidade, se permitiria a tais bizantinices".

Em tom verdadeiramente crítico, os jovens monárquicos acrescentam que, "como deve haver excesso de liquidez na Câmara Municipal, num acto ditado pelo exibicionismo contumaz dos novos ricos, vai-se substituir mais uma vez o piso exótico por outro ainda mais dispendioso e monumental e, igualmente, inadequado com o módulo arquitectónico da Avenida Central".

Recorda a JM que o piso dos passeios da Avenida Central ainda há poucos anos foi "desnecessariamente" mal alterado, "substituindo belos e sólidos passeios lageados por um piso exótico e inadequado à serventia de peões, pela sua incomodidade".

A Juventude Monárquica de Braga tem manifestado o seu desacordo por algumas alterações que ultimamente se vêm fazendo na cidade, "retirando-lhe a harmonia estética que a torna singular".

São exemplos de posições assumidas por esta estrutura partidária "o desnecessário abate de plátanos e tílias no Parque da Ponte, o levantamento de passeios de lage granítica substituídos por modernas cerâmicas de duvidoso gosto, a cerceação infeliz da Praça D. Pedro V, o horroroso desarranjo do Largo de S. Francisco e do desajeitado atrofiamento de alguns arruamentos do centro histórico".

Concluem os jovens monárquicos que esta inumeração, longe de ser exaustiva, é preocupante pois afigura-se-nos que se estão a implementar malfeitorias na nossa cidade, "como esta fosse propriedade privada de algum novo rico que pretendesse a todo o custo exibir uma incôndita necessidade de afirmação".

segunda-feira, 21 de setembro de 1992

Jornal de Notícias: Juventude Monárquica cresce em Braga

O crescimento da Juventude Monárquica (JM), especialmente no distrito de Braga, deverá implicar uma alteração dos métodos de participação de militantes do partido nas eleições autárquicas de 1993, disse no Porto o presidente do PPM.
Nuno Cardoso da Silva, que falava no final de uma reunião do Directório Nacional do PPM, referiu que ao crescimento da JM em Braga "é importante para o relançamento do partido no distrito" e irá determinar a inclusão de jovens monárquicos nas listas de candidaturas às "autárquicas".

"A Juventude Monárquica já tem cinco "concelhias" no distrito de Braga, o que nunca teve", destacou o presidente do PPM, acrescentando que se trata de uma das mais fortes implantações da JM no país".

De acordo com Cardoso da Silva, o PPM irá apresentar, na região Norte, candidaturas às eleições autárquicas nos distritos de Viana do Castelo, Ponte de Lima, Famalicão, Amarante, Porto e Vila Real.

terça-feira, 15 de setembro de 1992

Jornal Diário do Minho: Os Partidos Tradicionais estão Demasiadamente Envelhecidos - diz a Juventude Monárquica

A juventude Monárquica de Braga divulgou ontem um comunicado em que afirma que "os partidos tradicionais estão demasiadamente envelhecidos, esgotaram todas as suas soluções, e agora merecem um repouso para que uma candidatura jovem se apresente com dinâmica de vitória nas próximas eleições autárquicas".
Começa o comunicado por recordar os preparativos para o campeonato de futebol:

"Transferência de jogadores, contratos de preparadores físicos, treinadores com elevadas capacidades técnicas e tácticas, directores ambiciosos, patrocinadores políticos e comerciais, tudo para montar o espectáculo que eufemisticamente teimam em denominar como desporto-rei".

"O futebol, diz, é um mundo de negócios importantissimo".

"Diariamente tem mais tempo de antena na rádio e televisão, que todos os partidos políticos portugueses juntos, mais o tempo que é conferido aos órgãos de soberania".

Os jovens monárquicos perguntam:

"Que importância têm para Portugal o Tratado de Maastricht, as relações com Africa, o programa do Governo, as propostas da oposição. a segurança internacional, ou o desenvolvimento da luta contra a fome ou as irrelevantes conquistas do conhecimento, mediante o futebol?".

E o comunicado continua:

"De facto, será que os grandes partidos políticos, tão profissionalizados como estão, preparam a "rentrée" com milionésima parte do rigor que se prepara um campeonato de futebol da terceira divisão regional?!!".

E afirma de imediato:

"O que nos atormente não é a dúvida, é a certeza da resposta!".

O comunicado diz que "a Juventude Monárquica não pretende que se invertam nem confundam valores. O que a JM pretende é que reflicta e se aproxime de nós e cuidadosamente participe na elaboração dum programa credível e realizável, que seja uma saudável alternativa à Câmara Municipal de Braga".

terça-feira, 8 de setembro de 1992

Jornal Correio do Minho: JM - Críticas ao Trânsito e Sistema de Sinalização

A Juventude Monárquica de Braga considerou ontem "insensatas" as recentes alterações feitas ao funcionamento do trânsito citadino e "deficiente" o seu sistema de sinalização.
"Corrigir um erro apontado por uma oposição não é uma derrota política, é antes de tudo um acesso de lucidez" - sublinha o comunicado que os jovens monárquicos entregaram ontem à comunicação social, como a justificar a dureza das suas críticas.

O texto foi elaborado com base no que os subscritores do documento observaram durante Agosto último no que se refere à matéria abordada. "Quem não se ausentou de Braga durante o mês de Agosto teve oportunidade de constatar o caos do trânsito citadino, nesta época em que os portugueses inibidos de eleger o chefe de estado nos visitam", ou seja, os emigrantes que não votam para a eleição do Presidente da República.

Para os jovens monárquicos, os problemas de trânsito registados em Agosto ficam a dever-se, entre outros factores, ao aumento do volume de tráfego, uma deficiente sinalização", sublinhando que "as recentes alterações de transito proporcionaram o lamentável incómodo".

As críticas que a Juventude Monárquica de Braga tem vindo a fazer ao executivo local devem ser consideradas "construtivas", e por isso mesmo no documento se acentua a discordância quanto "à bizarra ideia de estreitar os arruamentos da cidade", sugerindo-se a "necessidade de retroceder com esta teimosia absurda".

Os jovens monárquicos esperam agora, neste período de pós férias, que o executivo municipal recupere "o discernimento indispensável para um acto de superior humildade democrática", revogando "a idiotice do atrofiamento das ruas e avenidas", esperando ainda "que seja revisto e corrigido o estapafúrdio trânsito recentemente implementado".

terça-feira, 11 de agosto de 1992

Jornal Diário do Minho: JM Alerta - Intervenção da Câmara no Campo Novo não pode Descaracterizar a Praça

A Juventude Monárquica de Braga não concorda com alguns aspectos da intervenção que a Câmara Municipal está a levar a cabo no arranjo da Praça D. Pedro V, nesta cidade.
Segundo a JM, "os indesejáveis muretes em construção", vão desequilibrar a amplitude visual daquele rossio, "que por definição de denomina praça e que é um lugar público e espaçoso, delimitado por edifícios plenos de dignidade".

A Juventude Monárquica sugere aos Serviços Municipalizados de Obras e Saneamento "que não descaracterize o Campo Novo com um jardim, cercado de dispensáveis e inadequados muretes, em prejuízo da perspectiva dos edifícios que delimitam aquele nobre espaço da cidade".

Acrescentam os jovens monárquicos que o arranjo em curso deveria respeitar regras de enquadramento paisagístico que não diminuam a dignidade "deste equilibrado exemplo de organização dum espaço público".

Segundo a Juventude Monárquica, que ontem tornou pública esta sua posição através de um comunicado, "há lugares em todas as cidades que se fixam no imaginário colectivo como emblema de harmonia e bem-estar. Não são muitos em Portugal, mas felizmente tem havido o bom senso de os conservar, resguardando-os das modernices estrangeiradas da última moda, sempre descaracterizadoras da nossa cultura".

Para esta estrutura partidária, a Praça D. Pedro V, vulgo Campo Novo, é um dos raros exemplos de harmonia arquitectónica, onde ainda se pode observar um conjunto de edificações que harmoniosamente enquadram o monumento a um dos reis mais queridos da nossa história.

Por isso, diz, em boa hora os residentes daquela nobilíssima praça têm vindo a restaurar as fachadas dos edifícios que bordejam aquele espectacular espaço citadino, conservando-lhe a dignidade que sempre teve.

Talvez por isso, finalizam os jovens monárquicos, a Câmara Municipal de Braga, louvavelmente entendeu que deveria dar um arranjo ao jardim que enquadra o monumento a D. Pedro V.

terça-feira, 4 de agosto de 1992

Jornal Correio do Minho: Juventude Monárquica Compara PSD ao PS

"Braga, terra de políticos ilustres ao longo da sua existência, está condenada em ver-se representada por um conjunto de pequenos políticos que, nos princípios éticos, em nada se diferencia a situação socialista da oposição social-democrática?".
A interrogação é da Juventude Monárquica de Braga que, mais uma vez, em comunicado e a propósito do Monte do Picoto, vem reforçar a posição que anteriormente defendeu para aquele espaço, aproveitando a circunstância para criticar os autarcas eleitos para a Câmara Municipal de Braga, ao mesmo tempo que admite haver crise de valores.

Sobre o Monte do Picoto, os jovens monárquicos voltam a defender a transformação daquela área em espaço de lazer e paisagem enquadrada na cidade e ao serviço de todos os bracarenses. O texto avança depois com considerações sobre a controvérsia em torno da solução que a Câmara e a oposição têm sobre o assunto, tendo em atenção as notícias publicadas pelos periódicos locais sobre essa matéria.

Para a Juventude Monárquica, os empreiteiros envolvidos nesta questão são "mecenas" da cidade e a oposição é tida com "deserta de ideias e de saber que fundamenta a sua débil existência em interpretação da legalidade do absurdo". E interroga:

"Mas que crise de valores é esta, em que os grandes partidos candidatam a lugares de grande responsabilidade personagens que assumem tomar posições iníquas?". Admite-se, no entanto, que houve alguma razão dos vereadores sociais-democratas em impossibilitar que a Câmara fosse "câmara de eco de interesses de pretensos mecenas da cidade". Todavia, os jovens monárquicos consideram que os mesmos vereadores "só por eleitoralismo vesgo e oportunista possibilitam uma sessão extraordinária para darem um óbolo a um clube local, useiro e vezeiro em receber favores da CMB".

E ao interrogar sobre se Braga está condenada a ver-se representada por um conjunto de pequenos políticos", os jovens monárquicos interrogam se estará aqui a explicação pela qual os governos "vão descobrir o Governador Civil de Braga a terras distantes, nomeadamente a Famalicão e às Taipas". Sobre a alegada crise de valores na terra dos arcebispos, o documento dos jovens monárquicos interroga-se sobre se essa crise "condenará os grandes partidos monopolistas nas próximas eleições autárquicas, a apresentarem os mesmos candidatos".

quarta-feira, 29 de julho de 1992

Jornal Diário do Minho: JM elegeu dirigentes em Braga

Maria Cristina Braga Figueira de Sousa acaba de ser eleita coordenadora do núcleo bracarense da Juventude Monárquica (JM).
Como vogais, o núcleo elegeu Maria do Pilar Barba de Menezes Barbosa, António Miguel Antas de Barros Queiroz Aguiar, Maria Sofia Barba de Menezes Malheiro Barbosa e António Pedro dos Santos Malheiro Peixoto.

quarta-feira, 22 de julho de 1992

Jornal Diário do Minho: Monárquicos voltam a criticar alterações ao transito na cidade

A Juventude Monárquica de Braga voltou ontem a criticar as recentes alterações ao transito na cidade.

Segundo os jovens monárquicos, a Câmara Minicipal não teve a coragem de assumir, "por inabilidade e quiça défice de humildade cívica", que estas alterações são um projecto totalmente falhado, "que deve ser abandonado".

A JM sugere a Mesquita Machado que retroceda e reponha o circuito de trânsito anterior, "pois, mal por mal, é preferível uma pneumonia a uma tuberculose".

Os monárquicos fazem estas sugestões a pensar que "há na organização das cidades muitas acções que não podem ser partidarizadas. Qualquer que seja o partido que detenha o poder municipal procurará melhorar o sistema de abastecimento de água, a distribuição de energia, a limpeza das ruas, a organização do transito, indistintamente da sua origem política"
ELEIÇÕES
A Juventude Monárquica realiza a 26 e 27 do corrente as eleições para os seus órgãos dirigentes para a Comissão Conselhia.

A Direcção da Comissão Regional de Braga da JM é presidida por Manuel Beninger.

terça-feira, 14 de julho de 1992

Jornal Diário do Minho: Monárquicos queriam para o Picoto um Espaço de Lazer bem Arborizado

A Juventude Monárquica de Braga veio ontem a público, criticar o projecto camarário de urbanização do monte do picoto, nesta cidade.
Recuando à última sessão da Assembleia Municipal, onde - segundo os jovens monárquicos - "se repetiu mais uma vez o espectáculo de uma "democracia musculada"", começam por lamentar "que não haja um só socialista daquela Assembleia que manifeste alguma dúvida" sobre tal projecto.

Seria lógico - dizem - que em tão grande número de deputados municipais da maioria houvesse alguém que ousasse pôr em dúvida as certezas e justificações defendidas pelo Eng.º Mesquita Machado.

Para os Jovens Monárquicos de Braga, o facto de um plano ser idealizado por um arquitecto de merecimento reconhecido "não é argumento suficientemente castrador" para que ninguém ouse discordar e visualizarem outra solução.

A JM entende que o monte do Picoto e as áreas adjacentes deverias ser utilizadas na construção duma zona verde paisagisticamente atraente, "onde se harmonizasse a ligação da natureza com a floresta de cimento e asfalto, que hoje é a cidade de Braga".

Esta estrutura política contrapõe ao projecto aprovado pela maioria socialista na Assembleia Municipal de 4 de Julho a plantação de uma mata ajardinada, "aliás, seguindo o exemplo que os nossos antepassados fizeram no séc. XIX no Bom Jesus e que ainda hoje é um dos ex-libris da cidade".

Desta forma, dizem os jovens monárquicos, seriam dimensionadas as áreas de lazer e repouso com a actual população da cidade.

"Não se propugnaria por criar um espaço de negócios para empreiteiros mas tão somente criar um espaço de refúgio onde se plantariam espécies características da região, das quais uma há que reconhecidamente está em vias de extinção", afirmam.

Acrescentam, neste âmbito, o agradecimento que as gerações vindouras fariam ao encontrar bem perto do centro da cidade uma mata de azevinhos, enquadrada por carvalhos e castanheiros, onde, distante do bulício citadino, se pudesse fazer jogging, ler um livro ou, tão simplesmente, gozar o "fru-fru" das folhagens dessas espécies.

É óbvio - concluem -, que esta solução não seria interessante para o mundo dos negócios da cidade, mas seria uma solução bem mais adequada às necessidades de melhoria da qualidade de vida dos bracarenses que lamentamos não ver defendida na Assembleia Municipal de Braga.

terça-feira, 30 de junho de 1992

Jornal diário do Minho: Falta de Policiamento na cidade - JM defende racionalização de efectivos

Uma melhor racionalização dos efectivos da PSP na cidade foi ontem defendida pela Juventude Monárquica de Braga.
Em comunicado distribuído à Imprensa, aquela estrutura partidária acusa a Associação Comercial de "alguma ingenuidade" ao solicitar a criação de uma Polícia Municipal.

Para a JM, a "vetusta e respeitável associação" devia antes, exigir à Policia de Segurança Pública "que cumpra com zelo e eficácia as funções que lhe estão cometidas". A propósito refere que estas funções "são bastante mais que passar multas de estacionamento a esmo, fiscalizar campos de futebol ou fazer uns serviços remunerados a bancos".

"Qualquer cidadão que saia à rua após as 23h00 - lê-se no texto - não encontra um único cívico fazendo ronda pela cidade: com alguma sorte poderá ver um carro da Polícia com quatro agentes (constituiriam duas equipas de ronda se policiassem a pé) a passar de viatura pelas ruas do centro".

Os jovens monárquicos rejeitam como justificação para a falta de policiamento "o muito estafado argumento de falta de efectivos" e sustentam ser sem convencimento de que "o policiamento da cidade é mau pelo simples facto de haver um excesso de utilização das viaturas pelos polícias".

Nada move a Juventude Monárquica contra a PSP local, antes pelo contrário - esclarecem - mas gostaria a JM de ter por essa instituição não apenas respeito mas também alguma gratidão.

A racionalização de efectivos é, pois, a acção a desenvolver, na opinião da JM, para um correcto policiamento da cidade e o restauro do respeito e gratidão à PSP.

sábado, 27 de junho de 1992

Jornal Público: Monárquicos censuram a Câmara

Para a Juventude Monárquica, o alvo principal das críticas é o transito: "Os problemas de circulação citadina iniciaram-se quando houve a peregrina ideia de eliminar uma faixa de tráfego, que escoava o transito na Avenida Central. A suspensão desta via veio desequilibrar todo o tráfego no centro da cidade e nem com os rios de dinheiro gastos pelo município em soluções alternativas se conseguiu repor a fluidez de transito que, até essa época, havia no centro da cidade". O que está a passar-se "com o afunilamento das vias junto do Largo de S. Francisco, bem no coração da cidade", tem provocado "as filas de transito na Avenida da Liberdade, que já se arrastam até ao Largo do Rechicho e na Avenida Central estendem-se até à Senhora-a-Branca", salientam os jovens monárquicos.

terça-feira, 23 de junho de 1992

Jornal Diário do Minho: Juventude Monárquica também critica "afunilamento" das Ruas da Cidade

O "afunilamento" das artérias do centro da cidade voltou ontem a ser criticado pela Juventude Monárquica de Braga.
Para a JM, "uma cretinice, mesmo que sustentada por uma Câmara eleita democraticamente por maioria absoluta, não deixa de ser uma cretinice".

As obras de redução das vias de circulação citadina - diz - "só por doentia teimosia ou inépcia total se continua a processar".

Os jovens monárquicos recordam "aos iluminados edis da cidade" que os problemas de circulação citadina se iniciaram com a "peregrina ideia" de eliminar uma faixa de tráfego que escoava o transito na Avenida Central.

A suspensão desta via - sustentam - veio desequilibrar todo o tráfego no centro da cidade e, "nem com rios de dinheiro gastos pela CMB em soluções alternativas", se conseguiu repor a fluidez que até essa altura havia no transito do centro da cidade.

Para a Juventude Monárquica bracarense, o que se está a passar com o afunilamento das vias junto do Largo de S. Francisco é bem visível: as filas de transito da Avenida da Liberdade já se arrastam até ao Largo do Rechicho e na Avenida Central estende-se até à Senhora-a-Branca.

Pergunta, então, aquela estrutura partidária: "será preciso a Câmara de Braga insistir neste genuíno caso de malbaratar dinheiros públicos até à conclusão das obras só para exibir que estas continuem em Braga e, assim, emitir uma falsa imagem de progresso?".

O comunicado a que nos referimos conclui com outra questão. "Não haverá na Câmara de Braga, quer nos vereadores da maioria quer nos da oposição, um mínimo de bom senso para alertar, enquanto é tempo, para o absurdo de se insistir na conclusão desta asneira? Que interesses movem os que insistem neste absurdo?".

sexta-feira, 29 de maio de 1992

Jornal Correio do Minho: Resposta à nota de imprensa do Gabinete de Apoio à Presidência da Câmara Municipal

JOVENS MONÁRQUICOS BRINCAM COM A POLÍTICA
"Como as donzelas que se preparam para o baile do debute, os políticos da nossa praça, iniciaram as insinuações eleitorais tendo em vista as eleições autárquicas" - refere um comunicado da Juventude Monárquica de Braga, ontem chegado à mesa das redacções.

Sob o título "Ninguém se acusa...? Então siga o baile!", a Juventude Monárquica de Braga responsabilizou-se por um texto que decidimos transcrever na integra, sem nada corrigir e que diz precisamente isto:

"Pintam-se e repintam-se, para se afigurarem belas e apetecidas.

Loucas, nos preparativos da festa que ainda vem longe, já sonham em esconder as marcas dos anos, e iludir o jovem eleitor.

Feias, desdentadas, calvas, gordas e velhas, teimam em convencer os eleitores que são belas, esbeltas, jovens e virgens!

Rodopiam pela cidade, distribuindo sorrisos, salamaleques e cumprimentos, na azáfama dos circuitos que estas levianas percorrem, da farmácia para o instituto de beleza, deste para a sessão de ginástica, e da ginástica para a boutique!

Há como estão felizes, estas pitonisas da política citadina!.

Que divertido é observar estas ratazanas da política.

Com o peso e a idade não estão mais belas, mas estão mais matreiras, ataviadas e apetitosamente ricas.

A juventude e a virtude, foi-se. Mas ainda há o charme e a atracção do poder, como arma de seduçaõ.

Dão-se andares, prometem-se espaços, juram-se promessas com fé e esperança, para que o baile comece. Ninguém ousa em por defeitos às meninas feias e porcas, que participarão no próximo baile. São todas belas, ousadas e pretendidas.

Por favor maestro: siga com a música, inicie-se o baile!!!

Qualquer semelhança com figuras citadinas, é mera coincidência".

quarta-feira, 27 de maio de 1992

Jornal Correio do Minho: Câmara Acusa: Jovens Monárquicos andam a praticar ficção.

A Câmara Municipal acusou ontem a Juventude Monárquica de Braga de «inventar factos para ter oportunidade de acesso aos órgãos de comunicação social».
O gabinete de apoio à presidência da Câmara, em nota à Imprensa ontem divulgado, considera que «não passam de puras e inconscientes ficções» as afirmações da Juventude Monárquica que referem a intervenção de instalar um centro comercial no Campo da Vinha.

Em resposta a um comunicado da Juventude Monárquica de Braga, a que fizemos referência na nossa edição de ontem, a Câmara que a ideia de instalar aquele centro comercial «só existe na mente dos autores do comunicado, pois que nunca passou pela cabeça dos responsáveis municipais a sua instalação»

terça-feira, 26 de maio de 1992

Jornal Diário do Minho: Monárquicos contra a instalação de centro comercial no Campo da Vinha

A Juventude Monárquica de Braga insurgiu-se ontem contra a instalação de um novo centro comercial na Praça Conde de Agrolongo.
Em comunicado divulgado à imprensa, a «JM» diz não ser sua preocupação se tal instalação deriva da «urgente necessidade da Câmara Municipal de Braga em criar espaço de negócios», mas sim a concretização de «um projecto ameaçador daquele nobre espaço».

«Por muito que se queira iludir o munícipe, é absolutamente inegável que qualquer construção que nesse belo espaço se implante irá, parcial ou totalmente, retirar a perspectiva para o conjunto harmónico daquele espaço», escrevem os jovens monárquicos.

Em sua opinião, «o magnifico convento do Pópulo, o grandioso edifício o Lar Conde de Agrolongo, o conjunto de casas de habitação, com o conjunto de casas de habitação, com arquitectura característica de uma época, serão forçosamente prejudicados, no enquadramento e na sua perspectiva».

É ainda tempo – dizem -, de a Câmara Municipal de Braga reconsiderar esta infeliz opção, preservando um imponente espaço que dificilmente será encontrado em cidades de província.

Aproveitando a comparação, acrescentam que «um centro comercial neste local terá tanto futuro como o inútil Mercado Municipal do Carandá que a Câmara do Sr. Eng. Mesquita Machado edificou».Os jovens monárquicos recordam, no entanto, que a Praça Conde de Agrolongo – ou o Campo da Vinha – é ainda o maior espaço livre da cidade de braga.

Jornal Correio do Minho: Jovens Monárquicos defendem a Praça Conde de Agrolongo

A Juventude Monárquica de Braga está contra qualquer projecto que retire à Praça Conde de Agrolongo a circunstância de ser «o maior espaço livre» desta cidade.
Em comunicado, os jovens monárquicos bracarenses dizem que decidiram pronunciar-se sobre aquela praça pelo facto de lhes ter chegado a informação segundo a qual a Câmara Municipal pretende acabar com aquele espaço para ali colocar um centro comercial.

«É óbvio que a Juventude Monárquica não lhe interessa se é verdade ou má língua dos detractores do presidente da Câmara, que tal opção é ditada pela urgente necessidade da C.M.B. em criar espaço de negócios» - refere o documento monárquico para, de seguida, sublinhar que o que preocupa os jovens subscritores desse texto «é que existe o projecto ameaçador daquele nobre espaço e que urge evitar a sua concretização».

«Por muito que se queira iludir o município, é absolutamente inegável que qualquer construção que nesse belo espaço se implante, irá parcial ou totalmente retirar a perspectiva para o conjunto harmónico daquele espaço» - acrescenta o documento.

«O magnifico convento do Pópulo, o grandioso edifício do Conde de Agrolongo, o conjunto de casas de habitação, com a sua arquitectura características duma época, serão forçosamente prejudicados, no enquadramento e na sua perspectiva» - observam ainda os jovens monárquicos.

O comunicado refere depois que a Câmara Municipal tem ainda tempo de «reconsiderar esta infeliz opção, preservando um imponente espaço que dificilmente será encontrado em cidades da província».Para os jovens monárquicos bracarenses, a instalação de um centro comercial na Praça Conde de Agrolongo teria tanto futuro «como o inútil Mercado Municipal de Carandá».