Por proposta de Manuel Beninger, do PPM, a Assembleia Municipal de Braga,
recomenda à Câmara a atribuição de lugares de estacionamento gratuitos a
dadores de sangue junto ao Museu D. Diogo de Sousa. A recomendação foi aprovada
por todas as bancadas - apesar das críticas à política de estacionamento da Câmara
- , o que levou o presidente da Assembleia, António Braga, a considerar que o
eleito monárquico foi aquele que conseguiu aprovar, neste mandato autárquico,
mais propostas por unanimidade.
Mudar o regime Servir Portugal
Manuel Beninger
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quarta-feira, 10 de julho de 2013
Estacionamento gratuito para dadores de sangue
"Diário do Minho" de 7 de Julho, pág. 5
A Assembleia Municipal de Braga aprovou, por unanimidade, uma proposta
de recomendação para que a Câmara Municipal diligencie todos os esforços para
que sejam atribuídos lugares de estacionamento gratuitos aos dadores de sangue,
junto ao Museu D. Diogo de Sousa, dado que actualmente as dádivas de sangue são
feitas no edifício dos Bombeiros Voluntários, como em tempos acontecia junto ao
Palácio do Raio.
A proposta de recomendação foi apresentada pelo deputado do PPM Manuel
Beninger, lembrando que, presentemente, o estacionamento naquela zona é cobrado
e fiscalizado por uma empresa privada. «Os dadores de sangue, encontram-se, por
isso, empacotados neste descompasso entre o seu generoso ato e a sensibilidade
exclusivamente economicista da Câmara, que antes quer os negócios nos
estacionamentos do que o bem social, restando aos dadores pagar para doar», critica,
enquanto espera que, com esta recomendação, a Câmara facilite a vida aos
dadores de sangue.
terça-feira, 9 de julho de 2013
RECOMENDAÇÃO: Estacionamento para Dadores de Sangue
RECOMENDAÇÃO
Dadores de Sangue
O sangue é necessário todos os dias para assistir aos
doentes, quer em tratamento directo quer em aplicações cirúrgicas. Como tal, o
sangue que existente depende diariamente de todos que os que decidem doar o seu
sangue, de forma benévola e regular, partilhando um pouco da sua saúde com quem
a perdeu.
O dador de sangue é o indivíduo que doa benevolamente, de
forma voluntária e regular, parte do seu sangue. A doação de sangue é
considerada um ato cívico, um gesto nobre e altruísta e uma dádiva à comunidade,
cuja grandeza não é mensurável.
Durante décadas os dadores de sangue doavam em Braga no
Palácio do Raio, onde tinham parqueamento gratuito, devidamente identificado, para
os seus automóveis, podendo assim, contribuir no seu ato cívico sem o ónus de
taxas de estacionamento. Nos últimos tempos as dádivas de sangue passaram a ser
feitas no Salão Nobre dos Bombeiros Voluntários de Braga, onde não existia parqueamento
próprio para dadores de sangue. No entanto era entregue aos dadores um dístico
identificativo do Instituto Português de Sangue para o estacionamento. A
fiscalização era feita pela Policia Municipal que tinha sensibilidade
suficiente para não autuar os carros dos dadores benévolos de sangue.
Hoje, fruto da ganância obsessiva e compulsiva dos
negócios da Câmara que pouco beneficia os munícipes bracarenses, o
estacionamento é cobrado e fiscalizado por uma empresa privada em todo o canto
e recanto da nossa Bracara Augusta.
Os dadores de sangue encontram-se, por isso, empacotados
neste descompasso entre o seu generoso acto de doar e a sensibilidade
exclusivamente economicista da câmara, que prefere os negócios nos
estacionamentos do que o bem social, restando aos dadores de sangue bracarenses
pagar para doar. É preciso ter lata.
Se bem que o acto da doação de sangue seja um gesto nobre,
altruísta e não mensurável que a todos diz respeito, entendemos que compete ao
poder local promover e incentivar a sua prática criando situações
facilitadoras.
Assim, o PPM propõe à Assembleia Municipal de
Braga se aprove a seguinte recomendação:
Que a Câmara
Municipal de Braga diligencie todos os esforços para que sejam atribuídos
lugares de estacionamento gratuitos a dadores de sangue junto ao Museu D. Diogo
de Sousa, local onde actualmente é feita a recolha de sangue, como em tempos o foi
junto ao Palácio do Raio.
Manuel Beninger
Grupo Municipal do
P.P.M. na Assembleia Municipal de Braga
[Recomendação
APROVADA por unanimidade]
terça-feira, 5 de março de 2013
Parquímetros aquecem Assembleia Municipal de Braga
Em uníssono, os partidos da oposição voltaram a contestar a concessão a
uma empresa privada da gestão do estacionamento no centro da cidade.
A concessão a uma empresa privada da gestão dos parquímetros animou o
debate político na sessão de anteontem da Assembleia Municipal de Braga. Através
de moções e declarações políticas, os partidos da oposição contestaram aquela
deliberação da Câmara, enquanto a bancada da maioria socialista fez aprovar uma
recomendação que incentiva o executivo presidido por Mesquita Machado a prosseguir
com a política de estacionamento pago nas zonas urbanas de alta densidade de tráfego.
O presidente da Câmara não esteve presente neste plenário municipal.
...
Também Manuel Beninger, do PPM, considerou que “o contrato de concessão
não defende nem os moradores, nem os comerciantes, sugerindo “um período de
carência de tempo” nas zonas de estacionamento pago.
A sua moção foi também rejeitada pelo PS e autarcas independentes.
Jornal "Correio do Minho" de 3 de Março, pág. 6
sábado, 2 de março de 2013
Assembleia Municipal - Plenário: “MOÇÃO DE REPÚDIO: PARQUÍMETROS/PARCÓMETROS”
MOÇÃO DE REPÚDIO
O contrato de concessão do estacionamento à superfície nas ruas de Braga
não defende nem os moradores das 100 ruas abrangidas pela instalação de
parcómetros, nem o comércio do centro histórico, que tanto tem sido prejudicado
pela política municipal face às grandes superfícies.
Mas vamos aos factos:
Com este contrato de concessão,
ficaram os moradores sem a garantia de poder estacionar os seus automóveis, nas
artérias onde vivem, sem qualquer tipo de pagamento mensal. De facto, a taxa
mensal de oito euros, em vigor actualmente, é, nem mais nem menos do que mais
um imposto aplicado ao já frágil munícipe bracarense. Pior, pois o pagamento
deste encapuçado imposto não garante que os moradores tenham lugar de
estacionamento, nomeadamente de dia, pois os mesmos podem já estar ocupados. Ou
seja, paga-se uma taxa e ela nada
garante. Acresce que, com o alargamento dos parcómetros a uma centena de
ruas – o que é uma barbaridade, diga-se – há moradores que dispunham de
lugar há décadas, desde o tempo em que Santos da Cunha alargou a cidade, e que agora
vão ficar sem lugar e com uma taxa para pagar. Trata-se, pois, de um
retirar de direitos que só tem como justificação a péssima gestão financeira da
Câmara nos últimos dois mandatos, com obras desnecessárias e caríssimas que
acabam por ser pagas pela carteira dos bracarenses.
Por outro lado, o contrato de
concessão assumido pela CMB deveria acautelar, nas ruas ou praças com comércio
tradicional, e para a defesa desse mesmo comércio, a possibilidade de um
período de carência de tempo, para que o automobilista pudesse ir a uma
farmácia, ou comprar uns sapatos, um casaco, ou um simples jornal, recolher o
filho do meio infantil ou escolar, parar para acolher um idoso a transportar, entre
tantas outras situações de cariz humano. Tal colocaria os comerciantes do
centro histórico em pé de igualdade com os que têm lojas nas grandes
superfícies e onde o estacionamento é gratuito.
Este contrato de concessão,
deveria visar e manter o direito do cidadão a usufruir de condições de vida
modernas e num quadro de estabilidade que não poderia ser alterado pelo livre
arbítrio de qualquer partido político, sem mandato para tal dos eleitores, e
deveria contribuir para a sobrevivência do chamado comércio tradicional, já tão
fustigado pela crise económica e pelas sucessivas atitudes restritivas da
Câmara quanto à circulação e estacionamento de viaturas, ou seja,
retirando-lhes, diríamos que deliberadamente, clientes.
A justificação de tentar com esta
medida melhorar o trânsito e a mobilidade no centro da cidade é altamente
falaciosa. Primeiro, o plano de expansão das ditas-cujas maquinetas vai muito
além do centro da cidade. Segundo, a cidade não dispõe de transportes públicos
eficientes e suficientes para fazer os cidadãos preterirem a utilização da
viatura própria.
Assim o P.P.M. propõe a esta
Assembleia Municipal que se aprove a seguinte moção:
A Assembleia Municipal de Braga
manifesta o seu repúdio pela conduta da maioria socialista por não ter acautelado
os interesses dos cidadãos e desagrado pelo lamentável contrato de concessão de
parquímetros que em nada favorece os habitantes do centro histórico bem como é
manifestamente negativo para o comércio do centro local de Braga.
Manuel Beninger
Grupo
Municipal do P.P.M.
na Assembleia Municipal de Braga
01.03.2013
[Reprovado. Votos contra: PS; Favor: PSD, CDS, CDU, BE e PPM]
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
Regabofe de Ajustamentos
Nota Prévia
Para um blog de autoria anónima e relacionado
com uma figura da Semana Santa: o artigo de opinião publicado ontem no Diário
do Minho a respeito das máquinas começadas por "P" é de inegável
pertinência e actualidade. Assim como outros assuntos relacionados com luvas,
ou outros "adereços", e que são abordados de forma superficial na
dita publicação quaresmal, por
opção editorial do anónimo autor que obviamente respeitamos.
Portanto, nada de espantar que hajam
um, ou mais, cidadãos atentos a escrever artigos versando aprofundar estas
importantes temáticas, enquanto outros entendem versar superficialmente ou
nem sequer versar. E por conta de um sincronismo de opinião entre dois
opinantes não se pode daí aferir que um esteja a plagiar o outro.
Agora vamos ao assunto
que nos trouxe cá
A edição de hoje do Diário do Minho
antecipa desde já a aprovação em Reunião de Câmara de uns quantos ajustes
directos, dois dos quais consideramos serem merecedores de atenção:
O primeiro vem no seguimento da cada
vez maior preocupação com todo o rocambolesco processo de
privatização do estacionamento público à superfície.
Pois bem, o Município prepara-se para
desembolsar 20 mil Euros em benefício da Braga Parques, por conta de um
contrato de "aquisição de serviços de aparcamento das viaturas a remover
durante o ano de 2013".
Para quem não sabe, os veículos em
transgressão de estacionamento e sujeitos a reboque na cidade de Braga são
depositados num parque de estacionamento privado, pertença da Braga Parques. É
verdade que em adição à coima, o automobilista é forçado a custear também as
despesas do também forçado aparcamento, como quem diz: "não quiseste
estacionar o carro no Parque, agora toma!".
Mas porque carga de água os veículos
rebocados têm de ser depositados num parque de estacionamento privado e porque
tem o Município de Braga de antecipar uma verba ao dono desse parque?
Depois, temos
a adjudicação por 40.560 euros dos serviços de segurança no Mercado
Municipal, à mesma empresa que presta o serviço de segurança de recinto
desportivo no novo Estádio Municipal. O qual, recordamos, o Município arrendou
por 30 anos com proveitos de 180 mil Euros e encargos superiores a 12 milhões.
Um contrato peculiar em que o senhorio tem custos e o inquilino tem lucros.
A família reinante de Braga deve ter em
atenção a velha máxima romana: "à mulher de César não basta ser séria, tem
que parecer também". Neste caso parece não se verificar nem uma, nem
outra.
P.S.: Não é só organizar
feiras romanas, deve-se também aprender algo com esta civilização que tanto
legado deixou nesta cidade.
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
Parcómetros ou parquímetros? Nem uma coisa nem outra!
Braga é conhecida pelo epíteto de “cidade dos três
pês”, os quais são sobejamente conhecidos e portanto a respectiva citação
torna-se escusada. O que pouca gente desconhece é a vontade de alguns em
acrescentar um pê aos três tradicionais, porque da noite para o dia estão a
transformar Braga na cidade dos parcómetros. Ou parquímetros?! Não se sabe ao
certo qual o substantivo mais adequado para nomear estas execráveis maquinetas.
Sabe-se somente que são umas vorazes comedoras de moedas e estão a crescer
pelas ruas bracarenses como cogumelos depois da chuva.
O município é regido há mais de trinta décadas pela
mesma família política. Ainda que legitimada por sucessivos sufrágios
eleitorais, este tão longo apego ao poder não estabelece o patriarca da família
como dono da cidade, e muito menos confere ao próprio ou ao seu séquito, o
título de propriedade das ruas do burgo. A cidade e respectivas vias continuam
e continuarão a ser dos bracarenses. Desenganem-se aqueles que têm agido como
se fossem os donos da cidade promovendo “o caciquismo” típico da primeira
república portuguesa.
Ao entregar a concessão do estacionamento de
superfície aos seus privados, a família reinante está a outorgar o que não lhe
pertence e por período de tempo para o qual não tem legitimidade decisória,
porquanto o contrato de concessão é de 15 anos e renovável por outros tantos.
Saiba-se que o mandato do regente actual termina no final deste ano e o mesmo
não poderá candidatar-se a outro subsequente. Com efeito, a família reinante
nomeou para a sucessão uma figura altiva e que já afirmou rever-se em quase
tudo o que foi feito pelo regente anterior. Nomeadamente, na questão da
expansão das máquinas devoradoras de moedas, ou no enterrar de 8,5 milhões de
euros num cabouco que se supunha vir a ser uma piscina olímpica.
Mas é verdade que o município permitira a extensão a
99 ruas e não a 100, utilizando para tal a mesma habilidade psicológica do
merceeiro que vende o bacalhau a 9,99 euros em vez de 10. Pior, as 99 foram
reduzidas para 27 por questões meramente eleitoralistas e visando mitigar a
crescente onda de descontentamento das populações. Não obstante, o cenário
terrífico duma maquineta suga-moedas à porta da casa de cada bracarense é bem
real.
A justificação de tentar com esta medida melhorar o
trânsito e a mobilidade no centro da cidade é também altamente falaciosa.
Primeiro, o plano de expansão das ditas-cujas maquinetas vai muito além do
centro da cidade. Segundo, a cidade não dispõe de transportes públicos
eficientes e suficientes para fazer os cidadãos preterirem a utilização da
viatura própria.
Por conseguinte, à população assiste-lhe o direito de
expressar livremente a indignação por este atentado aos direitos cívicos, das
formas mais convenientes e de acordo com o ordeiro exercício da cidadania, mesmo correndo o risco de ver o material de contestação
retirado pelo corpo municipal de bombeiros, que no tempo de Inverno lhe sombra
tempo para acudir a este tipo de ocorrências.
Ele aí está, o primeiro parcómetro da nova era em plena Rua 25 de Abril! Pelo nome da rua, dá vontade de cantar "Braga, cidade morena!". E atentem bem na sua delimitação de segurança: ferros espetados, um deles à altura das crianças - que são muitas naquela zona escolar!
Foto de Rui Feio de Azevedo



