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Manuel Beninger

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sábado, 21 de abril de 2012

Assembleia Municipal - Plenário: Concessão de exploração de estacionamento pago na via pública

Pos. 7: Concurso de concessão de exploração de estacionamento pago na via pública na cidade de Braga

A entrega a privados da exploração de parquímetros prejudica a cidade, os seus cidadãos e comerciantes e complica, ainda, mais o futuro do Município, ao querer antecipar receitas.
Mas há mais: surge numa lógica de benefício de outros privados em matéria de estacionamento, lógica que começou há alguns anos com o ruinoso negócio de entrega da construção de parques no centro da cidade à empresa Rodrigues & Névoa, a qual pratica agora preços que são um escândalo, como todos os automobilistas sabem... E que, apesar disso, está isenta de taxas municipais ao contrário do que sucede com o comum dos cidadãos, os tais que pagam os preços escandalosos nos parques da Arcada e do Campo da Vinha. Para enriquecimento lícito de alguns!!!
Demonstremos, pois, o motivo da nossa rejeição da proposta!
1) em primeiro lugar, pensámos que a entrega a privados não serve o cidadão porque vai desencadear uma frenética caça à multa por parte do operador privado – que, diga-se em jeito de aviso, se espera não seja de nenhum familiar de membros do executivo camarário ou do Partido Socialista. E vai afastar, ainda mais, os automobilistas do centro urbano, prejudicando o comércio!
Acresce que, para caça à multa já temos a da PSP local que parece que se preocupa mais em multar automobilistas a qualquer hora do dia e da noite, do que em proteger os seus bens face à criminalidade que todos os dias aumenta.
Ou seja, com este contrato, a Câmara de Braga quer mexer, ainda mais, no bolso dos bracarenses, quiçá para ter dinheiro para pagar à banca os desmandos praticados nos últimos anos, nas obras do estádio e da piscina inacabada, e nas famigeradas e falidas parcerias público privadas para relvados de futebol em algumas  freguesias.
E já agora, pergunto: porque é que não houve dinheiro para construir dois parques de estacionamento no centro da cidade mas já houve 140 milhões para se fazer um estádio novo, caríssimo, ainda por cima?
Está, pois, encontrado o primeiro motivo para a rejeição da iniciativa! É que ela vai sair do bolso dos bracarenses, em parcómetros, coimas e outras taxas indirectas!
Deve dizer-se, de resto, por ser claro, que, com o aumento da caça à multa, além do concessionário, o beneficiado será o grupo Bragaparques, para onde os cidadãos tenderão a levar os carros, para não serem alvo das tais coimas exorbitantes e da recolha compulsiva de viaturas pela Polícia Municipal, que funcionará como uma «moça de recados» face à fiscalização do operador privado!!.
Aproveito para aqui denunciar que a Bragaparques parece, de facto, mandar na Câmara de Braga! Eu explico: alguns empresários de bares e restaurantes do Campo da Vinha pediram, recentemente, e a Câmara autorizou, que fosse permitido o estacionamento gratuito, aos fins de semana à noite, na praceta onde está a estátua do Marechal Gomes da Costa! Dias depois, a permissão foi retirada porque a Bragaparques protestou com base no contrato feito aquando da construção dos parques. Pelos vistos, a Câmara tem um contrato leonino com a Bragaparques, e, se assim é, ele terá de ser revisto quando houver, como a maioria dos bracarenses espera, uma mudança política na governação municipal com a vitória da Coligação Juntos por Braga.
2) Em segundo lugar; além disto, há, ainda, o problema do aumento de preços, porque ninguém acredita no que disse o senhor Presidente da Câmara quando garantiu que as tarifas cobradas nos 1200 lugares a concessionar não podem aumentar!!!
Pergunta-se, então: haverá ou não aumentos anuais? Não sabe a Câmara Municipal que a esmagadora maioria dos cidadãos não beneficia de aumentos anuais de salários?
Recordo a este propósito que, em 2011, a Câmara aumentou brutalmente, em alguns casos em mais de mil por cento, as taxas sobre as esplanadas em toda a cidade obrigando os cafés a pagar-lhe somas exorbitantes! A isto chama-se um Município bem gerido: põe os cidadãos e as empresas a pagar prejudicando a economia e o emprego!
3) Por último, o voto contra do PPM justifica-se, ainda, pelo facto de haver coisas pouco claras no contrato, como a de se saber, em caso de obras na via pública que impeçam o estacionamento, se haverá lugar a indemnização ao concessionário!
Manuel Beninger

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

PPM defende parquímetros ajustados ao século XXI

PPM defende parquímetros ajustados ao século XXI

O Partido Popular Monárquico defendeu, na última Assembleia Municipal, a «urgente substituição dos parquímetros da cidade, por outros mais evoluídos tecnologicamente e que permitam meios de pagamento mais acessíveis e justos.

Para Manuel Beninger, os actuais parquímetros são obsoletos e pouco práticos», pelo que sugeriu que a Câmara Municipal estabelecesse «uma parceria com a Universidade do Minho para o desenvolvimento do “parquímetro para o Século XXI”», mais desenvolvido tecnologicamente e de cobrança ajustada ao tempo, de forma a melhor servir a nossa cidade.

A medida foi reprovada com os votos contra do PS e “Independentes das Juntas”, que durante toda a Assembleia formaram um bloco inseparável, posição que mereceu a declaração de voto do social democrata João Granja, que lamentou a «posição anti-modernizadora» dos socialistas, lembrando que «bastava pedirem o modelo ao também socialista presidente da Câmara de Lisboa, que já está a instalar parquímetros modernos na capital».

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Assembleia Municipal - Plenário: Parquímetros para o Sec. XXI

MOÇÃO

“Parquímetros para o Século XXI”


O PPM julga ser unanimemente reconhecido por todos que a urbe de Braga está “infestada” de parquímetros em quase todo o perímetro urbano. Uns com lógica existencial e outros nem tanto. Mas o que leva o PPM a trazer o tema dos parquímetros para esta Assembleia Municipal prende-se por uma outra razão.

Todos os presentes nesta Assembleia que possuem uma viatura, já tiveram situações em que, ao pretender estacionar a mesma num local de parquímetro, repararam que não possuíam a moeda correspondente ao tempo que pretendiam utilizar no estacionamento. Umas vezes porque a moeda era exagerada para o tempo pretendido, noutros porque a moeda era baixa demais ou mesmo porque não tinham moedas na carteira e somente notas. Situações como estás aqui relatadas, desagradáveis, implicaram a ida a um estabelecimento comercial para pedir a respectiva troca da nota ou das moedas sendo que em algumas vezes o foi negado devido à exiguidade de moedas.

No Século XXI, e com uns parquímetros dos mais caros de Portugal, não é lógico que não se pense na qualidade dos serviços aos utentes.

O que o PPM pretende é que se comece a pensar numa forma de alterar os actuais parquímetros por uns outros mais vocacionados para o utilizador. Os Parquímetros deveriam ter a possibilidade de o utente poder pagar por multibanco, da mesma forma que se paga a via verde nas portagens, podendo inclusive escolher o tempo exacto que pretende ficar no local.

A utilização dessa forma de pagamento iria ser mais justa para o utilizador, mais produtiva e mais segura para a própria Câmara Municipal, por ser menos atractivo a vandalismo.

Ora, considera o Partido Popular Monárquico que é urgente substituir os parquímetros actuais, obsoletos e pouco práticos, por outros, mais harmoniosos, desenvolvidos por materiais mais resistentes a actos de “predadores” e mais desenvolvidos tecnologicamente.

Dessa forma, o PPM vem sugerir ao executivo que tente encontrar, em parceria com a universidade do Minho, o “parquímetro para o Século XXI”.


Por estas razões, o P.P.M. propõe a esta Assembleia Municipal para que se aprove a seguinte moção:

Que a C.M.B. proponha à Universidade do Minho uma parceria no sentido de se vir a desenvolver estudos que projectem um novo “Parquímetro para o Século XXI”, mais desenvolvido tecnologicamente e de cobrança ajusta ao tempo, de forma a melhor servir a nossa cidade.

Manuel Beninger

Grupo Municipal do P.P.M. na Assembleia Municipal de Braga

[Moção não Aprovada: votos Contra PS; Favor PSD, CDS, CDU, BE e PPM]