Mudar o regime Servir Portugal

Manuel Beninger

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segunda-feira, 12 de março de 2012

Agradecimento ao Sr. Presidente. por Pedro Borges de Macedo

Aquando das últimas eleições presidenciais, num texto opinativo que o Diário do Minho publicou, referi que no primeiro mandato do Professor Cavaco Silva, ficou demonstrado que um Presidente da Republica tem limitações de poderes por estar dependente de um segundo mandato. Assistiu-se a esta situação quando o Presidente sofreu um ataque do P.S. para desviar as atenções do País e ganhar umas eleições. No final desse mandato, também ficou demonstrado que de 5 em 5 anos, existe um período de 6 meses em que não se pode demitir um Governo por mais incompetências que cometa. Foi notório que o Professor Cavaco Silva, nesse primeiro mandato, não decidiu com consciência mas sim, com a frieza de nunca ser atacado por favorecimento da sua família política tendo com isso prejudicado o País.
Pode-se perceber que não morro de amores pelo “Engenheiro” José Sócrates e que o considero um político incompetente perigoso, mentiroso compulsivo, ávido de poder a qualquer custo e com uma tendência para ser notícia em casos Judiciais. Com isto quero dizer que o “Engenheiro” José Sócrates é, na minha opinião, um sinónimo de esterqueira política.
Quero por isso agradecer ao nosso Presidente da Republica por auxiliar a população portuguesa a perceber como a Republica é muito mais imperfeita do que a Monarquia.
A falta de lealdade institucional que o Presidente da Republica se queixou, seria pouco provável de existir se Portugal fosse uma Monarquia. E mesmo que acontecesse essa falta de lealdade do Primeiro-ministro perante o Chefe de Estado Monárquico resultaria, obviamente na demissão imediata do Governo com a compreensão de todos os portugueses.
Ao fim ao cabo, essa contumaz deslealdade ficou a dever-se ao “fait divers” de uma suspeita de escutas e à tentativa por parte do P.S. de condicionar a acção política de um presidente que preferiu “engolir sapos” a correr o risco de não ser reeleito.
Um Rei não tem que gerir “Timings políticos” pois não pertence a uma família política, não é oriundo de uma família de esquerda nem de direita e não tem de se preocupar com as sensibilidades destas duas grandes tendências. Um Rei olha para a frente e apenas tem como preocupação a família a que pertence e que são os portugueses.
Desejo igualmente agradecer ao Presidente da Republica Cavaco Silva pois ao escrever as declarações que fez por ocasião do aniversário da sua eleição provou que não é tarefa fácil estar-se preparado para a Chefia de Estado. Um Chefe de Estado não pode nem deve ser vingativo. Não pode nem deve reavivar disputas passadas e enterradas e sufragadas como a que desferiu e que apenas serve para branquear fantasmas. Um Chefe de Estado deve estar atento aos problemas reais do País, sempre mais relevantes do que qualquer “acerto de contas” extemporâneo, como foi este penoso episódio.
Um Rei, porque desde cedo é instruído para desempenhar a chefia de Estado, ou diz na altura própria aquilo que deve ser dito ou então, nada diz em publico que possa desestabilizar a concórdia dos seus cidadãos. Exemplo desta situação é o caso do Rei Juan Carlos que não teve problemas nenhuns em mandar calar o Presidente da Venezuela ao contrário do que fez o nosso Presidente Cavaco Silva na Republica Checa onde depois de ouvir o enxovalho aos portugueses, não teve a dignidade de sair da sala e abandonar ostensivamente o execrável banquete.
Outro exemplo que recordo, é o do Rei D. Manuel II que apesar de lhe assassinarem cobardemente o Pai e o Irmão, não perseguiu o partido que estava implicado nesses actos terroristas e mesmo depois de o expulsarem do País, nunca deixou de amar a sua Pátria e em todas as ocasiões enaltecer os portugueses.
Obviamente que um Chefe de Estado preparado e educado para o ser, desempenha muito melhor a representação do Estado e promove o equilíbrio da Nação do que um qualquer ambicioso que tenta sobreviver mediante os adversários políticos.
Mas um outro problema se coloca. Um dos argumentos que os Republicanos adoram colocar em cima da mesa é a hipotética senilidade que um Rei pode sofrer. Na monarquia, quando um Rei fica senil, afasta-se o Rei. Pelos vistos na Republica não.
Mesmo assim, obrigado Sr. Presidente da Republica Aníbal Cavaco Silva.

Pedro Borges de Macedo
Vice-presidente da CPD de Braga e Vogal da CPN do PPM 

quarta-feira, 9 de março de 2011

VISÃO DE UM MONÁRQUICO; Artigo de Opinião de Pedro Borges de Macedo


Jornal "Diário do Minho" de 7 de Março, pág. 23
VISÃO DE UM MONÁRQUICO
Portugal é um País democrático. Porém, a democracia implementada em Portugal utiliza a arma dos votos para legitimar uma série de pequenas ditaduras instituídas, inibindo a população portuguesa de discutir certos temas considerados fracturantes.
Começa logo pela forma de Chefia de Estado, que foi imposta numa Constituição nunca sufragada e que proíbe outra forma de governo que não a forma Republicana. A única possibilidade de permitir uma consulta popular ao sistema político português, seria a de alterar o artigo 288º, alínea b) dessa Constituição, sendo para isso necessário existirem mais de dois terços de deputados verdadeiramente democráticos, bem formados e justos, razão pela qual me atrevo a escrever que vai tardar a chegar esse dia.
Mas estes receios de consulta popular não são de admirar. Foi sem consulta popular que aderimos à Comunidade Económica Europeia, à União Europeia e finalmente ao espaço Euro. Nunca se consultou a População. Isto porque os nossos Governantes consideravam que a população que os elegeu não era suficientemente preparada para decidir tais temas. Foi uma forma elegante de denominar o Povo de ignorante e de incapaz, razão pela qual que não deveria ter direito de opção nos destinos mais relevantes para o futuro de Portugal. Esse mesmo Povo, segundo os governantes, deverá apenas cingir-se a eleger os deputados pois na realidade, esses representantes da Nação, acabam sempre por ser impostos nas listas eleitorais por uma Direcção Partidária Nacional.
Curiosamente, assistimos recentemente à discussão sobre a redução do número de deputados do nosso Parlamento. Devo referir que até sou favorável a uma redução do número de Deputados tal como a maior parte dos portugueses. Mas a questão é mais profunda que a redução de uns tantos deputados. Para que houvesse lugar a essa redução, seria necessário alterar a forma das Eleições Legislativas. Deveria ser dado ao votante a opção de escolher o Primeiro-Ministro e o Parlamentar que o vai representar no Parlamento. Obviamente que o candidato a parlamentar apenas poderia concorrer pela sua área de residência ou de naturalidade, pela simples razão de haver uma maior probabilidade de o candidato saber quais os problemas, as ânsias e os sonhos dos seus eleitores. E para existir uma maior aproximação do eleito para com o eleitor as eleições dos deputados deveriam ser efectuadas através de círculos uninominais.
Infelizmente, a intenção que está associada à redução do número de deputados não tem um objectivo de poupança de dinheiro do erário público nem de aproximação do eleito ao eleitor, mas sim uma divisão do País em dois Partidos, transformando os outros Partidos em “bandos residuais”. Ficariam assim criadas as condições para uma democracia ditatorial de alternância com uma nova “Ordem Nacional”. Essa nova “Ordem Nacional” teria como cabeça principal a Maçonaria. Não é por isso estranho que a Maçonaria se multiplique em esforços, principalmente na última década, de equilibrar os seus membros entre os dois maiores Partido Nacionais. Obviamente que esse equilíbrio tem como intenção, e independentemente de quem esteja no poder, a existência de um objectivo comum e sem interferências.
Mas também existe uma ditadura democrática nos cargos que acabam por ser escolhidos pelos partidos. E são inúmeros os casos em que esse poder passa de pais para filhos. E não porque sejam competentes, pois a maior parte nunca trabalhou na vida além da política. São assessores, vereadores, presidentes de Câmaras e mesmo administradores de empresas públicas. Todos jovens, à procura de um primeiro emprego para ganhar curriculum e uma carreira promissora. Todos bons rapazes, sem problemas financeiros, sem noção dos problemas reais do País e dos portugueses, apenas preocupados em garantir os seus devaneios luxuriosos e sem preocupação na defesa da causa pública. Seria interessante analisar o que se passou nas Câmaras Municipais ou nas Juntas de Freguesia nos últimos 20 anos. Seria mesmo muito interessante efectuar um estudo sobre os concursos para funcionários autárquicos. Esse estudo deveria analisar quantos dos concorrentes que ficaram nos quadros das autarquias eram filiados dos Partidos ou das suas juventudes partidárias, ou filhos de autarcas ou mesmo de antigos funcionários camarários. Os números seriam assustadores. E eu que sou monárquico, e que os vejo não concordar com a transição hereditária do Chefe de Estado, vejo-os a transmitirem os poderes de pais para filhos, utilizando a arma de que foram legitimados pelo Povo. Mas essa é a grande diferença. É que um monárquico, apenas considera que o único cargo político que passa de pai para filho, após muitos anos de preparação, é o de Chefe de Estado. E para tal acontecer, esse filho tem de o merecer e de estar preparado para essa função. Para um monárquico, o cargo de Chefe de Estado só é hereditário por ser um garante de que essa pessoa carrega em seus ombros toda a História de Portugal. E é mais fácil preparar um Chefe de Estado desde tenra idade para desempenhar as suas obrigações com isenção, sem corrupção e com um único objectivo de defender o que é melhor para Portugal. Nunca deverão, os outros cargos públicos ser hereditários.
Mas assim vai esta República Portuguesa, em que a corrupção é sempre desculpada, os denunciantes são perseguidos, os meninos dos partidos vão tendo emprego garantido nas Câmaras Municipais com concursos públicos de isenção duvidosa, as nomeações políticas vão surgindo com incompetentes a terem ordenados principescos nas empresas públicas, os Primeiros-Ministros são acusados de várias imoralidades mas tudo vai sendo desculpado, os Governadores do Banco de Portugal não têm culpa das fraudes do sistema bancário, os jornalistas são saneados por influências políticas e os Presidentes suspeitam que são controlados por escutas e espiões.
E enfim, Portugal está entregue a estes iluminados mentais e materiais que não crescem por mérito nem pela seriedade mas sim pelos conhecimentos, pela corrupção ou pela submissão, também conhecida pelo “lambe-botismo”.

Pedro Borges de Macedo
Vice-Presidente da distrital de Braga do PPM

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

PRESIDENCIAIS; Artigo de Opinião de Pedro Borges de Macedo


Jornal "Diário do Minho" de 14 de Janeiro de 2011, pag. 20
Portugal está neste momento em campanha eleitoral para eleger o Chefe de Estado. Esta campanha eleitoral tem sido uma prova clara de que os candidatos utilizam o cargo de Chefe de Estado como uma promoção pessoal e não como um sacrifício pela Pátria. Temos 6 candidatos a concorrer ao cargo de Presidente da Republica e cada um é mais brilhante do que o outro.
O Professor Cavaco Silva, actual presidente da Republica, provou a sua vulnerabilidade pois quando atacado por uma questão sem importância alguma, e que seria fácil rebater, como foi o caso de uma simples venda de acções do BPN, não se soube defender, deixando que a ondulação se tornasse num maremoto. É muito inquietante saber que podemos eleger um Chefe de Estado que não tem a habilidade necessária de cortar os boatos logo pela raiz. No mandato anterior do Professor Cavaco Silva, também ficou demonstrado que um Presidente da Republica tem limitações de poderes por estar dependente de um segundo mandato. Assistiu-se a esta situação quando sofreu um ataque do P.S. para desviar as atenções do País e ganhar umas eleições. No final de mandato, também ficou demonstrado que de 5 em 5 anos, existe um período de 6 meses em que não se pode demitir um Governo por mais incompetências que cometa.
Foi notório que o professor Cavaco Silva, neste primeiro mandato, não decidiu com consciência mas sim, com a frieza de nunca ser atacado de favorecer a sua família política e com isso prejudicou o País.
Por essas razões, é que um Rei que nunca pertenceu a uma família política pode decidir para o bem da Nação. O Rei não vem de uma família de esquerda nem de direita e não tem de se preocupar com as sensibilidades destas duas grandes tendências. O Rei não deve nada à Esquerda nem à Direita. O Rei olha para a frente e apenas tem como preocupação Portugal e os portugueses.
O Poeta Manuel Alegre, que se considera um herói da Pátria Portuguesa por ter desertado e ter efectuado uma resistência ao antigo regime através de Argel concorre a estas eleições para Chefe Supremo das Forças armadas. Que situação curiosa esta. Será mais uma valia desta Republica que permite que um desertor possa vir a comandar umas Forças armadas? E será que o Poeta Manuel Alegre, como Chefe de Estado iria homenagear os combatentes do Ultramar mortos em combate? Aqueles que morreram pela Pátria e que apenas são relembrados e a medo no dia 10 de Junho? E como se sentiriam os familiares com tal homenagem “sentida”? Mas o Poeta Manuel Alegre ainda vai mais longe. Acha que estas eleições estão marcadas por uma guerra de esquerda e de direita sendo que quer ser o Presidente de todos os portugueses impondo os valores de esquerda.
Na Monarquia, um Rei não pode ter tendências. Tem de ser imparcial e justo. Que justeza teríamos se este candidato ganhasse?
Este candidato acha que deve haver uma correlação de forças entre o Governo e a chefia de Estado e nunca cooperaria com um Governo de Direita. Seria sempre um Chefe de Estado corrompido pelos valores daqueles que os elegeram e um feroz adversário dos que não concordaram com ele nas eleições.
Manuel Alegre utiliza, nesta campanha, uma estratégia de descredibilização do Professor Cavaco Silva para tentar com isso forçar uma segunda volta. Demonstra-se assim que na república o que interessa são os fins e não os meios.
Prefere descredibilizar o Professor Cavaco Silva na sua seriedade, falando do caso BPN em vez de tentar expor o seu ponto de vista no papel de Chefe de Estado. E tanto atacou que foi atacado pelo caso BPP. Quem tem telhados de vidro não deve atirar pedras. Mas para este candidato, custe o que custar, o que interessa é ganhar mesmo que seja com calúnias ou processos de intenções. Pena que nunca o ouvimos a perguntar ao ex amigo, o Dr. Mário Soares, sobre o caso Melancia. Pena que não o ouvimos a perguntar sobre a licenciatura ou o caso Freeport ao “Eng.º” José Sócrates.
Serão estes talvez os valores do ideal republicano. A política suja do ataque. A dita ética republicana.
Na monarquia não existe ética monárquica nem ética republicana. Apenas existe ética e ou se tem ou não se tem…Pelo menos nestas eleições definiu-se a ética republicana como sendo porca, suja, badalhoca…
O Doutor Defensor Moura, a “lebre” de Manuel Alegre, sabe que não tem hipóteses de vencer estas eleições e concorre para que haja uma segunda volta e consequentemente com maiores custos para um País endividado. Está a fazer um serviço ao Partido Socialista e não ao País. Quão patriota que é este candidato. Considera que ser eleito Chefe de Estado é mais uma etapa na sua carreira. Ou seja, na Republica o cargo de chefe de estado é garantido como uma progressão de carreira política.
O Dr. Fernando Nobre enganou-se nas eleições. Deveria concorrer às legislativas. Pretende mudar o País num cargo que tem mais um papel controlador do que transformador. É um idealista, um utópico e considero que se fosse eleito, acabaria 5 anos depois, desconsolado e triste por não ter cumprido aquilo que prometeu. Prova assim que um idealista pode chegar a chefe de estado e pode assim provocar uma desilusão geral.
O Sr. Francisco Lopes é o candidato que defende a ditadura do proletariado. O sonho deste candidato seria uma União Soviética em Portugal. Sobre este candidato, está tudo dito.
O Sr. José Manuel Coelho é o “Tiririca” português e a prova viva de que um “desbocado” pode chegar ao cargo supremo da Nação. Imaginemos que o Povo de tão descontente votaria nele como protesto. Veja-se a vergonha que seria para Portugal no Mundo. Uma vergonha que sairia cara pois trazia falta de credibilidade em que ninguém confiaria no nosso País nem nos portugueses. Veríamos os juros dos empréstimos a aumentar exponencialmente e provavelmente levaria a uma falência do País. E o grande problema é que há muita gente descontente com o nosso sistema político.
Eu, Pedro Borges de Macedo sou um deles mas considero que a melhor forma de demonstrar esse descontentamento seria pedir uma mudança de regime pacífica alterando a constituição e o famigerado artigo 288 alínea b para que seja decidido a forma de regime. Quando o Povo puder decidir sobre a forma de regime, poderemos viver numa democracia pois a actual forma de regime foi imposta.
É por isso que nestas próximas eleições irei votar, como sempre votei.
Irei votar com um voto nulo a dizer Viva o Rei.
Pedro Borges de Macedo
Vice-presidente da distrital de Braga do PPM

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

XXIII Congresso Nacional do PPM (4)

Pedro Borges de Macedo, vice-presidente da Distrital de Braga

“O P.P.M entrou no Século XXI como um partido sem quadros, parco nas ideias e pobre nas suas divulgações. Podemos dizer com toda a certeza que o partido não percebeu o sentido do ridículo que colocava nas suas afirmações e nas guerras que colocou a outras forças Monárquicas tão legítimas como o nosso partido. Em nada contribuiu para que se mudasse a forma de actuação da política portuguesa e a valorização da figura Real no nosso panorama político”.

(…)

“Neste momento e por mais que seja custoso ouvir estas palavras, todos os portugueses sabem que a República Portuguesa é uma Republica falida, caloteira e não age de boa fé.

Esta República habituou-se a viver acima das possibilidades com um endividamento brutal e necessário para alimentar uma máquina estatal pesada, com investimentos ruinosos como são exemplo os Estádios de Futebol, o TGV, o novo Aeroporto, as novas Escolas luxuosas, entre outros…

A República Portuguesa faz lembrar uma qualquer família endividada, que se comporta com uma fuga para a frente pedindo empréstimos atrás de empréstimos para satisfazer os seus vícios.

Esta República habituou-se, em tempo de eleições, a prometer a pílula dourada, salvadora de todos os problemas como se os problemas estruturais que assolam a Nação se pudessem resolver da noite para o dia com um simples estalar de dedos.

Esta república habituou-se a transmitir uma sensação de impunidade geral em que tudo é permitido. É responsável por uma Justiça lenta, com leis e penas desajustadas e em que as prescrições se tornaram um habitué.

Esta Republica habituou-se a criar cargos de chefia para os elementos partidários sem capacidades de liderança e apenas preocupados em fazer o seu pé-de-meia.

Esta República habituou-se também a transferir alguns elementos influentes nos partidos para cargos de chefia de empresas privadas para que trafiquem a sua influência em troca de uns “dinheirinhos” para as campanhas eleitorais cada vez mais caras.

Por esses motivos, o PPM deverá ser diferente. Deve ser um partido que fale a verdade aos portugueses, que não se preocupe com os dividendos a curto prazo, que acredite que com tempo e com muito trabalho conseguirá ser eficaz na acção política”.

(…)

“Não nos podemos esquecer que foi este partido que trouxe, nos inícios dos anos 80, temas importantes para a discussão pública ao nível do ambiente, do urbanismo, da qualidade de vida e da agricultura.

Foi este partido que tentou demonstrar e alertar, nos finais dos anos 80 e princípios dos anos 90, para os perigos da união europeia e das políticas que atentam contra a produção agrícola nacional.

Nessa época, o PPM andava cerca de 20 anos à frente no pensamento político e foi essa a mais valia que o P.P.M. perdeu na década de 90 em diante e que é preciso retomar”.


Moção de Pedro Borges de Macedo (clique aqui)