Mudar o regime Servir Portugal

Manuel Beninger

terça-feira, 20 de março de 2012

A Luta dos Bastardos Reais

A bastardia real foi quase sempre uma instituição, seja em Portugal ou em qualquer outro reino por essa Europa, dando azo, não raras vezes, a conflitos. Cite-se o exemplo da Guerra Civil entre D. Dinis e seu filho, futuro D. Afonso IV, a pretexto do favoritismo que o primeiro dava ao seu bastardo, Afonso Sanches. Ou o caso de D. João I, que sendo bastardo sucedeu a seu irmão (D. Fernando), que tinha filha legítima (Dª Beatriz). Ou no caso da nossa vizinha Castela, na guerra fratricida entre Pedro "O Cruel" e o seu meio-irmão, Henrique de Trâstamara, filho de seu pai, Afonso Onzeno, e da sua favorita, Luísa de Guzman.
Se fosse necessária mais alguma evidência, vejamos que as chamadas duas dinastias portuguesas (designação de que discordo) que sucederam à linha varonil de Dom Afonso Henriques, tiveram por base filhos bastardos reais, sendo D. João I uma espécie de charneira, porque sendo filho bastardo de D. Pedro I (o tal da Inês de Castro), teve também ele um filho bastardo, Dom Afonso, que casou com a filha única do Condestável D. Nuno Álvares Pereira, e que foi o primeiro Duque de Bragança - título concedido pelo Infante Dom Pedro, que viria a morrer em Alfarrobeira, muito por culpa deste mesmo Dom Afonso, que ele há pouco havia feito duque...
Sempre houve uma luta deliberada pela primazia destas linhas colaterais, que se afanavam por mostrar a sua linhagem real. Em Vila Viçosa, a porta dos nós simboliza essa pretensão. A divisa "Depois de Vós, Nós" não queria dizer outra coisa que isto: "depois da família real, os fidalgos mais importantes do reino somos nós". No entanto essa ascendência foi consolidada sobretudo com base na riqueza incomensurável de Nuno Alvares, após a sua vitória em Aljubarrota, que veio a ser incorporada, na íntegra, na casa de Bragança. Contudo, alguns bastardos reais disputaram essa preponderância, sendo o mais conhecido D. Jorge, filho bastardo de D. João II e que este tentou com afinco coloca-lo no trono no lugar do seu cunhado, futuro D. Manuel. Acabou ostracizado da corte, vivendo em Palmela a maior parte da sua vida, onde era Mestre da Ordem de Santiago.
Se este Dom Jorge teve uma vida pacata, o mesmo não poderá dizer o seu  filho, D. João, cuja vida deu azo, inclusive, para um romance de Camilo Castelo Branco -"O Marquês de Torres Novas"- e que viria a ser o primeiro Duque de Aveiro. O seu drama tem origem no casamento que este jurou ter contraído com Dona Guiomar Coutinho, viúva e herdeira de uma fortuna imensa, e que D. João III quis casar com um irmão seu - O Infante Dom Fernando. Quando este protestou contra este casamento, alegando que já tinha casado, a furto, com a senhora, a sua posição não prevaleceu e acabou encarcerado quase uma década no Castelo de São Jorge. Mais tarde também tentou, debalde, casar com uma filha do 4º Duque de Bragança, o desequilibrado D. Jaime. Apesar de tudo, D. João III, que era piedoso e provavelmente terá sentido remorsos pela situação daquele descendente de D. João II, fê-lo Duque de Aveiro. Mas não deixou de fazer-lhe uma nova afronta: exigiu que ele adoptasse um apelido. Naquela altura era ultrajante, para alguém com aspirações à realeza, ter que escolher um apelido, que os distinguisse da linhagem real.
Então, o agora Duque de Aveiro optou por um apelido alusivo a um antepassado, mas que não pudesse ser apresentado também como troféu pelos Duques de Bragança. Estava excluída a linha de D. João I, porque também entroncava na dinastia brigantina, mas lembrou-se de Dona Filipa de Lencastre, filha de João de Gant, Duque de Lencastre, mulher de D. João I, e que não tinha nenhuma relação com a origem da casa de Bragança. Deve ter-lhe dado imenso gozo optar por um apelido materno tão ilustre, quando o Duque de Bragança descendia de uma tal Inês Pires, cujo pai era conhecido como o "Barbadão". No fundo, o que ele queria dizer era: eu descendo do prestigioso Duque de Lencastre e tu do obscuro "Barbadão". Parco consolo para uma vida que não lhe terá dado grandes motivos de gáudio. 
D. Afonso Henriques

38 ANOS A CORRER POR GOSTO

Não. Não digam os meus adversários socialistas que eu instigo ao ódio, ao ódio pelo Partido Socialista, ao ódio pelo seu ex-líder, o Nefando Primadonna. Não instigo a coisa nenhuma desse teor. Tenho instigado, sim, à indignação com ambos, que é coisa bem diversa e tem como escopo isto: Justiça! Fim da impunidade! Clareza e clarificação totais e absoluto escrutínio ao cêntimo. Se olharmos placidamente para o que têm sido estes trinta e oito anos de 'democracia' partidocrata e impunitária, verificamos ter havido uma corrida entre o PS e o PSD, cuja meta vitoriosa foi a disputa pelo título de partido mais daninho aos interesses gerais, o mais ávido com dinheiros públicos, o mais hibridado Partido-Estado nesse oportunismo glutão sobre o Erário. Quem supera a meta em primeiro lugar? Qual deles chega ao Juízo da História como, simultaneamente, o detentor do ónus da devastação do nosso Presente e do nosso Futuro e o 'prémio' do mais corrupto porque num círculo estéril autotélico? O PS. O PS tem-se revelado muito melhor atleta de fundo e de velocidade. Vence essa corrida com largo avanço porque, dir-se-á, corre por gosto, para nosso desgosto. A questão é colocar os tribunais a limpar, desde logo, o PS, mas também o PSD. Nesse dia, seremos mais felizes e dormiremos melhor. Declaração de interesses: sou católico, democrata e monárquico. República ou Monarquia, os Regimes falham quando os respectivos povos, sem qualquer necessidade e sem qualquer explicação, permanecem pobres. A República Homicida de 1910 falhou. Já só nos falta a indignação pacífica que gere uma mudança.

Joaquim Carlos Rocha Santos

BRAGA REALIZA FEIRA DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ALIMENTAÇÃO

segunda-feira, 19 de março de 2012

S.A.R. D. Isabel de Bragança, entronizada pela Confraria Gastronómica do Pão de Ló Tradicional (6)

Almoço convívio no Restaurante Histórico, durante o qual os convidados foram agraciados com um momento cultural

Uma ode em defesa dos produtos portugueses

 Confraria Chene Routisser (europeia)
 Confraria Gastronómica do Pão de Ló Tradicional
 Confraria dos Gastrónomos do Minho e Confraria da Broa de Avintes
 Confraria do Anho Assado
 Confraria Gastronómica "As Sainhas de Vagos"
 Confraria Gastronómica "Gastrónomos dos Açores"
 Confraria dos Gastrónomos do Algarve
 Confraria Gastronómica dos Milhos
 Confraria da Chanfana
 Confraria da Água
 Confraria do Azeite
 O histórico monárquico vimaranense Drº Reis Torgal representando a Confraria Gastronómica da Panela ao Lume
 Confraria Gastronómica Concelho de Ovar
 Confraria Gastronómica dos Poveiros
 Confraria Gastronómica da Maça Portuguesa
 Confraria Panela ao Lume

S.A.R. a Senhora Dona Isabel de Bragança entronizada na Confraria Gastronómica do Pão de Ló Tradicional (5)

 Desfile das confrarias e seus acompanhantes pelas ruas do centro histórico de Guimarães
Restaurante Histórico
Rua de Valdonas 4 (junto à Praça de Santiago) 4800-476 GUIMARÃES

Morreu o rei do Tonga

Morreu o rei do Tonga, George Tupou V tinha 63 anos. Foi hospitalizado ontem de urgência em Hong Kong e faleceu poucas horas depois. Quando assumiu o trono em 2008, Tupou V impulsionou a democracia na última monarquia feudal do Pacífico Sul. O monarca cedeu a maioria dos poderes ao parlamento e convocou as primeiras eleições legislativas do arquipélago em 2010.

CRIANÇAS E COMPUTADORES; Artigo de Opinião de Sílvia Oliveira

As crianças pertencem à “geração dos computadores e o ato de clicar tornou-se numa nova forma de interagir com o mundo. Seymour Papert, em A Família em rede (Lisboa, Relógio de Água Editores,1997) afirma mesmo que existe um apaixonado caso de amor entre as crianças e os computadores. Os seus olhos brilham com o desejo de se apropriarem deles, sabendo que lhes pertencem, evidenciando-se, assim, uma relação afetiva com a máquina e uma grande “plasticidade mental” ou cognitiva, capaz de anular bloqueios e angústias na interação com o “outro”.
Todos nós já observámos que o computador é visto pelos mais novos com curiosidade, naturalidade e muito entusiasmo, notando-se neles uma grande facilidade em trabalhar com este instrumento, facto que contrasta com as muitas dificuldades evidenciadas pelos adultos.
De facto, todas as pessoas, independentemente da idade, são atraídas pelo que fascina, mas também pelo que intriga e até assusta, o que se verifica na relação da criança com o computador. Apesar de ele já ser vulgar na sua vida, não se apresenta neutro, conseguindo provocar o pensamento, intervindo mesmo na forma de pensar. O computador fala, ganha jogos, sabe de novas coisas, etc.. Faz com que as crianças sejam confrontadas com uma “espécie de vida”, que as leva a pensar, mas não a sentir, a aprender mas não a escolher, a interagir mas não a desenvolver relações com outras pessoas. Verifica-se, assim, que o computador na posse da criança favorece o individualismo e o isolamento, o que não acontece no estabelecimento de laços e na cooperação espontânea com outras crianças – excelente elemento socializador – ou com o acompanhamento conhecedor do adulto. Este, sendo possuidor de uma vertente pedagógica, para além da simples questão técnica, consegue que a criança aprenda escrevendo, falando, desenhando, comunicando, investigando, criando e interagindo, transformando, com essa ação consciente e programada, simples “ilhas isoladas” em “comunicadores eficazes” que vão desde a aprendizagem interativa a complexos trabalhos em grupo.
Daqui se conclui que é fundamental que os computadores e todos os seus sistemas digitais estejam contextualizados na educação formal, não formal e informal, como recurso pedagógico aberto a novas formas de interagir, aproveitando-se, assim, as enormes potencialidades de socialização e aprendizagem disponibilizadas pelas ferramentas da sociedade da informação.
Sílvia Oliveira
deputada PPM na Assembleia Municipal de Braga
Jornal “Diário do Minho” de 17 de Março, pág. 21

S.A.R. a Senhora Dona Isabel de Bragança entronizada como Confreira de Honra da Confraria Gastronómica do Pão de Ló Tradicional (4)

 Largo do Toural
Deslocação de autocarro para o Paços dos Duques de Bragança
 D. Afonso Henriques, Pai de Portugal
 Recepção, nos Paços dos Duques de Bragança, pelo Dr. Gonçalo dos Reis Torgal
 Drº Inácio Ribeiro, presidente da Câmara Municipal de Felgueiras
 Drº António Magalhães, presidente da Câmara Municipal de Guimarães
Discurso de boas vindas, proferidas por Sua excelência o Sr. Presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Dr. António Magalhães
Oração de Sapiência, a cargo da Dra. Isabel Fernandes, ex diretora do Museu Alberto Sampaio e investigadora na área da doçaria conventual e tradicional
 Oferta de um livro alusivo a Guimarães pelo presidente do município Drº António Guimarães
Junto à estátua de D. Afonso Henriques

Palavras leva-as o vento: O Pai , por Carlos Aguiar Gomes

Às vezes, para não dizer com imensa frequência, as palavras ditas voam e perdem-se rapidamente. E é pena. Se forem escritas, a probabilidade de ficarem é muito maior. Por isso, a escrita tem enormes vantagens sobre a palavra dita, não se opondo, contudo.
Por que o vento (ou os ventos?) que andam por aí a soprar, não só as palavras se podem perder, se podem cruzar baralhando-se, como corrermos sério risco de o próprio sentido daquelas se esvaziar ou confundir. Assim, e por isso, decidi dar a esta minha colaboração, o título que já se leu: «Palavras leva-as o vento…»
… E para começar, irei contribuir para “assentar” algum conceito que anda p`rá aí um pouco perdido. Falo do que é ser Pai, até porque se avizinha o “Dia do Pai” que irá ser celebrado com muito ruído e, talvez, pouco conteúdo. E sem conteúdo a palavra (as palavras) têm sentido? Se há o livre arbítrio para lhe darmos o sentido que cada um quer, gera-se a confusão e perdemos a clareza na comunicação.
Não vou à etimologia da palavra Pai. Todos sabemos de onde vem e como evoluiu do latim para o português, deixando pelo meio a palavra padre (presbítero).
Pai, pela natureza das coisas, da biologia essencialmente, é o Homem (macho) que colabora com a Mulher (fêmea) para a geração de um novo ser, o filho (não entro nestas “coisa” idiota ao máximo de dizer ou escrever o/a filho/filha!...). Portanto, o primeiro atributo é o ser co-autor, co-gerador, de um novo ser humano. Daqui derivam os outros atributos: acolher, educar, amar, preparar para o futuro o seu filho, “seu” que não significa proprietário, dono. Simples, apesar de muito especial e responsabilizante, tutor, orientador do hoje-do-filho para o futuro-do-filho.
Porque é co-gerador e especial orientador e ordenador do filho, para a adultez, o Pai (com a Mãe) é uma “peça” fundamental na Família para a educação dos filhos. Cada Pai é Pai porque tem filhos e, logicamente, que não há Pai sem filho (s) . Desde o momento da concepção, em que o seu contributo, mínimo em tamanho mas enorme em consequência, vincula de tal modo o novo ser que este jamais se pode desfazer desse património paterno (e materno igualmente). Não se é Pai às vezes ou Pai só quando se quer ou pai a termo. É- se Pai para a eternidade. Todos temos a experiência própria ou próxima de Pais que já morreram e nunca se ouviu, ouve ou ouvirá alguém dizer o “meu ex-Pai”. Até nas situações de abandono, negligência, maus tratos ou outras que ferem a dignidade do seu pai, este permanece Pai, ainda que, para salvaguardar a integridade e dignidade do(s) filho(s) àquele tenha que ser retirado o exercício do serviço paternal e entregá-lo a quem o possa exercer. Por isso  se criaram expressões como “Pai adoptivo”. Precisamos de qualificar este ministério já que ele, assim, não é, pelo direito natural, o normal. Um Pai é Pai sem mais adjectivos. E chega para percebermos totalmente o alcance da palavra e do conceito. Infelizmente, assistimos a uma guerra contra a própria natureza a que não podemos nem devemos ficar indiferentes. E o Pai é um Homem, um ser que precisa de uma Mulher, a Mãe, para a procriação. Por isso, não pode haver, a Biologia nega-o, dois pais ou duas mães, como geradores de uma criança. E se é assim (só a ignorância admite o contrário), a educação dos filhos não deverá dispensar a presença do Pai e da Mãe, ainda que não cohabitem e vivam numa relação conflituosa.
No dia do Pai, que os ventos que sopram não destruam o que cada Pai é, deve ser e deve querer ser. 

Cabinda, uma nação luta pela sua liberdade



Mittwoch, 21. März um 19.30 Uhr (nach der Abendmesse von 18.30 Uhr), „Cabinda, ein Volk kämpft um seine Freiheit“ mit Bartholomeu Capita. Der 1962 in Cabinda geborene Freiheitskämpfer studierte Internationales Recht und Military Engineering. Seit 2008 lebt er als politischer Flüchtling in der Schweiz. Er spricht gut deutsch. In Bern und Genf setzt er sich bei den internationalen Organisationen und den Regierungen für die Unabhängigkeit der angolanischen Exklave zwischen der Republik Kongo und der Demokratischen Republik Kongo ein. Cabinda hat 300‘000 Einwohner und ist so gross wie der Kanton Bern. 1885 wurde es eigenständiges Gebiet, 1975 aber von Angola annektiert. Über 400‘000 Cabinder sind zudem auf der Flucht. Das Land ist reich an Bodenschätzen (Erdöl, Diamanten, Uran). Der Abend steht unter dem Patronat der Kontaktpersonen zum christkatholischen Hilfswerk Partner sein der Christkatholischen Kirchgemeinde Bern. 

Desde 2008 Bartholomeu Capita vive, como refugiado político, na Suíça. Nascido em 1962 em Cabinda, este combatente da liberdade estudou Direito Internacional e Engenharia Militar.

Em Berna e Genebra, senta-se entre os governos e organizações internacionais para atingir a independência do enclave angolano.
 Cidade de Cabinda
 Tratado de Simulambuco
Bartholomeu Capita