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Manuel Beninger

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quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Condecoração de Hintze Ribeiro com o grande colar da ordem do Tosão de Oiro


Imagem: na presença de D. Carlos I, o rei de Espanha Afonso XIII condecora o politico Açoriano Hintze Ribeiro com o grande colar da ordem do Tosão de Oiro. A cerimónia decorreu a bordo do couraçado Carlos V, no Tejo, em 12.12.1903. Os monarcas envergam grandes uniformes da marinha. O presidente do Conselho de Ministros, Hintze Ribeiro, traja farda direita, que era o uniforme de gala dos ministros de Estado e dos membros do Conselho de Estado. Sobre a credencia avistam-se a Bíblia aberta e um crucifixo. O ritual da outorga de insígnias das ordens militares foi mantido pelos regimes republicanos, pese embora expurgado da liturgia monárquica e religiosa.
Fonte: Ilustração Portuguesa, n.º 7, de 1903, Marco Caneira

sábado, 4 de agosto de 2012

Um grande açoriano e português morreu há 105 anos

Ernesto Rodolfo Hintze Ribeiro (Ponta Delgada, 7 de novembro de 1849 - Lisboa, 1 de agosto de 1907) foi um político português de origem açoriana. O seu nome aparece por vezes grafado como Ernesto Rodolpho Hintze Ribeiro e Ernst Rudolf Hintze Ribeiro.
Distinto parlamentar e par do Reino, procurador-geral da Coroa, ministro das obras públicas, das finanças e dos negócios estrangeiros e líder incontestado do Partido Regenerador, por três vezes assumiu o cargo de presidente do Conselho (equivalente hoje ao lugar de primeiro-ministro). Foi um dos políticos dominantes da fase final da Monarquia Constitucional, ocupando a presidência do ministério mais tempo que qualquer outro naquele período.
A ele se devem importantes reformas, algumas das quais ainda perduram, tais como as autonomias insulares (1895), o regime das farmácias e a criação do regime florestal (1901). O Decreto de 24 de dezembro de 1901, que regula o regime florestal, ainda está em vigor. Feito Conselheiro de Estado efectivo em 1891, recebeu múltiplas condecorações, entre as quais a grã-cruz da Torre e Espada.
Foi presidente da Comissão Central 1.º de Dezembro de 1640, no período de 14 de novembro de 1900 até à data da sua morte, e sócio efectivo da Academia Real de Ciências.