Mudar o regime Servir Portugal

Manuel Beninger

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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

SS.AA.RR. os Duques de Bragança, na missa de homenagem a SM o Rei Dom Carlos I e SAR o Príncipe Dom Luís Filipe

Suas Altezas Reais os Duques de Bragança, Dom Duarte e Dona Isabel, presentes na missa de homenagem a Sua Majestade o Rei Dom Carlos I e Sua Alteza Real o Príncipe Dom Luís Filipe, por ocasião do 107 aniversário do regicídio, na Igreja de São Vicente de Fora, em Lisboa.
A direcção da APAM - Associação Portuguesa dos Autarcas Monárquicos marcou presença nas cerimonias.
Com Luís Varela e Fábio Reis Fernandes, presidente da Real Associação da Beira Litoral
Dr. Luís Lavradio, presidente da Causa Real
Suas Altezas Reais os Duques de Bragança, Dom Duarte e Dona Isabel, presentes na missa de homenagem a Sua Majestade o Rei Dom Carlos I e Sua Alteza Real o Príncipe Dom Luís Filipe
Com Eng. Fábio Reis Fernandes, presidente da Real Associação da Beira Litoral

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Como foram mortos o rei D. Carlos e o filho

OS DIAS EM QUE O DN CONTOU: No dia 2 de fevereiro de 1908, o Diário de Notícias chamou à sua primeira página a notícia do atentado ocorrido na tarde da véspera e que vitimou o rei D. Carlos e o príncipe herdeiro Luís Filipe. Durante os 20 dias subsequentes, o jornal manteve nas suas páginas notícias relacionadas com o acontecimento. Em algumas edições, como no dia dos funerais – a que assistiram delegações estrangeiras -, o tema ocupou várias páginas, ilustradas por desenhos.

No domingo 2 de fevereiro de 1908, à largura das oito colunas da sua primeira página, em letras visíveis a uma razoável distância, o DN dá a notícia do “Gravissimo attentado contra a família real/ Morte d’El-Rei e do Príncipe Real D. Luiz Filipe”. Nessa chamada, que é simultaneamente editorial, o jornal assume que não irá dar qualquer novidade à população de Lisboa sobre os acontecimentos ocorridos ao fim da tarde da véspera, uma vez que estes “já devem ser do conhecimento de todos”. Mas, para acabar com rumores que sempre surgem nestas ocasiões, o jornal fará o relato de “todos os factos” sem os comentar. E, de facto, assim acontece ao longo dos 20 dias em que o regicídio e as suas consequências marcam presença nas páginas do jornal.
Ainda no editorial desse dia é afirmado que na história de Portugal “não se registava até hontem um unico regicidio”. E o texto, que sublinha o repúdio perante tal ato, lamenta que tenha sido atingido, “alem do chefe do Estado, o seu filho primogenito para o qual tantas esperanças se voltavam e cuja irresponsabilidade na direcção dos negócios publicos parecia dever pôl-o a coberto de uma vingança tanto mais condemnavel quanto é certo que attingia innocentes”.
Fruto de um trabalho de equipa, o DN revela aos seus leitores como ocorreram os factos, como reagiu o País e o estrangeiro ao “acontecimento sensacional, como nunca se tinha dado entre nós” – o assassínio do rei D. Carlos e do príncipe herdeiro Luís Filipe “a tiros de carabina quando passavam pelo Terreiro do Paço de regresso de Vila Viçosa e se dirigiam para o Paço das Necessidades”.
O atentado contra o Rei Agrícola – um dos cognomes pelos quais ficou conhecido D. Carlos – surpreendeu e entristeceu o País em geral, no entanto, “estava escrito na parede” que algo assim iria acontecer…
A agitação social e política que se registava no País já vinha do tempo de D. Luís (1838–1889), mas agudizou-se no reinado de D. Carlos com a questão do Mapa Cor-de-Rosa e adquiriu foros de violência, devidamente aproveitada e alimentada pelos republicanos, com a ditadura de João Franco, que o monarca chama para o poder em 1906.
Fundador, em 1901, do pequeno partido Regenerador-Liberal, João Franco percebe que não conseguirá governar com aval parlamentar e pede ao rei que dissolva o Parlamento passando a governar por decreto. D. Carlos aceita: faz assim a primeira assinatura da sua sentença de morte. A definitiva fá-la em Vila Viçosa, nas vésperas de regressar a Lisboa, quando João Franco lhe apresenta o decreto que pune com o degredo os acusados de crimes políticos. O decreto tinha como alvo os republicanos e progressistas que, a 28 de janeiro de 1908, tentaram uma revolução.
A 1 de fevereiro, a família real regressa de Vila Viçosa onde o rei tinha por hábito passar todos os anos a temporada de caça. Esse ano não foi exceção, apesar da agitação política e social que se vivia no País. Na estação fluvial do Terreiro do Paço, onde chega com atraso, tem a esperá-la muita gente e membros do governo, entre eles o odiado João Franco, que manteve alguns momentos de conversa com o rei, enquanto a rainha era presenteada com um ramo de flores que lhe levou uma criança. Depois D. Carlos, D. Amélia, D. Luís e o infante D. Manuel partiram em direção às Necessidades. Em carruagem aberta, porque a tarde estava amena e porque o rei queria dar uma ideia de normalidade. “Já a carruagem real tinha passado em frente do ministerio da Fazenda quando se ouviu um tiro que, segundo pessoas que presenciaram o facto, fôra de carabina e disparado por um homem que vestia casacão, e que tinha saído da fila do povo que estacionava no passeio, do lado da praça”, conta o DN. A esse tiro outros se seguiram, com as consequências que se conhece: o rei e o príncipe herdeiro morreram, o infante D. Manuel ficou ligeiramente ferido num braço. Mortos também os dois assassinos: Manuel Buiça e Alfredo Costa.
Depois, é a proclamação do jovem – 19 anos – e novo rei, a quem o DN deseja que seja tão “venturoso” como foi o primeiro monarca com esse nome, e a escolha de um novo chefe de Governo, Ferreira do Amaral, de quem o jornal fez um pequeno perfil.
E à medida que se procura estabilizar a vida política, preparam-se os funerais que trazem a Lisboa inúmeras delegações de casas reais europeias com as quais o rei tinha ligações familiares ou apenas amizades. Por exemplo, em Londres, foi decretado luto pela morte do monarca português. Da França republicana veio também uma delegação. “Dezenas de jornalistas estrangeiros” acorreram também a Lisboa para cobrirem o que estava a acontecer, tal foi o impacto do regicídio além-fronteiras.
D. Manuel II, que não estava preparado para reinar, afirma querer fazer o melhor para a nação, mas todos os seus esforços não serão capazes de travar as ideias republicanas que se afirmam e que acabam por vencer em outubro de 1910.
LUMENA RAPOSO

Nas dezenas de páginas que o DN produziu relacionadas com o atentado que vitimou o rei D. Carlos e o príncipe herdeiro Luís Filipe não existe a assinatura de um único jornalista, editor ou diretor do jornal. Percebe-se que todo o trabalho foi fruto de uma equipa que não se poupou a esforços para dar diariamente ao leitor o que acontecia nas principais cidades e nas pequenas cidades de província de onde chegavam a Lisboa milhares de telegramas de condolências e onde foram rezadas missas em memória de D. Carlos e do príncipe. Além disso, os redatores do DN responderam positivamente ao pedido de informações de jornais da Europa e do Japão que “queriam saber o que se estava a passar em Lisboa”.

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quinta-feira, 13 de março de 2014

Missa de sufrágio por El-Rei D. Carlos I e pelo Príncipe Real D. Luiz Filipe, em Braga


A monarquia.tv - TV Monarquia Portuguesa esteve em Braga para cobrir a missa da Evocação do Regicídio, SMF Rei D. Calos I e SAR Príncipe D. Luís Filipe.
Infelizmente não fomos autorizados a realizar filmagens da missa propriamente dita, apesar do que estava anteriormente combinado, mas não quisemos deixar de realizar um pequeno apontamento, atestando a nossa vontade e a nossa determinação em levar até vós este tipo de eventos que são de toda a pertinência e importância para Portugal.

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terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

FAMÍLIA REAL PORTUGUESA NA MISSA DE SUFRÁGIO POR EL-REI D. CARLOS I E PELO PRÍNCIPE REAL D. LUIZ FILIPE


Fonte: Real Associação de Lisboa

106 anos depois de Regicídio

REGICÍDIO - A CONTAGEM DECRESCENTEJorge Morais
A Mais Secreta e Pérfida Conspiração da História Contemporânea de Portugal
Os monárquicos dissidentes e a Carbonária envolvidos no conluio para derrubar a Coroa Portuguesa.
A crónica, a par e passo, de uma trama que vitimou o Rei e o Príncipe Real em 1908 e deu lugar, 33 meses depois, ao fim da Monarquia Constitucional e à instauração da República no nosso país.
Num texto de grande rigor historiográfico e inteiramente baseado em fontes certificadas, usando uma linguagem acessível e cativante, o autor retrata o caos de uma Nação no limiar do século do povo.
PVP: 10 €
Nº de Páginas: 208 | Formato: 16 x 23 cm | ISBN: 978-972-8958-40-4
* Oferta válida para todas as encomendas efectuadas e pagas por transferência bancária até 7 Fevereiro 2014.
OS ÚLTIMOS DIAS DA MONARQUIAJorge Morais
1908 - 1910:
DA ESPERANÇA DE TRÉGUAS À INSTAURAÇÃO DA REPÚBLICA
Em 6 de Outubro de 1910, telegrafando o fim da Monarquia para a Gazeta de Notícias, do Rio de Janeiro, Eduardo Schwalbach escreveu com uma ironia de fel: «Ao cabo de longos e porfiados esforços, os monárquicos acabam de implantar a República em Portugal.»
A TRÉGUA FRUSTRADA:
O DESCONHECIDO "PACTO LIBERAL" DE 1908 ENTRE REPUBLICANOS E MONÁRQUICOS
Em Abril de 1908, pouco depois do regicídio, dois dirigentes republicanos e um áulico da Corte de D. Manuel II congeminaram, em casa de Bernardino Machado, um pacto de tréguas que convinha às duas partes: exonerando os republicanos da má fama de envolvimento na matança do Terreiro do Paço, daria à Monarquia o “benefício da dúvida” e ao regime um último fôlego, tão necessário no início do novo Reinado. Apesar de acarinhado pelo jovem Rei e apoiado pelo primeiro-ministro, o pacto foi frustrado nos corredores do Poder pela feroz oposição de um dos líderes monárquicos; e a sua inviabilização esteve na origem da opção revolucionária dos inimigos do regime, que acabaria por conduzir à instauração violenta da República, em 5 de Outubro de 1910. Apesar da sua importância para a compreensão do processo republicano português, o “Pacto Liberal” (como então se lhe chamou) tem permanecido até hoje omisso na história “oficial” do período. É dessa trégua gorada que este livro se ocupa, documentando os últimos dias de um regime condenado pela cegueira de muitos e pela ambição de alguns.
«Obra lúcida e certeira, que vem enriquecer sobremaneira a historiografia deste período. Jorge Morais tem-se afirmado nos últimos anos como autor de brilhantes ensaios historiográficos, baseados em sólidas pesquisas de fontes […]. Dotado de um notável poder de síntese e servido por uma escrita ágil e fluente, Jorge Morais conseguiu prender o leitor da primeira à última linha sem nunca sacrificar o rigor da investigação ou evitar a convocação do imprescindível corpus documental.»
Prof. Doutor António Reis in Prefácio
Nº de Páginas: 248 | Formato: 16 x 23 cm | ISBN: 978-989-677-000-6
* Oferta válida para todas as encomendas efectuadas e pagas por transferência bancária até 7 Fevereiro 2014.

+ INFORMAÇÕES: zefiro

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Missa por alma do Rei Dom Carlos e do Príncipe Dom Luís Filipe


acima
Ex.mos Senhores

Cento e seis anos após o regicídio, um grupo de monárquicos vai mandar celebrar Missa de Sufrágio por Sua Majestade o Rei Dom Carlos e Sua Alteza Real o Príncipe Dom Luís Filipe, no próximo dia 1 de Fevereiro (sábado).
A Eucaristia terá lugar na Basílica dos Congregados, pelas 17h00. Será celebrante o Reverendíssimo Senhor Padre José Barbosa Granja, muito ilustre Reitor da Basílica dos Congregados.

Manuel Beninger

Regicídio


1 de Fevereiro de 1908, Lisboa, 17 h., entre
 o Terreiro do Paço e a Rua do Arsenal,
com a Morte à espreita.....

Era  Fevereiro  O  Primeiro
A Besta vomitava fogo e ácido
No chão armava o Besteiro
No ar desflorava forte e rápido
A Virgem incauta e serena
Que de si já afasta a Verbena...

Pura e sacra essa Verbena...
Perdida num trovão de espanto e medo
No Terreiro jaz um anjo e uma avena
Entre a mole humana o sangue e o segredo
Adivinham já a língua de estanho
Da escuridão que cai sobre o rebanho!.....

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Missa evocativa do 105.º aniversário do Regicídio com a presença da Família Real Portuguesa

Infantes em acto oficial com pais
Os filhos varões dos duques de Bragança estiveram presentes na missa do regicídio
Dona Isabel e Dom Duarte Pio, Duques de Bragança, compareceram na missa do regicídio e não foram sozinhos. Os infantes Afonso de Santa Maria, de 16 anos, e Dinis, de 13, mostraram como já estão crescidos e interessados nos atos oficiais da casa de Bragança. A esta cerimónia, que se realiza anualmente, faltou apenas a irmã dos meninos, Francisca, de 15 anos. Este acontecimento faz parte dos livros de História e comemorou este mês 105 anos. A morte do rei Carlos I e do filho, o príncipe Luís Filipe – que foram assassinados a 1 de fevereiro de 1908, na Praça do Comércio, em Lisboa, por membros da Carbonária, que pretendia enfraquecer a Monarquia – foi evocada através de uma missa de sufrágio, na Igreja de São Vicente de Fora, a que se seguiu uma romaria ao Panteão Real onde foi depositada uma coroa de flores junto aos túmulos de pai e filho.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

SS.AA.RR. os Duques de Bragança na missa evocativa do 105.º aniversário do Regicídio


FAMÍLIA REAL NAS CERIMÓNIAS EM S. VICENTE DE FORA
SS.AA.RR. os Duques de Bragança, S.A.R. o Príncipe da Beira e S.A. o Infante Dom Dinis de Bragança na missa evocativa do 105.º aniversário do Regicídio, homenageando S.M. El-Rei Dom Carlos I e S.A.R. o Príncipe Real Dom Luís Filipe, no Panteão Real, em Lisboa.
CERIMÓNIAS NA IGREJA DE S.JOSÉ DAS TAIPAS NO PORTO
RUI ALMEIDA D´EÇA SÁ
JOSÉ PERES SILVA BASTOS e HUGO SOUSA PINTO
 FÁBIO REIS FERNANDES
DOROTEIA VASCONCELLOS E HÉLIO LOUREIRO
JORGE LEÃO

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