Mudar o regime Servir Portugal

Manuel Beninger

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segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Jorge de Alcântara Carreira é o Mandatário do PPM no Porto


Jorge Carlos Nogueira de Alcântara Carreira (1936) é o Mandatário do Partido Popular Monárquico (PPM) na coligação PORTO FORTE.
Após o 25 de Abril de 1974, foi Conselheiro Nacional e Político do PPM (Partido Popular Monárquico) e dirigente da Aliança Democrática (PSD/ CDS/ PPM) no Norte. Sempre pelo PPM, foi deputado na Assembleia Municipal do Porto (1980-1985) e Presidente da Assembleia de Freguesia de Paranhos.
Em 1993, recebeu a Cruz de Mérito da Causa Monárquica, no Grau de 'Cruz de Mérito com Placa'.
Jorge de Alcântara Carreira esteve presente no Jantar de Reis em Braga. Na fotografia com o filho Rui Carreira e amigos Gonçalo dos Reis Torgal e Portal Madeira.

domingo, 28 de outubro de 2012

O FUGITIVO; por Gonçalo Reis Torgal


De novo recorro não a um livro, mas a um Filme para intitular estas Crónicas de que alguns já andam aborridos porque eu “só digo mal”, o que é mentira, pois como dizia o épico, ainda não saneado nesta fúria contra tudo o que soa a Pátria:  “Não digo se não verdades puras!”. Filme que tem um suporte literário, enredo ou livro, que não tenho e desconheço. Trata-se da série de sucesso televisivo, que nos inquietou os serões vinte ou mais anos lá irão, e de onde nasceu um Filme  O Fugitivo de 1993 realizado por Andrew Davis, com Harrison Ford no papel de Dr. Richard Kimble e Tommy Lee Jones como Samuel Gerard. Não confundir com o filme de igual nome de John Ford, 1947, protagonizado por Henry Fonda, da novela de Graham Green O Poder e a Glória, passado e filmado no México.
Como lembram, o Dr. R. K. é acusado e condenado pela morte da Mulher. Inocente, consegue fugir, perseguido pelo feroz Tenente Gerard. A escolha do título para esta Crónica, que dedico a um HOMEM que nunca fugiu, mas nos fugiu, o Poeta Jornalista Manuel António Pina, lembrouse-me dado o panorama português de tantos fugitivos. Fujões, melhor diria, já que nenhum acirrado Tenente Gerard ou implacável Javert os persegue por mais crimes de lesa Pátria que hajam cometido, pelos quais por vezes até são promovidos ou, pelo menos, gozam de um “exílio” dourado, crimes face aos quais as Leis que outros ferem não têm aplicação, não se sabe a razão.
Fugiu Cavaco para travessia no deserto, castigado pelos portugueses, traindo o Dr. Fernando Nogueira, depois de delapidar os milhões da Europa em delírios do betão e desastrosos contratos, com os quais destruiu uma Agricultura pelo menos de remedeio, uma frota pesqueira de abundância, transportes ferroviários, veias de um interior ainda não desertificado se bem que abandonado, empobrecendo o País já de si pobre, mas enriquecendo os mais arteiros dos seus próximos que fugiram da Tutela para a frente de empresas tuteladas, com as quais haviam estabelecido contratos leoninos para elas, ruinosos para o Estado. Fugiu Guterres após anos de desgoverno, feito Comissário Mundial não lembro de quê. Fugiu Durão Barroso, “rei” nu de uma falsa Europa. Fugiu Constâncio, promovido, quiçá por ter fechado os olhos ao descalabro do BPN. Fugiram os burlões desta Burla bem maior do que a de Alves dos Reis (cf. a minha Crónica O Segredo da minha Confissão, aqui publicada) face à complacência da Justiça e que hoje nos custa os olhos da cara e ao ex-Secretário Geral do PS rende milhões. Fugiu o Eng.º Sócrates gozando Boa Vida em Paris, ninguém sabe a fazer o quê nem à custa de quem, embora corram notícias de enriquecimentos familiares inexplicáveis e fugas para off-shores, que ninguém se incomoda em averiguar e esclarecer. Um Rap da moda já o classificou em refrão de protesto. É “o Zé que fugiu e ninguém mais o viu!”. “Fugiram” outros de vários quadrantes para o El Dourado do Parlamento Europeu, que isto por cá já deu o que tinha a dar, onde não são vistos e pouco achados. À D. Lurdes, que delapidou a Educação e deu forte empurrão no desertificar o Interior, puseram-na a “fugir” para a OCDE. Fogem os ministros num apalhaçado corrupio. Fugiu Paulo Portas para o Brasil incapaz de moderar os desmandos de Coelho Passos Pedro e do Superministério Victor Gaspar. Retornado, fugiu à verdade em discurso patrioteiro e demagógico de falso patriotismo. A Pátria é o PVO, reduzido à miséria, Senhor Presidente do CDS, Partido a retornar ao táxi, por desonrar compromissos, como mostraram as eleições Açorianas. Em ridiculez extrema fugiu o Primeiro Ministro da República em dia grande dos republicanos. O poder, na ausência, fê-lo dia menor e ridículo. A polícia proibiu o Povo de se juntar à comemoração - incrível! Comemoração reduzida a meia dúzia de convidados num como que Pátio das Cantigas onde só não se perguntou - Oh Evaristo! Ainda há disto? (República). Mais gente em Coimbra na apresentação do “Memorial Republicano”. do Prof. Carvalho Homem e Alexandre Ramires. O Presidente do Município, organizador da sessão, esqueceu a República e fez comício. O discurso do Chefe de Estado foi variante dos de plástico a que nos habituou. Os Ministros fugiram por porta escusa, escusando-se a ser vaiados, como o Primeiro Ministro sabia que seria e fugiu. Voltou com ímpeto com um OE incumprível e fugiu do Povo por demais empobrecido. Arruinado o País, fugirá para qualquer El Dourado sem que culpas lhe sejam pedidas. Daí o desplante do “Que se lixem as eleições”. Fuga não tem o povo espoliado, ROUBADO, pois já dizia o Padre António Vieira no Sermão do Bom Ladrão: “Não são ladrões apenas os que cortam as bolsas. Os ladrões que mais merecem este título são os que pela manha ou pela força, roubam e despojam os povos.”
Gonçalo Reis Torgal
Jornal Diário do Minho de 26 de Outubro, pág 23

sábado, 13 de outubro de 2012

O síndroma de Ali Babá


 Drº Reis Torgal com S.A.R. a Senhora Dona Isabel de Bragança
2.ª Carta Aberta ao Senhor 1.º Ministro, com Cópia directa ao Senhor Ministro das Finanças, ao Venerando Chefe Estado e Líderes Parlamentares dos Partidos com assento na Assembleia da República e, hoje, ao Senhor Presidente do Tribunal Constitucional.
Em tempo, em Carta Aberta, indignei-me pelo ROUBO que V.ª Ex.ª ordenou da poupança para a Reforma, que confiei ao Estado, que, como pessoa de bem que se pressupõe ter de ser, sempre a respeitou. V.ª Ex.ª, vivendo e colhendo das JJ, faltou ao respeito ao trabalho e à Constituição, que me garantia ter de ser V.ª Ex.ª, como Governo, pessoa de Bem. Não foi. Não é. Fiel depositário, meteu mão no alheio, coisa que só o desgoverno do “Zé que fugiu” ousara fazer, roubando menos. Obviando o “não leio jornais”, foi em Correio. Designei-a A Arte de Furtar, preterindo “…e os 40 ladrões” por irem muito além os contados. Uso hoje, aportuguesado, “El síndrome de Alí Babá De cómo corruptos y sinvergüenzas acaban yéndose de rositas” de M.ª Ángeles López de Celis. Revela as “quadrilhas que com a maior desvergonha e impunidade andam há anos a esta parte comprometendo a honra da Nação.” Na Carta, acrescia que V.ª Ex.ª cometera a vil indignidade de roubar o Sonho e o Viver presente e futuro a um “velho” de 80 anos.
V.ª Ex.ª, com a habitual sobranceria, caso dela não fez, pois, como diz um Amigo, nem aonde Cabrone mandou os Ingleses V.ª Ex.ª me mandou. Aliás, o proceder de V,ª Ex,ª foi lamentavelmente imitado pelos demais com a excepção de Os Verdes e do Bloco. Do venerando Chefe de Estado não esperava outra coisa. Sem o nível da saudosa Ivone Silva, vai no preto do nunca me comprometo. Do CDS, onde pensei mitigar o absolutismo de V.ª Ex.ª, nicles também. PSD, claro, nem novas nem mandados. Do PS nada, comprometido que está com o estado a que isto chegou. Não tem força moral. Sem repudiar os desmandos do Governo socretino, carece de legitimidade e credibilidade. Do PCP não esperava o silêncio. Quanto a V.ª Ex.ª, entendo a cabroneana economia. V.ª Ex.ª precisava de Toda ela para mandar os Portugueses no discurso com que vilmente os insultou. Vejo hoje que com perverso calculismo.
V.ª Ex.ª anunciou uma TSU paga pelos trabalhadores. Sabia que o país e os empresários “ignorantes” rejeitá-la-iam. Capeava assim um pseudo recuo e o aumento brutal de impostos, que tinha na manga. A plástica desintervenção do Chefe de Estado permite-o, tal como a cumplicidade do CDS, Partido do Contribuinte, ao arrepio da garantia de não mais impostos, como se lê na Carta ao Militante com que um, fiel, procurou sossegar a minha inquietação. A passividade inquieta, mas incapaz, dos partidos da oposição, onde o PS não cabe, pelas razões apontadas, não leva a nada. Ultrajando o POVO, V.ª Ex.ª foi colher autorização e só depois o confrontou com novo desmando. Com o novo IRS, sobretaxas antecipadas e roubo ilegal dos depósitos que os Reformados e Pensionistas lhe haviam confiado (Não será crime inconstitucional, que roubo é, Senhores Juízes do Tribunal Supremo?) V.ª Ex.ª arrasa mais ainda o que restava do Sonho dos “velhos”, agora pesadelos. Tudo ao invés das promessas eleitorais, pelo que o governo não tem a legitimidade que a Deputada Teresa, eco de V.ª Ex.ª, evoca, conjugada com a ridiculez a despropósito do Muro de Berlim. Os factos, que lembro, Senhora Deputada e Senhor Primeiro Ministro, falam por si em palavras Vossas: “Não podemos aumentar esta receita aumentando mais os impostos, porque de cada vez que tivemos um problema de finanças públicas em Portugal, a receita foi sempre a de pôr as famílias e as empresas a pagar mais impostos. Não faz sentido estar a pedir às pessoas, às famílias portuguesas, para pagarem mais a crise, enquanto o Estado atribui milhões aos gestores públicos.” V.ª Ex.ª, longe de Portugal, em Malta, tentou torpe imitação do Discurso de Salazar, na Sala do Risco: “Sei o que quero e para onde vou!”. Virando-se para a malta, pôs ênfase no plural majestático e atirou: “Nós sabemos para onde vamos”. Nós também sabemos que V.ª Ex.ª sabe que nós sabemos (lembra-se, Dr. Paulo Portas?) que V.ª Ex.ª, incapaz de parar o desemprego (pelo menos mais 40 mil sem trabalho), melhorar a Saúde (dezenas passando a noite à porta dos Centros de Saúde para não serem atendidos) e a Educação (professores lançados no desemprego, interior desertificado, sem Escolas, para satisfazer vaidades em anti-pedagógico mega-Centros Escolares), desinvestindo na Segurança (nem mais um – para as forças policiais), desacreditando a Justiça para fazer vingar as ideias da Ministra, desertificando ainda mais o interior; promovendo a recessão, pelo sem dinheiro das gentes e um estúpido IVA de 23 % nos Restaurantes e similares e portagens nas SCUT, já atingiu o objectivo. Fez de PORTUGAL, País pobre, um país de POBRES! Pobre país! Pobres de nós! 
Fraternalmente
Gonçalo Reis Torgal
Jornal "Diário do Minho" de 12 de Outubro, pág. 20