Mudar o regime Servir Portugal
Manuel Beninger
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segunda-feira, 17 de novembro de 2014
quarta-feira, 30 de abril de 2014
Economia Social e/ou Solidária; por Sílvia Oliveira
Desde que há humanidade existem pessoas desprotegidas, com as mais
diversas necessidades, vítimas de infortúnios ou de si próprias – e que têm de
ser ajudadas, fazendo vir ao de cima as qualidades que, felizmente, estão em
todo o ser humano – o altruísmo, a cooperação e a solidariedade – desde tempos
imemoráveis, pois o impulso de ajuda perante a dor do outro é inato, nasce com
o homem, faz parte dele. Lembrar esta realidade e o momento de carência que
atravessamos é decidir, por exemplo, falar um pouco da Economia Social, que
tem, desde 8 de maio de 2013, uma “identidade”: a Lei de Bases da Economia
Social.
A Economia Social é herdeira de uma tradição que se relaciona com o
movimento associativo da primeira metade do século XIX na Europa, onde a
resistência popular fez emergir um grande número de experiências solidárias,
influenciadas pela ajuda mútua, pela cooperação e pela associação. Como
fenómeno social, a emergência da Economia Social está intimamente ligada à
problemática da exclusão social e aos efeitos da carência económica, e tem a
sua origem na crise do Estado-Providência (1980), podendo ser definida como um
conjunto de experiências (que se apoia em atividades económicas) para a
realização de objetivos sociais. Inclui na sua ação ideais de cidadania, num
processo de democratização da economia, do trabalho voluntário e de utilidade
pública. Em síntese: é mais um espaço económico entre o público e o privado que
gera emprego.
Em Portugal, temos a Economia Social de mercado, como as cooperativas e
mutualidades, e as de não-mercado, como as associações, Misericórdias, IPSS’s e
fundações. Segundo a conta satélite do INE (instrumento que nos permite
conhecer a realidade ao pormenor), a Economia Social inclui 3109 cooperativas.
As cooperativas surgiram no século XIX e têm uma função social, de cariz
democrático e uma forte raiz popular. São reconhecidas pela União Europeia e
agregadoras de grande parte dos agricultores.
No que respeita às mutualistas, há 119 entidades, com um milhão de
associados e dois milhões e meio de beneficiários. As mutualistas vêm da Grécia
antiga (entre os séculos VI e V a. C), e surgiram em Portugal após a Revolução
Francesa. O princípio dos associados é dar pequenas contribuições periódicas
para um fundo comum.
Existem ainda 52086 associações, onde se enquadram as 5022 IPSS’s, que
apoiam 600 mil portugueses e pagam salários a 250 mil; 381 Misericórdias,
constituídas de acordo com o Direito Canónico, para satisfazer carências
sociais e praticar atos de culto católico. Antes destas centenárias associações
já existiam irmandades, ordens hospitalares, confrarias e outras organizações
de adesão voluntária. Neste âmbito, também se enquadram as fundações, cujo
património lhes é irrevogavelmente dado, o interesse é social e os seus
objetivos são culturais, de defesa do património, da saúde e do ensino;
surgiram em Portugal no século XX, mas têm a sua origem em Roma. Por último,
podemos incluir as Casas do Povo, associações locais com fins sociais e
culturais, e os bombeiros voluntários como associação humanitária.
Resumindo: 5,5% do emprego remunerado em Portugal pertence à Economia
Social, margem que ronda na Europa os 7,5%. Deste valor, 34,3% dos seus
serviços concentra-se na ação social, seguindo-se a cultura, desporto e
recreio, com 23,5% de trabalhadores. Isto leva-nos a afirmar que a Economia
Social é um mundo de altruísmo e de entreajuda, que dá o primado às pessoas e
centra os seus objetivos no âmbito social, com respeito são pelos valores da
solidariedade, da igualdade, da não discriminação, da coesão social, da
justiça, da equidade e da responsabilidade individual e social partilhada.
Como alguém referiu, a Economia Social é uma constelação de esperanças.
Por tudo isto, perder esta oportunidade é desperdiçar o enormíssimo capital de
criatividade, energia e vocação de milhares de organizações sociais que existem
e operam a nível local, regional e nacional no nosso país.
Importa, por último, dizer que os portugueses são especialmente
criativos e expeditos no que diz respeito à organização de respostas às
necessidades sociais. Por isso, gerar capital comum de conhecimento e
experiência útil para guiar todos aqueles que sentem a vocação ou vontade de se
dedicarem profissionalmente aos negócios sociais é, com grande certeza,
originar um Mercado Social copioso e a criação de mais e melhor emprego.
Sílvia Oliveira, deputada pelo PPM na Assembleia Municipal de Braga
Jornal "Diário do Minho"
terça-feira, 15 de abril de 2014
Desilusão, Ilusão? Artigo de opinião de Sílvia Oliveira
Jornal "Diário do Minho" de 12 de Abril, pág. 14
A ilusão é uma projeção das idealizações da nossa infância, quando nos
iludimos, acreditamos que essa ilusão tem o segredo de tudo o que nos faz falta
esem ela nada faz sentido. A ilusão é um desejo profundo de querer recuperar um
estado de bem-aventurança, a reconquista do paraíso perdido da nossa infância,
que mais não é do que um mito do individuo e um sonho da humanidade, surgindo
deste equívoco a inevitável desilusão a expressar o excesso de dor pelo que já
foi ou até nunca existiu. A desilusão acontece sempre que identificamos um erro
entre aquilo que desejamos alcançar e aquilo que realmente alcançámos.
Sempre que identificamos esta discordância, na grande maioria das vezes,
ficamos decepcionados com os outros ou connosco mesmo.Nesse processo descobrimos que nos enganámos, que
não conhecíamos pessoas de sempre nas nossas vidas, que amigos falharam, que amantes
afinal não amavam, que o mundo que julgávamos arrumado de uma certa maneira
afinal não estava, ficando desta forma perante um estado que nos assalta
inadvertidamente, se instala sem pedir licença e se vai embora do mesmo modo
que qualquer outro luto e ao custo de mais uma perda de inocência. Mas, o mais
grave em tudo isto é que por mais velhos, experientes ou sábios que sejamos,
por mais inteligentes e elaborados que consigamos ser sobre a desnecessidade da
ilusão, o fato é que resistem em nós ingenuidades, ainda que bem disfarçadas,
que possibilitam amarguras que bem se escusavam, mas que são ineludíveis.Quando
isto nos acontece devemos ou deveríamos, ficar radiantesou pelo menos
satisfeitos porque a desilusão chega ao fim, permitindo que tudo se esclareça e
a fantasia enfim desaparece. Devíamos, pois claro. Mas, como se sabe, não
ficamos. Quando a desilusão chega,cansados de saber que o
erro é nosso, que mais que provavelmente o que agora aparece à luz do dia,
sempre lá esteve, que vimos o que quisemos ver e acreditámos no que quisemos
acreditar, continuamos a evoluir num mundo de ilusão, até que a dor e o
sofrimento se instalam e aí sim, tudo em nós quer mudar, para um mundo real.Importa aqui reforçar
que a desilusão é uma forma de frustração, e aprender a lidar com a
frustração é uma habilidade necessária para conseguirmos lidar com as nossas
emoções de forma funcional, aceitando que se perde de um lado, mas se ganha de outro. O mal humano
deste processo é que se lamenta a perda sem considerar o ganho que, inclusive,
pode não ser imediato nem aparente, mas que depois se revelará, muito maior do
que as nossas limitações podem percepcionar no momento. Também pode acontecer a
perda ser melhor do que o ganho, isso também faz parte do jogo é normal, outros
dinamismos a ser utilizados bem poderão inverter estas regras do jogo que
acredito, ninguém gostar de o jogar. Mas, o problema não reside nestas
alternâncias de ganhar e perder, o problema existe nas pessoas que odeiam
perder, importando-se muito com o que os outros têm e conseguiram, mesmo que
não seja de seu interesse pessoal, real. Também há os que desejam tudo para si,
sem querer abrir mão de nada, querem ganhar sempre e não se arrependem nunca de
nenhuma decisão. Ora estes comportamentos são fantasias infantis de
omnipotência. Valerá a pena aqui recordar que são as desilusões ou perdas de
inocência que quando admitidas plenamente e saboreadas em seu gosto amargo, nos
ensinam a viver, tornando-nos mais humanos, falíveis e flexíveis.O gosto de sua
aflição pode-nos tornar solidários, obtendo ganhos de fraternidade e compaixão
pelo outro com base em nossa própria experiência, isso por si só, já seria o suficiente
para inocentar muitos de nossos erros e incompreensões passadas. Mas,
otristíssimo da desilusão é ficarmos com a mágoa das memórias que deviamesfumar-se,
e não permanecerem para nos baralharem e confundirem. Disto surge-nos
inevitavelmente questão, o que fazer então? Sem soluções, recordando apenas o
provérbio alemão que diz:“Não sonhes a tua vida, vive o teu sonho”.Não sonhes a
tua vida, porque sonhar a vida é perdermo-nos em nevoeiros das ilusões vazias e
enganosas, criadas precisamente para fazer esquecer ou evitar os nossos
limites, frustrações e sofrimentos. Os que vivem a sonhar a vida acreditam ser
verdadeiro o que é ilusório. Bem diferente é a sorte daqueles que na dureza da
vida se empenham em querer viver os seus sonhos. Os que assim procedem terminam
convencendo-se de que o sonho, mesmo quando parece ilusórioé o mais verdadeiro,
pois é nele que se encontra a motivação necessária para dar sentido e dizer sim
à vida. Viver o sonho é abrir um horizonte para a esperança, não desanimar,
mesmo que as dificuldades sejam muitas. Mas, se continuarmos a iludir-nose a
arrependermo-nos da nossa ilusão, não há problema, o mundo é assim mesmo, está
tudo certo.
Sílvia Oliveira
Deputada pelo PPM na Assembleia Municipal de Braga
segunda-feira, 7 de abril de 2014
Duques de Bragança em jantar solidário do Centro Social Padre Manuel Joaquim de Sousa - FOTOS
S.A.R. o Senhor Dom Afonso, Príncipe da Beira
O Centro Social Padre Manuel Joaquim de
Sousa realizou no passado sábado um jantar solidário nas Quinta da Granja,
Taipas - Guimarães, festejando 44 anos de existência.
A iniciativa destinava-se à angariação de
fundos para o novo Lar de Idosos, contando com a presença dos Duques de
Bragança, dom Duarte e Dona Isabel.
S.A. o Infante D. Dinis
As Reais de Braga, Beira Litoral, Viana do Castelo e Porto fizeram-se representar.
O Senhor Conde de Calheiros com Sílvia Oliveira
S.A.R. o Senhor Dom Afonso, Príncipe da Beira, com a equipa da TV Monarquia
A equipa da TV Monarquia que realizou a cobertura televisiva do evento: José Peres Bastos, Manuel Beninger, César Braia, Hugo Pinto e Fábio Reis.
+
INFORMAÇÕES
FOTOS: Clique
aqui
Assinatura
do protocolo de cooperação “Prémio Príncipe da Beira à Investigação e Ciência":
NOTÍCIAS DOS
JORNAIS: Clique aqui
Guimarães
protocola prémio para melhor investigador de ciências (Diário do Minho):
Estímulo
à investigação com "Príncipe da Beira e Duque de Guimarães" (Correio
do Minho):
Prémio
de 15 mil euros estimula investigação científica (Guimarães Digital):
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Reportagem TV Monarquia,
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segunda-feira, 17 de março de 2014
Ricardo Rio e Barbara Barreiros no 1º Encontro de Formação de Autarcas em Viana do Castelo
Dr. Eduardo Teixeira, deputado à Assembleia da República e presidente da CPS do PSD de Viana do Castelo.
Dr.ª Barbara Barreiros, deputada pelo PPM na Assembleia Municipal de Viana do Castelo.
Dr. Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga.
Viana do Castelo, 15 de Março
In Correio do Minho de hoje 17/03/2014
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segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014
S.A.R. Dom Duarte de Bragança na cerimónia da entrega formal do quadro da princesa Santa Joana ao Museu de Aveiro
O quadro foi "resgatado" num leilão em Turim, Itália, pela Associação dos Amigos do Museu de Aveiro (AMUA), com contribuições de particulares e entidades privadas, e pertencia à coleção do príncipe Amadeu de Saboia, Duque de Aosta, à qual terá chegado através da herança da Rainha D. Maria Pia, que o terá levado para o exílio, em 1910.
A peça, considerada rara e inédita, "trará uma
mais-valia importantíssima na esfera do estudo da iconografia de Santa Joana
Princesa, Padroeira da cidade e diocese de Aveiro, e apresenta "excelente
estado" de conservação.
"Esta peça, pelo que tudo indica, terá estado na
Casa Real Portuguesa e, pela sua datação e escola, poder-se-á tratar de uma
peça devocional encomendada pelos Braganças na Flandres, eventualmente por D.
Pedro II ou pela sua irmã, D. Catarina, Infanta de Portugal, Rainha de
Inglaterra e regente de Portugal. É conhecido o empenho dos Braganças na
difusão e intensificação do culto da Princesa, o que a posse desta peça
evidencia, já que, no reposteiro, vê-se o escudo da Quarta Dinastia",
descreve José António Cristo, conservador do Museu de Aveiro.
Para aquele especialista, a pintura, contrariamente ao
que referia o texto do catálogo do leilão, "não é seguramente portuguesa
mas sim flamenga, do final do século XVII [altura da beatificação, em
1693]". Sendo uma pintura de pequenas dimensões, é, no entanto, "de
mão de mestre, de um pintor que domina a arte do retrato, que trabalha os
panejamentos, colorido e pormenores à maneira do norte da Europa".
A cerimónia da entrega formal do quadro ao Museu de
Aveiro teve lugar ontem, dia 08 de Fevereiro, na sala de exposições
temporárias, na presença do herdeiro da Coroa portuguesa, D. Duarte Pio Duque de
Bragança, a convite da Associação dos Amigos do Museu de Aveiro.
Amigos do Museu de Aveiro "resgatam" quadro
raro de Santa Joana em Itália
Uma pintura rara da princesa Santa Joana, que pertenceu
à rainha D. Maria Pia, foi adquirida num leilão, em Itália, pelos Amigos do
Museu de Aveiro e ontem entregue à instituição.





