Os deputados regionais dos Açores divertiram-se hoje com a declaração
política apresentada por Paulo Estêvão, do PPM, que recriou a "Guerra de
Raul Solnado" para criticar as candidaturas do PS e do PSD à presidência
do Governo Regional.
“A pré-campanha eleitoral em curso constitui um manancial inesgotável de
humor. No atual cenário, podemos chorar ou rir, a minha opção é rir”, afirmou
Paulo Estêvão, que começou por ‘revelar’ o telefonema que fez para o
“quartel-general do inimigo laranja”.
“Vocês importam-se de parar a guerra um bocadinho até que o nosso
partido esteja preparado? Nós não temos dinheiro para outdoors e a nova malta
do Miguel Relvas na RTP/Açores não quer cobrir o nosso esforço bélico”, afirmou
Paulo Estêvão.
O deputado regional do PPM salientou que Berta Cabral, líder regional do
PSD, “começou a guerra muito cedo e já rebentou com os planos de guerra de
todos até 2020” ,
enumerando 18 das promessas eleitorais já apresentadas pela candidata
social-democrata.
“Para pagar a vossa guerra é necessário que ninguém coma nos Açores nos
próximos oito anos”, frisou Paulo Estêvão, que passou depois a falar do
telefonema que fez para o “quartel-general rosa”, onde começou por “mostrar
desagrado pela natureza da sucessão dinástica” dos socialistas.
“Estamos a pensar avançar com um processo por plágio”, frisou, numa
irónica alusão à sucessão monárquica e ao facto de Vasco Cordeiro ter sido
escolhido como candidato socialista à presidência do Governo dos Açores sem a
realização de um congresso partidário.
Paulo Estêvão comentou também a convenção socialista do último fim de
semana, ironizando com o facto de “ninguém ter concorrido contra Vasco
Cordeiro” e de terem sido “aprovadas as ideias já descritas pelo candidato”.
“Nem foi preciso votar, foi muito bom”, afirmou.
Na parte final da intervenção, num registo mais sério, Paulo Estêvão
defendeu a necessidade de uma campanha eleitoral “comedida e rigorosa” devido à
atual situação de crise.
“Todos sabemos que não é possível prometer tudo a todos, temos de fazer
opções”, salientou, acrescentando que o PPM “escolhe proteger os mais
desfavorecidos e fomentar o crescimento económico”.
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