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Manuel Beninger

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terça-feira, 12 de junho de 2012

Corticeira Amorim entrega terrenos a trabalhadores para criar hortas biológicas


A Corticeira Amorim está a disponibilizar aos seus colaboradores vários terrenos desocupados que, dentro do perímetro das próprias fábricas, estão a ser transformados em hortas biológicas, cujos produtos são depois distribuídos por quem trabalha a terra.
Em causa estão já 1.400 metros quadrados de terreno que, em duas unidades da Amorim em Santa Maria da Feira, vêm sendo lavrados por cerca de 70 funcionários da corticeira, entre os quais quadros dirigentes, operadores de máquinas, técnicos de laboratório e várias classes de operários.
Daniel Bessa é o diretor de Sustentabilidade da Amorim e declarou à Lusa que o projeto de criação destes novos espaços hortícolas se insere na estratégia "ambiental e social que a empresa promove diariamente com os seus colaboradores, que assim fazem o aproveitamento saudável de terras que estavam inutilizadas, atendendo aos princípios da agricultura biológica".
"As pessoas que aderem à iniciativa formam equipas para tratar das hortas, organizam-se para cultivar os seus produtos e obtêm assim alimentos saudáveis, o que também fortalece o espírito de coesão que a empresa sempre pretendeu promover internamente", acrescenta esse responsável.
Daniel Bessa realça que a participação está aberta a todo o pessoal das unidades de Santa Maria da Feira e que os resultados da experiência serão depois partilhados com os 2.500 colaboradores que a Amorim tem em todo o país, para que esses "também possam, de alguma forma, ser envolvidos no projeto".
A horta da Amorim & Irmãos está em fase mais embrionária, mas na da ChampCork as sementeiras já deram fruto e Sandra Silva, que escolhe rolhas nessa fábrica e integra o grupo de agricultores responsável pelo talhão "Os sabores da Natureza", confessa que, apesar de ter aderido ao programa das hortas biológicas "por brincadeira", agora "a equipa faz tudo com muito gosto e tenta ir ao pormenor".

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Américo Amorim dá cargo milionário à filha Filha que tinha sido acusada de fraude fiscal em 2008


O homem mais rico de Portugal segundo a revista Forbes, Américo Amorim, foi eleito na terça-feira presidente do Conselho Administração da Galp, substituindo Murteira Nabo.
Mas na petrolífera haverá laços familiares, uma vez que o empresário leva consigo a sua filha, Paula Ramos Amorim, que ocupará o cargo de administradora não-executiva, com direito a um salário anual superior aos 45 mil euros.
Assim, aos 43 anos, a filha do homem mais rico do país, entra no negócio dos petróleos, um dos mais rentáveis do mundo, depois de 22 anos a ajudar o pai nas empresas do grupo.
Recorde-se que, em 2008, a filha de Américo Amorim foi notícia pela acusação de fraude fiscal, quando vendeu um palacete, no Porto, a Filomena Pinto da Costa, escreve o «Correio da Manhã». O contrato de promessa compra e venda valorizava a moradia em 1,1 milhões de euros, mas o preço declarado terá rondado os 461 mil euros.
Aos 77 anos, Américo Amorim venceu mais uma batalha ao conseguir derrotar as pretensões da ENI de ter a maioria do capital da Galp, com um acordo que prevê a saída dos italianos no prazo de um ano.
Na lista, surgem também novos nomes como o de Vítor Bento, conselheiro de Estado e presidente da SIBS, e o do antigo secretário de Estado do Tesouro de José Sócrates, Carlos Costa Pina, atualmente na Ongoing.