Mudar o regime Servir Portugal

Manuel Beninger

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sexta-feira, 25 de julho de 2014

Sou iraquiano!

Sim, sou iraquiano. Pelo meu Baptismo que me tornei irmão de todos os baptizados. Também dos cristãos iraquianos. Dos perseguidos, sobretudo. E hoje, dos cristãos iraquianos.
Neste momento histórico, de verdadeiro genocídio, de limpeza étnica, sinto-me profundamente agredido. Violentado até à medula. Por isso, não me posso calar e ficar indiferente, nem posso compreender os silêncios dos políticos e dos cristãos portugueses. Queria usar o “ nun”, a letra árabe que é a inicial de nazarenos ( cristãos em árabe), na testa, tal como são marcadas as casas dos cristãos do Iraque para serem saqueadas ou como os judeus eram obrigados a usar pelos nazis e que o Rei da Dinamarca usou em público como sinal da maior e mais profunda solidariedade face à perseguição dos judeus.
Sim, não me posso calar. Como poderia silenciar mais este crime contra a humanidade? Como calar-me quando o silêncio cúmplice dos meus concidadãos me ensurdece?
E posso, podemos, fazer tanto perante tamanha afronta à dignidade destes nossos  irmãos na Fé! Quem não pode, ao menos ,e sobretudo, rezar? Quem não pode convidar a sua comunidade a rezar?
Uma Igreja que não sofre com os seus irmãos perseguidos denota a profundíssima crise em que mergulhou. É este o retrato da minha Igreja. Ou de parte significativa dela. Não vale a pena perder tempo a encontrar desculpas para esta indiferença silenciosa. E criminosa. O nosso silêncio é parceiro dos bandidos fanáticos que matam ou espoliam os cristãos do Iraque. Ou doutro país qualquer.
Igreja, de que sou “ pedra viva”, como estás a responder ao apelo que em Braga, há já uns anos, nos lançou o Patriarca dos Caldeus, Mons. Luís Rafael Sako: “ Não se esqueçam de nós! Somos vossos irmãos!”?
Sim, hoje e há meses, que sou iraquiano. Cristão iraquiano.
Carlos Aguiar Gomes

c.a.aguiar.gomes@gmail.com 

domingo, 1 de julho de 2012

SOS SÍRIA - 500 famílias esperam por si...

A Síria continua a ferro e fogo, com cidades inteiras a serem palco de ferozes combates entre partidários e opositores do regime de Bassar Al-Assad. No meio desta onda de violência, os cristãos são como que o elo mais fraco, o alvo de todas as desconfianças. Desde que se iniciaram as revoltas árabes, em Março de 2011, já morreram mais de vinte mil pessoas, em resultado de horríveis massacres.

sábado, 24 de dezembro de 2011