Mudar o regime Servir Portugal
Manuel Beninger
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
Exposição «D. Dinis, entre a História e a Lenda», em Castro Marim
quinta-feira, 8 de março de 2012
D. Afonso II - O Rei Certo, no Tempo Certo
quinta-feira, 1 de março de 2012
Covilhã - "D. Dinis - O Seu Reinado e o Seu Legado"
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
Evocação de D. Dinis, fundador da universidade

A 9 de Outubro de 1261, dia de S. Dinis, o primeiro bispo de Paris, nascia o monarca que pelo documento precioso “Scientiae thesaurus mirabilis” de 1 de Março de 1290 criou em Lisboa o “Studium generale” ou “Universitasmagistrorum et scholarium”. Neto de Afonso X o Sábio que tanto engrandeceu o de Salamanca, o nosso rei, poeta e trovador, seguiu-lhe o exemplo como notável homem das letras e de grandes realizações.
D. Dinis trocou depois Lisboa por Coimbra e em 1537 D. João III aqui o instalou em definitivo ficando como o único do País até 1911. O que seria Coimbra sem o seu “Studium”? Qual “Cariath Sepher” (cidade das letras) terá ela sabido corresponder a tão grande prerrogativa? Hoje o ensino superior público conta com 15 Universidades, 17 Politécnicos e uma de regime concordatário, e ainda 17 particulares cooperativas e outros Institutos, números que dão que pensar!
Depois do “Studium Bononiense” (1088) viriam a surgir na Europa nos sécs. XIII, XIV e XV: 23, 24 e 35 “Studia”, num total de 82! As suas raízes assentam na herança greco-latina e judéo-cristã, enriquecidas pelo legado árabe e por tradições várias. A Europa cristã nasceu dessa integração e as Universidades afirmaram-se como geradoras de um humanismo teológico, filosófico, literário, jurídico e científico. Como escreveu Hervé Carrier, foi assim que irradiou pela Europa uma cultura fundada na razão e no direito de que a democracia, a ciência moderna, o Estado representativo, a exploração do mundo e o direito internacional muito beneficiaram. E do Velho Continente propagaram-se para outras partes do globo.
A consciência de que a cidade exigia o saber, a sabedoria e a virtude dos cidadãos vinha da “Política” de Aristóteles. Reis, imperadores e papas compreenderam, fundando ou confirmando os “Studia” e cumulando-os de privilégios, o mesmo fazendo a Igreja e não poucos mecenas, de que são exemplos o “Authentica habita” de Frederico Barbaroxa (ca. 1155), a bula “Parens scientiarum universitas” do papa Gregório IX (1231), “Las Siete Partidas” e a Carta Magna de Afonso X o Sábio para o “Studium Salmanticense” (1254) e a de D. Dinis para a de Coimbra (1309) testemunham esse permanente carinho para com os “Studia” em especial para com os escolares, já patente na petição para a criação do “Studium Dionisianum” de 11 de Novembro de 1288 e na bula de confirmação de Nicolau IV de 9 de Agosto de 1290. Segundo R. Gauthier, o conhecimento era o bem supremo e a “scientia” o tesouro admirável e o dom precioso, “velut splendor firmamenti” ou “magnanimitas”, brilho esse ofuscado tantas vezes por sinais de decadência.
Ao lado do “Regnum” (Estado) e do “Magisterium” (Igreja) o “Studium” era o terceiro pilar da sociedade. Instituição medieval por excelência conheceu uma uniformidade deveras singular. Eram corporações autónomas, com os mesmos esquemas pedagógicos e graus conferidos, idêntica organização, simbologia e carácter internacional (o “ius ubique docendi” e a mobilidade estudantil).
Hoje novos desafios se levantam com a modernização das sociedades e também com a racionalidade fria do pragmatismo, da rentabilidade e da concorrência. Carrier fala do justo equilíbrio entre a identidade da Universidade e a colaboração com os avanços científicos e com o contributo a dar à resolução dos problemas que assolam a humanidade.
A reforma universitária passa pela atenção a dar à ética e à cultura a começar no seio das próprias Escolas: “Universitas semper reformanda”. Isto para cumprir a sua missão ao serviço do homem na lógica da antropologia humanista e espiritual com a defesa dos valores da justiça, do direito e da liberdade. A sociedade é exigente e está atenta.
Como diz o texto fundador elas nasceram para iluminar o mundo espiritual e temporalmente e não para se fecharem como feudos e alheias à realidade, o mesmo se deduzindo do significado da “Sapientia” do selo primitivo. Corroboram estas reflexões sobre o 750.º aniversário de D. Dinis, fundador da “Alma Mater Conimbrigensis”.
Manuel Augusto Rodrigues
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
Dinis - o Rei Civilizador


Promoção por ocasião do 750º Aniversário do Nascimento de D. Dinis
Desconto de 30%
D. Dinis, sexto monarca português, marcou profundamente a consolidação do reino através dos seus quarenta e seis anos de governação. Fundou a primeira universidade portuguesa, substituiu o latim a língua portuguesa nos documentos oficiais, reformou quase todos os castelos, foi um diplomata de excepção, admirado, inclusivamente pelo Papa, incrementou a agricultura, a pesca e o comércio, amante da poesia e da música, ficou imortalizado pelos seus cantares. Mas a tragédia também assolou a sua alma, primeiro foi o conflito armado com o irmão, no final da vida, a dilacerante guerra com o seu próprio filho herdeiro. A seu lado, estava uma rainha de excepção, Isabel de Aragão, com a qual nem sempre as relações foram fáceis…
Fonte: Esquilo
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
S.A.R., o Senhor Dom Duarte, em Odivelas no dia 7 de Outubro

S.A.R., o Senhor Dom Duarte, da sereníssima Casa de Bragança, estará em Odivelas no próximo dia 7 de Outubro, às 21h para participar na Conferência D. Dinis (O Lavrador) - O Seu Reinado e o Seu Legado.
Esta conferência decorre no âmbito das comemorações dos 750 anos do Rei D. Dinis e está a ser organizada pelo Grupo Pensar Odivelas. O Rei D. Dinis teve uma importância impar na História de Portugal e a sua vida esteve tão intimamente ligada à nossa Terra que inclusivamente a escolheu para o seu eterno descanso.
Para além de S.A.R., o Senhor Dom Duarte, vão participar também nesta conferência a Ministra da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território, Dr.ª Assunção Cristas, o Professor Rosado Fernandes, o Dr. Carlos Coelho e a Dr.ª Maria Máxima Vaz.
Para informações contacte por email para: pensarodivelas@gmail.com



