Mudar o regime Servir Portugal

Manuel Beninger

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sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Duas faces da mesma Moeda


A situação económica e social portuguesa é de tal forma dramática, em forma de espiral recessiva rumo ao abismo, que às vezes mais parece uma pintura surrealista.
Senão vejamos:

O presidente do Eurogrupo defende um reajustamento das condições do programa português.

A directora-geral do Fundo Monetário Internacional pede travão à austeridade na Europa.

O "mordomo" da Comissão Europeia em Bruxelas considera que há limites para a aceitação da austeridade.

E o Carlos Moedas acha que está bem feito um documento elaborado por uns supostos burocratas estrangeiros, para cortar a torto e a direito e sem contemplações para com a generalidade da população portuguesa, que já está a ser hoje largamente fustigada.

Como dizia o Scolari: "e o burro sou eu?"

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Quando Mário Soares defendia o plano do FMI: hoje quer rasgar o acordo com a troika


Viver numa república tem destas aberrações.
É preciso ter cá uma lata. Não ter a generosidade da equidistância politica e não saber da história que já escreveu, só mesmo de um republicano bacoco.
Ora vejamos:

Em Agosto de 1983, o Governo do Bloco Central PS-PSD, assinou um memorando de entendimento com o Fundo Monetário Internacional. Os impostos subiram, os preços dispararam, a moeda desvalorizou, o crédito acabou, o desemprego e os salários em atraso tornaram-se numa chaga social e havia bolsas de fome por todo o país. O primeiro-ministro era Mário Soares. Veja como o homem que hoje quer rasgar o acordo com a troika defendia os sacrifícios pedidos aos portugueses.
“Os problemas económicos em Portugal são fáceis de explicar e a única coisa a fazer é apertar o cinto”. DN, 27 de Maio de 1984
“Não se fazem omoletas sem ovos. Evidentemente teremos de partir alguns”. DN, 01 de Maio de 1984
“Quem vê, do estrangeiro, este esforço e a coragem com que estamos a aplicar as medidas impopulares aprecia e louva o esforço feito por este governo.” JN, 28 de Abril de 1984
“Quando nos reunimos com os macroeconomistas, todos reconhecem com gradações subtis ou simples nuances que a política que está a ser seguida é a necessária para Portugal”. Idem
“Fomos obrigados a fazer, sem contemplações, o diagnóstico dos nossos males colectivos e a indicar a terapêutica possível” RTP, 1 de Junho de 1984. Idem, ibidem
“A terapêutica de choque não é diferente, aliás, da que estão a aplicar outros países da Europa bem mais ricos do que nós” RTP, 1 de Junho de 1984
“Portugal habituara-se a viver, demasiado tempo, acima dos seus meios e recursos”. Idem
“O importante é saber se invertemos ou não a corrida para o abismo em que nos instalámos irresponsavelmente”. Idem, ibidem
“[O desemprego e os salário em atraso], isso é uma questão das empresas e não do Estado. Isso é uma questão que faz parte do livre jogo das empresas e dos trabalhadores (...). O Estado só deve garantir o subsídio de desemprego”. JN, 28 de Abril de 1984
“O que sucede é que uma empresa quando entra em falência... deve pura e simplesmente falir. (...) Só uma concepção estatal e colectivista da sociedade é que atribui ao Estado essa responsabilidade. Idem
“Anunciámos medidas de rigor e dissemos em que consistia a política de austeridade, dura mas necessária, para readquirirmos o controlo da situação financeira, reduzirmos os défices e nos pormos ao abrigo de humilhantes dependências exteriores, sem que o pais caminharia, necessariamente para a bancarrota e o desastre”. RTP, 1 de Junho de 1984
“Pedi que com imaginação e capacidade criadora o Ministério das Finanças criasse um novo tipo de receitas, daí surgiram estes novos impostos”. 1ª Página, 6 de Dezembro de 1983
“Posso garantir que não irá faltar aos portugueses nem trabalho nem salários”. DN, 19 de Fevereiro de 1984
“A CGTP concentra-se em reivindicações políticas com menosprezo dos interesses dos trabalhadores que pretende representar” RTP, 1 de Junho de1984
“A imprensa portuguesa ainda não se habituou suficientemente à democracia e é completamente irresponsável. Ela dá uma imagem completamente falsa.” Der Spiegel, 21 de Abril de 1984
“Basta circular pelo País e atentar nas inscrições nas paredes. Uma verdadeira agressão quotidiana que é intolerável que não seja punida na lei. Sê-lo-á”. RTP, 31 de Maio de 1984
“A Associação 25 de Abril é qualquer coisa que não devia ser permitida a militares em serviço” La Republica, 28 de Abril de 1984
“As finanças públicas são como uma manta que, puxada para a cabeça deixa os pés de fora e, puxada para os pés deixa a cabeça descoberta”. Correio da Manhã, 29 de Outubro de 1984
“Não foi, de facto, com alegria no coração que aceitei ser primeiro-ministro. Não é agradável para a imagem de um politico sê-lo nas condições actuais” JN, 28 de Abril de 1984
“Temos pronta a Lei das Rendas, já depois de submetida a discussão pública, devidamente corrigida”. RTP, 1 de Junho de 1984
“Dentro de seis meses o país vai considerar-me um herói”. 6 de Junho de 1984

segunda-feira, 30 de maio de 2011

PPM quer renegociar com a “troika” para evitar medidas mais gravosas

Jornal “Diário do Minho” de 30 de Maio, pág. 10


PPM quer renegociar com a “troika” para evitar medidas mais gravosas

O Partido Popular Monárquico (PPM) discorda de várias das medidas impostas pela “troika” a Portugal, embora reconheça «a urgência da situação e a inevitabilidade da ajuda externa, devido ao estado terminal dos cofres públicos e à eminência da bancarrota». A candidatura por Braga, liderada por Manuel Beninger, frisa que, «ao contrário do PSD e do CDS não subscreveu o memorando e também não o negociou, pelo que não se sente vinculada ao seu cumprimento», defendendo antes «a renegociação do memorando de entendimento», para evitar que o país veja ainda mais agravada a sua situação.

No caso de obter representação parlamentar, o PPM anuncia que votará contra a execução de várias das medidas acordadas, nomeadamente o aumento da carga fiscal já insustentável, pelo que prefere atacar a questão pela diminuição da despesa e pelo crescimento económico; a diminuição do défice público para três por cento em 2013, considerando mais realista para um período de cinco anos; a imposição da privatização de empresas estratégicas, com excepção do BPN; e a dimensão da diminuição da despesa em áreas como a educação, a saúde e o sistema social.

domingo, 29 de maio de 2011

PPM quer penalizar quem fez mal a Portugal

Jornal “Correio do Minho” de 29 de Maio, pág. 18


PARTIDO POPULAR MONÁRQUICO QUER PENALIZAR QUEM FEZ MAL A PORTUGAL

O cabeça-de-lista do PPM pela distrital de Braga e vice-presidente do PPM, Manuel Beninger, afirmou ontem que se apresenta a estas eleições legislativas num momento em “Portugal vive uma das crises da sua longa história”. “Em virtude desta enorme hecatombe, o país perdeu os últimos vestígios da sua nacional e encontra-se presentemente sob a administração económica e política internacional. Importa, por isso, restaurar a independência nacional. Importa, também, penalizar quem nos colocou nesta situação, que não são outros que os partidos que nos governaram nos últimos 16 anos e assinaram este Memorando de Entendimento com a Troika, hipotecando assim a independência nacional: o PS, o PSD e o CDS”, afirma em nota enviada à comunicação social.

“O PPM está consciente que existe um verdadeira programa eleitoral – o memorando de entendimento da “troika” – imposta a Portugal devido à situação de grande vulnerabilidade económica em que os governos do partido socialista nos deixaram”, diz.