Mudar o regime Servir Portugal

Manuel Beninger

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sexta-feira, 13 de setembro de 2013

SOURE PARA TODOS: Apresentação dos candidatos

Centenas de pessoas que assistiram e participaram na apresentação dos candidatos a todas as FREGUESIAS, CÂMARA e ASSEMBLEIA MUNICIPAL.
Obrigado SOURE! 

SOURE PARA TODOS | SOMOS A MUDANÇA...tranquila!

Os populares monárquicos Miguel Pignatelli Queiróz, Gil Pinto, João Pedro e Júlio Figo.


quinta-feira, 30 de maio de 2013

DISPARIDADES DE CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO REGIONAL EM PORTUGAL



Autor: Júlio Henrique Paiva Figo
Doutorando em Economia e Administração de Empresas /Universidade de Santiago de Compostela (USC).

sábado, 26 de janeiro de 2013

Recursos Humanos como Activo Estratégico na Dinâmica Económica



Para ler clique no quadrado inferior direito

Doutorando em Economia e Administração de Empresas, Universidade de Santiago de Compostela (USC) - (Artigo_10)

sábado, 22 de dezembro de 2012

Capital Intelectual e Sustentabilidade Competitiva

Para ler clique no quadrado inferior direito

Doutorando em Economia e Administração de Empresas, Universidade de Santiago de Compostela (USC) - (Artigo_9)

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Politica Económica e o seu Impacto na Produtividade de uma Economia


Este artigo se marca como um modesto contributo desta temática que assume uma relevância significativa e inequívoca na actual conjuntura económica/financeira e social. Quando observamos o mundo, constatamos diferenças de desigualdade ou disparidades nos padrões de vida das pessoas, que traduzem o bem-estar económico e social. Tampouco, estas diferenças de disparidade ou assimetrias se reflectem na qualidade de vida das pessoas. 


Autor: Júlio Henrique Paiva Figo, Doutorando em Economia e Administração de Empresas - Universidade de Santiago de Compostela (USC).

domingo, 22 de julho de 2012

Vantagem Competitiva e enfoque nos Recursos Estratégicos


Este artigo se marca como objectivo contribuir para o entendimento de um tema que é pressuposto fundamental na sobrevivência e crescimento das várias dimensões económicas. A economia do conhecimento é caracterizada pela incerteza e descontinuidade em que a mudança é a principal constante de desenvolvimento económico. Tampouco, a elevada volatilidade e sofisticação das necessidades da demanda e da sociedade determina que a produtividade, heterogeneidade dos recursos, competitividade e interdependência são factores de vantagem competitiva da economia do conhecimento, que caracteriza a actualidade económica e social. Assim mesmo, o êxito das organizações reside na capacidade de se ajustar e reagir às novas formas de funcionamento e exigências sociais, que ditarão os paradigmas civilizacionais em transformação ou emergentes. Sem embargo, os produtos têm de estar adaptados às necessidades, desejos e satisfação dos usuários e clientes. Transpondo este pressuposto as politicas estratégicas os modelos de gestão ou governança tem de se adaptar às necessidades e satisfação da sociedade. Isto implica, o surgimento do conceito de qualidade em que as politicas de gestão e modelos têm de estar adequados aos requerimentos, desejos e necessidades, e satisfação dos usuários, clientes ou do meio social, isto porque os hábitos e exigências sociais se alteraram. Assim sendo, a era da incerteza, descontinuidade e volatilidade que caracteriza a era da sociedade do conhecimento, a mudança processa-se a um ritmo elevado nas economias de dimensão individual, organizativa, local/regional ou nacional, têm de ter a capacidade de se ajustar e reagir às novas formas de funcionamento organizativo e comportamento socioeconómicos. Na era da sociedade do conhecimento, as economias têm de estar adaptadas e ajustadas ao ambiente competitivo de forma a criarem vantagem competitiva sustentável, que lhes permita sobreviver e crescer num ambiente de elevada turbulência e ambiguidade. Ademais, vai originar a evolução e sofisticação das necessidades da demanda. As economias têm de ter a capacidade dos seus recursos gerarem valor através da criação de riqueza mediante actividades de produção e inovação. Na literatura estratégica, o conceito de vantagem competitiva é a capacidade de uma economia, organizacional, local/regional ou nacional obter rendas financeiras ou sobrelucros positivos, acima da média das economias concorrentes, isto significa ter um desempenho competitivo superior à média das outras economias. De acordo com distintos autores, a vantagem competitiva tem como marco conceptual e teórico que uma organização tem vantagem competitiva quando implementa estratégias de criação de valor de forma não paralela ou inexistência de duplicação estratégica de qualquer economia concorrente, e esta não poder duplicar os benefícios originados dessa estratégia. Ademais, a vantagem competitiva é a impossibilidade ou incapacidade dos concorrentes de uma dada economia em implementar estratégias de criação de valor em simultaneidade ou paralelo. Este paradigma é entendido como a impossibilidade dos concorrentes em implementarem, de forma simultânea, estratégias competitivas de valor, isto é, estratégias que conduzem à criação e maximização do valor com base nos recursos estratégicos. 
Este construto não invalida ou posterga, que a acção competitiva da concorrência, pode implementar estratégias competitivas de criação de valor, similares ou sucedâneas às de outra organização económica, obtendo taxas de rentabilidade análogas ou superiores. Assim mesmo, a vantagem competitiva é resultante da capacidade da empresa realizar eficientemente um conjunto de actividades necessárias à obtenção de um custo mais baixo que os concorrentes ou de organizar essa actividade uniformemente, capaz de gerar valor diferenciado para os clientes ou usuários ou incremento de valor no bem-estar económico e social. Qualquer organização independentemente da sua dimensão económica, na [EBC] ou economia do conhecimento, tem como condição básica a sua sobrevivência, isto significa vencer, manter-se viva e crescer. Porquanto as organizações têm de desenvolver e adaptar estratégias que garantam a sua sustentabilidade ao longo do tempo, através de uma performance superior a outras economias e que conduzam à criação de vantagem competitiva sustentável. Estas estratégias permitem obter mais valor que a concorrência e deste modo ter uma performance superior em termos de quota de mercado, volume de negócios, maiores taxas de retorno e crescimento e maior cotação bolsista nos mercados financeiros. Todavia, a vantagem competitiva sustentável se mantém ao longo do tempo e por isso é sustentável e nunca é alvo de duplicação competitiva, não trará à organização que a duplicou os mesmos resultados da organização precursora. Emerge daqui uma questão como é possível determinada economia sustentar elevadas taxas de crescimento e desenvolvimento e outra não? Esta questão está fundamentada na correlação com a questão da criação de valor nas organizações ou outra dimensão económica, através de actividades  produtoras de conhecimento, em que o conhecimento das pessoas – recursos intangíveis – é incorporado e cristalizado em novos produtos e serviços, conduzindo à criação de uma dinâmica de crescimento e desenvolvimento sustentado.
 Alguns distintos autores estratégicos, definem que os gestores ou líderes necessitam definir as suas organizações como criadoras de valor em lugar de apropriadoras de valor. Dois construtos fundamentais configuram estruturalmente a base da evolução do pensamento sobre estratégia competitiva; (1) vantagem competitiva, (2) mudança organizativa e estratégia. No actual contexto de mudança, as decisões estratégicas deverão se basear num interface entre estratégia e comportamento organizativo. Assim mesmo, a implementação de uma estratégia deverá ser direccionada para adaptação ou ajustamento competitivo às condições económicas. Significa que a implementação da estratégica deverá se ajustar aos factores endógenos de uma economia, à estrutura do mercado ou à sua posição competitiva mais vantajosa e favorável. As diferenças de performance entre as diferentes economias, de uma determinada dimensão económica, são justificadas pelos seus recursos terem a capacidade de gerar bens e serviços comercialmente viáveis. Na tradição da economia neoclássica, a economia de mercado é estável porque tem uma dinâmica de transição de um estado estacionário para outro estado ou de equilíbrio dinâmico para outro. O sistema capitalista é visto numa perspectiva evolucionista, em que os equilíbrios são dinâmicos e por isso a economia nunca atingiria o equilíbrio nem estaria em permanente dinâmica de mudança. Na tradição da escola austríaca  Schumpeteriana a economia é preconizada numa situação de equilíbrio geral estacionário, em que existe um movimento mas não existe qualquer variação das condições fundamentais, o que significa a inexistência de um fluxo circular de bens e serviços num sentido e moeda em sentido contrário.
Assim sendo, o crescimento e desenvolvimento ocorre quando as organizações desenvolvem inovações, alterando o equilíbrio das forças competitivas. De acordo com Schumpeter a renovação constante de produtos, processos e formas organizativas, que permitam o estabelecimento de rendas financeiras temporárias são factores de impedimento do mercado de manter uma posição de equilíbrio. O sucesso de uma economia é mensurado pela variável crescimento. Como surge o crescimento económico e quais são as suas consequências? a resposta a esta questão, Schumpeter chama a atenção para a função inovação. A inovação, mudança, surgimento de novos concorrentes, os fenómenos de rendimento crescente e os resultados financeiros diferenciados da média do mercado são fenómenos comuns, já que são ocorrências esperadas num modelo que gera as diferenças de performance.
A inovação é resultante do conhecimento incorporado em bens e serviços, processos, modelos e métodos. Numa era em que a economia é caracterizada pela ambiguidade, incerteza e descontinuidade, em que os mercados são dinâmicos a condição fundamental de sobrevivência e crescimento é a adaptação à alteração das condições iniciais, através da introdução de  spillovers de inovação - introdução de inovações na economia como um processo sistemático, de forma  a criar uma dinâmica de crescimento sustentado e assim vantagem competitiva. Assim sendo, as capacidades organizativas de uma economia são os factores alvancadores ou estabilizadores estratégicos de crescimento e por conseguinte de vantagem competitiva. A capacidade organizativa é constituída por duas componentes de recursos; tangíveis (físicos e financeiros) e intangíveis (capital humano, capital estrutural e capital relacional). O capital humano (conhecimento, competências, habilidades) é o principal recurso estratégico que contribui em maior percentagem para a inovação através do conhecimento incorporado em bens e serviços que gera uma dinâmica de criação de valor conduzindo à criação de diferencial competitivo sustentável.
 Recentes estudos empíricos fundamentam que nas economias da administração local portuguesa, a formação do rendimento económico ou organizativo é explicado por 91% pelos recursos intangíveis das economias locais da administração portuguesa. Os restantes 9% são explicados pelos recursos tangíveis (físicos e financeiros) das economias da administração local portuguesa. Estes resultados da estimação empírica são distribuídos da seguinte forma, nos recursos intangíveis; (1) capital humano 42%, (2) capital estrutural (organizativo e tecnológico) 26%, (3) capital relacional 38% os restantes 9% são afectados aos recursos tangíveis (recursos físicos e financeiros). Da análise empírica aos resultados verifica-se que o rendimento económico da administração portuguesa a nível de concelho (município) é participado na sua maior percentagem (91%) pelo capital intelectual de todos os intervenientes sociais, registando-se elevada capacidade laboriosa, criativa e inovadora dos actores sociais. Tampouco, surge a questão porque algumas economias locais apresentam elevadas taxas de crescimento e desenvolvimento e por conseguinte são mais competitivas que outras economias da administração local ou dito de outra forma porque alguns concelhos têm uma performance competitiva e outros não? A existência de gap´s ou assimetrias de crescimento e desenvolvimento local, na dimensão concelho, é resultante de possíveis explicações que poderão fundamentar estas disparidades competitivas locais/ regionais tais como; (1) ausência de politicas estratégicas com enfoque nas capacidades organizativas (recursos estratégicos) desadequadas aos requerimentos (desejos e necessidades) e satisfação dos usuários, utentes e clientes, (2) ausência de politicas paralelas entre as diversas economias locais/regionais, (3) inexistência de investimentos em tecnologia, (4) falta de ajustamento competitivo e reacção à volatilidade do ambiente local e global caracterizado por novas formas de funcionamento e exigência sociais, (5) modelos de gestão (administração) ou governança e liderança inadequados às necessidades e satisfação da sociedade, (6) falta de qualidade dos recursos e ineficiência e ineficácia das politicas de gestão e de liderança, (7) Inexistência de uma política de inovação local/ regional (sistemas regionais/ locais de inovação SRI), (8) administração reactiva e burocrática propensa à corrupção, (9) falta de visão estratégica, (10) falta de predição das alterações ambientais e políticos dai o fracasso dos planos estratégicos, (11) inexistência de politicas de ajustamento tributário e paralelas eg; taxas de derrama municipais, impostos locais etc….
A gestão de muito é o mesmo que a gestão de poucos, é uma questão de organização. Porquanto, a competitividade de um país é o reflexo da competitividade das sua economias organizativas, locais e regionais, em que a capacidade produtiva de uma economia ( local/ regional ou nacional) que determina os padrões de vida dos seus cidadãos. A este respeito, se observa que em Portugal as diferenças de competitividade ou eficiência competitiva entre economias locais ou regionais, é resultante da ausência de políticas de qualidade dos recursos estratégicos com base nas capacidades organizativas locais, por incompetência técnica, desconhecimento ou deficiência técnica. Como assinala J. Tobin o ónus da prova tem de recair sobre aqueles que produzem menos, em vez dos que produzem mais, os que deixem homens, maquinas, infra-estruturas e terras desocupadas e que podem ser usadas, orçamentos desequilibrados, divida externa excessiva, perda de confiança e défice da balança de transacções correntes excessiva. 
O problema do desenvolvimento organizativo, local/ regional e nacional, na era da economia baseada no conhecimento, consiste na melhoria da produtividade e da competitividade das economias locais e regionais ou organizativas. Daqui se infere que os objectivos estratégicos de desenvolvimento local e organizacional, devem privilegiar e estar ancorados em actividades de geradoras e criadoras de valor ou riqueza que concorram para reduzir as assimetrias ou desigualdades organizativas ou locais/ regionais e que são; a produtividade; através da melhoria em infra-estruturas de comunicação e redes viárias, investimentos em drives de inovação e de eficiência, politicas de empreendorismo, qualidade dos recursos humanos, investimento em drives de tecnologia – sistemas ou redes regionais de inovação (SRI) -, actividades de produção de conhecimento potenciando a capacidade inovadora dos agentes ou actores socioeconómicos. As economias organizativas e locais/ regionais precisam garantir e criar uma dinâmica de eficiência competitiva sustentável em relação à concorrência, já que na era da economia baseada no conhecimento, a concorrência não é entre produtos e serviços mas a competitividade é entre recursos e competências. Assim mesmo, o que diferencia os recursos organizacionais é a sua capacidade de gerar valor para os usuários, clientes e dai obterem vantagem competitiva.
 “ (….) A vantagem competitiva das nações exige um ambiente favorável para inovação tecnológica, trabalhadores capacitados e facilidade no trânsito de ideias e pessoas ( .. …) cit (Publicação Publica Estratégica para Informação , Comunidade Europeia, 2000).
Doutorando em Economia e Administração de Empresas.
Universidade de Santiago de Compostela (USC)

sábado, 30 de junho de 2012

Liderança como recurso Estratégico de Crescimento e Desenvolvimento

Um excelente artigo sobre liderança política, do nosso amigo Júlio Henrique Paiva Figo, militante popular monárquico de Coimbra.

Este artigo se marca como objectivo uma modesta contribuição para a compreensão do tema liderança. A liderança significa a qualidade ou função do líder, a arte de pilotagem, é um processo de direcção. De acordo com a literatura estratégica, liderança não é mais do que o exercício do poder, um líder é a aplicação desse mesmo poder sobre os actores sociais. Outras definições definem liderança como a capacidade de incutir vontade e levar os outros a fazer melhor ou diferente. Tampouco, um líder é uma pessoa que pela palavra ou pelo exemplo influencia os pensamentos, comportamentos, atitudes e /ou sentimentos de um numero significativo de pessoas. Isto significa fazer acontecer as coisas da melhor forma, para benefício de todos. O conceito liderança está correlacionado com o conceito de estratégia. A palavra estratégia deriva do grego “Stratego”, que combina “stratos (exercito) ” com  “ag- (liderar)” . A palavra strategos significa a “ função do general do exército”. A estratégia é um recurso competitivo que a liderança utiliza para atingir os objectivos propostos por sistema económico, político ou social. Em contexto militar, a estratégia concebida pelo general é constituída num plano de campanha que determina as acções ofensivas e defensivas a serem levadas a cabo. Deste modo, a finalidade última da estratégia no contexto militar, é vencer o inimigo, nos negócios, política e outras dimensões económicas e sociais, a finalidade última da estratégia é criar vantagem competitiva sustentável, é a principal razão ser da estratégia. Neste sentido, as organizações actuam de acordo com um padrão de decisões e acções que visam obter desempenho superior à média, em virtude da adopção de melhores estratégias que permitem obter mais valor que a concorrência. Ademais, conseguem assegurar a sua sobrevivência e crescimento, duas condições básicas para o sucesso de qualquer sistema económico, social e político. Na realidade portuguesa constata-se um incremento do crescimento e desenvolvimento ecónomo e social, desde 1986 (adesão à união europeia) ate 2000. Este crescimento foi por força dos benefícios que advieram da integração de Portugal na UE, e não maioritariamente por mérito dos decisores políticos. A evolução positiva dos indicadores de desenvolvimento económico e social (IDES), (IDS) e (IDH) contribuiu para o bem-estar económico e social da sociedade. Se reportarmos ao período compreendido entre o ano 2000 e 2010, verifica-se uma diminuição do Pib, o que traduz uma diminuição do desempenho económico e subsequente redução da taxa de crescimento do produto. Este período revela um fraco desempenho competitivo nos decisores públicos ou nos líderes políticos responsáveis pela direcção do país, por incompetência ou deficiência técnica ou negligência técnica porque não tiveram a capacidade de aproveitar os recursos financeiros postos à disposição de Portugal, para aplicarem racionalmente os recursos financeiros em investimentos de uma forma eficaz e eficiente. Creio que os decisores públicos não tiveram um desempenho competitivo durante este período entre o ano 2000 até 2010 Fig. (1) e nos anos subsequentes, já que o desempenho económico português, contraria a lógica e postulado da teoria económica do crescimento, em que as diferenças do produto per-capita e taxa de crescimento do produto entre economias pobres e ricas, conduzem a previsões de convergência  absoluta. Quanto maior for a distancia e diferença entre uma economia pobre e uma economia rica, (caso da economia portuguesa e a media económica europeia), maior será a sua velocidade de convergência e maior será a taxa de crescimento do produto. Isto significa, que uma economia pobre crescerá a uma taxa de crescimento do produto mais elevada e com maior velocidade, e esse crescimento será tanto maior, quanto maior for a distancia que separa a economia mais pobre da media das economia europeia com maiores taxas de crescimento do produto. O fraco desempenho económico e competitivo projecta nos investidores, accionistas, empreendedores e demais agentes económicos uma imagem, credibilidade e reputação negativa, devido à incapacidade ou incompetência e irresponsabilidade de implementar políticas estratégicas de crescimento e desenvolvimento económico e social, pondo em causa a sustentabilidade, sobrevivência e crescimento socioeconómico de Portugal.  
Assim sendo, os critérios que assistem a um líder, seja político, organizativo ou empresarial, são a visibilidade, imagem credível e atractiva no sentido de confiabilidade. Penso que as capacidades fundamentais nos políticos são baseadas em dois pressupostos; competência estratégica significa ter visão estratégica, ver além do curto prazo, a médio e longo prazo. Ter uma visão de curto prazo ou não conseguir ver a médio e longo prazo, é ter uma visão míope. O segundo pressuposto é assumir com vigor e clareza o papel de representante e porta-voz dos anseios, aspirações da sociedade. Creio que um politico se quiser ser eficaz face aos objectivos de um povo, não pode descurar o eficiente desempenho deste papel de representante do povo, e terá de assumir os objectivos, anseios, aspirações daquele que é líder e dar-lhe voz capaz de ser ouvida.
Os critérios que satisfazem a liderança política são; sabedoria, sinceridade, humanidade, coragem, rigor, pensar estrategicamente, criatividade, dinamismo e aceitação. O líder político assume assim um papel que o ultrapassa em certa medida. Em síntese; um líder político sábio é circunspecto; prefere ter êxito através da estratégia.
Citando Fernando Pessoa “  (…) Aqui ao leme, sou mais do que eu, sou um povo que quer o mar que é teu (…).
Fig. (1) elaborada pelo autor,
Fonte; dados do INE (2012)
Doutorando em Economia e Administração de Empresas.
Universidade de Santiago de Compostela (USC) - (Artigo_6)

segunda-feira, 28 de maio de 2012

A Ética e Corporate Governance factores Estratégicos de Competitividade


Este artigo tem como propósito ser um modesto contributo para melhor entendimento da temática dos conceitos ética e corporate governance, como factores estratégicos de vantagem competitiva. A nova ordem mundial caracterizada pela economia do conhecimento, em que os factores tradicionais de vantagem competitiva deram lugar a novos factores de eficiência competitiva tais como; a globalização, desregulamentação, tecnologia, maior proximidade geográfica, inovação, volatilidade dos mercados, encurtamento do ciclo de vida dos produtos e a nova consciência ecológica, factores alavancadores de vantagem competitiva. Deste modo, define-se ética como o conjunto de actuações, comportamentos e atitudes que afectam positivamente ou negativamente uma determinada situação ou pessoas por deficiência moral ou intenção amoral (negligencia), conscientemente não deverá ter determinada altitude ou comportamento, mas mesmo assim o pratica. De acordo com a OCDE, o paradigma corporate governance consiste num sistema através do qual as organizações ou empresas são geridas e controladas, dando enfoque à estrutura da governação, porque especifica a distribuição dos direitos e responsabilidades entre as diversas partes envolvidas nas organizações tais como; a administração, a direcção, accionistas e outros stakeholders e explica as regras e procedimentos das decisões tomadas. Tampouco, os aspectos fundamentais incluídos nos “ Principios de Corporate Governance”, referem-se aos direitos, tratamentos equitativos, à divulgação das informações de gestão, transferência de responsabilidades dos gestores. O sucesso de qualquer organização com ou sem fins lucrativos, publica ou privada ou outra dimensão económica, não depende apenas da adopção de estratégias de optimização dos recursos e maximização dos lucros, mas também pela adopção de estratégias que permitam promover e fomentar a responsabilidade social; como a nova consciência ecológica, a protecção do ambiente, o fenómeno das externalidades e o seu impacto nos custos sociais e taxa de crescimento do produto, traduzido no bem-estar socioeconómico. A finalidade de uma organização com ou sem fins lucrativos, é satisfazer os desejos e necessidades da demanda; clientes, usuários, isto significa ter uma lógica económica de financiar o bem-estar económico e social, através da obrigação social com a criação de postos de trabalho emprego- e geração de lucro, reacção social contribuindo para a resolução de problemas sociais como o talento dos colaboradores e gestores e sensibilidade social através de promoção e divulgação de causas ambientais e sociais. A incompetência e desonestidade, resultante da má gestão, implicam elevados custos sociais e económicos que se traduzem em prejuízos para as organizações públicas ou privadas e por conseguinte para a sociedade em geral. A perda de desempenho económico e competitivo, pela incompetência técnica e de liderança dos gestores ou decisores públicos, é o reflexo do fraco desempenho e eficiência competitiva (vantagem competitiva) das organizações públicas ou privadas. Os vários escândalos e comportamentos vividos nas ultimas décadas em Portugal por má gestão tais como; o caso de Isaltino Morais, Freeport,  Duarte Lima e outras deficiências de competência por má governança, são algumas razões explicativas para uma gestão ambígua e pouco ética, com efeitos negativos e nefastos na confiança, imagem e credibilidade de Portugal nos empreendedores, accionistas e investidores e consequentemente na sociedade em geral. A violação dos princípios éticos e morais resultantes da má gestão dos decisores públicos e organizativo, veio reforçar o surgimento de mecanismos que conduzam a uma maior transparência das politicas e práticas de gestão das organizações publicas ou privadas. Ademais, é imperativo a adopção de mecanismos que conduzam a uma maior transparência da gestão das empresas, organizações através da obrigatoriedade de informação fidedigna, práticas e politicas de governação transparentes e potencias a importância da responsabilidade social no contexto da economia do conhecimento. De acordo com distintos autores da literatura estratégica, a ética e a corporate governance (governação transparente) são visualizados como factores estratégicos de vantagem competitiva para as organizações e para a sociedade e para um País. Tampouco, são as elevadas actuações éticas que definem a cultura de uma organização ou de um País e por conseguinte contribui para o sucesso económico e social. Os investidores valorizam pouco economias (organizacionais, locais, regionais e nacionais) que suscitem pouca confiança e credibilidade, resultantes de conflitos socioeconómicos, políticos e culturais. Os investidores, accionistas, empreendedores e agentes de desenvolvimento, privilegiam e dão maior enfoque estratégico a economias com ausência de conflitos socioeconómicos, já que produzem um efeito centrípeto (tendência de aproximação) nos investidores e outros agentes de desenvolvimento, por garantirem estabilidade e equilíbrio económico, social, político e cultural. As economias que adoptem uma cultura ética e socialmente responsável, fomentando e promovendo valores e princípios éticos de responsabilidade social, obtêm maiores retornos e rentabilidades incrementando o seu diferencial competitivo, dotando as diversas economias (organizativa, local, regional e nacional) com maior potencial competitivo conduzindo ao sucesso económico através de obtenção de maior performance e vantagem competitiva comparativamente com outras economias.
Autor;
Julio Henrique Paiva Figo
Doutorando em Economia e Administração de Empresas.
Universidade de Santiago de Compostela (USC) - (Artigo_5)  

quarta-feira, 2 de maio de 2012

A mudança como principal variável estratégica de desenvolvimento económico


Este artigo é um modesto contributo para um melhor entendimento do processo de mudança e o seu impacto estratégico no crescimento e por conseguinte no desenvolvimento económico organizativo, local/regional e nacional. Como afirma Heraclito (600 A.C.), o filosofo sofista grego que viveu por volta do ano 600 A.C., afirmava que o mundo se caracterizava pela mudança. De acordo este pensador grego, tudo muda, cit “ o rio que observamos muda a cada instante, pois as suas águas não são as mesmas. Para Heraclito (600 A.C.), a única constante do mundo em que vivemos é a mudança. Assim sendo, define-se mudança como a alteração da estrutura, da forma de funcionamento ou de competir de uma organização ou economia de modo a torná-la mais competitiva e ajustada às novas realidades competitivas. Na literatura estratégica, conceito mudança consiste em fazer algo diferente a respeito de atitudes, comportamentos, crenças valores, hábitos, pautas de interacção entre indivíduos ou grupos e estruturas organizativas. Dito de outra forma, a mudança consiste na modificação e transformação de forma que sobreviva melhor num ambiente de elevada volatilidade Hage (1980). O construto mudança é constituído por dois paradigmas que são; ameaça (tempo) e oportunidade, sendo o futuro a razão de existir do presente, as decisões e as politicas estratégicas tomadas no presente vão influenciar e determinar os resultados futuros. Deste modo, o sucesso ou insucesso de uma determinada economia (individual, organizativa, regional/local ou nacional) é determinada pelo seu crescimento e desenvolvimento. Porquanto, na era da economia do conhecimento a criação e geração de vantagem competitiva, desempenho superior à concorrência, é condição fundamental de sobrevivência e continuidade. A estabilidade fundamental do conceito mudança consiste em sobreviver, assegurar e garantir a continuidade de uma organização ou outra dimensão económica num ambiente de elevada incerteza e descontinuidade. A mudança é a principal variável do desenvolvimento de uma economia, tampouco uma alteração que ocorra no meio envolvente, provocado por uma variável exógena numa determinada economia, vai provocar um desequilíbrio nessa economia e é a capacidade dessa economia de se ajustar ou adaptar-se às alterações do meio ambiente, que determina a sua sobrevivência e continuidade num ambiente de elevada turbulência que caracteriza a sociedade pós-industrial, a economia do conhecimento. Desta forma, a mudança induz uma organização económica a criar condições favoráveis que permita adaptar-se e ajustar-se, traduzida na criação e geração de valor através da criação do conhecimento incorporado em novos produtos, tecnologias e inovações sociais. Tampouco, criando uma dianamica de crescimento e desenvolvimento e por conseguinte de vantagem competitiva sustentável. Sendo a mudança a principal variável do desenvolvimento de uma economia ou de criação de eficiência competitiva, é esta variável que permite a criação e geração de valor numa economia, através da criação de novos produtos, garantindo a sua continuidade e sobrevivência. Qualquer processo de mudança, individual ou institucional, tem como pressuposto conseguir neutralizar ou mesmo inverter os comportamentos e atitudes que se opõem à mudança, isto é, neutralizar os mecanismos de resistência. Assim sendo, a resistência à mudança, tem como principal variável a cultura de uma determinada economia; o conhecimento, hábitos, rituais, crenças, atitudes, mentalidades, comportamentos, perspectivas, formação, educação etc, que impedem que o processo de mudança se desencadeie ou evolua, gerado pela frustração, insatisfação de um determinado status quo socioeconómico, para uma situação futura mais atraente e desejável e aceitável. Sem embargo, se reportarmos à dimensão economia portuguesa, verificamos que nas estatísticas do Eurostat, Portugal ocupa o 27º lugar no ranking dos vinte e sete países da união europeia com menor desenvolvimento estrutural. De acordo com Barquero (1993, pp 227), a questão do desenvolvimento está correlacionada com a produtividade e competitividade de uma economia. Várias razões são apontadas para explicar o fraco desempenho competitivo da nossa economia; (1) o enfoque na discussão dos problemas em detrimento da implementação das soluções, (2) falta de crença nos indivíduos como agentes de mudança, (3) tendência para adoptar medidas parciais em vez de acções globais e ausência de uma visão sistémica na abordagem das questões, (4) deficiências estratégicas, métodos e modelos de gestão obsoletos e estilos de liderança inconsistentes,(5) estruturas organizativas inadequadas e gestão funcional inviabilizam a correcta identificação e selecção das oportunidades de negócio e a construção de vantagens competitivas sustentáveis. Nos últimos dez anos, Portugal teve um crescimento quase nulo, comparativamente com outros países da união europeia com taxas médias de crescimento do produto de 3%, ie; Espanha 3,2%. Isto significa, que os países da união europeia com maior taxa de crescimento e desenvolvimento adoptaram politicas estratégicas consistentes, adaptadas e ajustadas à turbulência do meio envolvente e das novas realidades competitivas, conseguindo desencadear processos de mudança, nos diversos sectores socioeconómicos, que conduziram a elevadas taxas de crescimento e desenvolvimento, e por conseguinte a um diferencial competitivo mais elevado que os restantes países da União Europeia, com menores taxas de crescimento e desenvolvimento. Todavia, apesar de Portugal ter a mesma flutuação económica de diversos países da união europeia, excepto alguns países que estão em contra ciclo que apresentam taxas de crescimento mais elevadas, verifica-se gap´s ou assimetrias de crescimento e desenvolvimento socioeconómica, político e cultural em relação aos restantes países que têm taxas mais elevadas. Possíveis explicações poderão ser argumentadas a factores de resistência ou inércia à mudança tais como; (1) percepção distorcida do modelo de crescimento económico e social, (2) falta de motivação e ambição e apatia e opacidade ou miopia socioeconómica (falta visão integrada das actuações futuras), (3) ausência de respostas ou comportamentos criativos no sentido de ver com claridade e transparência a direcção, liderança ou rumo que se devia tomar, (4) barreiras políticas, referencia aos problemas organizativos e estruturais e sociais internos que impedem ou retrasam a implementação da mudança, caso de factores culturais que provocam um efeito de inércia cultural que desencoraja a criatividade, iniciativa e a inovação. A este respeito, resistência de pessoas ou grupos de pessoas que consideram ameaça o processo de mudança, (5) problemas de acção colectiva que se referem a falta de unidade nas actuações e falta de liderança política em incentivar a mudança. O actual ciclo económico em que vivemos reflecte a incapacidade de Portugal, de adaptação ou nivelamento estratégico às alterações que resultaram das mudanças das variáveis ambientais tais como; económicas (macroeconómicas), politico-legal, tecnológicas, ambientais, demográficas e sócio-culturais. Ademais, a incapacidade de realizar mudanças drásticas e profundas a nível estrutural, social e económico, que reflete uma situação de depressão económica, em que a taxa desemprego oscila entre os 13% a 14% relativamente à taxa de 5,5%, que corresponde à taxa natural de desemprego, isto é, ao seu PNB potencial (capacidade produtiva de um pais); conduz à falta de confiança dos investidores na economia portuguesa, que exigem um premio de risco pela divida publica portuguesa, nos mercados financeiros, uma taxa de rentabilidade ou remuneração da divida que varia entre 20% a 28%, originada do elevado risco de credito, resultante da imagem negativa e falta de credibilidade, de Portugal no exterior, mais propriamente junto dos investidores, accionistas e empreendedores. De acordo com Mateus ( 6:22,23),  cit “ (…)  se o teu olho for singelo ( sincero, focalizado no que é bom), todo o teu corpo será luminoso; mas se o teu olho for iníquo, todo o teu corpo será escuro (…)” , dito de outra forma, significa que os pensamentos bons iluminam nossa vida e os pensamentos maus a escurecem. Perante o actual status quo socioeconómico, deveremos ter uma leitura optimista que olhe esta crise como uma oportunidade – oportunidade de criar, oportunidade de mudar, oportunidade de melhorar e de crescer- pode fazer toda a diferença.
“ (…) no século XXI, os vencedores serão aqueles que estão à frente da curva da mudança, redefinindo constantemente as suas organizações, empresas e economias  criando novos mercados, proclamando novas pistas, reinventando regras competitivas, desafiando o status quo (…)”. Charles Handy (1994). 
Autor;
Julio Henrique Paiva Figo
Doutorando em Economia e Administração de Empresas.
Universidade de Santiago de Compostela (USC) -(Artigo_3)


sexta-feira, 6 de abril de 2012

A Economia Baseada no Conhecimento [EBC] e o seu impacto no crescimento e desenvolvimento na dimensão económica e social.

O objecto principal deste artigo é um contributo modesto de um análise inter-relacional entre conhecimento, factor critico de sucesso, e inovação factor decisivo na [EBC], de uma forma muito sucinta para melhor compreensão e entendimento desta temática. Assim mesmo, podemos avaliar da [EBC] as suas implicações na criação de valor, incorporando e convertendo o conhecimento criado e gerado pelas pessoas nos sistemas dinâmicos não lineares tais como; sistema social ou sociedade, organizações e organizações empresarias, em inovações sociais, modelos, métodos e estilos de gestão, tecnologias, novos produtos e serviços inovadores comercialmente viáveis. Tampouco, o conhecimento cria uma dinâmica com um efeito incremental de crescimento da taxa do produto (boosting effect growth) e por conseguinte, conduzindo ao surgimento de efeitos sustentáveis de desenvolvimento (sustentaining effect development). Na economia do conhecimento a concorrência deixou de ser entre produtos e serviços, e passou a ser uma concorrência entre competências, capacidades e recursos.
As  mudanças que se têm verificado a nível organizativo e social, ao longo do tempo permite estabelecer uma relação de estabilidade taxonómica organizativa e social, distinguindo três vagas transformações sociais, humanas e económicas; (1) revolução agrícola, (2) revolução industrial, (3) era pos-indsutrial ou mais designadamente era da sociedade do conhecimento ou “knowledge based economy” [EBC], termo cunhado e designada na literatura por distintos autores proeminentes como Drucker (2000), Toffler (1994), Quinn (1971), Reich (1993), Starbuck (1971), Ghoshal, Bartlett y Moran (1999), Nonaka (1991) e Handy (1994), Nonaka e Takeuchi (1995), a nova economia ou a sociedade do conhecimento, assume na actualidade uma função primordial, preponderante e chave, tanto no meio social como organizativo porque está mudando o modo de competir das organizações, principalmente nas empresas. Em síntese, evoluímos para um mundo dividido em três civilizações contrastantes e rivais, a primeira é simbolizada pela enxada, a era da revolução agrícola, caracterizada pela exploração rural, da terra em que a economia é consiste num concentrado, inexistência de livre concorrência, a designada economia feudal. A segunda vaga, revolução industrial, caracteriza-se por um fluxo migratório das pessoas do campo para a cidade, a existência de grandes linhas de montagem e produção, a massificação da produção, o princípio da sincronização, a maximização do lucro, estandardização dos processos, pessoas, produtos e serviços, opacidade organizativa- inexistência de uma visão integrada das actuações futuras no médio e longo prazo- estruturas burocráticas, centralizadas, formalistas e complexas. É a designada era do materialismo ou era da metafísica. Por fim, era pós-industrial ou sociedade do conhecimento em que os conceitos básicos são a criação e geração de valor e fidelização dos clientes internos (colaboradores) e externos (clientes) Paiva (2009). Os construtos ou paradigmas subjacentes à sociedade do conhecimento, são a optimização dos recursos ou as capacidades organizativas e o enfoque nas pessoas, através da criação e geração de valor mediante as pessoas, incorporando ou cristalizando o conhecimento das pessoas em novos e inovadores produto, serviços e tecnologias, modelos, métodos e estilos.  De acordo com os distintos autores Ghoshal, Bartlett e Moran (1999) cit “ (…) os gerentes necessitam definir as suas organizações como criadoras de valor em lugar de apropriadoras de valor (…)”. Vários autores como Kim e Mauborgn (1997),  colocam a seguinte questão? Porque algumas organizações, regiões e países são capazes de sustentar elevadas taxas de lucro, crescimento e desenvolvimento e outras não? Caso dos países desenvolvidos Japão, Alemanha, Noruega, Suécia, EUA, Koreia, Canadá, Austrália e Inglaterra onde se verifica uma maior competitividade e países de economias emergentes ou em transição tais como; Índia, Brasil, China e a Indochina e Tailândia. A questão colocada por estes autores, está correlacionada com a criação de valor nas organizações, economias regionais ou de países através da criação de conhecimento em actividades produtoras de conhecimento (I+D, C+T), criando uma dinâmica de crescimento e desenvolvimento sustentado, de onde não só o conhecimento do sector de actividade ou das várias dimensões económicas é suficiente mas também a criação de novos conhecimentos, convertido em novos produtos, serviços, processos, métodos e tecnologias, modelos e inovações viáveis e comercializáveis. Desta forma, as diversas economias, organizacional, local, regional ou nacional, garantem a sua continuidade e sobrevivência, configurando-se o surgimento de uma dinâmica de vantagem competitiva ou um diferencial de eficiência. Para se viver bem um país tem de produzir bem, isto significa, que é a capacidade produtiva de um pais que determina os seus padrões de vida, onde os seus recursos são utilizados de uma forma bastante eficiente e eficaz, traduzida num maior diferencial competitivo que os restantes países. A inexistência de diferencial competitivo tem como o ónus da prova aqueles que produzem menos, em vez sobre os que produzem mais, sobre aqueles que deixam homens, maquinas, infra-estruturas e terras desocupadas e que podem ser usadas. É impressionante como podem ser encontradas tantas razões para justificar um tal desperdício; estagflação, défice da balança de transacções correntes, orçamentos desequilibrados, divida externa excessiva, perda de confiança no euro, factores que conduziram a uma ineficácia e ineficiência económica, traduzida por uma flutuação económica recessiva, com tendência para se tornar numa situação de recessão económica.
 O elevado grau de incerteza e descontinuidade, devido à turbulência e volatilidade e complexidade dos mercados, a sofisticação das necessidades da demanda, factores que caracterizam a sociedade do conhecimento, determinaram que as fontes tradicionais de vantagem competitiva se erosionaram. Assim sendo, factores como a globalização dos mercados, a elevada volatilidade e turbulência dos mercados e a competência internacional, a sofisticação das necessidades e demandas dos clientes, fornecedores e competidores, o incremento das capacidades tecnológicas e o investimento em produção de (I+D e C+T) e o encurtamento do ciclo de vida dos produtos, factores alavancadores do crescimento e desenvolvimento, o enfoque principal é nos recursos estratégicos, apenas os recursos que contribuem para a criação de valor, e assim de eficiência competitiva ou vantagem competitiva como pressuposto fundamental de sobrevivência e continuidade das diversas dimensões económicas e sociais, através do processo de mudança organizativa e estrutural e social. Isto significa, que numa economia onde a única certeza é a incerteza do futuro, a única fonte segura de vantagem competitiva é o conhecimento. Como afirma Drucker (1994) as actividades geradoras de valor, na [EBC] são a produtividade e a inovação, drives económicas de crescimento e desenvolvimento. Os países desenvolvidos e em transição evoluíram para o pós-capitalismo ou sociedade do conhecimento [EBC], em que o recurso estratégico fundamental, em substituição dos tradicionais inputs ou factores de produção capital, trabalho e recursos naturais é o saber, o conhecimento. Assim sendo, os factores produtivos, como afirma Drucker (1994), são substituídos pelo conhecimento e o que interessa agora é a rentabilidade dos trabalhadores não manuais, e isso exige aplicação do saber ao saber. Na dimensão micro (individual) a criação de valor, através da aquisição de conhecimento; formação, qualificação, aprendizagem e educação é pressuposto fundamental para gerar valor e incrementar crescimento e desenvolvimento sustentado a nível organizativo (meso ou médio), e por conseguinte a nível macro (local/regional ou de pais).
Na sociedade do conhecimento, “o knowledge worker”, é o activo mais importante na organização. Todas as organizações têm de se preparar para o abandono de tudo o que fazem, como assinala Drucker (1994), cit “(…) a vitória será das organizações e indivíduos capazes de se reinventarem continuamente (…)”, Harvard Business Review, e mais afirma, Drucker (2000, pp. 6-7): cit “(…) Para os gerentes, a dinâmica do conhecimento impõe um imperativo claro: toda a organização tem que saber administrar a mudança em sua própia estrutura (...). Afinal, toda a organização tenderá que aprender a inovar e agora a inovação pode e deve ser organizada, como um processo sistemático (…)”. Pettigrew e Whipp (1993, pp. 212) assinalam que “(...) as empresas que têm êxito são aquelas que criam uma base de conhecimento, que compreende tanto o conhecimento técnico como social e que podem vinculá-los às condições competitivas “.

Autor;
Julio Henrique Paiva Figo
Doutorando em Economia e Administração de Empresas.
Universidade de Santiago de Compostela (USC).