Mudar o regime Servir Portugal

Manuel Beninger

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terça-feira, 29 de outubro de 2013

Zé Perdigão - 1 Novembro no Casino Póvoa de Varzim

Em declarações à Lusa, o músico, natural de Guimarães e atualmente a residir na Curia, a 30 quilómetros de Coimbra, criticou «a globalização que centraliza, tornando Lisboa cada vez mais o centro das atenções».
«Portugal é mais do que isso, e o norte e o interior estão muito esquecidos», argumentou o cantor, que em «Sons Ibéricos» interpreta «Para lá do Marão», a única faixa gravada ao vivo, e «Sou galego (até ao Mondego)», dois temas com letra e música de José Cid, que é o produtor do álbum.
«Há que descentralizar os serviços, regionalizar, mas não repartir o país. Não faz sentido eu ter de fazer 400 quilómetros para dar um entrevista na televisão, ou ir gravar», disse.
Outra preocupação que procura evidenciar neste álbum é a «defesa da nossa Língua Portuguesa» e «como os rios não nascem no mar», Zé Perdigão afirmou-se «contra o Acordo Ortográfico».
«Não quero que a minha língua, que é a minha pátria, seja moldada por aqueles que não a inventaram», disse o intérprete, que neste disco canta poemas de Pedro Homem de Mello, Teixeira de Pascoaes, entre outros, como Djavan.
Referindo-se ao CD, Zé Perdigão começou a trabalhar nele há cinco anos, logo após a saída do seu álbum de estreia, «Fados do Rock», e conta, entre outros, com a participação do violoncelista Francisco Ribeiro, um dos fundadores dos Madredeus, que faleceu há dois anos.
«O Francisco [Ribeiro] fez ainda os violoncelos e está também por detrás de todo o trabalho, como a Joana de Oliveira, uma poetisa de Águeda, que seria a nova Florbela Espanca, mas que se suicidou aos 32 anos, em 2011», contou.
José Cid que o «descobriu» num festival de Guimarães é o principal autor do álbum, assinando três composições, para os poemas de Joana de Oliveira, «Lenda da Cidade», de Federico García Lorca, «Meu grito», e de Teixeira de Pascoaes, «Alvas brumas do Norte», a letra «Aranjuez», para um excerto da composição clássica de Joaquín Rodrigo. Cid adaptou e interpreta com Perdigão «Milho Verde», uma canção tradicional da Beira Baixa, e assina a letra e música de quatro temas, entre eles um do seu próprio repertório, «Morrer de amor por ti».
«Milho Verde» é uma homenagem ao José Afonso e à música tradicional, cantando ainda deste repertório «Senhora do Almortão», disse o cantor.
No espetáculo de sext-feira, às 22:00, no Casino da Póvoa, participam José Cid e as Adufeiras de Idanha-a-Nova que, com Perdigão, vão interpretar três temas.
O CD é constituído por 14 temas, entre os quais, «Bandoleiro», de Ney Matogrosso, «Esquinas», de Djavan e «Gondarém», que »é uma homenagem à saudosa Amália Rodrigues, a um grande compositor, Alain Oulman, e a um senhor poeta, Homem de Mello», disse.
Perdigão afirmou-se «apaixonado pelos grandes poetas que temos», e afirmou que, «apesar de escrever umas coisas», prefere «cantar os outros». «Eu sou essencialmente uma voz», sentenciou.
O álbum é «o enamoramento da guitarra portuguesa com a guitarra flamenca», disse o cantor, que se escusou a catalogá-lo.
«A música para mim, ou gosto ou não gosto. Não tenho prateleiras para a música», rematou.

sábado, 26 de outubro de 2013

Zé Perdigão - Sons Ibéricos: 1 Novembro no Casino Póvoa de Varzim

Espectáculo de apresentação do albúm "Sons Ibéricos", que contará com alguns convidados:  e José Cid e as Adufeiras da Idanha.

Zé Perdigão, cantor português sem fronteiras, eleito para nos deixar atónitos e estonteados com o alcance, a amplitude, a intensidade (e, ao mesmo tempo, a doçura) da sua voz. 

A voz de Zé Perdigão, abre portas a uma viagem que, sendo programada, acaba por revelar surpresas, uma atrás da outra. Tudo está no lugar onde deve estar. E, ainda assim, tudo nos comove, envolve ou empolga.

Por estes e outros motivos não perca esta oportunidade de ver e ouvir ao vivo Zé Perdigão!

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Misericórdia do Porto lança um dos maiores projectos de hortas sociais da Europa


Santa Casa investe 250 mil euros na criação de 286 hortas na quinta do Centro Hospitalar Psiquiátrico Conde Ferreira.
O provedor da Santa Casa da Misericórdia do Porto anunciou este domingo o investimento de 250 mil euros num projecto de reabilitação da quinta do Centro Hospitalar Psiquiátrico Conde Ferreira, que prevê a criação de 286 hortas sociais.
O projecto será desenvolvido no âmbito de um protocolo de colaboração estabelecido com a Lipor, entidade responsável pela gestão, pela valorização e pelo tratamento dos resíduos sólidos urbanos produzidos pelos municípios de Espinho, Gondomar, Maia, Matosinhos, Porto, Póvoa de Varzim, Valongo e Vila do Conde.
“Será um dos projectos de maior dimensão europeia em termos da constituição de 286 hortas sociais, cuja função é de reabilitação e terapia para os doentes do centro hospitalar. Ao mesmo tempo, serão abertas à comunidade, fazendo participar as escolas secundárias, para que percebam a vantagem da agricultura, e algumas pessoas que por questões económicas necessitem de ter esse espaço para ter acesso a determinados produtos agrícolas”, disse António Tavares.
Em declarações à Lusa, o provedor da Misericórdia do Porto acrescentou que a Santa Casa tentará “encontrar entidades que estejam disponíveis para entrar em mecenato neste projecto, à semelhança do que foi feito na reabilitação da fachada central do edifício do Centro Hospitalar Conde Ferreira”. “Estamos convictos de que será um projecto que se poderá integrar na cidade e criar condições para que as pessoas tenham uma nova resposta”, disse, salientando que o espaço disponível ronda “os quatro/cinco hectares, numa zona central na freguesia da Paranhos”.
A parceria entre a Misericórdia do Porto e a Lipor está integrada no projecto Horta à Porta – Hortas Biológicas da Região do Grande Porto. Além de promover a criação de hortas urbanas, o projecto visa criar “um espaço ambiental de elevado valor em biodiversidade” e “contribuir para a valorização da área envolvente ao centro hospitalar, bem como o apoio às populações e famílias carenciadas e desfavorecidas”.
A assinatura do protocolo realizou-se na cerimónia comemorativa dos 130 anos do Centro Hospitalar Conde de Ferreira, propriedade da Misericórdia do Porto.
O projecto Horta à Porta da Lipor surgiu em Julho de 2003 e disponibiliza actualmente 664 talhões, maioritariamente em hortas localizadas em zonas urbanas. São mais de 4,3 hectares cultivados em agricultura de modo biológico e com preocupações ambientais e sociais.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

A Póvoa de Varzim e a sua gastronomia: Confraria dos Sabores Poveiros

“Juro defender, promover e preservar os Sabores Poveiros, prestigiando a sua confraria. Como confrade juro divulgar os pratos tradicionais da Póvoa de Varzim, como a Pescada Poveira e a Rabanada à Poveira, símbolos da sua gastronomia”.

Pescada Poveira
Rabanada à Poveira

PRESENÇAS NO JANTAR DE REIS 2013:

José Cid

A “Banda do Galo” do Círculo Católico de Operários de Barcelos