Os populares monárquicos receberam a líder do PSD-Açores, na ilha do Corvo. O PPM
manifestou o seu sentimento de profunda tristeza, junto de Berta Cabral, pela
rejeição socialista dos projectos de ampliação do cais do Porto da Casa
Mudar o regime Servir Portugal
Manuel Beninger
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sexta-feira, 5 de outubro de 2012
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
Berta Cabral (PSD) no Corvo para apoiar a candidatura do PPM liderada por Paulo Estêvão
“Sinto que existe, tal como em todas as ilhas, um sentimento de
mudança”, afirmou Paulo Estêvão, acrescentando que “pode ainda ser pouco
exteriorizado, porque existe uma administração regional e um partido socialista
que asfixia os açorianos”.
Ao lado da candidata social-democrata à presidência do Governo Regional,
que esteve hoje por algumas horas no Corvo, Paulo Estêvão fez campanha de rua
para apelar ao voto nas eleições regionais de 14 de outubro.
O PSD, que não tem pela primeira vez na história da autonomia uma lista
própria no Corvo, apoia o cabeça de lista do PPM, Paulo Estêvão.
“A doutora Berta Cabral tem um projeto muito credível para o Açores. É
alguém que aspira a governar os Açores”, afirmou, acrescentando que, no caso de
ser eleito novamente deputado, irá viabilizar o programa de Governo do PSD.
“A vitória do PPM no Corvo é também a vitória do PSD”, sustentou.
“Se o PSD do Corvo entende que esta é estratégia certa para a ilha é
isso que vamos fazer”, disse.
Berta Cabral sublinhou que Paulo Estevão foi a “única voz” que defendeu
a ilha do Corvo na legislatura que agora termina e que tal é reconhecido “por
todos os açorianos”.
“Estou aqui para eleger Paulo Estevão como deputado para a próxima
legislatura. É isso que nos move aqui. Ele foi um bom deputado. Os próprios
corvinos entendem o mesmo”, frisou.
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
Berta Cabral contra austeridade de Passos
A presidente do PSD/Açores, Berta Cabral, manifestou-se contra as
medidas anunciadas pelo primeiro-ministro e líder nacional do partido, Pedro
Passos Coelho, salientando ter apresentado medidas para “anular e amenizar os
efeitos negativos da austeridade”.
Uma dessas
medidas, que pretende concretizar se assumir a presidência do executivo
regional, é um “subsídio de insularidade” para os trabalhadores do setor
privado, “no valor de cinco por cento do seu vencimento, até ao limite de 2.000
euros, a suportar pelas entidades patronais em função dos sete por cento que
vão deixar de pagar para a Segurança Social”.
“Se os
empresários deixam de pagar sete por cento para a Segurança Social, pegam
nestes sete por cento e dão cinco por cento aos trabalhadores, através desse
subsídio de insularidade, e ficam com dois por cento para fazer face a alguns
agravamentos e dificuldades”, afirmou Berta Cabral, em entrevista à Lusa.
Para a líder
regional social-democrata, “já que a redução da Taxa Social Única (TSU) não
serve para criar emprego, na boca dos próprios empresários, então os
empresários devolvem através de um subsídio de insularidade cinco por cento aos
trabalhadores e ficam com dois por cento para si”.
A líder
regional do PSD e candidata do partido à presidência do Governo Regional nas
eleições de 14 de outubro frisou que Pedro Passos Coelho “está sempre
convidado” para se deslocar aos Açores, “porque é o presidente do PSD e o
primeiro-ministro de Portugal”, assegurando não recear que as medidas de
austeridade a prejudiquem em termos de resultados eleitorais.
“Os
açorianos são inteligentes. Sabem que eu não sou Passos Coelho e sabem que os
Açores não são o resto de Portugal continental”, afirmou, acrescentando que as
medidas de poupança que apresentou para minimizar nos Açores o impacto da
austeridade “são para cumprir, por estarem no âmbito das competências regionais
e exercício da autonomia”.
Na entrevista à Lusa, Berta Cabral
reafirmou que o modelo de desenvolvimento proposto pelo PSD/Açores passa pela
criação de uma “região económica”, que pretende “criar oportunidades nas nove
ilhas”, apesar de, pela primeira vez, o partido não apresentar listas próprias
no Corvo, a mais pequena ilha do arquipélago, onde apoia a candidatura do PPM.
“É uma
questão estratégica, proposta pela própria comissão política de ilha”, referiu,
assegurando que o acordo assinado entre os dois partidos prevê apenas
compromissos parlamentares para aprovação do plano e orçamento e de documentos
estratégicos propostos por um futuro governo que o PSD venha a formar.
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
domingo, 9 de setembro de 2012
O SINGULAR CASO DO CORVO
Esta insistência do Partido Socialista no tema do apoio do PSD à
candidatura do PPM pelo círculo do Corvo, supostamente evidenciador das
fragilidades adversárias, tem algo de cómico e muito de deprimente. Sejamos
claros: a prevalência socialista no Corvo, ilha com 430 habitantes e lógicas
eleitorais absolutamente particulares (tenho a certeza de que me perdoam o
eufemismo), só significa que o PS se movimenta melhor em ambiente de
caciquismo. Infelizmente para o PS, infelizmente para os Açores e, claro, infelizmente
para o Corvo. Quem aparentemente manda ali nem sequer precisa de ser candidato
ao que quer que seja. E, perante um cenário de tal grau de irrazoabilidade, só
a introdução de algum pragmatismo poderá ajudar a conter danos. No interesse
dos açorianos e, sobretudo, no interesse dos próprios corvinos, que assim
dispõem de uma belíssima oportunidade para provarem que eu estou completamente
errado. Oxalá esteja mesmo.
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
Eleições regionais: PSD não apresenta lista própria no Corvo e apoia PPM
O PSD/Açores não vai apresentar lista própria pelo círculo eleitoral do
Corvo, onde apoiará uma lista do PPM, liderada por Paulo Estêvão, presidente do
partido, que vai integrar elementos sociais-democratas, revelou esta
quinta-feira a líder regional do PSD, Berta Cabral.
“A lista do Corvo vai ser conjunta, do PPM e do PSD, porque entendemos
que essa é a melhor estratégia regional para termos uma vitória nas próximas
eleições”, afirmou Berta Cabral, em declarações aos jornalistas, salientando
que a decisão foi ratificada “por unanimidade” na reunião da Comissão Política
Regional do PSD/Açores que decorreu na quarta-feira à noite.
Berta Cabral referiu que a lista candidata no Corvo apenas terá o
símbolo do PPM, salientando que este acordo resulta de uma análise da situação
na mais pequena ilha dos Açores, onde, nas anteriores eleições regionais, o PPM
conseguiu eleger um deputado e o PS o outro.
O acordo entre o PPM e o PSD prevê que os monárquicos apoiem os
sociais-democratas “em todas as questões essenciais”, como a aprovação do
programa de governo, dos planos plurianuais e dos orçamentos regionais, além de
iniciativas legislativas de maior significado.
“É um acordo em que nos sentimos muito confortáveis, em que ganhamos os
dois”, frisou Berta Cabral, acrescentando que o PSD “tem uma estratégia
ganhadora para os Açores fazerem a mudança que 16 anos (de governação
socialista) exigem”.
Para a líder regional social-democrata, “16 anos é muito tempo, está na
altura de mudar o que não está bem”, o que exige “novos protagonistas, novas
políticas, mas manter o que está bem, o que funciona”.
“Quero deixar uma mensagem de serenidade aos funcionários públicos, que
têm a nossa total confiança para continuar a exercer as suas atividades, o que
está bem é para continuar”, frisou.
PSD apoia lista do PPM no Corvo
O líder do Partido Popular Monárquico nos Açores, Paulo Estêvão,
anunciou que o seu partido viabilizará o programa de um futuro governo regional
do PSD, mas que isso não o torna refém dos sociais-democratas.
Paulo Estêvão, ao comentar para a Antena 1/Açores o anúncio do apoio do
PSD à lista do PPM pelo círculo eleitoral do Corvo, explicou que o acordo para
esse apoio é de base local, isto é, tem a ver com contrapartidas para a ilha.
Por outro lado, explicou o líder monárquico, o acordo com o PSD em nada
prejudica o empenhamento do PPM na Plataforma de Cidadania, dado que já tinham
decidido que no Corvo o PPM concorreria isolado.
O PSD desistiu de ter lista própria no Corvo, optando por apoiar o PPM,
porque, segundo Berta Cabral, líder social-democrata, querem evitar a dispersão
de votos, o que, na sua análise, poderia dar ao PS os dois deputados da mais
pequena ilha dos Açores, onde há quatro anos o PS elegeu um deputado e o PPM o
seu único representante na Assembleia Legislativa dos Açores.
“A lista do Corvo vai ser conjunta, do PPM e do PSD, porque entendemos
que essa é a melhor estratégia regional para termos uma vitória nas próximas
eleições”, anunciou Berta Cabral, depois de a comissão política regional ter
ratificada a decisão “por unanimidade” na reunião de quarta-feira. Adiantou que
a lista candidata no Corvo apenas terá o símbolo do PPM, salientando que em
contrapartida os monárquicos apoiarão os sociais-democratas “em todas as
questões essenciais”, como a aprovação do programa de governo, dos planos
plurianuais e dos orçamentos regionais, além de iniciativas legislativas de
maior significado.
Originalidades das legislativas regionais nos Açores
O facto de em eleições legislativas não
estar prevista na legislação a candidatura de grupos de cidadãos* e não se
possibilitar círculos eleitorais uninominais* no País, apesar de o mais
pequeno dos Açores, a ilha do Corvo, possuir menos de 500 habitantes elege
dois candidatos, presentemente tem um deputado monárquico com grande
visibilidade, o outro é socialista, levou à seguinte originalidade
do PPM para as próximas eleições legislativas regionais dos Açores de 14
de outubro:
Na ilha do Corvo o PPM concorre como partido e conta com o apoio do PSD;
Nas restantes ilhas o PPM concorre coligado com o PND, mas curiosamente os
candidatos correspondem na generalidade a um movimento de cidadãos
designado por "Plataforma da Cidadania" com vida própria e
que se apresentam à margem dos partidos, apenas com um acordo desta
coligação.
Engenharia eleitoral pelo menos não falta nos
Açores, que ainda possui um círculo de compensação para aproximar o percentagem
de deputados eleitos por partidos face ao desvio resultante da
existência de círculos eleitorais de ilhas com número de eleitores muito
díspares, outra originalidade deste Arquipélago.

