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Manuel Beninger

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domingo, 14 de outubro de 2012

REGIÃO NORTE - CONJUNTURA 2.º TRIMESTRE 2012


  • No 2º trimestre de 2012, o PIB português diminuiu 3,3% em volume, em termos homólogos, o que marca um agravamento da tendência negativa (-2,3% no trimestre anterior).
  • O emprego na Região do Norte diminuiu 3,5% em termos homólogos no 2º trimestre, completando quatro anos com variações homólogas negativas em todos os trimestres. A taxa de desemprego subiu ligeiramente, para 15,2% (era 15,1% no trimestre anterior).
  • As exportações de mercadorias da Região do Norte cresceram cerca de 8,0% em valor, em termos homólogos, no 2º trimestre. As exportações de ouro e outros metais preciosos explicam ¼ deste crescimento.
  • O sistema bancário e financeiro continuou a reduzir o financiamento às empresas (-9,2%) e às famílias (-4,1%) da Região do Norte, enquanto os níveis de incumprimento bancário (crédito vencido) voltaram a aumentar no 2º trimestre.
  • Ao longo do 2º trimestre de 2012, acelerou-se a execução do QREN na Região do Norte. A taxa de realização de fundo (fundo executado face ao valor de fundo aprovado) passou de 52,6% para 58,8%.
  • As indústrias tradicionais do Norte mantiveram, a nível nacional, quedas na produção e na faturação, no 2º trimestre de 2012.
  • No têxtil e no vestuário ocorreram também recuos no índice de emprego, situação que não se observou no calçado.
  • No mercado de habitação, os preços, e também os valores médios de avaliação bancária, mantiveram-se em queda no 2º trimestre.
  • Os estabelecimentos hoteleiros da Região do Norte continuaram a registar quebras nos indicadores de atividade e de proveitos.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

DESEMPREGO, OU (DES)TRABALHO


Com a notícia que o desemprego em Portugal, atingiu, segundo números oficiais os 14,9%, e que possivelmente este número pecará largamente por defeito, caberá colocar uma simples questão:
- Teremos desemprego, ou (des)trabalho?
A resposta não é fácil, mas estou convicto que carecemos de ambas as situações, por razões diferentes.
- Então, qual será a de mais fácil e urgente resolução, em face do actual momento de crise?
Se tivermos por princípio, que a falta de trabalho, socialmente considerado como tal, é desemprego - então, como poderemos readaptar o conceito?
Se este facto, é uma realidade que a nossa sociedade tem que contar, nomeadamente com uma tendência de agravamento, não poderemos inverter o paradigma?
Será difícil, questiono eu, reequacionar o binómio e aumentar o trabalho de forma a diminuir o desemprego?
Nós, portugueses temos uma peculiar adversidade ao trabalho, contudo, sempre temos sido uns "moiros" de trabalho, embora sempre tenhamos tido a concepção que o não trabalhar é sinal de nobreza, segundo a análise de Eduardo Lourenço, na sua obra "O Labirinto da Saudade". Daí expressões como "se o trabalho dá saúde que trabalhem os doentes"; pouco trabalho que "o trabalho faz calos", etc.
No entanto, este paradigma, talvez em face do momento difícel em que vivemos, está ultrapassado e antiquado, portanto, trabalho não é a mesma coisa que o esforço fisíco ou dispêndio de energia. O que constitui ou não trabalho é definido socialmente; não é uma qualidade inerente a qualquer acto particular.
O trabalho que uma pessoa faz é importante também noutros sentidos, principalmente o que lhe dá identidade e uma saudável integração dentro da sociedade, embora, o trabalho socialmente considerado, vai diminuindo progressivamente.
Como alterar esta questão e acrescentar ao actual estado de coisas, um vector de felicidade perante a existência de trabalho?
Não tenho dúvidas algumas que trabalho existe em Portugal, e muito, o que não existe é emprego.
Existirá estatítica para este facto?
Se trabalhar criar emprego, qual é o problema?
Poderemos pelos menos, por este caminho, encarar com alguma esperança, a diminuição do actual e incrível número "oficioso" do desemprego e potenciar a economia em Portugal?
Concluo, com Bertrand Russel: A Conquista da Felicidade.

"É difícil determinar se o trabalho deve ser colocado entre as causas da felicidade ou da infelicidade. É certo que há muitos trabalhos extraordinariamente aborrecidos e que o trabalho excessivo é sempre penoso. Penso, no entanto, que se não for excessivo, mesmo o trabalho mais monótono é para muitas pessoas preferível à ociosidade".


sexta-feira, 20 de abril de 2012

Assembleia Municipal - Plenário: Defesa da floresta contra incêndios e criação de emprego


MOÇÃO
Defesa da floresta contra incêndios e criação de emprego

O Ministério da Administração Interna (MAI), o Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas (MADRP), e o Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social (MTSS) estabeleceram em 2010 um protocolo que visa o envolvimento dos desempregados inscritos nos centros de emprego em acções de prevenção de incêndios florestais, de reflorestação e de vigilância das florestas.
Tendo em conta que a floresta desempenha um papel fundamental no equilíbrio ecológico do território, na preservação da paisagem e na sustentabilidade da própria vida e que a criação de emprego exige, hoje em dia, o maior empenho dos diferentes actores políticos, o protocolo em causa tem dois objectivos. Por um lado a defesa da floresta contra incêndios e, por outro, a criação de emprego.
Neste contexto, referir que os Contratos de Emprego Inserção (CEI) e Contratos de Emprego Inserção + (CEI +), inseridos no mercado social de emprego, são o instrumento encontrado para concretizar o protocolo.
Estes contratos, inseridos no mercado social de emprego, têm como finalidade a ocupação socialmente útil de desempregados, proporcionando-lhes novas experiências laborais e um contacto com outros trabalhadores e, desse modo, melhorar as suas condições de empregabilidade, ao mesmo tempo que se evitam riscos de isolamento, desmotivação ou marginalização.
Tais contratos constituem, igualmente, uma das medidas que permitem o acesso a um rendimento suplementar a desempregados que estão a receber o subsídio de desemprego ou o subsídio social de desemprego, bem como apoiar a inserção social de públicos mais desfavorecidos, designadamente dos beneficiários do rendimento social de inserção, através do trabalho, permitindo estabelecer pontes entre a inactividade e a actividade profissional.
A conjugação dos objectivos de valorizar e proteger a floresta e de contribuir para a ocupação dos desempregados, reconhecendo as suas capacidades e facultando-lhes rendimento suplementar, permitirá potenciar sinergias de várias entidades, de forma a minorar os riscos, os efeitos e a dimensão dos fogos florestais, e incrementar as actividades que tenham em vista a vigilância, prevenção, florestação e reflorestação florestais e, ainda, em simultâneo, alargar as possibilidades de desempregados inscritos nos centros de emprego poderem desenvolver actividades socialmente úteis, contribuindo para promover as condições que permitam a sua reentrada no mercado de trabalho.
Neste sentido, e por entendermos que a Floresta representa um valor ambiental e económico da maior importância para o País e porque a criação de emprego é hoje uma preocupação de primeira ordem, o P.P.M. propõe a esta Assembleia Municipal que se aprove a seguinte Moção:
Que a Câmara Municipal de Braga, no uso das competências próprias, diligencie junto do IEFP modalidades de cooperação que permitam a participação de desempregados nas tarefas de prevenção de prevenção aos incêndios.
Manuel Beninger
Grupo Municipal do P.P.M.
na Assembleia Municipal de Braga
20.04.2012
[Aprovada com os votos do PPM, PSD, CDS; Abstenção do PS; Contra do BE e CDU]