Mudar o regime Servir Portugal

Manuel Beninger

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terça-feira, 14 de maio de 2013

A regra oculta do sistema; por Pedro Santana Lopes


“A regra oculta do sistema:
Antes de sair, cada presidente consegue que o partido a que está ligado assuma o Poder”.

Pecado Original  – O choque institucional entre Belém e S. Bento, de Pedro Santana Lopes

Sinopse
«Não existem dúvidas de que o Presidente da República pode lançar-se numa campanha contra o Governo saído do sufrágio universal e directo, sem que nada lhe aconteça no exercício do seu cargo. Actua contra o Governo como se fosse líder da oposição. Pode fazer o que quiser sem que sofra consequências. Pode e faz! Ora, é quase sempre fácil dizer mal do Governo, nomeadamente em tempos de crise, e imagine-se o que significa ser o Presidente a fazê-lo.»

No livro, Santana Lopes defende que a melhor forma de acabar com os conflitos entre Belém e S. Bento - que se repetem de Ramalho Eanes a Cavaco Silva - é acabar com "o poder presidencial de demitir o Governo".
Uma tese que demonstra que o ‘Pecado Original' do antigo líder do PSD merece ser lido, além de algumas provocações que também encerra. Por exemplo, Santana lembra os tempos em que foi primeiro-ministro e "o CDS fazia chegar a Belém recados a demonstrar sentimentos contraditórios" sobre o Governo. Mais: o então Presidente da República, Jorge Sampaio, "acabava sempre por proteger Paulo Portas e desfazia-se em elogios sobre o seu trabalho com o ministro."
Qualquer semelhança com a actualidade política deve ser pura coincidência.

sábado, 30 de março de 2013

Voltou a boa moeda igual a si próprio; por Pedro Santana Lopes


A "boa moeda." Criaram-no, agora aturem-no. Gostam, alguns, muito de dizer que José Sócrates foi lançado para Primeiro-Ministro nos debates que mantivemos, em 2002 e 2003. Percebo a ideia, mas não foi. Sócrates ganhou e "reinou" porque viveu em lua de mel com muitos centros de poder em Portugal.
Muitos, a começar pelo próprio Presidente da República – mas não só – andaram embevecidos com José Sócrates, nos primeiros anos da sua governação. Agora já odeiam, não gostam ou estão afastados. Pois, mas andaram com o "menino de oiro" "ao colo".
A Vida, muitas vezes, é assim. Durante anos, ele usou comigo e com o meu Governo a manipulação em que é exímio e a que recorreu, abundantemente, na quarta-feira à noite na RTP. A começar pela burla do tal défice de 6,83% em 2005 que é dele e de mais ninguém.
Na altura, quase todos colaboraram com essa impostorice. O silêncio de Seguro em relação a Sócrates, tive-o eu de Marques Mendes, quando me sucedeu na liderança do PSD.
Agora, muitos mais se irritam com as engenhosas construções do ex-Primeiro-Ministro? Custou ouvi-lo a falar de deslealdades quando foi o primeiro a romper a solidariedade institucional? Pois é! Pois não é agradável...
Anteontem, Cavaco Silva, Teixeira dos Santos, Passos Coelho, Manuela Ferreira Leite, António José Seguro, António Costa, entre outros, por diferentes razões, terão experimentado – em maior ou menor grau, consoante os casos – uma sensação muito desagradável.
Eu conheço a sensação. Sei o que se sente quando apetece estar lá na vez de quem tem José Sócrates pela frente para o desmentir e dizer a verdade. Pois! É que, se não for na hora, já não é igual. E a mensagem passa até porque é repetida muitas vezes.
Não disse verdades? Disse, algumas e uma ou duas significativas. E disse-as com força e com desassombro, igual a si próprio. Eu sempre lhe reconheci qualidades, nunca o menosprezei. Mas nunca estive do lado dele, nunca o apoiei, sempre o combati. A diferença é essa.
Porreiro, pá!
cm

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Santana diz que regionalização "não pode ser tabu" e Capoulas quer PS a promover consenso para a regionalização

Já não era sem tempo. Avancem com a regionalização num “amplo consenso nacional” e “sem tabus”. Para bem de Portugal.

“Pedro Santana Lopes participou na sessão de segunda-feira à noite das jornadas parlamentares do PSD do Fundão dedicada ao tema da coesão territorial e da desertificação do Interior, onde deixou a mensagem de que "a regionalização não pode ser um tema tabu".

Sobre a falta de coesão territorial, considerou que "não é fácil combater isto", mas sugeriu: "Talvez seja diferente se se pensar numa rede nacional de aeródromos e aeroportos regionais que permita servir as populações de uma maneira diferente. Talvez seja diferente, de facto, se em vez da megalomania houver esse sentido de solidariedade. Talvez seja possível se não tivermos medo, se não transformarmos nenhum tema em tema tabu, nem sequer o da regionalização".

Capoulas Santos defendeu, este sábado à tarde, a necessidade de o PS promover um "amplo consenso político" para que se avance com a regionalização.

No congresso nacional que decorre em Braga, o ex-ministro da Agricultura e eurodeputado do PS começou por sublinhar que "ambas as moções", do secretário-geral e do candidato derrotado à liderança, "referem, de forma prudente, que não é possível regionalizar sem amplo consenso político". Porém, a liderança do PS tem que "contribuir" para que esse consenso exista, apelou Capoulas Santos”.


Fonte: Diário de Notícias e Jornal de Notícias