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Manuel Beninger

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quarta-feira, 26 de junho de 2013

A vida e a morte de D. Afonso VI em cena no Palácio da Vila

A vida e a morte de D. Afonso VI (1643-1683) são levadas à cena a partir de sexta-feira, pelo Utopia Teatro, no Palácio da Vila, em Sintra, cativeiro do monarca durante nove anos.
A peça, intitulada "Conspiração no Palácio", é encenada por Nuno Vicente, autor da dramaturgia, que explicou à Lusa que dentro da trama dramatúrgica é incluída a farsa contemporânea da conspiração "O Fidalgo Aprendiz", de Francisco Manuel de Melo.
Referindo-se à ação dramática, Nuno Vicente sublinhou que "a cronologia dos acontecimentos foi escrupulosamente respeitada", tendo sido "essencial" para a construção desta peça a biografia de D. Afonso VI, escrita por Ângela Barreto Xavier e Pedro Cardim, recentemente editada pelo Círculo de Leitores.
"Esta biografia que foi o meu livro de cabeceira, é um trabalho delicioso, em que se encaixaram todos os factos, e os historiadores já apelam a que o público leitor imagine aquilo a acontecer, com um teatro pleno de vida, e foi esse o mote: reabilitar a memória de D. Afonso VI", afirmou.
"Para a construção dos diálogos, recorreu-se sempre que possível aos documentos históricos disponíveis, em particular o conhecido 'Processo Do Rei'". "Claro que reproduzimos um só lado da história, o olhar dos mais fortes, dos vitoriosos", disse Nuno Vicente, que reconheceu ser "um olhar muito manipulador".
O encenador acrescentou que se procurou "o sensível equilíbrio entre o discurso de época e, ao mesmo tempo, uma linguagem cujo sentido seja entendido pelo público".
A peça decorre dentro do palácio, desenvolvendo-se por três espaços -- a sala dos archeiros, o pátio central e a sala dos cisnes -, "sendo os espetadores recebidos como convidados da rainha e do infante D. Pedro".
"De certa forma, estamos a reativar uma tradição que havia no palácio, pois, na sala dos cisnes, muitos autos e farsas foram representados perante a família real", disse.
"É este palácio que está na raiz de tudo, não seria possível criar uma peça sem tirar partido da memória do palácio, e tendo como prioridade o brilho deste monumento que é património da humanidade", realçou Nuno Vicente.
Referindo-se à ação dramatúrgica, o encenador disse que "os espetadores são envolvidos nesta conspiração palaciana, liderada pela rainha D. Luísa de Gusmão e o seu segundo filho, que se coroaria D. Pedro II".
Por outro lado, "traçamos alguns paralelismos com a situação atual, que esperamos o espetador perceba", disse o encenador.
Quando D. João IV morreu, D. Afonso era ainda menor, tendo sido a rainha quem assumiu a regência, tanto mais que o príncipe evidenciava alguns desequilíbrios, que não o impediam de assumir o trono.
Nuno Vicente referiu que, enquanto "personagem trágica, qual 'Rei Lear' à portuguesa, D. Afonso VI foi preterido pela mãe, traído pela mulher e levado a tribunal pelo irmão".
O elenco de "Conspiração no Palácio" é constituído por Alfredo Pereira, Carla Trindade, Cirila Bossuet, Flávia Lopes, Flávio Tomé, Inês Goes, João Mais, Rui Peralta, Sandra Canelas, Marisa Matos, Miguel Moisés, Nuno Freitas e Tiago Matias.
As coreografias das danças que integram a peça, que estará em cena até 11 de agosto, são executadas pelos bailarinos da Associação Danças com História.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

“A Sogra de Luís XIV” no Barreiro, domingo, na Oficina de Teatro Mário Pereira

O Teatro de Ensaio do Barreiro (TEB) vai repor a “A Sogra de Luís XIV”. O regresso desta peça da autoria de Georges Feydeau, que proporciona momentos hilariantes, está agendado para domingo, 27 de Novembro, pelas 16h30.

Subirá ao palco na Oficina de Teatro Mário Pereira, na Rua Conselheiro Joaquim António de Aguiar, 337, 2830 Barreiro. Bilhetes: 5 euros.


Sinopse

«Era uma vez um Rei, D. Luís XIV, que tinha uma sogra.

A relação entre Sua Majestade e a sua “respeitada” e “amada” sogra, nem sempre decorreu num mar de rosas. Algumas vezes Sua Majestade dirigiu-se à sua santa sogra em termos linguísticos que eu, por pudor, me recuso a reproduzir.

Um monarca da envergadura do Rei Sol podia muito bem dar-se ao luxo de usar tais termos que nós, simples mortais, embora pensando neles, nunca nos atreveríamos a pronunciá-los.

E assim decorria esta relação que no fundo, bem no fundo, era uma relação de amizade e de concórdia, até que um dia… (há sempre um dia na vida das pessoas, até dos Reis) …até que um dia esta linda relação terminou.

E como sogra há só uma, o melhor é virem ver o que aconteceu. Nem tudo o que parece é. De repente, e perante todos vocês, as personagens que são vão deixar de ser e a História passa à História… (…)»

Fonte: Jornal do Barreiro