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Manuel Beninger

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quinta-feira, 1 de agosto de 2013

O processo das alegadas “luvas” dos TUB continua a fazer vítimas


“... nas listas também não consta o nome de Cândida Sarapicos. A vogal da administração dos Transportes Urbanos de Braga (TUB), e que integrou a lista de Vítor Sousa para a Concelhia, continua afastada das lides políticas, “protegendo” desta forma Vítor Sousa, o cabeça de lista, de eventuais desenvolvimentos do caso que continua sob investigação da PJ por alegadas “luvas” na venda de autocarros.”

Quem não deve não teme…
A concelhia do PS Braga vai precisar de um abastecimento extra de lixívia "Neoblanc"! Porque o afastamento das listas autárquicas de duas figuras proeminentes: a filha do actual presidente da câmara (especializada em negócios imobiliários) e a vogal da TUB (especializada em luvas); só pode ser interpretada como uma tentativa de branquear a debilitada imagem de idoneidade do n.º 1. Mas os bracarenses estão atentos e por muito que outros esfreguem (alguns até de avental vestido), a sujeira está muito encardida e não é fácil tirar as nódoas.

+ INFO:

sábado, 22 de junho de 2013

sábado, 24 de novembro de 2012

Rei morto, rei posto


“O que espera o Governo para se demitir?” 
Esta foi uma questão colocada num artigo de opinião do Diário de Notícias, pela pena de alguém para quem os portugueses já não têm paciência. E nem a idade avançada, bem como o evidente estado senil da criatura, justificam a complacência para com essa aventesma política, que nos últimos tempos sempre que opina é só para asneirar. 
Mas se há camaradas de partido da criatura de bochechas protuberantes que abominam semelhante afirmação, esse alguém chama-se Vítor de Sousa.
Contra todos os processos, denúncias e artigos jornalísticos comprometedores que o atacaram recentemente, este "peso-pesado" da política bracarense resistiu a um verdadeiro tornado político e vai mesmo avançar para a sucessão do dinossauro autárquico bracarense.
E nem mesmo  uma suposta tentativa de golpe palaciano de última hora, perpetrado por um certo clã com ligações estreitas à política, igreja e maçonaria, lograram afastá-lo.
Mérito para o Vítor enquanto hábil político. Apesar de não ser propriamente o paradigma de um gajo porreiro, ao longo dos anos granjeou os apoios necessários dentro do aparelho rosa, quer a nível local, quer a nível nacional. Consegue também mover-se com ligeireza pelos meandros de outros sectores da sociedade: empresas, organizações sociais, etc. E conseguiu ainda estabelecer uma espécie pacto de não agressão com um famoso bloggerbracarense de vocação satírica, inspirado numa figura vestida de negro da Semana Santa. 
Durante a recente visita do Vereador do Rio de Janeiro, coube-lhe a ele as honras de abrir os Paços do Concelhos, já que o dinossauro se encontrava nas longínquas terras da Transilvânia, quiçá à caça de algum vampiro. 
Se o governo de coligação nacional durar até às autárquicas, o eterno presidente das festas de S. João tem assim a cadeira de sonho da edilidade à sua mercê. Não porque os bracarenses lhe reconheçam competências para o dito lugar, mas porque o voto no PS representará um voto contra Passos, Gaspar e a Troika. Não será propriamente um voto em Vítor de Sousa.
Caso o governo caia, ou se dê um milagre que faça descer o desemprego e disparar o crescimento económico antes das autárquicas, aí os bracarenses irão eleger Ricardo Rio para presidente. 
São estas as vicissitudes do nosso sistema democrático.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Kung Fu e "facas voadoras" no PS Braga

A cinco dias das eleições na concelhia do PS/Braga sobe o tom das acusações cruzadas entre os dois candidatos à liderança.

O vice-presidente da Câmara, Vítor de Sousa lançou várias críticas à postura assumida pela candidatura de António Braga, considerando mesmo que o presidente da Assembleia Municipal (AM) tem apenas um projeto de ambição meramente pessoal. "Toda esta forma de estar num quadro de uma candidatura interna ao partido é distintiva, não é a nossa forma de estar. Temos um dossier exaustivo relativamente a um conjunto de atitudes e de comportamentos que a meu ver não só não agradam aos interesses do partido socialista, e antes pelo contrário, relevam que este não é um projeto político, mas um projeto de ambição meramente pessoal".
Por seu lado, António Braga acusa a candidatura de Vítor de Sousa de ter uma visão de um partido fechado, ao género de uma seita, ao contrário, argumenta, da postura assumida pela sua candidatura. "Os socialistas têm que decidir qual é o seu candidato à Câmara Municipal de Braga. E vão fazê-lo como? Às escondidas? Guardado entre os muros e fechados na sede do PS? Não. Há uma diferença absolutamente radical entre aqueles que têm uma visão de um partido fechado numa espécie de seita onde só alguns dominam códigos de comunicação e do que quer que seja dentro de um partido. Eu não defendo isso. Defendo um partido de portas abertas, capaz de dar a conhecer aos seus concidadãos, ao mesmo tempo que dá aos seus militantes de quais são as suas propostas e os seus projectos.
Os dois candidatos à liderança da comissão política acusam-se mutuamente de serem responsáveis pela não realização de qualquer debate entre ambos, com duras trocas de acusações.
Vítor de Sousa acusou ainda António Braga de ter agido de forma incorreta, ao ter divulgado à comunicação social a carta que lhe enviou, na qual proponha os debates. Argumentando ainda que bastava apenas um telefonema de António Braga para combinar a organização dos debates. Por isso, acusa o Presidente da Assembleia Municipal de ter mediatizado a questão, expondo o PS na praça pública.
Na resposta, António Braga contesta toda a argumentação de Vítor de Sousa, afirmando que "já vi melhores desculpas para não se promover um debate político. Quem ficou a perder foram os bracarenses e os militantes. Não é uma questão pessoal, é uma questão de projetos políticos internos que se apresentam e que têm de ser decididos. (...) Do que resultar agora da eleição com os militantes, serão depois os cidadãos da comunidade a decidir o que vai ocorrer".
Para António Braga não restam dúvidas de que Vítor de Sousa fugiu ao debate, o que demonstrou a “fragilidade” do seu opositor. O líder da AM explica também os motivos que o levaram a não telefonar diretamente ao vice-presidente da Câmara de Braga. "Eu sempre disse que não faço negócios políticos. Não tinha de ter uma uma resposta reservada. Entendo que a ausência do debate apenas demontrou fragilidade da outra candidatura".