Mudar o regime Servir Portugal

Manuel Beninger

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quinta-feira, 30 de outubro de 2014

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Felipe VI é o 21.º rei dos 500 anos de história de Espanha

Felipe VI torna-se esta semana o 21.º rei dos 500 anos de história comum do reino de Espanha e o primeiro a ser proclamado em democracia parlamentar, sucedendo a Juan Carlos, um dos 'capitães' do processo de transição da ditadura.

Uma longa história monárquica que começa com um casamento, de Isabel I de Castela e de Fernando II de Aragão - os reis católicos - que une as coroas de Aragão e de Castela.
Praticamente toda a história de Espanha está associada à história dos seus reis, sendo que a monarquia foi o sistema de Governo em 498 anos e outros regimes em apenas 50: os anos do período revolucionário (1868-1870), as duas repúblicas (a 1.ª de 1873 a 1874 e a 2.ª de 1931 a 1939) e a ditadura franquista (1939-1975).
A história de Espanha como tal começa com uma rainha que, na prática, numa reinou, Joana I. Foi rainha de Castela (de 1504 a 1555) e de Aragão e Navarra (de 1516 a 1555), mas nunca governou sozinha, já que primeiro partilhou o trono com o seu pai, Fernando de Aragão, depois com o seu marido, Felipe I, "O belo", e finalmente com o filho, Carlos I.
Desde esse casamento, Espanha teve 20 reis procedentes de quatro dinastias - Trastamara, Austria, Saboya, Borbón- que tiveram 28 consortes e 101 filhos.
Grupo a que se somam um rei imposto sem dinastia, José I (1808-1813), irmão de Napoleão Bonaparte, que os espanhóis expulsaram depois da Guerra da Independência.
Entre todos eles, os que mais brilharam na história nacional foram os primeiros Austrias (Carlos I e Felipe II), que governavam um império que ia das Filipinas à América do Sul e que chegou a incluir Portugal e Flandres.
A hegemonia espanhola manteve-se com outros Austrias - Felipe III e Felipe IV -, reinados que iniciaram o período da Ilustração, impulsionado por Felipe V, Fernando VI, Carlos III e Carlos IV.
Este foi o período de maior esplendor das letras e da arte em Espanha, com a literatura do considerado 'Século de Ouro' e as obras de pintores como Velázquez e Goya.
A morte do último Austria, Carlos II, a 1 de janeiro de 1700, levou Espanha à Guerra da Sucessão (1701-1713), um conflito de dimensões internacionais cujas consequências alteraram as conceções políticas dominantes na Europa até então e afetaram de forma significativa a integridade territorial e ao conceito da unidade política que nesses momentos se identificava como a Monarquia Espanhola.
O conflito terminou com a assinatura dos tratados de paz de Utrecht, nesta cidade dos Países Baixos, que instaurou no trono a dinastia Borbón e levou à perda das possessões europeias.
Com Felipe V, desapareceu a coroa de Aragão e Espanha avançou na centralização e unificação administrativa do Estado, no que foi o reinado mais longo da história espanhola (45 anos).
Acabou por abdicar - um dos sete reis espanhóis a fazê-lo - para o filho, Luis I, que, ironicamente, teve o reinado mais curto, de apenas 229 dias.
Recorde-se que além do ainda rei Juan Carlos, que abdicará, formalmente, na quarta-feira, os outros reis que abdicaram são Carlos I (en Felipe II e para retirar-se para Yuste, Cáceres), Carlos IV e Fernando VII (Carlos em Fernando, Fernando no seu pai e o seu pai em Napoleão), Isabel II (em Afonso XII depois da chamada Revolução Gloriosa de 1868) e Afonso XIII (a quem se seguiu a 2.ª república).
É no reinado de Juan Carlos que Espanha se converte em regime democrático, uma monarquia parlamentar consagrada na Constituição de 1978.
Juan Carlos sobe ao trono ainda sem que Espanha seja uma democracia e é no seu longo e próspero reinado, um dos mais longos de sempre, que o país se consolida em liberdades e garantias.
Cabe ao seu filho, Felipe VI, o papel histórico de ser o primeiro monarca espanhol a ser proclamado em democracia.

domingo, 15 de junho de 2014

Com abdicação, Juan Carlos aumenta a popularidade da Casa Real

Sondagem para o El Mundo mostra que 72,9% dos espanhóis acham que Felipe VI vai ser um bom rei para Espanha.
Apesar das manifestações dos últimos dias nas ruas das cidades espanholas a exigir um referendo à monarquia, a verdade é que, se este fosse realizado hoje, dia 9 de Junho, os monárquicos ganhariam por 21 pontos percentuais. Um estudo realizado pela empresa de sondagens Sigma Dos chegou à conclusão que 56% dos espanhóis inquiridos defendem que a monarquia é a melhor forma de Estado para a Espanha, contra 35% dos que afirmam não ser.
Os quatro principais membros da Casa Real, rei Juan Carlos, a rainha Sofia, o príncipe Felipe e a princesa Letizia, viram também a sua popularidade aumentar após a abdicação do rei no passado dia 2 de Junho.
Juan Carlos, ao que tudo indica, parece também ter acertado no momento exacto para a sua renúncia ao trono. O estudo revela que 76,4% dos espanhóis concordam com a abdicação do rei em prol do seu filho, o príncipe Felipe. Juan Carlos foi agastado por algumas polémicas nos últimos tempos de reinado, como o caso Nóos – o marido da infanta Cristina, Iñaki Urdangarin, e a própria filha do rei estão a ser investigados por suspeita de desvio de dinheiro público – e a polémica em torno da caçada luxuosa do rei no Botswana.
De realçar, nesta sondagem, a melhoria da imagem de toda a Casa Real espanhola logo após a abdicação. No último inquérito realizado em Janeiro de 2014, apenas 6,3% dos espanhóis davam um balanço muito positivo ao reinado de Juan Carlos e 35% um balanço positivo. Agora são 17,6% que consideram o reinado muito positivo e 47,6% positivo. Em apenas seis meses, a imagem de Juan Carlos melhorou em 23,7%.O mesmo aconteceu com os restantes membros da família. Felipe – tinha já uma popularidade alta, 66,4% dos espanhóis tinham uma muito boa ou boa imagem do príncipe – viu agora sua imagem melhorar para os 76,9%. A rainha Sofia viu a sua taxa de popularidade aumentar em 11,5%, em comparação com 67% dos últimos seis meses. Letizia subiu também dos 49,3% para 52,4%.
Já os números a favor do príncipe Felipe são impressionantes. À pergunta: “Acha que o príncipe Felipe será um bom rei para Espanha?”, 72,9% dos inquiridos responderam afirmativamente, contra apenas 10,2% que acham que o futuro Felipe VI não será um bom rei. 57,5% dos espanhóis inquiridos acreditam também que Felipe conseguirá recuperar o prestígio e a confiança nas instituições monárquicas.
O fortalecimento da monarquia é notório também em praticamente todas as faixas etárias. Em todas elas, incluindo os mais jovens, mais de 50% dos inquiridos fazem um balanço positivo do reinado de Juan Carlos.
Somente os mais jovens, entre os 18 e os 29 anos, é que se dividem entre os que defendem a monarquia como melhor forma de regime e os que preferem um Governo republicano, 46,1% e 46,6%, respectivamente. A partir daí, o aumento das preferências monárquicas é bem visível e, sem surpresas, são os maiores de 65 anos – 72,6% – que alcançam a maior cota de aprovação à monarquia.
A sondagem mostra também que entre os votantes dos dois maiores partidos de Espanha, o PP e o PSOE, a monarquia recolhe agora apoios na ordem dos 80,3% e 52,7%, respectivamente – em contraste com os números de Janeiro de 2014, que eram de 77,7% para os eleitores do PP e 45,2% para os do PSOE. Apesar de ser maioritariamente contra o regime monárquico, a percentagem de votantes do partido Izquierda Unida que apoia a monarquia subiu de 14,1% para 22,6%. Estes três partidos juntos representaram mais de 80% da preferência dos eleitores nas últimas eleições legislativas em 2011.
Apesar destes números avassaladores que beneficiam a monarquia, uma sondagem divulgada no dia 7 de Junho pelo El País revela que quase dois terços dos espanhóis querem que seja convocado um referendo para que possam decidir entre a manutenção do regime monárquico ou a instauração da III república.
Público

domingo, 8 de junho de 2014

New York Times: Monarquias, mais útil do que você pensa

«Serge SCHMEMANNJUNE 3 de 2014

A decisão do Rei Juan Carlos de Espanha, com 76 anos, de abdicar em favor de seu filho de 46 anos de idade, o príncipe Felipe, inevitavelmente faz reviver a questão de haver tantos monarcas ainda reinar em toda a Europa.
Parece incrível que 12 monarquias ainda sobrevivam lá, embora isso inclua curiosidades, como Andorra, cujo co-governante é o presidente da França (o outro é o bispo de Urgell); Vaticano, governado pelo papa, e os principados-postal do Mónaco e Liechtenstein.
Os outros – Bélgica, Grã-Bretanha, Dinamarca, Luxemburgo, Países Baixos, Noruega, Espanha e Suécia – estão entre as democracias mais liberais da Europa, mas todos eles mantêm governantes hereditários caros e geralmente tratá-los, bem, como  realeza.
É verdade, a maioria das rainhas, reis, príncipes e princesas trabalham para viver. Aos 88 anos, uma idade em que a maioria das pessoas comuns estão muito aposentadas do trabalho e muitas vezes da vida, a Rainha Elizabeth II da Grã-Bretanha ainda mantém uma programação árdua de cerimónias de Estado. E é difícil imaginar o que revistas femininas da Europa fariam sem o recurso de fotos intermináveis sobre a realeza vestindo plumagem completa ,por algum grande evento , pelo nascimento de um herdeiro real ou por deixar os seus castelos para andar de bicicleta ou esquiar com seus súbditos – ou ser envolvidos em algum escândalo suculento .
Num nível mais sério, os chefes de estado Reais representam a história de uma nação e a sua continuidade. Os Chefes de Estado republicanos, sejam politicamente poderosos como os dos Estados Unidos ou a França, ou cerimoniais, como o da Alemanha , todos envolvem-se em algum grau na tradição e pompa. Mas eles não podem subir acima da política da mesma forma que os monarcas podem. E mesmo quando as monarquias geram escândalos de proporções reais – basta lembrar a princesa Diana – os políticos tendem a classificar-se bem abaixo dos membros da realeza, em pesquisas de popularidade.
As monarquias europeias têm um pequeno, mas ruidoso coro pedindo a abolição das instituições, e a maioria dos países têm vindo a abrir seus governantes a um maior escrutínio público. Por sua vez, os governantes, especialmente os escandinavos, baixaram os seus estilos de vida quase aos níveis da rua. Mas mesmo assim mantêm os mínimo para gerar valor simbólico.
Rei Juan Carlos destaca-se entre esses anacronismos vivos. Ele fôra preparado para governar por um ditador, o general Francisco Franco, que lutou uma guerra civil brutal para impedir que Espanha se tornasse uma república para a governar com mão de ferro por quase 40 anos. No entanto, após Juan Carlos assumir o trono, restaurado em 1975, o jovem herdeiro Borbón desempenhou um papel fundamental na orientação Espanha para a democracia. O ponto alto do seu reinado veio em 1981, quando os militares tentaram um golpe de Estado e Juan Carlos, de uniforme militar, foi à televisão para conseguir apoio para o governo democrático.
Nos últimos anos, no entanto, sua posição caiu vertiginosamente, em parte porque os críticos acreditavam que ele vivia de forma um pouco grandiosa para o momento de atribulação económica, em parte por causa de denúncias de corrupção contra o seu genro. Tendo deixado de ser um símbolo unificador, ele está certo em se afastar.
Se a monarquia pode recuperar sua posição depende, em grande medida, do príncipe herdeiro, que irá reinar como Rei Felipe VI. Um metro e noventa e sete de altura, bonito,  ex-velejador olímpico e um graduado da escola Universidade de Georgetown, em serviço no estrangeiro, ele tem credenciais sólidas para cumprir os deveres cerimoniais de Chefe de Estado de Espanha, e ele manteve-se relativamente imaculado pelos escândalos em torno de seu pai.
Problemas recentes de lado, Juan Carlos teve uma grande contribuição para o seu país, e só podemos esperar que Felipe faça jus a essa parte do seu legado. Embora uma nação, como os Estados Unidos, nascida em rebelião contra a monarquia não pode compartilhar plenamente a emoção dos monárquicos devotos, mas pode certamente apreciar o poder dos símbolos unificadores. E os americanos adoram celebridades de contos de fadas, tanto quanto qualquer um.»

Fonte: O Manto do Rei

quinta-feira, 5 de junho de 2014

D. Duarte defende que Juan Carlos deixa trono por motivos de saúde

S.A.R D. Duarte Duque de Bragança defende que Filipe de Bourbon tem as qualidades necessárias para desempenhar bem o papel de Rei de Espanha. Em defesa do vizinho, o Duque de Bragança lembro que a saúde de Juan Carlos está muito debilitada e que a abdicação é um procedimento comum entre a monarquia europeia.
D. Duarte Pio de Bragança considerou que a decisão de Juan Carlos em abdicar do trono se deveu a problemas de saúde.
“Basta ver as fotografias dele, os problemas de saúde, a dificuldade em deslocar-se”, afirmou o pretendente ao trono português, em declarações à Lusa.
O monarca português deu ainda os exemplos do rei da Bélgica, a rainha da Holanda e o próprio Papa, que também abdicaram quando as condições de saúde já não lhes permitiam cumprir as suas missões.
Relativamente à monarquia, D. Duarte acredita que esta permite que a transição da chefia de Estado seja feita de uma maneira tranquila e sem lutas políticas.
“Juan Carlos evitou os conflitos que, por exemplo, tivemos em Portugal na transição para a democracia – que foi extremamente violenta, com grande destruição da economia, com milhares de mortos nos países que são hoje da CPLP, verdadeiros genocídios com a independência", referiu.
Finalmente, em relação ao herdeiro, Duarte Pio de Bragança considera que o príncipe Felipe tem melhores condições para exercer a liderança, já que “teve uma preparação técnica e profissional para a sua missão [que foi] notável e tem um relacionamento pessoal com as elites políticas, culturais e militares espanholas que certamente o ajudarão na sua missão”.
Fonte: Impala
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O O Herdeiro ao Trono Português falou com a Renascença desde Estocolmo. O Herdeiro ao Trono de Portugal, Dom Duarte Pio de Bragança, acredita que a sucessão real em Espanha acabará por unir o país.
Em declarações à Renascença, feitas a partir de Estocolmo, Dom Duarte aponta o exemplo da Catalunha. Os contactos que mantém com a região permitem-lhe afirmar que as autoridades autonómicas vêem em Filipe o que não vêem em Juan Carlos: “Tenho ouvido dirigentes políticos catalães, quase todos, a dizer que gostam mais do príncipe Filipe do que do Rei, porque ele compreende melhor a situação. Há muitos catalães que querem a independência, mas querem-no mantendo a Monarquia mantendo o Rei da Catalunha, um pouco como a Rainha de Inglaterra é Rainha da Escócia e do Canadá".
Para o Herdeiro dos Bragança, a sucessão "pode ajudar a manter a unidade da Espanha, visto que as antipatias que pode haver nalgumas regiões em relação ao Rei não têm razão de ser em relação ao príncipe Filipe”.
É convicção generalizada que a sucessão não afectará os laços de Espanha com Portugal, mas a verdade é que, com a saída de cena de Juan Carlos, um amigo de Portugal, fica um Filipe VI com poucas afinidades com o nosso país.
“Há, de facto, uma ligação muito íntima do rei Juan Carlos com muitos portugueses e com o povo português, em geral. O príncipe Filipe não tem essa intimidade com Portugal, embora tenha vindo cá bastantes vezes e tenha tentado, até, ficar a conhecer o povo português. De algum modo, o rei Juan Carlos é um conhecedor mais profundo de Portugal do que o Príncipe Filipe”, explica Dom Duarte.
(...)
Fonte: Renascença

terça-feira, 3 de junho de 2014

D. Duarte: Felipe tem vantagens em relação a Juan Carlos

S.A.R. o Duque de Bragança considerou hoje que a decisão de S.M. o Rei de Espanha abdicar do Trono se deveu a problemas de saúde e defendeu que o Sucessor tem vantagens em relação a S.M. o Rei Juan Carlos.
A razão da decisão do Rei espanhol é, para S.A.R. o Duque de Bragança, explicada pelas dificuldades que S.M. o Rei Juan Carlos tem sentido nos últimos tempos em cumprir a sua missão.
"Basta ver as fotografias dele, os problemas de saúde, a dificuldade em deslocar-se", afirmou S.A.R. em declarações à Lusa.
"Cumprir as missões que tem cumprido tem sido um grande sacrifício pessoal", sublinhou, acrescentando que S.M. o Rei de Espanha também teve "bons exemplos" na Europa.
"O Rei da Bélgica, a Rainha da Holanda, o próprio Papa abdicaram quando acharam que a sua saúde não estava em condições para cumprirem as suas missões", lembrou.
D. Juan Carlos de Borbón y Borbón manifestou hoje a sua vontade de entregar a coroa ao filho, depois de um reinado de 39 anos, um dos mais longos da História, que começou na sua proclamação a 22 de Novembro de 1975.
Para S.A.R. o Duque de Bragança, S.M. o Rei de Espanha teve um papel fundamental na História daquele país, conseguindo que a transição para a democracia fosse feita de forma pacífica.
"Creio que a grande vantagem da monarquia em países como a Espanha e como a Suécia é que a transição da chefia de Estado é feita de uma maneira tranquila, sem lutas políticas e com uma continuidade que permite ao futuro Chefe de Estado continuar a obra que o Pai fez", defendeu, adiantando que Espanha deve ao actual Rei "uma grande gratidão".
"Juan Carlos evitou os conflitos que, por exemplo, tivemos em Portugal na transição para a democracia - que foi extremamente violenta, com grande destruição da economia, com milhares de mortos nos países que são hoje da CPLP, verdadeiros genocídios com a independência", referiu.
"Em Espanha, a transição fez-se de uma maneira pacífica e o Rei sempre manteve a unidade nacional, que é muito questionada hoje pela Catalunha e pelos bascos", disse.
Apesar do papel político de D. Juan Carlos de Espanha, S.A.R. o Duque de Bragança considera que o herdeiro tem melhores condições para exercer a liderança actual da monarquia naquele país.
"O príncipe Felipe tem algumas vantagens em relação ao Pai", afirmou, sublinhando o facto de falar bem catalão e de estar casado "com uma espanhola de origem muito popular".
Estas características, aliadas ao facto de "ser um jovem muito simpático e caloroso" demonstram que D. Felipe de Bórbon está "muito integrado na realidade democrática da Espanha de hoje".
Por outro lado, "o príncipe Felipe teve uma preparação técnica e profissional para a sua missão [que foi] notável e tem um relacionamento pessoal com as elites políticas, culturais e militares espanholas que certamente o ajudarão na sua missão", concluiu.
Lusa

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Os espanhóis e a monarquia

acima
Quando o general Franco escolheu o príncipe Juan Carlos para relançar a monarquia espanhola – passando por cima do pai do príncipe – muitos recearam que o futuro rei fosse um continuador da ditadura. Mas Juan Carlos, já rei, revelou-se um defensor da democracia.

No tentado golpe militar de Fevereiro de 1981, Juan Carlos apresentou-se na televisão, fardado, para condenar os golpistas. Daí a sua popularidade durante longos anos.

Mas as coisas mudaram. Uma sondagem divulgada há dias revela que 62% dos espanhóis gostaria que Juan Carlos abdicasse no seu filho, Felipe (há um ano 45% exprimiam esse desejo). Escândalos de corrupção envolvendo um genro e uma filha de Juan Carlos e a ideia de que o próprio rei entrou em negócios pouco claros contribuíram para essa perda de popularidade. E há exemplos recentes de abdicações reais: em Abril passado a rainha Beatriz da Holanda abdicou no seu filho Guilherme.

Mas, com abdicação ou sem ela, a monarquia espanhola está hoje mais frágil, numa altura em que a unidade do Estado espanhol é ameaçada pelos independentistas da Catalunha. 

RR

terça-feira, 23 de abril de 2013

Duques de Bragança anfitriões de uma gala de solidariedade em Madrid


D. Isabel e D. Duarte foram convidados para presidir a uma festa organizada pela embaixada da Ordem de Malta em Espanha. No castelo de Viñuelas, em Madrid, os duques de Bragança receberam diversas figuras da elite espanhola.
Os duques de Bragança, D. Duarte e D. Isabel, foram os anfitriões de uma grandiosa festa que se realizou em Madrid no passado dia 13. O castelo de Viñuelas, uma fortificação do século XVIII que chegou a ser residência do ditador Franco antes de este se instalar no Palácio de El Pardo, foi o cenário escolhido para esta festa, uma gala de beneficência que angariou fundos para a Ordem de Malta, uma instituição de solidariedade social de âmbito internacional e inspiração católica.
O evento reuniu a elite espanhola e outras individualidades, entre elas, por exemplo, o príncipe Kyril da Bulgária.
Caras

quinta-feira, 18 de abril de 2013

SS.AA.RR. os Duques de Bragança presidiram a um jantar beneficente tutelado pela Ordem de Malta em Espanha


No dia 13 de Abril, decorreu o Baile de Gala Anual da Assembleia Espanhola, no Castelo de Viñuelas, arredores de Madrid, presidido este ano por Suas Altezas Reais os Duques de Bragança, enquanto convidados de Honra e Patrocinadores Institucionais do evento.
Suas Altezas Reais foram recebidos por S.E. o Sr. Conde de Orgaz, Presidente da Assembleia Espanhola.
Estiveram presentes Suas Excelências o Conde de Albuquerque Presidente da Assembleia Portuguesa e sua esposa a Condessa de Albuquerque, de Azambuja e de São Martinho, convidados por S.E o Sr. Conde de Orgaz.
A receita do Baile de Gala reverteu para o financiamento da notável obra de apoio social que a Assembleia Espanhola desenvolve, designadamente no apoio alimentar fornecido periodicamente aos mais desfavorecidos.
As relações entre as duas Assembleias, a Portuguesa e a Espanhola ficaram deste modo reforçadas a nível institucional, perspectivando-se a continuação de projectos de cariz assistencial e hospitalário em comum.

Ordem Soberana e Militar de Malta / Maria Menezes

sábado, 24 de novembro de 2012

Há 37 anos, a Espanha restaurou, pela segunda vez, a Monarquia



Juan Carlos da Espanha (nascido Juan Carlos Alfonso Víctor María de Borbón y Borbón-Dos Sicilias; Roma, 5 de janeiro de 1938) é o atual rei da Espanha. Nasceu na Itália durante o exílio do seu avô, sendo filho de Juan de Borbón y Battenberg e de Maria das Mercedes de Bourbon e Orléans, Princesa das Duas Sicílias.
O seu avô, Afonso XIII, foi rei da Espanha até 1931, altura em que foi deposto pela Segunda República Espanhola. Por expresso desejo de seu pai, a sua formação fundamental desenvolveu-se na Espanha, onde chegou pela primeira vez aos 10 anos, procedente de Portugal, onde residiam os Condes de Barcelona desde 1946, na vila atlântica do Estoril, e foi aluno interno num colégio dos Marianos da cidade suíça de Friburgo.
Após a morte de Franco, conseguiu fazer a transição pacífica do regime franquista para a democracia parlamentar e, segundo sondagens de opinião, goza de grande popularidade entre os espanhóis. Em 2008 foi considerado o mais popular líder ibero-americano.
Depois da morte do anterior Chefe de Estado, Francisco Franco, Dom Juan Carlos I foi proclamado rei a 22 de novembro de 1975, e pronunciou nas Cortes a sua primeira mensagem à nação, na qual expressou as ideias básicas do seu reinado: restabelecer a democracia e ser rei de todos os espanhóis, sem excepção.
A transição para a democracia, pilotada por uma nova equipe, começou com a Lei da Reforma Política em 1976. Em maio de 1977, o Conde de Barcelona, seu pai, transmitiu ao rei os seus direitos dinásticos e a Chefia da Casa Real espanhola, num ato que constatava o cumprimento do papel que pertencia à Coroa no retorno da democracia. Um mês mais tarde, celebraram-se as primeiras eleições democráticas desde 1936, e o novo Parlamento elaborou o texto da atual Constituição, aprovada por referendo a 6 de dezembro de 1978 e sancionada por Juan Carlos em sessão solene das Cortes Gerais de 27 do mesmo mês. A Constituição estabelece, como forma política do Estado, a monarquia parlamentar, em que o rei arbitra e modera o funcionamento regular das instituições políticas. Na sua mensagem às Cortes, Juan Carlos proclamou expressamente o seu propósito de aceitá-la e servi-la. Em suma, foi a atuação do monarca que salvou a Constituição e a democracia na noite de 23 de fevereiro de 1981, quando os demais poderes constitucionais estavam sequestrados no Parlamento por golpistas.
Ao longo do seu reinado, visitou oficialmente a quase totalidade dos países do Mundo e os principais organismos internacionais, tanto de caráter universal como regional.

terça-feira, 3 de julho de 2012

"Gracias campeones": Rei Juan Carlos felicita a selecção espanhola

S.A.R. o Príncipe de Asturias com a Selecção Nacional de Futebol de Espanha

"Gracias campeones"
A epopeia da armada espanhola no Euro 2012 foi saudada pelo Rei Juan Carlos. O monarca recebeu La Roja no palácio da Zarzuela em Madrid.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Príncipes das Astúrias estão em Braga


O segundo dia de visita oficial ao nosso país começou com uma deslocação dos príncipes a Braga onde visitaram Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia, um centro de investigação criado por Portugal e Espanha com o objetivo de ser um centro de referência mundial nesta especialidade.
Surpresa foi verificar que o governo português não se fez representar por nenhum Ministro, Secretário de Estado ou por quem quer que fosse. Até porque inicialmente estava previsto “a presença de um ministro a designar”, conforme consta do programa provisório.
É assim que a "nossa" república se faz representar, ao mais alto nível, em termos de protocolo de Estado? Uma autêntica vergonha nacional.

Príncipes das Astúrias, Felipe e Letizia, em Portugal - 1º Dia (VÍDEOS)

Príncipes das Astúrias, Felipe e Letizia, em Portugal - 1º Dia (FOTOS)


 Mosteiro dos Jerónimos
 Assembleia da República
Embaixada da Espanha