Mudar o regime Servir Portugal

Manuel Beninger

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quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Reinar


Um regime republicano pode ser mais ou menos presidencialista e, portanto, o Presidente da República pode governar mais ou menos. Num regime monárquico a função principal do Rei nunca é a de governar.

Então é o quê?

Reinar.



Pedro Arroja

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

O reino de Portugal e a República de Lisboa

acima
Nasci no dia 5 de Outubro numa família republicana. A causa monárquica sempre me pareceu uma coisa tão deslocada no tempo que nunca questionei a natureza republicana do regime. Até hoje. Com efeito, ocorreram dois acontecimentos este ano que me fizeram mudar radicalmente de ideias: um externo (a sucessão de D. Juan Carlos); e outro interno (a reforma do mapa judiciário).
Com a sucessão de D. Juan Carlos, percebi uma coisa que, nesse momento, se tornou óbvia para mim, tendo em conta o fervilhar dos nacionalismos: que apenas o Rei era capaz de garantir a unidade do Estado espanhol. Por sua vez, com a reforma do mapa judiciário, percebi que, à medida que os votos se vão amontando na reduzida faixa litoral Lisboa - Porto, a República vai-se confinando paulatinamente a esse território. Ou seja, enquanto a monarquia tem o condão de esticar o território, a República encolhe-o.
O Rei, ao contrário do Presidente da República, é uma instituição que, por via da sucessão hereditária, transporta consigo todo o património histórico e cultural do reino. E, nessa medida, resiste muito melhor às pulsões das modas e do tempo presente, sempre efémero e circunstancial, do que um Presidente da República que, para ser eleito, tem de ser da cor da moda e andar a reboque das maiorias. Por alguma razão, o Rei é de Portugal e o Presidente é da República.
Nas monarquias parlamentares, até o povo tem mais facilidade em distinguir o essencial do circunstancial. O essencial, que tem a ver com a independência nacional, a soberania e a unidade do estado, tem por referência a figura do Rei; o circunstancial, que tem a ver com a governação do país em cada momento, depende inteiramente do Parlamento eleito.
Neste momento, por via da concentração dos votos na região de Lisboa, a República deixou de ser portuguesa e passou a ser lisboeta. E a elite política que nos governa e que se vai amontoando em Lisboa é incapaz de abrir mão do que quer que seja com vista a equilibrar e repovoar o território. O mais que se lhes consegue arrancar é meia-dúzia de frases feitas, que reproduzem sempre nos discursos de circunstância, e uns putativos incentivos à fixação de algumas empresas no interior, incentivos esses a que se candidatam apenas as empresas que, por natureza, não podem ficar no litoral.
Ora, como todos sabemos, num país com a nossa configuração, em que a costa litoral é o que tem maior valor económico e o mais apelativo do ponto de vista empresarial, o interior só pode ser repovoado através da deslocação de serviços de Lisboa para o interior, designadamente, da universidade pública, dos quartéis da tropa, de grandes hospitais, de Tribunais, de Direcções Gerais, de Ministérios, etc.. Tanto mais que Lisboa é uma zona sísmica pelo que não é prudente que tudo isto aí se amontoe.
No entanto, o processo é precisamente o inverso. Ao mesmo tempo que fala em investir no interior, o Governo vai varrendo, literalmente, as pessoas do interior para o litoral com o encerramento de escolas, tribunais, centros de saúde, etc.
Veja-se o absurdo deste exemplo. Há escolas novas em folha em aldeias que vão fechar porque só têm 21 alunos e vão-se construir ou ampliar as escolas das cidades para albergar esses novos alunos. Ora, por que razão em vez de se construírem novas escolas na cidade para receber os alunos das aldeias, não são deslocados alunos da cidade para a escola da aldeia, aproveitando-se as instalações aí existentes? A distância entre a aldeia e a cidade não é a mesma para os alunos da aldeia e para os alunos da cidade?
Antes que seja demasiado tarde, Alentejo, Beira Interior e Trás-os-Montes deviam unir-se e formar um grande movimento com vista a resistir ao poder político de Lisboa, sob pena de, muito em breve, quer por força das políticas dos governos, quer por força da quebra de natalidade que vai ter especial impacto neste regiões, verem morrer, nos próximos anos, as suas aldeias, vilas e cidades. É a HORA!

Santana-Maia Leonardo, Abrantes
em Cartas à directora 17/8

A quem não se importar, pedimos para colocar like no link que se segue, sff:

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Monarquia: um chefe sem partido

Num país onde a república é a única forma de Governo possível, alguns não vêem vantagem na elegibilidade do Chefe de Estado. Eles são monárquicos e acreditam que um rei seria a melhor solução para Portugal. Manuel Neves e Manuel Beninger são portugueses que acreditam numa monarquia moderna, numa monarquia parlamentar.
A discussão entre monárquicos e republicanos é velha no âmbito da ciência política. No entanto, os monárquicos acreditam que têm a vitória e que Portugal não deveria ser um dos 164 países sob regime republicano. Este país deveria ter, segundo eles, um chefe de estado não eleito. Só assim se conseguiria a unidade nacional.
Para Manuel Pinto Neves, de 63 anos, “os presidentes da república são indicados por partidos e seguem ideologias, o que cria divisão imediata”.
Segundo este monárquico, o rei é o símbolo de um país que não se envolve em partidos. É uma figura independente destas situações, procurando o consenso. Esta é uma das razões pelas quais se defende o regresso à monarquia.

Um regime com vantagens
O Presidente da República é visto, por quem defende a monarquia, como uma figura apenas eleita por uma parte da população. Além disso, para o Presidente da Comissão Distrital de Braga do Partido Popular Monárquico (PPM), Manuel Beninger, a abstenção verificada nos últimos anos reflecte “o descrédito nas instituições republicanas”.
Este monárquico afirma que o rei seria a melhor opção dado que este é “absolutamente livre de pressões, de grupos económicos e de interesses partidários”, representando todos os portugueses.
A capacidade de neutralidade em relação às forças políticas começa a ser preparada em criança. Desde a infância que o futuro rei adquire uma educação especializada que lhe permite subir ao trono mais tarde. Manuel Neves confirma esta ideia, referindo que “os reis são preparados imediatamente para o serem e para poderem prestar serviço à nação”.
Perante a actual situação do país, o cidadão de 63 anos relembra que um regime monárquico é mais barato do que um regime republicano. Além disso, refere que os presidentes da república gastam milhões e que “o estado continua a aguentar quatro ou cinco presidentes da república, quando eles já saíram”.

Monarquia como opção democrática
Não há números oficiais quanto aos portugueses que defendem a monarquia. O número de filiados no movimento oficial monárquico ronda os dez mil, mas o valor real é superior. Manuel Neves afirma que existem “grupos monárquicos informais que usam as redes sociais, encontros e convívios para manter a causa na memória”. Para além disso, segundo D. Duarte Pio, 30% dos portugueses achariam melhor ter um rei do que um presidente.
Apesar da luta por uma alteração no actual regime, a Constituição não é favorável a uma mudança. “O actual regime e a constituição portuguesa não são, de todo, verdadeiramente democráticos, uma vez que apenas consagram a República, como única opção de regime”, defende Manuel Beninger.

Uma causa que não precisa de partido
O Partido Popular Monárquico teve, na sua génese, alguns membros monárquicos. No entanto, os membros da causa real não pertencem todos ao PPM. “Muita gente é do PSD, do CDS ou até do próprio partido socialista. A causa monárquica não precisa de partido”, afirma Manuel Neves.
Apesar desta heterogeneidade, o representante do PPM acredita que “há um descontentamento profundo com o actual regime e com as actuais políticas do país”. Este é, para Manuel Beninger, o motivo apontado para que o Partido Popular Monárquico tivesse melhores resultados nas últimas eleições para o Parlamento Europeu, adquirindo 0,5% dos votos, segundo dados do Jornal Expresso. Apesar desta subida de 0,1% face às eleições europeias de 2009, “o partido popular monárquico nunca teve nenhuma expressão a nível eleitoral”, de acordo com Manuel Neves.
Quanto ao futuro, o representante do PPM acredita “firmemente que a restauração da monarquia já esteve mais longe e que esta será uma realidade ainda nesta geração”.

Fonte: Universidade do Minho Press

domingo, 15 de junho de 2014

Com abdicação, Juan Carlos aumenta a popularidade da Casa Real

Sondagem para o El Mundo mostra que 72,9% dos espanhóis acham que Felipe VI vai ser um bom rei para Espanha.
Apesar das manifestações dos últimos dias nas ruas das cidades espanholas a exigir um referendo à monarquia, a verdade é que, se este fosse realizado hoje, dia 9 de Junho, os monárquicos ganhariam por 21 pontos percentuais. Um estudo realizado pela empresa de sondagens Sigma Dos chegou à conclusão que 56% dos espanhóis inquiridos defendem que a monarquia é a melhor forma de Estado para a Espanha, contra 35% dos que afirmam não ser.
Os quatro principais membros da Casa Real, rei Juan Carlos, a rainha Sofia, o príncipe Felipe e a princesa Letizia, viram também a sua popularidade aumentar após a abdicação do rei no passado dia 2 de Junho.
Juan Carlos, ao que tudo indica, parece também ter acertado no momento exacto para a sua renúncia ao trono. O estudo revela que 76,4% dos espanhóis concordam com a abdicação do rei em prol do seu filho, o príncipe Felipe. Juan Carlos foi agastado por algumas polémicas nos últimos tempos de reinado, como o caso Nóos – o marido da infanta Cristina, Iñaki Urdangarin, e a própria filha do rei estão a ser investigados por suspeita de desvio de dinheiro público – e a polémica em torno da caçada luxuosa do rei no Botswana.
De realçar, nesta sondagem, a melhoria da imagem de toda a Casa Real espanhola logo após a abdicação. No último inquérito realizado em Janeiro de 2014, apenas 6,3% dos espanhóis davam um balanço muito positivo ao reinado de Juan Carlos e 35% um balanço positivo. Agora são 17,6% que consideram o reinado muito positivo e 47,6% positivo. Em apenas seis meses, a imagem de Juan Carlos melhorou em 23,7%.O mesmo aconteceu com os restantes membros da família. Felipe – tinha já uma popularidade alta, 66,4% dos espanhóis tinham uma muito boa ou boa imagem do príncipe – viu agora sua imagem melhorar para os 76,9%. A rainha Sofia viu a sua taxa de popularidade aumentar em 11,5%, em comparação com 67% dos últimos seis meses. Letizia subiu também dos 49,3% para 52,4%.
Já os números a favor do príncipe Felipe são impressionantes. À pergunta: “Acha que o príncipe Felipe será um bom rei para Espanha?”, 72,9% dos inquiridos responderam afirmativamente, contra apenas 10,2% que acham que o futuro Felipe VI não será um bom rei. 57,5% dos espanhóis inquiridos acreditam também que Felipe conseguirá recuperar o prestígio e a confiança nas instituições monárquicas.
O fortalecimento da monarquia é notório também em praticamente todas as faixas etárias. Em todas elas, incluindo os mais jovens, mais de 50% dos inquiridos fazem um balanço positivo do reinado de Juan Carlos.
Somente os mais jovens, entre os 18 e os 29 anos, é que se dividem entre os que defendem a monarquia como melhor forma de regime e os que preferem um Governo republicano, 46,1% e 46,6%, respectivamente. A partir daí, o aumento das preferências monárquicas é bem visível e, sem surpresas, são os maiores de 65 anos – 72,6% – que alcançam a maior cota de aprovação à monarquia.
A sondagem mostra também que entre os votantes dos dois maiores partidos de Espanha, o PP e o PSOE, a monarquia recolhe agora apoios na ordem dos 80,3% e 52,7%, respectivamente – em contraste com os números de Janeiro de 2014, que eram de 77,7% para os eleitores do PP e 45,2% para os do PSOE. Apesar de ser maioritariamente contra o regime monárquico, a percentagem de votantes do partido Izquierda Unida que apoia a monarquia subiu de 14,1% para 22,6%. Estes três partidos juntos representaram mais de 80% da preferência dos eleitores nas últimas eleições legislativas em 2011.
Apesar destes números avassaladores que beneficiam a monarquia, uma sondagem divulgada no dia 7 de Junho pelo El País revela que quase dois terços dos espanhóis querem que seja convocado um referendo para que possam decidir entre a manutenção do regime monárquico ou a instauração da III república.
Público

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Cameron: "a monarquia britânica está acima da política, é um símbolo de unidade nacional"

O reinado de Isabel II tem sido excecional por todas as razões. A longevidade é uma delas: teve 12 primeiros-ministros, seis Papas, 261 visitas oficiais ao estrangeiro, entre as quais, 78 visitas de Estado a 116 países. 
A lista de números é interminável, mas é representativa da importância de 60 anos de reinado da pragmática monarca, somente ultrapassada pela trisavó Vitória (63 anos de reinado e 81 anos de vida).
O príncipe Alberto, Duque de York e Rei Jorge VI - o irmão abdicara para casar com Wallis Simpson - era o segundo filho mais velho do Rei Jorge V e da Rainha Maria. Morreu em 1952 e Isabel, aos 26 anos de idade, subiu ao trono britânico e teve de assumir a chefia de vários Estados independentes da Commonwealth em plena reconstrução da Europa do pós-guerra.
A Festa do Jubileu de Diamante da Rainha dura quatro dias - a Rainha Vitória festejou o Jubileu num só dia, há um século.
Os britânicos querem mostrar à soberana o quanto apreciam o pilar que representa para o Estado, um equilíbrio e contenção às vezes incompreendidos e mesmo criticados, como na morte de Diana.
O futuro da monarquia britânica, tantas vezes posto em causa, parece estar assegurado pela diplomacia de Guilherme e Kate.
O correspondente da euronews em Londres, Ali Sheikholeslami, esteve em Downing Street com o 12° primeiro-ministro de Isabel II.

domingo, 13 de outubro de 2013

“Ignorância e preconceito” prejudicam causa real

É o regime republicano, ele próprio, “uma das principais causas” da crise “económica e moral” que Portugal atravessa, isto porque os chefes de Estado emanam da classe política e, como tal, “dificilmente serão aceites como árbitros imparciais”. A crença é de Dom Duarte Pio de Bragança, o homem que estaria hoje sentado no trono português, caso o regime cujo 103.º aniversário se celebrou há dias não tivesse vingado. Um Rei sem coroa que ouvimos em entrevista a pretexto da sua visita a Beja, para apadrinhar mais uma Festa Azul, a decorrer ainda entre hoje e amanhã, sábado, no castelo da cidade, com organização a cargo da Real Associação do Baixo Alentejo. 
Texto Carla Ferreira


Mais de um século depois da implantação da República, que lugar ocupa a causa monárquica no nosso país? 
Actualmente o movimento monárquico que eu reconheço é constituído pela Causa Real representada pelas Reais Associações em todas as províncias ou distritos e junto de algumas comunidades portuguesas no estrangeiro. Conta com cerca de 10 mil associados de todas as origens sociais e económicas e com opiniões políticas muito diversificadas, nomeadamente a nível partidário. Segundo as sondagens de opinião, nos últimos anos a percentagem de portugueses que prefeririam ter um rei a um presidente da república como chefe de Estado variam entre 29 por cento e 40 por cento.


Quem são e que objectivos perseguem os seus defensores, concretamente no Baixo Alentejo, onde nos encontramos?  
Como disse, os partidários do Rei como Chefe de Estado têm opiniões políticas diversas. A Real Associação do Baixo Alentejo tem trabalhado para o esclarecimento desta opção política mas também na defesa da identidade cultural e do conhecimento da história do Alentejo. Também se tem envolvido em iniciativas concretas de apoio a algumas obras de assistência social e caritativas.


Visita Beja, novamente a pretexto da Festa Azul, organizada pela Real Associação do Baixo Alentejo. Como acolhe esta iniciativa?  
É uma excelente ocasião para reencontrar os monárquicos e simpatizantes da região, e de rever esta tão bela e tão simpática cidade.


Em tempos de grande desencanto com a classe política republicana, parece-lhe que há condições para um aumento de adeptos de um regime monárquico, como alternativa? 
Há muitas pessoas que têm dificuldade em encarar as alternativas políticas de modo lógico e lúcido, porque vivem agarradas a preconceitos, tradições familiares e informações erradas que receberam na escola quanto ao que seria uma monarquia actual. Em vez de olharem para as actuais Monarquias na Europa e no mundo, imaginam um regresso ao século XIX ou mesmo à Idade Média. A ignorância e o preconceito são o grande obstáculo para muitas pessoas perceberem que uma das principais causas da nossa situação económica e moral deriva do próprio sistema republicano onde os chefes de Estado fazem parte da chamada “classe política” e, por isso, dificilmente serão aceites como “árbitros imparciais”.


Mesmo no contexto de uma democracia moderna, continua a defender a linhagem, ao invés da eleição? 
As monarquias contemporâneas consideram que têm governos republicanos e chefia de Estado real, ou seja, o poder político deriva da eleição e o chefe de Estado é independente dos poderes económicos e políticos. No entanto, tanto os povos quanto os parlamentos têm o poder de recusar o rei, por referendo, ou alterar a Constituição e estabelecer uma chefia de Estado republicana. Só em repúblicas pouco democráticas, como a nossa, a Constituição impede que o povo escolha o seu futuro…


A casa real espanhola tem estado, como nunca, sob a mira dos seus súbditos, que pela primeira vez estão a questionar-se quanto a aspetos da vida pessoal e financeira dos seus membros, até agora inatacáveis. Como vê a perda de popularidade desta monarquia “irmã”? 
É, obviamente, preocupante a situação espanhola, porque o Rei não conseguiu controlar as actividades do seu genro e parece que os seus assessores financeiros também terão cometido falhas quanto à sua situação fiscal. Não acredito que o rei tivesse acompanhado pessoalmente estes assuntos. Parece óbvio, no entanto, que os independentistas catalães e bascos preferem uma república para facilitar os seus objectivos políticos. Acredito que a juventude e popularidade dos príncipes Filipe e Letícia possam reverter esta situação perante a opinião pública. No entanto, os espanhóis não se esquecem que o Rei dedicou a sua vida a Espanha, evitando graves conflitos internos, além de dar prestígio internacional ao país. Graças à monarquia, a transição da ditadura para a democracia realizou-se em poucos meses, sem perturbações políticas e económicas. 


Até que ponto foi essa transição em Portugal prejudicada pela ausência de um Rei? 
A república portuguesa demorou vários anos a realizar essa transição e, no processo, destruiu boa parte da nossa economia, provocou centenas de milhares de mortos e gravíssimas destruições económicas nas então províncias ultramarinas, cujos povos sofreram guerras civis durante anos para além da ocupação de Timor cujo povo sofreu um genocídio. Isto foi o fruto da terceira revolução republicana em Portugal, a de 1974, de longe a mais mortífera e destruidora da nossa história. Desde a guerra civil que opôs os liberais democratas (e o seu exército de mercenários ingleses) ao governo tradicionalista e conservador da época, que o povo português não vivia uma alteração tão radical. No Alentejo a vitória liberal teve como consequência imediata a extinção das ordens religiosas, o confisco das suas propriedades, e a sua transformação em latifúndios, que frequentemente passaram a propriedade de capitalistas lisboetas… A obra cultural e social dos mosteiros e conventos extintos ainda não é devidamente reconhecida, assim como as consequências da sua destruição.


Bilac e Zambujo dão música à Festa Azul 
Arrancou ontem, simbolicamente no castelo de Beja, mais uma edição da Festa Azul, organizada pela Real Associação do Baixo Alentejo e com o apoio do Instituto Politécnico de Beja. O evento, que propõe para hoje, sexta-feira, a Noite Azul (festa com dress code azul) e um espetáculo com Olavo Bilac, tem também um pendor de solidariedade social ao fazer reverter parte das receitas obtidas a favor da Caritas e dos alunos carenciados do IPBeja. Amanhã, sábado, o encontro encerra com um concerto pelo fadista bejense António Zambujo.
Diário do Alentejo, 12 de Outubro de 2013 / Maria Menezes

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

VIVA PORTUGAL. VIVA O REI.

AS ARMAS E OS BARÕES ASSINALADOS
QUE DA OCIDENTAL PRAIA LUSITANA
POR MARES NUNCA DANTES NAVEGADOS

terça-feira, 27 de agosto de 2013

SOU MONÁRQUICO… E DEPOIS?????


“Não tenha medo de pensar diferente dos outros, tenha medo de pensar igual e descobrir que todos estão errados!”

Eça de Queiroz

domingo, 25 de agosto de 2013

SABIA QUE...


... antes do 5 de Outubro de 1910 cerca de 70% da população portuguesa podia exercer o seu direito de voto, e que após essa data esse número foi reduzido, pelos republicanos, para apenas 30%?
Foi a tão apregoada democracia republicana no seu melhor...

Fonte: TV Monarquia Portuguesa / Canal História, documentário: "A republica Portuguesa"

A IMONARQUIA


PARA LER CLIQUE AQUI
Miguel Esteves Cardoso no seu melhor. Grande Monárquico!

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Soberania e Democracia são sinónimos de Monarquia


Quando os republicanos mais raivosos te chatearem, atira-lhes com esta.

Temos Rei e alguns Condes, um dia, havemos de ter Soberania!

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

HÉLIO LOUREIRO: MONÁRQUICO POR CONVICÇÃO


Bastou “ter estudado história de Portugal” e estar atento “a países evoluídos da Europa com Monarquia”, para que o conhecido chefe de cozinha se tornasse num monárquico convicto. “Pode-se ser monárquico por duas maneiras: Por tradição familiar, o que acontece frequentemente, ou por convicção, que é o meu caso. Com estudo e convicção é que cheguei à razão. Exactamente da mesma forma como se chega à fé, por tradição ou pela razão. No último caso custa mais, o tempo é mais demorado e exige um estudo maior. Sou monárquico convicto, com a certeza de que a restauração monárquica traria uma nova esperança para Portugal. Um chefe de Estado deve estar acima dos partidos, sem outro pensamento que não o dos portugueses e de Portugal” começou por dizer Hélio Loureiro à Move Notícias, no Ateneu Comercial do Porto, onde ocupa o cargo de presidente.
A forma como está na vida é distinta. Não é apenas na cozinha do Porto Palácio Hotel ou quando elabora o menu dos jogadores da selecção nacional de futebol que se nota a sua paixão pela vida, é em todas as conversas e causas que abraça e acredita. Falar de Monarquia e de Dom Duarte Pio de Bragança, herdeiro do trono de Portugal, e detentor do título de Duque de Bragança, é fácil para o chefe, pela admiração e amizade que os une. “A minha relação com o senhor D. Duarte de Bragança é uma relação de profunda amizade que eu tenho por ele, e ele, faz o favor também de ser meu amigo. Ele ouve muitas coisas que vou dizendo e está muito atento a tudo o que se passa na sociedade. Não é uma pessoa que viva num mundo de fantasia, nem ele, nem a família”.
Em cima da mesa estão peças que lhe são caras, todas ligadas à Casa Real Portuguesa, como é o caso da faca, ainda por lavar, que cortou o bolo de baptizado do Infante D. Dinis, (filho dos Duques de Bragança) “que espero vir a oferece-lha no dia do seu casamento”, confidenciou-nos Hélio Loureiro. A bandeira de Portugal (bandeira azul e branca, símbolo da monarquia portuguesa) assinada por Xanana Gusmão, uma medalha de São Miguel da Ala, distinção mais antiga de Portugal, do tempo de D. Afonso Henriques, comenda com que foi distinguido e a comenda da Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa criada pelo rei D. João VI, que também lhe foi atribuída, fazem parte das muitas histórias que espelham a sua estima e fidelidade à Casa Real Portuguesa.
“Ser monárquico não é ser saudosista nem conservador. Não é uma coisa arcaica. É pensar com os olhos postos nas monarquias europeias e ver o respeito que Portugal teria se tivesse uma monarquia parlamentar, em que o povo poderia ser livre em toda a essência da palavra”, explicou o chefe, concluindo: “Aprende-se a ser rei, mas não há escolas para presidentes”.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

A comunicação social portuguesa é parôla e provinciana


Os me®dia televisivos portugueses passam todos os dias notícias e imagens acerca do nascimento do bebé herdeiro do trono de Inglaterra. Eu não tenho nada contra essa difusão noticiosa; pelo contrário, penso que o nascimento do bebé George Alexander Louis merece atenção noticiosa.
Mas existe nos me®dia portugueses um duplo critério de notícia, porque nunca o nascimento de qualquer um dos três filhos de SAR D. Duarte Pio e de SAR D. Isabel de Herédia causou tanta comoção me®diática. Temos uma comunicação social parôla e provinciana, digna de um país da América Central.

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Um nascimento verdadeiramente real


Há fenómenos que ultrapassam todas as expectativas e que são, por isso mesmo, de difícil compreensão.
Pelo menos para leigos como eu. Falo, por exemplo, do nascimento real inglês que foi tema de capa em praticamente todo o mundo. E o que dizer das manifestações de alguns governos e autoridades mundiais? Das Cataratas do Niagara a Times Square não faltaram homenagens ao rapaz que um dia assumirá o trono britânico, havendo imagens que ficarão na memória, como a da tripulação de um navio de guerra que colocou os seus militares a formarem a palavra boy (rapaz).
Estando as monarquias a serem tão atacadas pelos seus gastos e formas de vida, vide Espanha, Bélgica ou Suécia, não deixa de ser um balão de oxigénio para a causa o nascimento do filho de Kate e William. Não sendo eleitos pelo povo através de eleições, os monarcas estão debaixo de fogo até pelos gastos que representam para os países. No que à Grã-Bretanha diz respeito, não sei se os gastos são assim tão consideráveis, se atendermos às receitas que geram. Quem vai a Inglaterra percebe que uma boa parte do comércio vive dos souvenirs alusivos à casa real.
Mas a monarquia é muito mais do que um deve e haver das contas públicas. Representa a identidade de um povo e, em alguns casos, é garantia de união. Falo obviamente dos países que mantêm as suas monarquias, com mais ou menos poder.
Voltando ao nascimento real, o bebé conseguiu que países como Israel e Irão estivessem do mesmo lado ao felicitarem os pais. Outro dado curioso nesta história, e que tem a ver com o lado positivo da tradição – há muitos, é certo –, diz respeito ao suspense criado quanto ao sexo da criança. Como manda a tradição, os pais só terão, supostamente, sabido quando a criança veio ao mundo. Por essa razão, as manchetes dos jornais britânicos diziam que ‘é um rapaz’. A curiosidade criou um facto que hoje é raro, já que quase todos os casais preferem saber o sexo da criança antes dela nascer. O espaço para as surpresas praticamente não existem nesta era das redes sociais. Quando as pessoas optam por dizer onde vão, o que querem fazer a seguir, o que sentem por determinada pessoa, e por aí fora, é natural que o sexo de um filho não fique para o fim de nove meses. O que, como vimos, pode ser bem mais engraçado.
Vítor Rainho

É CHEGADA A HORA DE JUNTAR TODOS OS MONÁRQUICOS!

Vivemos tempos sem paralelo em que a republica tem-se encarregado de mostrar ao país qual o rumo certo a seguir, ou seja, os últimos 103 anos de autentico descalabro republicano, deixam literalmente a porta aberta para a restauração da Monarquia em Portugal.

É chegado o momento de enviar uma importante e significativa mensagem ao país de que os Monárquicos estão vivos, estão atentos e defendem aquilo que é a única e a verdadeira alternativa de "Salvação Nacional" para Portugal.

Mostremos aos portugueses de forma aberta, a todos e não apenas e só aos nossos pares, as alternativas que defendemos, as propostas que temos e as vantagens de se ter um regime Monárquico vigente.

Que Portugal temos?

Que Portugal queremos?

Que Portugal iremos ter?

São questões pertinentes e que deveriam ser discutidas em Grande Convenção Monárquica, aberta a todo o publico, aos meios de comunicação social e contando com o apoio e presença de Instituições Monárquicas Nacionais e Internacionais.

É chegada a hora!

Deixem a vossa opinião.

terça-feira, 23 de julho de 2013

IT'S A BOY


Congratulations!

ESTA REPÚBLICA ESTÁ FERIDA DE MORTE! MONARQUIA JÁ!

Esta republica está ferida de morte!
Esta republica não defende a democracia!
Fim ao antidemocrático art.º 288.
Revisão Constitucional Já!

MONARQUIA JÁ!

domingo, 21 de julho de 2013

BEBÉ DO ANO - Economia britânica agradece


A dias de a família se reforçar com o nascimento de um novo membro - o filho de Kate e William -, surgem todos os estudos possíveis e imaginários para atribuir um valor à família real britânica.
Um dos estudos mais conhecidos foi realizado pela Brand Finance e estima o valor de 51,4 mil milhões de euros para a família de Isabel II, equiparando-a ao valor das empresas Tesco e Marks & Spencer -  38,1 mil milhões de euros e 8,5 mil milhões, respetivamente.
No valor de 51,4 mil milhões de euros estão incluídas as avaliações às jóias da coroa e os palácios (20,9 mil milhões de euros) e as receitas diretas provenientes do turismo relacionado com a coroa (30,5 mil milhões de euros).
"A monarquia é um poderoso endorsement para marcas individuais e empresariais e até para os país, enquanto marca. Acreditamos que está a ter um contributo significativo para  para tirar a Grã-Bretanha da recessão", refere a Brand Finance.
"A monarquia é mais do que um regresso histórico aos dias do Império britânico. É um importante impulso para o crescimento económico do Reino Unido", reforça o mesmo estudo.
Neste sentido, destaca os valores tangíveis em que se incluem a coroa (8 mil milhões de euros) e a colecção real (11,5 mil milhões de euros). Neste alínea, destaque ainda para os títulos Duchy of Cornwall, avaliado em 842,3 milhões de euros, e Duchy of Lancaster, que vale 442,5 milhões de euros.

Relativamente a bens intangíveis, o estudo aponta as receitas vindas do turismo na ordem dos 578 milhões de euros todos os anos, podendo chegar aos 18,5 mil milhões de euros.

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Não somos conservadores. Somos antes renovadores.


"Não somos conservadores – dada a passividade que a palavra ordinariamente traduz. Somos antes renovadores, com a energia e a agressividade de que as renovações se acompanham sempre. O nosso movimento é fundamentalmente um movimento de guerra. Destina-se a conquistar – e nunca a captar. Não nos importa, pois, que na exposição dos pontos de vista que preconizamos se encontrem aspectos que irritem a comodidade inerte dos que em aspirações moram connosco paredes-meias."
António Sardinha in «Ao Princípio era o Verbo».

Daniel Sousa