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Manuel Beninger

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sexta-feira, 22 de março de 2013

Governo dos Açores nega "fome" nas escolas denunciada pelo PPM


O Governo dos Açores assegurou hoje que não há crianças a passar fome nas escolas da região, depois de dois partidos da oposição, CDS-PP e PPM, terem repetidamente feito esta denúncia no parlamento açoriano.
“Nas nossas escolas não há qualquer criança a passar fome”, afirmou o secretário Regional da Educação, Luiz Fagundes Duarte, no plenário da Assembleia Legislativa dos Açores, que está esta semana a debater o orçamento e plano anual de investimentos para 2013 na região.
Pouco antes, o líder parlamentar do CDS-PP/Açores, Artur Lima, tinha dito a Fagundes Duarte que na apresentação e defesa que fez do orçamento da Educação para 2013 o secretário só falou em “obras”, lamentando que não tivesse referido as “medidas” que vão ser tomadas pelo executivo regional “para matar a fome aos alunos nas escolas dos Açores”.
Artur Lima mostrou a Fagundes Duarte um jornal com uma reportagem sobre crianças que passam fome nas ilhas e recebem assistência de instituições, algo que o deputado do PPM Paulo Estêvão já tinha feito na terça-feira, quando o parlamento regional debatia o orçamento da Solidariedade Social.
Segundo Paulo Estêvão, as crianças açorianas “têm dos piores resultados do país por chegarem de barriga vazia às escolas”.
No debate de hoje, Artur Lima recusou ser um “delator” e defendeu que cabe ao secretário regional da Educação mandar averiguar se as notícias dos jornais têm fundamento.
O deputado do PS/Açores Domingos Cunha aproveitou o regresso deste tema ao debate para esclarecer uma intervenção que tinha feito na terça-feira e que gerou protestos entre a oposição e se tornou em assunto nas redes sociais.
Domingos Cunha afirmou na terça-feira acreditar que não é pela barriga vazia que há insucesso escolar nos Açores, esclarecendo hoje que sabe bem, até por ser médico, os efeitos que a fome e a pobreza têm no rendimento das crianças e que apenas quis dizer que não será exclusivamente por esse motivo que os estudantes açorianos têm problemas de aproveitamento escolar.
Paulo Estêvão pediu em seguida para intervir no plenário em “defesa da honra” e os dois deputados envolveram-se numa troca agressiva de palavras antes de uma pausa nos trabalhos do plenário.
Paulo Estêvão e Domingos Cunha acabaram por abandonar plenário rodeados por outros deputados que assim evitaram o contacto físico entre os dois.

quinta-feira, 21 de março de 2013

Declarações sobre fome geram incidente entre Domingos Cunha e Paulo Estêvão


Os deputados do PS, Domingos Cunha e do PPM, Paulo Estêvão, envolveram-se há instantes num incidente no parlamento açoriano, tendo de ser afastados um do outro para evitar que a troca de acusações chegasse a vias de facto.
Tudo começou quando o ex-secretário regional da Saúde e atual deputado do PS, Domingos Cunha, usou da palavra para esclarecer porque afirmou ontem, no debate sobre a Solidariedade Social, que a fome não podia ser apresentada como a única razão para os alunos terem maus resultados nas escolas.
Reagindo às acusações de Paulo Estêvão de ter chocado as pessoas com esta afirmação, Domingos Cunha reafirmou que não admitia ao deputado do PPM ser acusado de "insensibilidade à pobreza e à fome" e que o que queria não era desvalorizar a fome que possa haver nas escolas, mas sim afirmar que ela não pode ser considerada como a única razão para os maus resultados escolares.
Paulo Estêvão subiu o tom do debate ao recorrer à figura regimental do protesto, respondendo a Domingos Cunha que este deveria sim "desculpar-se" e não explicar-se. Os trabalhos do plenário foram interrompidos para intervalo, mas mesmo com os microfones desligados, Domingos Cunha aproximou-se de Paulo Estêvão e foi audível a sua acusação de que o deputado do PPM estaria a ser "mal educado" na forma como estava a abordar este tema.
E foi quando Paulo Estêvão também se levantou do seu lugar que outros deputados tiveram de intervir, afastando imediatamente os dois deputados um do outro, num clima tenso que arrefeceu entretanto durante o intervalo.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Refeitório social de Viana do Castelo servia 10 refeições por dia, agora serve 72

A crise fez disparar a procura do refeitório social da Paróquia de Nossa Senhora de Fátima, em Viana do Castelo, um boom que obrigou à ampliação das instalações e ao reajustamento do protocolo com a Segurança Social.

«A procura tem aumento muito, mesmo muito. Há gente que até há bem pouco tempo estava bem na vida e que agora nos vem bater à porta. Alguns até preferem trazer a marmita e levar a refeição para casa, por vergonha de serem vistos», disse um dos responsáveis pelo refeitório.

Segundo Gílio Vazenga, o aumento de utentes obrigou à adequação do protocolo com a Segurança Social à nova realidade.

«Tínhamos um protocolo para servir 10 almoços por dia, agora temos para 36 almoços e 36 jantares. Ou seja, para 72 refeições diárias», referiu, sublinhando que o serviço é inteiramente gratuito.

O responsável ressalvou, no entanto, que um «ponto de honra» daquele refeitório é «não dizer que não» a quem bate à porta.

«Estamos constantemente a servir refeições extra-protocolo. Quem nos bate à porta não sai daqui sem levar o estômago confortado», referiu.

O funcionamento do refeitório, assegurou Gílio Vazenga, obriga a «uma grande ginástica financeira», mas o Centro Social e Paroquial de Nossa Senhora de Fátima «lá tem conseguido levar a água ao seu moinho, muito graças aos contributos da população».

Além do refeitório social, a instituição também leva diariamente a refeição ao domicílio de cerca de 30 idosos que vivem sozinhos.


Fonte: Lusa/SOL