Mudar o regime Servir Portugal

Manuel Beninger

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quarta-feira, 21 de março de 2012

Açores:Debate de urgência sobre desemprego marca plenário de Março

O desemprego, o turismo e a situação da Base das Lajes são os principais temas da sessão plenária de março da Assembleia Legislativa dos Açores, que começa esta terça-feira e tem em agenda mais de uma dezena de diplomas.
O debate de urgência sobre o desemprego, proposto pelo PPM, vai ocupar o primeiro dia de trabalhos, numa iniciativa que pretende promover a discussão sobre as causas e as soluções para o aumento do desemprego na região, que o executivo já admitiu que pode atingir 17 por cento no final do primeiro trimestre.


sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Injustiças podem levar à queda do Governo, diz bispo das Forças Armadas

O bispo das Forças Armadas diz que o dinheiro em Portugal tem sido usado «para muito disparate e muita injustiça» e para o favorecimento de alguns, o que pode levar à queda do Governo.
Depois de se saber que em 2010 um em cada quatro portugueses vivia em risco de pobreza ou exclusão social, Januário Torgal Ferreira garante que existe dinheiro, mas este tem sido mal usado.
D. Januário Torgal Ferreira disse, em declarações à TSF, que começa a sentir a dor «que antecede as quedas de regime».
«Não me admira que, de escombro em escombro, este Governo pudesse ter horas contadas. Neste momento, em que ainda não fez um ano [no poder], isso seria uma tristeza para um país que não sabe consolidar e fomentar a devida estabilidade», considerou.
D: Januário Torgal Ferreira lamentou que os pobres só entrem na agenda política em época de eleições, frisando que o Orçamento do Estado bem como os orçamentos das autarquias deviam colocar os pobres em primeiro lugar.
«A questão social é vista no país como uma solidariedade ultrajante», com alguns a olharem de cima para baixo, sempre com receio que os mais pobres «subam demais», analisou.
Esta situação, avisou, pode levar à desordem social, até porque «quem semeia ventos colhe tempestades, quem semeia injustiças não terá paz».
Avançando que não quer ser piegas, o bispo Januário Torgal Ferreira explicou que se sente «desassossegado» com o panorama de miséria, de pobreza e de instabilidade, perante a política rigorosa do corte e da «insensibilidade».
Ouvir: AQUI

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

PPM acusa Segurança Social de abusar na cobrança indevida de impostos

Caso das notificações indevidas para pagamento de Taxa Social
PPM/Braga acusa Segurança Social de abusar na cobrança indevida de impostos

O vice-presidente nacional e líder da distrital de Braga do Partido Popular Monárquico acusou o Instituto da Segurança Social de ter assumido uma posição «abusiva», no domínio das contribuições sociais dos titulares de rendimentos de trabalho independente. Manuel Beninger considera que as notificações indevidas que a Segurança Social fez a muitos milhares de “recibos verdes” que descontam por conta dos rendimentos do trabalho dependente «causaram um alarme compreensível».
«Abusivamente, o Instituto da Segurança Social está a enviar a todos estes trabalhadores uma carta, intimidando-os ao pagamento adicional, para o sistema contributivo, de várias centenas de euros por mês. Ao que parece, o objectivo cego do Estado é cobrar. Cobrar, cobrar e cobrar mais impostos. Não interessa como e porquê», denuncia Beninger, insurgindo-se contra «a ‘musculada’ Administração Central”.
Numa tomada de posição em que adverte que «à mulher de César não lhe basta ser séria», o líder da Distrital de Braga vinca que «grande parte dos destinatários desta carta do ISS são pensionistas e funcionários públicos, que auferem rendimentos que permitem estarem isentos desse pagamento adicional». O monárquico bracarense acusa o Estado de exigir do contribuinte, «sem dó nem piedade, o pagamento adicional indistintamente, para numa segunda fase verificar, então, da sua exactidão».
«Os cidadãos, num estado de direito democrático, têm o direito de serem informados com respeito», acrescenta Manuel Beninger, perguntando «por que “carga de água” não se informa, previamente, o contribuinte do pagamento adicional ou melhor, não se faz o cruzamento de informação entre as várias entidades públicas». O líder dos monárquicos do distrito de Braga culpa também a Segurança Social de ter incorrido num erro que «leva a função pública a despender tempo e dinheiro em trabalhos desnecessários» e «recepcionar milhares de declarações que implicam o trabalho de vários funcionários públicos, mais a respectiva despesa de papel, toner, energia eléctrica e envio pelo correio».
Recorde-se que após a “chuva” de protestos que a notificações indevidas motivaram dos contribuintes, a Segurança Social colocou na sua página na internet um requerimento para os contribuintes reclamarem. Depois de preenchido, o formulário precisa de ser enviado pelos CTT ou entregue pessoalmente no centro da Segurança Social da área dos contribuintes.
Jornal “Diário do Minho” de 21 de Dezembro, pág. 4

PPM preocupado com possível catástrofe socioeconómica

A Representação Parlamentar do Partido Popular Monárquico pretende discutir sobre as políticas de promoção de igualdade de oportunidade e no combate à pobreza.

A Representação Parlamentar do Partido Popular Monárquico (PPM) provocou uma interpelação ao Governo dos Açores a propósito das políticas de promoção de igualdade de oportunidade e de combate à pobreza regional.
O PPM encontra-se preocupado com as condições de vida das populações desfavorecidas, especialmente nos casos de crianças e jovens em idade escolar, pretendendo assim discutir sobre esta problemática na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores.
O objectivo desta discussão será avaliar a dimensão destas carências e consensualizar linhas de actuação política.
Com as políticas de austeridade implementadas pelos governos da República e dos Açores para o ano 2012, o partido afirmou que esta situação poderá vir a transformar-se numa imensa catástrofe socioeconómica, sendo urgente minimizar os efeitos da actual crise económica. Este será um dos desafios que o PPM levará para o próximo Plenário da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, a realizar-se nos dias 24 e 26 de Janeiro do próximo ano.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Há 55.336 pessoas sem trabalho no distrito de Braga

As mais recentes estatísticas divulgadas esta semana pelo IEFP são alarmantes. No final de Novembro havia 55.336 pessoas sem trabalho no distrito de Braga. O desemprego subiu em todos os concelhos.


Há seis meses que o desemprego cresce vertiginosamente no distrito de Braga. O mês de Novembro terminou com 55.336 desempregados, mais 1354 do que no mês de Outubro, revelam as estatísticas divulgadas esta semana pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP).

Depois de ter decrescido ao longo do primeiro semestre deste ano, o número de desempregados no distrito de Braga está a subir desde Julho.

Precisamente em Julho, os centros de emprego do distrito contabilizavam 50.398 pessoas sem trabalho. Contas feitas, constata-se que em seis meses o distrito de Braga ganhou 4938 desempregados.


Guimarães ultrapassa os 13 mil desempregados

Guimarães, além de ser o concelho mais fustigado com um total de 13.114 desempregados, foi também aquele que registou a maior subida no mês passado: 373 pessoas ficaram sem posto de trabalho na cidade-berço.

Braga surge em segundo lugar com um total de 11.153 desempregados. Em Novembro houve mais 157 bracarenses a ficar sem trabalho.

Segue-se Vila Nova de Famalicão, que registou mais 122 desempregados, terminando Novembro com um total de 9054 desempregados.

Destaque ainda para o concelho de Barcelos, onde 227 pessoas ficaram sem emprego. O concelho contabilizava no final do mês passado 5936 desempregados.

Merece também destaque o concelho de Terras de Bouro, uma vez que em Novembro registou mais 129 desempregados. Ou seja, em Outubro tinha 355 desempregados e no final do Novembro já contabilizava 484.

Nos restantes concelhos as estatísticas são as seguintes: Amares terminou Novembro com 1155 desempregados; mais 57 do que no mês anterior; Cabeceiras de Basto tem 1366, mais 21 pessoas sem trabalho; Celorico de Basto conta mais 18, para um total de 1398 desempregados; Esposende tem 1473, mais 49; Fafe regista mais 16 desempregados, para um total de 3760; Póvoa de Lanhoso contabiliza 1070, mais 27; Vieira do Minho tem 824, mais 40 do que Outubro; Vila Verde conta 2390 pessoas sem trabalho, mais 77; e Vizela terminou Novembro com 1799 pessoas inscritas no IEFP, mais 41 que em Outubro.

Em contraponto com o elevado número de novos desempregados, durante o mês de Novembro foram feitas 480 colocações em novos postos de trabalho, das quais 135 no concelho de Braga.


Concelho de Braga tem 1717 desempregados com ensino superior

Dos 11.513 desempregados do concelho de Braga, 6378 são mulheres e os restantes 5135 são homens.

Relativamente a idades, 3951 são menores de 34 anos inclusive. 5278 têm entre 35 e 54 anos. Com 55 ou mais anos, o IEFP tem inscritas 2284 do concelho de Braga.

Quanto ao nível de escolaridade, o concelho de Braga tem 1717 desempregados cujas habilitações literárias são um curso superior. 2409 tem o ensino secundário concluído; 2327 têm o 3.º ciclo e 1860 o 2.º ciclo do ensino básico. Há ainda 2749 desempregados que tem apenas o 1.º ciclo com nível de escolaridade e 451 nem sequer concluíram o 1.º ciclo.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

D. Isabel de Bragança: “O meu grande trabalho é ajudar os que precisam”

A duquesa de Bragança assume que o Natal é importante para a família e revela que este ano os filhos, Afonso, Francisca e Dinis, vão receber apenas um presente cada um.

Há 20 anos, um grupo de mulheres começava a fazer voluntariado na Maternidade Alfredo da Costa, ajudando mães carenciadas. Assim foi criado o Banco do Bebé, presidido por Marina Arnoso e no qual D. Isabel de Bragança é presidente da Assembleia Geral. A celebração das duas décadas da associação proporcionou uma conversa com a duquesa, que dedica parte substancial do seu tempo ao voluntariado.

– Tem um papel ativo no Banco do Bebé?

– Tento promover o voluntariado e dou apoio a vários níveis, como, por exemplo, fazendo a ponte com pessoas que possam ajudar. Não consigo vir muito à maternidade, mas estas senhoras têm feito um trabalho extraordinário, sendo um dos serviços mais importantes o apoio domiciliário, fundamental no regresso das mães a casa, com os bebés.

– Deve tornar-se difícil lidar com tantos pedidos de ajuda...

– Sim, fico bastante sensibilizada. Algumas pessoas vivem situações muito complicadas e nesse sentido tento ajudar, encaminhando-as para as associações indicadas. Infelizmente, não consigo ajudar todos como gostaria, mas cada vez existem mais pessoas disponíveis para ajudar. Somos um povo que, mesmo em crise, está sempre disponível para ajudar.

– Grande parte do seu tempo é dedicado ao voluntariado?

– Sim. O meu grande trabalho é ajudar os que precisam e pedir ajuda ou encaminhar para quem o sabe fazer melhor que eu.

– Ter três filhos sensibiliza-a mais para este trabalho?

– Sem dúvida. Cada vez que olho para um bebé, numa questão de segundos que seja, recordo tudo o que vivi quando fui mãe.

– E não tem vontade de ser mãe de novo?

– Imenso. É uma tentação enorme, mas penso que agora temos que apoiar os que estão cá.

– Tenta incutir este espírito de solidariedade nos seus filhos?

– Sim. Os meus filhos acompanham-me sempre que podem e no colégio onde estudam, este tipo de atividades são promovidas frequentemente. Acredito que o voluntariado ou solidariedade devem fazer parte da nossa formação humana.

– Como será este Natal?

– Em família, como é habitual. Este ano, devido à crise e também porque eles já são mais velhos, combinámos dar apenas um presente, para o qual toda a família contribui. Até porque eles não precisam de tantas coisas assim.

– O Natal vai ser também o reencontro da família, já que o Afonso estuda em Londres...

– É verdade. O Afonso faz-nos muita falta e temos muitas saudades, mas todos sentimos que está a ser uma boa experiência para ele e fundamental para a sua formação. Depois, em Londres está mais protegido de mim, porque sou uma mãe-galinha assumida e, sem querer, acabo por protegê-los bastante. Assim ele torna-se mais auto-suficiente, mais responsável e capaz de resolver os seus problemas.

– Assusta-a pensar no dia em que os seus filhos sairão de casa?

– Assusta-me imenso, nem quero pensar. Mas temos de saber que chega uma altura em que eles batem asas e seguem o seu caminho. O mais importante é termos a noção de que, com erros e com acertos, tentámos dar a melhor formação para eles serem pessoas realizadas, seguras e bem formadas.

– A Francisca e o Dinis também deverão ir estudar fora do país?

– Já se falou nisso, sobretudo no caso da Francisca, mas mais para a frente. Agora, cada filho é um filho. No caso do Afonso, tudo se conjugou assim, mas eles irão se quiserem, claro.

Fonte: Caras

domingo, 23 de outubro de 2011

Pobreza Infantil - ACTA A ENVIAR À ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA

Por proposta do Partido Popular Monárquico (PPM), atento à Pobreza Infantil no País e no seu município, a Comissão dos Assuntos Sociais e de Saúde da Assembleia Municipal de Braga deliberou em reunião de 26 de Setembro de 2011, por unanimidade, solicitar ao Presidente da Assembleia Municipal que questione a Assembleia da República sobre:

1. Quais as intervenções governamentais que estão definidas e em processo de implementação para actuação neste problema, nomeadamente ao nível das políticas sectoriais.

2. De que modo e em que programas o(s) município(s) poderão intervir.

3. Qual a avaliação de impactes e resultados do PNAI 2008-2010.

4. Qual a prioridade que a Pobreza Infantil vai ocupar no PNAI 2010-2012 e quando será implementada esta Estratégia.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Refeitório social de Viana do Castelo servia 10 refeições por dia, agora serve 72

A crise fez disparar a procura do refeitório social da Paróquia de Nossa Senhora de Fátima, em Viana do Castelo, um boom que obrigou à ampliação das instalações e ao reajustamento do protocolo com a Segurança Social.

«A procura tem aumento muito, mesmo muito. Há gente que até há bem pouco tempo estava bem na vida e que agora nos vem bater à porta. Alguns até preferem trazer a marmita e levar a refeição para casa, por vergonha de serem vistos», disse um dos responsáveis pelo refeitório.

Segundo Gílio Vazenga, o aumento de utentes obrigou à adequação do protocolo com a Segurança Social à nova realidade.

«Tínhamos um protocolo para servir 10 almoços por dia, agora temos para 36 almoços e 36 jantares. Ou seja, para 72 refeições diárias», referiu, sublinhando que o serviço é inteiramente gratuito.

O responsável ressalvou, no entanto, que um «ponto de honra» daquele refeitório é «não dizer que não» a quem bate à porta.

«Estamos constantemente a servir refeições extra-protocolo. Quem nos bate à porta não sai daqui sem levar o estômago confortado», referiu.

O funcionamento do refeitório, assegurou Gílio Vazenga, obriga a «uma grande ginástica financeira», mas o Centro Social e Paroquial de Nossa Senhora de Fátima «lá tem conseguido levar a água ao seu moinho, muito graças aos contributos da população».

Além do refeitório social, a instituição também leva diariamente a refeição ao domicílio de cerca de 30 idosos que vivem sozinhos.


Fonte: Lusa/SOL

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Associação Famílias: APELO URGENTE

APELO URGENTE!


A Associação Famílias, Instituição Particular de Solidariedade Social – IPSS (D.R. III Série nº 173 de 29/07/1992), contribuinte nº 502 091 398, com sede na Rua de Guadalupe nº 73 – Braga, precisa de adquirir, com urgência, uma carrinha comercial para apoio ao «CAFAP – 15 de Maio» - Centro de Apoio Familiar e Aconselhamento Parental, que custa, usada, 2 500 euros.

Esta resposta social presta serviço a famílias disfuncionais e precisa do seu apoio do qual será passado o competente recibo (por enquanto dedutível em sede de IRS/IRC devidamente majorado).

O seu donativo deverá ser depositado na conta da Associação Famílias na Caixa Geral de Depósitos, conta nº 0171115851830.

NIB: 003501710011585183055

Estamos certos de que a sua generosidade vai responder ao nosso apelo.


ASOCIAÇÃO FAMÍLIAS

SEDE

Rua de Guadalupe, nº 73

4710-298 BRAGA

Tel.: 253 618 456 / 253 611 609

Fax: 253 611 609

Correio electrónico: associacao.familias@gmail.com

www.a-familias.org

Para mais informações: Associações Famílias

segunda-feira, 27 de junho de 2011

POBREZA INFANTIL; Artigo de Opinião de Sílvia Oliveira



Jornal "Diário do Minho" de 24 de Junho, pág. 20

Pobreza Infantil

Em 2010, a palavra pobreza infantil passou a estar diariamente nos media, mas isso deveu-se às comemorações do “ano europeu contra a pobreza e exclusão social”, hoje passados seis meses sabe-se que a taxa de pobreza infantil em Portugal aumentou, apresentando a oitava maior taxa (16,6%) de pobreza infantil entre os 34 países da OCDE com uma média de 12,7%, ficando atrás de Israel, do México, da Turquia, dos Estados Unidos, da Polónia, do Chile e de Espanha. [i]
Ser criança pobre é ter falta de alimento e risco de desnutrição, ausência de higiene e de cuidados com a saúde, maior vulnerabilidade a doenças e risco acrescido de morte prematura, não ter acesso à escola, ter deficiente aproveitamento escolar, e por consequência défice de qualificação para acesso ao trabalho e à participação na sociedade, quando chegar à idade adulta, ter habitação insalubre, sobrelotada e sem condições de conforto, ser explorada por via do trabalho infantil e consequente violação do direito de brincar e ser criança, maior perigo de vitimização por tráfego humano ou exploração sexual, maior risco de propensão à delinquência e a comportamentos associas, não ter família, não conhecer o seu pai ou a sua mãe; viver em famílias desestruturadas, estar exposta, desde tenra idade, à violência doméstica, ao tráfico ilícito ou à dependência das drogas, ser olhada com desprezo ou comiseração humilhante por professores, colegas e vizinhos, viver na insegurança permanente, possuir uma baixa auto-estima e não ter razões e estímulos para alimentar sonhos de um futuro esperançoso. Em síntese ser criança pobre “ (…) é uma luta diária pela sobrevivência, (…) para estas crianças, a infância como o tempo de crescer, aprender a brincar e sentir segurança não tem, na realidade, nenhum significado”[ii]
Paradoxalmente à situação descrita e concretamente vivida, ao longo do século passado, foi crescendo a consciência colectiva acerca dos direitos das crianças, afirmando-se mesmo que a pobreza infantil constitui uma grave violação de direitos humanos fundamentais.
Desde 1924, tem figurado na agenda política das instâncias internacionais a preocupação com os direitos da criança. Naquela data, a então Liga das Nações, que viria dar origem à ONU (Organização das Nações Unidas), adoptou a designada declaração de Genebra sobre os Direitos da Criança, tendo a comunidade internacional de então assumido o compromisso de promover os direitos da criança à sobrevivência, à saúde, à educação, à protecção e à participação.
Em 1959, a ONU deu um novo passo e aprovou a “Declaração dos Direitos da Criança”. Dela Constam 10 artigos que dizem respeito àquilo que deve ser feito para que as crianças sejam felizes e saudáveis.
Mais recentemente, em 1989, a Assembleia-Geral das nações Unidas aprova a Convenção sobre os Direitos da Criança, a qual viria a ser ratificada pela quase generalidade dos países membros.
Hoje, em 192 países do mundo, a sobrevivência, o desenvolvimento e a protecção da criança não são questões opcionais deixadas à generosidade das pessoas individuais, das organizações ou dos estados, mas sim um compromisso político firmado ao mais alto nível, que deve ser concretizado em leis positivas de cada país e na criação de instituições apropriadas para a defesa e promoção do bem-estar, havendo mesmo uma Comissão ad hoc criada no âmbito da ONU para acompanhar o cumprimento desta Convenção por parte dos diferentes países.
Quando, em 2001, se firma o Pacto do Milénio e se fixam objectivos e metas de desenvolvimento com vista à erradicação da pobreza no mundo, também se atribui importância máxima aos factores relacionados com o combate à pobreza infantil.
A par desta realidade, também em Portugal se tem desenvolvido esforços que, directa ou indirectamente, visam prevenir a pobreza infantil e atenuar as suas consequências mais gravosas. Destacam-se os progressos realizados no plano jurídico (a criança como sujeito de direitos e o reconhecimento do superior interesse da criança quando estejam em causa situações de conflitualidade de interesses); no plano da saúde materno-infantil e dos cuidados de saúde primários; no plano da educação, designadamente em matéria de educação de infância ou de sucesso escolar; no plano da assistência social com o fornecimento de alimentação, serviços de protecção de crianças em risco, rendimento social de inserção, tendo em conta a presença de crianças no agregado familiar, entre outros apoios a crianças provenientes de famílias carenciadas.
Não obstante os esforços desenvolvidos pelo Estado a que deve acrescentar-se todo o investimento realizado por parte de um vasto conjunto de instituições de solidariedade social, quer no que se refere à eficiência dos recursos disponíveis, quer à implementação de boas práticas, a pobreza infantil continua a ser uma preocupante e crescente realidade no nosso país, agravada pela crise em que a falta de emprego, precariedade e os baixos salários estão na origem da pobreza entre a população activa mais jovem, precisamente aquela que tem crianças a cargo.
Sendo a pobreza infantil um fenómeno complexo e multifacetado que reclama uma acção concertada em várias frentes e aos diferentes níveis, talvez importe recordar que a erradicação da pobreza infantil, é um dever indissociável da cidadania e da vida democrática, cabendo, não só ao Estado, mas também às pessoas e às instituições, promover a sua defesa e o seu cumprimento efectivo.
Quanto ao Estado e aos órgãos de governação, compete-lhes garantir condições de vida básicas a todos os cidadãos e, por maioria de razão, às populações mais vulneráveis, entre as quais se encontram as crianças, cabendo-lhes fazer acções junto das famílias, reforçando os seus meios de subsistência e competências para ultrapassar as respectivas situações de pobreza, quer directamente, através de serviços específicos e de políticas públicas adequadas, quer indirectamente, através da contratualizando de projectos e programas com entidades de solidariedade social de maior proximidade, prevenindo e erradicando, assim, a pobreza infantil nos territórios em que estas mesmas entidades exercem a sua acção.
Atribuir o principal papel na erradicação da pobreza infantil ao Estado não dispensa, nem atenua, a responsabilização do Poder Autárquico. Este, ao nível local, deve tomar para si um papel pró activo, na identificação, prevenção e eliminação da pobreza infantil existente no respectivo território, fazendo apelo aos recursos que o Estado disponibiliza para esta finalidade e complementando-os, na certeza de que toda a comunidade beneficiará do crescimento saudável da sua população mais jovem. A este propósito recorde-se a existência de redes sociais a nível concelhio como uma ferramenta de intervenção privilegiada para a prevenção e erradicação da pobreza infantil, pois dispõe de meios para promover a definição de objectivos e metas prioritárias de erradicação da pobreza infantil no respectivo território, assim como, dispõem de meios para assegurar a monitorização das acções programadas e a respectiva avaliação de resultados, para além de, nelas terem assento, além da autarquia (presidente ou quem este designe para o representar), os responsáveis pelos agrupamentos de escolas, serviços de saúde, segurança social., polícia, justiça, etc.
Mas, também o cidadão individualmente não deve passar ao lado da problemática da pobreza infantil, como se esta fosse responsabilidade exclusiva das respectivas famílias, das instituições, do Estado ou das Autarquias. Tratando esta realidade uma violação de direitos humanos, a denúncia e a procura de soluções de uma forma solidária é dever de todos e de cada um de nós, por isso, há que tomar consciência de que estamos perante um problema de cidadania e de comportamento democrático socialmente responsável impondo-se, assim, um modo mais incisivo de actuação na sociedade.
Por último, cabe notar que a perspectiva da pobreza infantil como violação de direitos humanos requer que as próprias crianças, logo que o seu desenvolvimento pessoal o permita, tenham participação activa nas decisões que lhes digam respeito e nas intervenções que afectam o seu bem-estar e o seu desenvolvimento, pelo que deverão ser encorajadas e apoiadas pelos adultos que tenham conhecimento das privações de que são vítimas, facultando-lhes as indispensáveis ferramentas de defesa e protecção.
A existência da pobreza infantil significa uma dupla tragédia, para a criança que vê prejudicado o seu desenvolvimento físico, intelectual, social e consequentemente, tem comprometido o seu futuro; para a sociedade, porque ao não preservar e desenvolver o seu capital humano, transfere por negligência, custos sociais para as gerações vindouras.

Sílvia Oliveira
Deputada Municipal pelo P.P.M. na Assembleia Municipal de Braga



[i] Doing better for families”, relatório publicado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), em 2011.
[ii] “Situação da infância”, relatório publicado pela UNICEF em 2006.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Encaminhe 0.5% do IRS que o Estado lhe cobra à Associação Famílias

Encaminhe 0,5 % do IRS que o Estado lhe cobra à ASSOCIAÇÃO FAMÍLIAS.

Consignar parte do IRS, como previsto na Lei Fiscal, é um direito seu!

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

“Provedor do Idoso” reprovado por aliança “PS/Independentes”

Jornal “Diário do Minho” de 28 de Fevereiro, pág. 8


“Provedor do Idoso” reprovado por aliança “PS/Independentes”

O deputado do PPM na Assembleia Municipal de Braga, Manuel Beninger, apresentou, na última reunião, uma proposta para que a Câmara criasse a figura de “Provedor do Idoso”, integrada na Rede Social do Município, para que os idosos do concelho tenham maior representatividade dos seus direitos.

Segundo o deputado monárquico, o Provedor do Idoso é uma figura municipal de protecção, promoção dos direitos, garantia de bem-estar, dignidade e qualidade de vida das pessoas idosas, que já foi instituída em muitos outros concelhos.

Os objectivos desta nova função são promover a articulação de políticas de apoio, sinalizar e encaminhar situações sociais, prever situações de perigo e violência de idosos e promover a criação de uma rede de famílias de acolhimento.

«Juntar esta “figura” à necessidade de combater o isolamento dos idosos e prestar-lhes apoio de proximidade, poderá ser um desígnio cívico de grande valor e utilidade», defendeu Beninger, apontando «os casos crescentes de solidão, isolamento e abandono dos idosos, como dos maiores dramas da sociedade actual».

A bondade da proposta de nada serviu perante a nova coligação formada pelo “PS/Juntas independentes”, que reprovou a medida, com a abstenção da CDU, depois de Marcelino Pires ter considerado «não perceber» como o provedor poderia agir para «melhorar uma prática pioneira no país, que constitui a rede social do município e as comissões locais de acompanhamento». A CDU justificou a abstenção, com Jorge Matos a notar que «estas medidas não podem servir para branquear as reais obrigações e responsabilidades do Governo, que agrava as condições de vida dos idosos pela ausência de políticas sociais».

sábado, 11 de dezembro de 2010

PPM e Bloco exigem que a Câmara abra cantinas ao fim de semana

Jornal "Diário do Minho" de 11 de Dezembro, pág. 7


O PPM exigiu ontem que a Câmara de Braga cumpra a recomendação da Assembleia Municipal de abrir as cantinas escolares aos fins de semana e reforçar as refeições para alunos carenciados. Os monárquicos, que também não perdoaram o autarca bracarense por ter comparado crianças subnutridas com camelos, foram acompanhados na reivindicação pela estrutura concelhia do Bloco de Esquerda, que acusou o presidente da autarquia bracarense de ter recorrido a uma linguagem “boçal e desqualificada”, para se furtar à recomendação do órgão máximo municipal.

Embora acusado pelas duas forças políticas de ter “ilustrado” com a imagem dos camelos a necessidade, apontada pela totalidade dos deputados municipais – incluindo a maioria socialista – de reforçar o almoço escolar das crianças que se suspeita que não tenham jantar nem refeições ao fim-de-semana, o autarca socialista escusou-se a quaisquer comentários.

Em declarações proferidas à Lusa, o deputado municipal monárquico Manuel Beninger disse que o Município deve fazer o levantamento das situações de carência social, de forma a abrir as cantinas quando necessário. “O PPM não aceita a justificação do presidente da Câmara de que «crianças não são camelos» que acumulam ao almoço para não jantarem”, sustentando que “o problema é mesmo esse, o de haver crianças que não fazem uma segunda refeição noturna”.

A moção do PPM, que integra a coligação Juntos por Braga na oposição, foi aprovada dia 26 de Novembro, por unanimidade na Assembleia Municipal, quer pelos deputados municipais – incluindo os socialistas – quer pelos presidentes das juntas de freguesia. O tema foi debatido quinta-feira na reunião do Executivo municipal de Braga por iniciativa da Coligação, tendo o autarca socialista Mesquita Machado dito que a Câmara pondera abrir as cantinas, quando tal lhe for solicitado e sempre que tal se justifique.


Unanimidade contra a fome

Manuel Beninger lamenta que Mesquita Machado “tenha usado uma comparação infeliz e de mau gosto, recorrendo ao sistema alimentar próprio dos camelos para tentar fugir às suas responsabilidades perante a crise social que aflige os portugueses”. “Serão camelos todos os presidentes da junta e deputados municipais que aprovaram a recomendação à Câmara?”, pergunta o deputado monárquico.

O também dirigente nacional do PPM lembra que, nas freguesias a situação é mais fácil de monitorizar, dado que as cantinas estão sob a alçada das juntas, mas na zona urbana é a empresa municipal Bragahabit que assegura diretamente o serviço de refeições nas cantinas. “Impõe-se que a Câmara faça o levantamento das situações e haja em conformidade em vez de arranjar desculpas para não agir”, insiste.

Na moção apresentada na Assembleia Manuel Beninger propõe que a Câmara corte na despesa na iluminação natalícia nas vias públicas, para assim poder abrir as cantinas escolares. Lembra que “as escolas estão a detetar cada vez mais casos de novos pobres”.

“Trata-se de alunos da classe média baixa sem direito à Acção Social Escolar (ASE) porque os rendimentos familiares estão acima dos 649 euros que são os valores mínimos necessários”, sublinha. “Há cada vez mais crianças com carências alimentares. Nos dias de hoje aumentam o número de crianças que só tem uma refeição quente por dia”, enfatiza Beninger.

"As crianças não são camelos" (3)

Braga, 10 dez (Lusa) – O PPM exigiu hoje que a Câmara de Braga cumpra a recomendação da Assembleia Municipal de abrir as cantinas escolares aos fins de semana e reforçar as refeições para alunos carenciados.

Em declarações à Lusa, o deputado monárquico Manuel Beninger disse que o Município deve fazer o levantamento das situações de carência social, de forma a abrir as cantinas quando necessário.

“O PPM não aceita a justificação do presidente da Câmara de que «crianças não são camelos» que acumulam ao almoço para não jantarem”, sustentando que “o problema é mesmo esse, o de haver crianças que não fazem uma segunda refeição noturna”.

A moção do PPM, que integra a coligação Juntos por Braga na oposição, foi aprovada dia 26 de Novembro, por unanimidade na Assembleia Municipal, quer pelos deputados municipais – incluindo os socialistas – quer pelos presidentes das juntas de freguesia.

O tema foi debatido quinta-feira na reunião do Executivo municipal de Braga por iniciativa da Coligação, tendo o autarca socialista Mesquita Machado dito que a Câmara pondera abrir as cantinas, quando tal lhe for solicitado e sempre que tal se justifique.

Contactado pela Lusa o Gabinete da Presidência da Câmara disse que o autarca não quer comentar as críticas do PPM.

Manuel Beninger lamenta que Mesquita Machado “tenha usado uma comparação infeliz e de mau gosto, recorrendo ao sistema alimentar próprio dos camelos para tentar fugir às suas responsabilidades perante a crise social que aflige os portugueses”.

“Serão camelos todos os presidentes da junta e deputados municipais que aprovaram a recomendação à Câmara?”, pergunta.

O deputado municipal lembra que, nas freguesias a situação é mais fácil de monitorizar, dado que as cantinas estão sob a alçada das juntas, mas na zona urbana é a empresa municipal Bragahabit que assegura diretamente o serviço de refeições nas cantinas.

“Impõe-se que a Câmara faça o levantamento das situações e haja em conformidade em vez de arranjar desculpas para não agir”, insiste.

Na moção apresentada na Assembleia Manuel Beninger propõe que a Câmara corte na despesa na iluminação natalícia nas vias públicas, para assim poder abrir as cantinas escolares.

Lembra que “as escolas estão a detetar cada vez mais casos de novos pobres”.

“Trata-se de alunos da classe média baixa sem direito à Acção Social Escolar (ASE) porque os rendimentos familiares estão acima dos 649 euros que são os valores mínimos necessários”, sublinha.

Para Manuel Beninger “há cada vez mais crianças com carências alimentares. Nos dias de hoje aumentam o número de crianças que só tem uma refeição quente por dia”.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

"As crianças não são camelos" (2)

“Jornal de Notícias” de 10 de Dezembro, pág. 20


Jornal de Notícias - A Assembleia Municipal de Braga aprovou, por unanimidade, a recomendação do reforço das refeições nas escolas e a abertura das cantinas ao fim-de-semana e férias. Mesquita Machado considera a medida "alarmista" e diz que " as crianças não são camelos".

A Câmara de Braga ainda não confirmou se vai ou não abrir as cantinas escolares, ao fim-de-semana e férias escolares, no concelho. A recomendação foi aprovada em Assembleia Municipal, após proposta do monarca e deputado municipal Manuel Beninger. No entanto, o edil Mesquita Machado disse, ontem, que considera a proposta "alarmista". "Isso está a ser acompanhado mas a moção é excessivamente alarmante e não quero alimentar brincadeiras com a fome dos outros", referiu, ontem, o autarca, no final da reunião de câmara.

O documento recomenda à autarquia "o reforço das refeições escolares para os alunos mais carenciados porque muitos deles não irão certamente jantar", mas, para Mesquita Machado, isso não faz sentido, até porque, e como justificou, " é um desrespeito pelas crianças, pois a oposição está a compará-las com camelos, como se estes enchessem as bossas ao almoço para depois não comer ao jantar", numa medida que considerou ser antipedagógica.

O líder da oposição da autarquia, o social-democrata Ricardo Rio, da coligação "Juntos por Braga", disse, no final da reunião do Executivo que não acredita que Mesquita Machado consiga cumprir a recomendação que a Assembleia Municipal aprovou.

"As juntas só estão a actuar no alargamento dos períodos escolares ao nível do pré-primário, sendo importante também acautelar o 1º ciclo. É importante referir que na cidade é a Bragahabit que assegura directamente o serviço de refeições na maioria das escolas e esta está na dependência directa da Câmara. A indicação apresentada pelo PPM, e aprovada por unanimidade em assembleia municipal há uma semana, prevê a abertura das escolas e das cantinas nos fins-de-semana "se se justificar e se a situação económica piorar, para apoiar os alunos mais carenciados".

No concelho de Braga, a maioria das cantinas funciona em escolas com vários níveis de ensino, como o pré-primário, que tem um calendário mais prolongado que os restantes níveis.

"As crianças não são camelos" (1)

"Jornal de Notícias" de 10 de Dezembro

Câmara abrirá cantinas nas férias se houver solicitações

Jornal "Diário do Minho" de 10 de Dezembro, pág. 4


O presidente da Câmara de Braga disse ontem que, se for necessário e a autarquia for solicitada a abrir as cantinas escolares nas férias dará a sua anuência. “Mas não vamos agora abrir por abrir, sem sabermos se há necessidade disso”, afirmou.

Segundo Mesquita Machado, para ser necessário abrir uma cantina escolar durante as férias, é preciso que haja solicitação à Câmara. Esta é a posição da autarquia a propósito da recomendação apresentada pelo PPM e aprovada por unanimidade na última Assembleia Municipal.

“Nós temos um serviço de refeições que fazemos normalmente com os alunos do pré-primário e do 1º ciclo e, quando há necessidade, em determinadas zonas, dos refeitórios nas férias, eles funcionam. Dá-me a impressão de que se está querer causar um alarme social de que nós não temos conhecimento”, realçou. Aliás, sublinhou, as Juntas estão atentas às situações até porque, na maioria das escolas as refeições são fornecidas pela Câmara através destas autarquias locais.

Aliás, para o presidente da Câmara de Braga, a recomendação do PPM é antipedagógica. “O primeiro ponto a recomendar à Câmara é que reforce as refeições ao meio dia aos alunos que, eventualmente, não têm jantar. Isto fez-me lembrar os camelos quando vão para o deserto, que atestam o depósito de água para andar não sei quantos dias. Isto é antipedagógico. As refeições são dadas com base em programas de nutricionistas. Vamos agora obrigar as crianças a comer a dobrar? Só faltava essa”, sustentou.

Para a Coligação “Juntos por Braga”, a recomendação do PPM, aprovada por unanimidade, só faz sentido se tiver seguimento por parte da Câmara. E, para Ricardo Rio, a posição de Mesquita Machado não dá grandes garantias de que a abertura das cantinas escolares durante as férias para ajudar os alunos de famílias mais carenciadas vá acontecer.

Para Ricardo Rio, quando o município refere que, no passado, os refeitórios já abriram no período de férias, isso realmente já aconteceu, mas apenas no ensino pré-escolar. “Pior do que isso, há, desde logo, a parcela esmagadora das escolas que estão na cidade, que nem sequer estão sob a responsabilidade das Juntas em matéria de fornecimento de refeições, porque a grande parte das Juntas da cidade não aceitou esse protocolo com a Câmara. Ou seja, a responsabilidade da possível abertura no período não lectivo é exclusivamente da Câmara Municipal de Braga”, disse.

O líder da Coligação afirmou ainda que gostaria de ouvir da boca de Mesquita Machado a garantia de que a recomendação da Assembleia Municipal vai ser cumprida integralmente, e que, de facto, os alunos do 1º ciclo de Braga vão poder, no período não lectivo, aceder às cantinas escolares para terem aí a sua refeição e conseguirem minorar as dificuldades económicas das suas famílias.