Mudar o regime Servir Portugal

Manuel Beninger

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segunda-feira, 30 de junho de 2014

Duques de Bragança em Ponte de Lima

S.A.R. Duque de Bragança, D. Duarte, na cerimónia de entronização do Secretário de Estado da Alimentação e Investigação Agro-alimentar Nuno Vieira e Brito, como Embaixador da marca 100% Alto Minho, iniciativa de promoção das empresas alto minhotas. A cerimónia teve lugar hoje pelas 20 horas na Loja Rural-Cadeia das Mulheres, em Ponte de Lima. Estando integrada na iniciativa "Portugal Real - 100% Alto Minho", promovida pela Confederação Empresarial do Alto Minho (CEVAL), sendo esta uma das das três instituições associativas europeias fundadoras do projecto "Federação Internacional das Associações Empresariais" (FIAE). -Fotografia: Carolina Dos Reis Faria / CDSNoticias
acima
Jornal "Diário do Minho" de 27 de Junho de 2014

domingo, 27 de outubro de 2013

DO MINHO A TIMOR

  
Assim era o Portugal do tempo dos nossos pais!

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Família Real visitou o Alto Minho


De visita ao Alto Minho, Dom Duarte de Duque de Bragança afirmou que a região tem muito para oferecer e considera que Viana do Castelo e Ponte de Lima souberam preservar o património histórico e paisagístico.

Dom Duarte evocou "heróis do Ultramar" em Arcos de Valdevez


in Jornal Alto Minho, 12 de Junho de 2013, pág. 20

domingo, 9 de junho de 2013

sexta-feira, 7 de junho de 2013

SS.AA.RR, os Duques de Bragança associam-se à promoção da marca "100% Alto Minho"


SS.AA.RR, o Senhor Dom Duarte e a Senhora Dona Isabel de Bragança, estarão este fim de semana em Ponte de Liama, Viana do Castelo e Arcos de Valdevez, na promoção da marca "100% ALTO MINHO".

sábado, 19 de janeiro de 2013

EM 1910, IMPLANTAÇÃO DA REPÚBLICA LEVA OS MINHOTOS A ABANDONAREM AS SUAS TERRAS PARA SE JUNTAREM AOS MONÁRQUICOS


A implantação do regime republicano em 1910 provocou um autêntico êxodo sobretudo no Minho e em Trás-os-Montes. Descontentes com a nova ordem política, numerosos minhotos seguiram para a vizinha Galiza onde enfileiraram as hostes do comandante Paiva Couceiro que preconizavam a restauração da monarquia.
Visivelmente preocupados com tal situação, os republicanos procuraram adotar medidas que impedissem essa migração em massa. Com esse propósito, o deputado Álvaro Castro apresentou na sessão de 21 de julho de 1911 da Assembleia Nacional Constituinte uma proposta “no sentido de banir do territorio português todos os individuos que attentarem, attentem ou venham a attentar contra as instituições e se encontrem em territorio estrangeiro; de se criar um tribunal para julgamento rapido dos conspiradores que se encontrem em territorio português e de se autorizar os Ministros do Estado a demittirem os funccionarios, sob a sua dependencia, implicados em movimentos contra a Republica”.
Alguns deputados debateram a referida proposta, entre os quais Sousa Fernandes do qual transcrevemos a sua intervenção.
O Sr. Sousa Fernandes: - Sr. Presidente, eu podia deixar de tomar a palavra nesta altura da discussão, por isso que o assunto se acha por demais esclarecido. Entretanto, na minha qualidade de representante do circulo n.° 3, eu tenho obrigação de entrar neste debate.
Sr. Presidente, quando ouvi ler a proposta do Sr. Álvaro de Castro fui um dos primeiros que se levantaram a applaudi-la.
Pertenço á provincia do Minho, uma das que mais tem sido prejudicadas pelos maus patriotas, e foi devido a isso que o meu primeiro impulso foi approvar a proposta de S. Exa.
Sr. Presidente, sei que muitos habitantes das provincias do Minho e Trás-os-Montes abandonaram as suas terras e atravessaram a fronteira para se juntarem a estrangeiros e attentarem contra a integridade da nossa patria e sei, pela propria experiência, as enormes difficuldades com que as autoridades do norte do país teem lutado para reprimir esta criminosa tendência. Fala-se ahi na necessidade que temos de não imitar Governos oppressores que tanto nos perseguiram quando procuravamos implantar em Portugal o regime republicano.
Mas nem eu desejo em absoluto que tal imitação se dê, nem me parece que a nossa situação de hoje se possa comparar á d'esses dias ominosos que já pertencem á Historia.
Este momento, Sr. Presidente, é para nós um momento historico excepcional e extraordinario, um momento em que, como muito bem disse o Sr. João de Menezes, temos de defender o que hontem criámos, e envidar todos os esforços para garantir no novo estado de cousas mais harmónico com os nossos interesses, com o nosso progresso e com a nossa dignidade.
A nossa tarefa é uma tarefa de patriotismo, emquanto que a dos nossos adversarios de hontem era uma obra de tyrannia, de desmoralização e injustiça.
Quando nós tratavamos de fazer a nossa propaganda, estabelecemos sempre a nossa luta no terreno em que os nossos adversarios nos podiam combater, e a acção das leis do nosso país e a violência dos nossos maus Governos nos podiam attingir.
Nunca fomos para país estranho conspirar contra a monarchia portuguesa; isso nunca.
Não tem sido esta, Sr. Presidente, a conducta dos tristes restos de apaniguados que a monarchia brigantina nos deixou em Portugal. Nas provincias do Minho e Trás-os-Montes, nestas sobretudo, elles soccorreram-se de um exodo inexplicavel para deixarem a sua patria quando ninguem os perseguia, ninguem os ameaçava, ninguem pretendia molestá-los.
No primeiro momento todos suppusemos que elles fugiam acicatados pelo medo, corridos pela propria pusilaminidade.
Vimos depois que não era só isto: fugiam por poltrões em parte, mas em outra grande parte por perversos! Não era só a abjecção da cobardia que os levava a abandonar a terra em que nasceram e sentiam alma para trair: era tambem a tendencia da infamia que os impellia para terra alheia a fazer causa commum com a jesuitada estrangeira contra a sua propria patria e os seus proprios patricios! Que differença, pois, Sr. Presidente, entre nós que fomos revolucionarios de hontem e estes miseros que são hoje simplesmente traidores!
Então não é preciso castigo para semelhante gente? E e foi por isso que eu prestes applaudi a proposta em discussão.
Noto que alguns dos Srs. Deputados que me precederam na tribuna se deixam levar muito pela decantada brandura dos nossos costumes. E mau isto.
Recordemos que foi um excesso de sentimentalismo semelhante que era 1080 permittiu a venda da patria, só resgatada 60 annos mais tarde por uma geração cheia de heroica energia; relembremos que foi esse mesmo sentimentalismo que comprometteu a paz da republica brasileira, tornando necessaria, a poucos meses do seu advento, aquella sangrenta repressão de que Floriano Peixoto se soccorreu.
E necessario acompanhar a par e passo todos aquelles que, divorciados de nós, conspiram cobardemente contra a integridade do país, e castigá-los com a severidade que o seu crime reclama.
Mas desde que os Srs. Ministros dos Estrangeiros e do Interior dizem que ha dentro do direito commum meios de exercer tal punição, eu não ponho duvida em esperar e acceitar as modificações que se aconselham para a proposta do Sr. Alvaro de Castro.
Foi por tudo isto, Sr. Presidente, que eu me levantei, como meio de justificar o meu voto; e agora, extremadas as razões da minha situação em relação á proposta que se discute, sinto-me conformado com as promessas dos dois illustres membros do Governo. Conformo-me com ellas e com a boa vontade que S. Exas. mostram em castigar os que erram.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Nine mostrou a “Andorinha”


Jornal "Diário do Minho" de 31 de Outubro, pág. 9
Muitas pessoas foram conhecer a “Andorinha”
Atraídas pela polémica em torno da intenção dos responsáveis da Fundação do Museu Nacional Ferroviário de levar o acervo de Nine para o Entroncamento, muitos não perderam a oportunidade de conhecer de perto, no fim de semana passado, a célebre “Andorinha”, a mais antiga locomotiva a vapor do país.

A posição na Câmara famalicense surge na sequência da aprovação, por unanimidade, na Assembleia Municipal, de uma proposta do PPM, que pugnava pela «defesa dos interesses do norte na preservação do material ferroviário e da célebre “Andorinha”», a mais antiga locomotiva existente na Península Ibérica, que se encontra no Núcleo Museológico Ferroviário de Nine.
A recomendação, apresentada pelo eleito monárquico Manuel Beninger, tem por base a possibilidade da histórica locomotiva «poder vir a ser deslocada da região onde trabalhou mais de cem anos, para o sul».

terça-feira, 21 de agosto de 2012

O MINHO NA “REVISTA DE TURISMO” DE 1916

A “Revista de Turismo” de 5 de agosto de 1916, publicou um interessante artigo da autoria do jornalista e escritor Guerra Maio que faz uma descrição algo poética da paisagem e dos costumes minhotos, o qual a seguir se transcreve.
José da Guerra Maio de seu nome completo, colaborou nos jornais “Comércio do Porto” e “Diário de Lisboa”, tendo ainda sido redator da “Gazeta dos Caminhos de Ferro”. Dirigiu mais tarde, em Paris, a Agência de Turismo da Sociedade de Propaganda de Portugal.
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PAISAGENS PORTUGUEZAS. O MINHO
Terra de encanto, em que a videira abraça
Com terna graça o castanheiro em flor
Eu adoro o Minho. E quem não o adora? Quem nunca o viu.
Quem nunca ficou estasiado ante a vista admiravel e soberba do Monte de Santa Luzia, e quem não se sentiu poeta entre o murmurar lento do Ave, quem nunca lhe deu vontade de saltar para o folguedo de uma romaria minhota? Quem não sente vibrar-lhe uma alma de portuguez.
Minho, terra de romarias, paisagens verdes e fragantes para noivos e sonhadores; rios encantados para poetas e sentimentalistas.
Todo o Minho é um sonho.
Braga. Bom Jesus do Monte
A paisagem que nos deslumbra a vista, o perfume suave e doce que nos embalsama a alma, o canto vibrante do melro saltando entre as ramarias, onde a uva pende da videira quasi secular, e ainda o canto melancholico do rouxinol sacudindo os salgueiraes, nas noites em que a lua cheia reflete, sobre a terra bemdita, uma claridade de sol d’Agosto.
Eu fui um dia de longada por esse Minho das romarias, e ao regressar senti que dentro de mim brotara uma alma nova.
Mas não foi no comboio veloz e poeirento que a Natureza se me espelhou na alma. Foi nas jornadas nos char-à-bancs por essas estradas agrinaldadas de verdura, entre terras de fartos milharaes; ora transportando-me de Guimarães para Braga, ou indo em paciente longada até Lanhoso, ao Gerez, aos Arcos, a Monsão, ora descendo ao lado do rio Lima, que as sebes compactas, toldam de u verde bronze, onde ás vezes nos parece surgir aquelas minphas de que nos falam a lenda e os poetas.
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Uma feira no Minho
No Minho, tudo nos arrebata e comove. Na romaria, desejamos vestir uma jaleca e empunhar um cacete, saltar para o meio da folia, cantar á desgarrada com as raparigas de tranças cahidas e de peitos a arfar, mais de amor que de volupia.
Se subirmos ao Bom Jesus, mordesse-nos o beiço de inveja ao ver passar os cedros seculares, noivos sorrindo e sonhando com felicidades futuras; mas ao lado o coração comprime-se nos de dôr, ao ver passar os penitentes subindo de joelhos, em lances angustiosos, a escadaria do santuário n’um fervoroso voto de reconhecimento.
Mais além no Sameiro, a virgem na solidão, convida-nos a admirar um dos mais belos panoramas do Mundo. Bemdita jornada, consolado sacrifício de tão grande subida. Ali, junto á sua capela para qualquer lado que a vista se alargue, uma intensa alegria e uma expansão de grandeza, embriaga-nos o espirito da mais candida suavidade.
Os cerros vestidos de castanheiros e de vinhedos, com a capelinha branca no alto dando uma nota de piedade, descem para os vales ubérrimos, onde casaes de lavradores, com o seu eirado das descamisadas e dos castos beijos amorosos, nos dão a impressão de um capitulo das Pupilas do sr. Reitor.
Todo esse ambiente de bucolismo sentimental, é cortado pelas aguas do Ave, que em brandas curvas vae correndo mansamente e beijando com amor as lavadeiras e as mulheres da rega dos milharaes.
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Guimarães. O castelo
Mas se descermos a Guimarães, temos que nos curvar ante o seu castelo, onde a tradição tem em cada pedra uma pagina da historia pátria.
Mais abaixo, a Natureza, esqueceu-se do resto do Mundo para nos deixar essa encantadora Vizela, onde a par das suas aguas milagrosas, armou um toldo de verdura que o sol de agosto não consegue descer.
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Vizela. Um trecho do rio
O rio Vizela, com a sua ilha dos Amoras onde tantos sentimentais teem ido noivar, parece um Eden, para a gente se esquecer da vida.
A falta do caminho de ferro que nos leve ao Alto Minho não tem permitido ensejo para se admirar essas vilas esquecidas entre as verduras; como sejam: Arcos de Val-de-Vez, Ponte da Barca e Ponte de Lima, d’esta ultima disse um poeta de raça, que era a mais linda vila de Portugal, também lá fomos e não tivemos vontade de contradizer tão balizada opinião.
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Ponte de Lima
Se formos a Viana dos Castelo, ao apearmos na sua estação, janota e elegante, e se ao olharmos para o escabroso monte de Santa Luzia, não nos fica a impressão da sublime e extasiante paisagem que de lá se disfruta, mirando o Rio Lima que n’uma doce alegria se vae juntar ao oceano, depois de fecundar as fartas planícies que o comprimem, e cuja terra forte e creadora é revolvida por charruas colossaes.
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Mulher de Viana
E a mulher minhota? Encantadora e meiga; dizem que a de Viana é linda, é-o certamente, mas para seu mal, vae-se vestindo pelo figurino de importação, e razão não lhe falta, pois a graça do seu vestido, em cuja cinta se lê a palavraAmor ou Saudade, entrou na cidade fazendo o ridículo e hediondo papel de figurino carnavalesco.
Garrida e candida mulher de Viana, rasga o teu vestido, e despresa esta raça de snobistas, que te trouxeram para os bailes desgraciosos de Carnaval.
Gerra Maio
blogue do minho

terça-feira, 31 de julho de 2012

Proposta do PPM aproxima Câmara de Braga e de Famalicão na defesa do material ferroviário do norte e da célebre “Andorinha”

Braga e Famalicão alertam para a defesa do património ferroviário
A Câmara Municipal de Braga acaba de se disponibilizar junto da Autarquia de Famalicão para promover «a salvaguarda do património ferroviário do norte». A informação e possível agendamento de uma visita conjunta, foi manifestada ao município vizinho tanto pelo vice-presidente Vítor Sousa, como pelo presidente da Assembleia Municipal António Braga.
A posição na Câmara bracarense surge na sequência da aprovação, por unanimidade, na última Assembleia Municipal, de uma proposta do PPM, que pugnava pela «defesa dos interesses do norte na preservação do material ferroviário e da célebre “Andorinha”», a mais antiga locomotiva existente na Península Ibérica, que se encontra no Núcleo Museológico Ferroviário de Nine.
A recomendação, apresentada pelo eleito monárquico Manuel Beninger, tem por base a possibilidade da histórica locomotiva «poder vir a ser deslocada da região onde trabalhou mais de cem anos, para o sul». A posição foi despoletada por uma grupo de antigos ferroviários e responsáveis pelos caminhos de ferro do norte, que consideram que «a região não pode ser espoliada do seu património ferroviário», algum do qual pode ser visitado no núcleo museológico de Nine, cuja “cocheira” servia as linhas do Minho e o ramal de Braga.
A “Andorinha” foi uma das primitivas locomotivas da região, construída em Inglaterra, que chegou a Portugal há 140 anos aquando da construção das linhas do Minho e Douro, tendo trabalhando mais de 100 anos a rebocar comboios de passageiros e a fazer serviço de manobras. «É fundamental que este património continue no norte, como um conjunto único da maior importância, para desenvolver e garantir o interesse turístico pelo material ferroviário da região», defendem os promotores desta iniciativa, que dela deram conhecimento aos vários responsáveis regionais e municipais.
A reação foi suscitada pelo facto de, alegadamente, a fundação para o Museu Ferroviário estar a preparar a deslocação para o Entroncamento da única locomotiva deste tipo que ainda está em Nine. Segundo os peticionários, que acabam de contar com o apoio de várias autarquias, a fundação «não pode acabar com mais de 30 anos dos museus existentes e retirar a memória cultural de uma região em favor de outra, transformando-a na “herdeira universal” do património ferroviário nacional».
Os peticionários e antigos ferroviários lembram que em Nine encontra-se ainda a carruagem “A3 52” de primeira classe, construída em França em 1886, o “Salão Pagador” CP 5194”, reconstruído nas oficinas gerais em 1908, e as locomotivas a vapor “CP 9”, construída em 1875 em Inglaterra, a “CP 014”, adquirida em 1890, e a “CP 002”, construída em 1891, constituindo um importante núcleo museológico da história ferroviária da região norte do país.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

A locomotiva a vapor 02049, a "Andorinha"

 A cocheira de locomotivas a vapor de Nine.
A locomotiva a vapor 02049, a "Andorinha", não é só a mais antiga locomotiva em Portugal como na Península Ibérica.

Viajamos em composições que Lisboa já não quer, fecham-nos as linhas de caminho-de-ferro – o caso do Douro é um crime que lesa toda a região Norte – inundam-nos os vales com água para servir interesses corporativos que prejudicam as populações locais, como no Tua, e levam-nos agora o património histórico ferroviário para outras paragens, privando-nos da nossa própria memória.
Vem isto a propósito da Moção aprovada por UNANIMIDADE na Assembleia Municipal de Braga e de uma carta aberta, assinada por um grupo deferroviários aposentados, mas não inertes, em que constam nomes que estiveram na direcção da CP no Norte do país quando nesta região havia autonomia ferroviária, manifestando-se contra o esbulho patrimonial de relíquias ferroviárias regionais, ilustrada por duas fotos tiradas em tempos que já lá vão.

domingo, 29 de abril de 2012

MARIA DA FONTE: A REVOLUÇÃO DO MINHO


Em 1846, as heroicas mulheres do Minho deram início a uma revolta popular contra a ditadura de Costa Cabral, tomaram de assalto as repartições de finanças onde destruíram as “papeletas da roubalheira” e expulsaram a soldadesca enviada para reprimir a revolta.
O levantamento popular começou na Póvoa de Lanhoso e espalhou-se rapidamente a todo o Minho e norte do país em geral. A exumação de um cadáver que havia sido sepultado na igreja foi o rastilho. Os sinos tocaram a rebate e, de rebelião em rebelião, a revolta foi adquirindo um caráter de guerrilhas populares até que a Rainha D. Maria II se viu forçada a demitir o governo.
A opressão fiscal e a prepotência do governo cartista de Costa Cabral tiveram na revolta da Maria da Fonte uma resposta à altura que constitui uma lição da História. Pena é que nem todos saibam aprender com o passado!
“Viva a Maria da Fonte
A cavalo e sem cair
Com a corneta na boca
A tocar a reunir

“Viva a Maria da Fonte
A cavalo e sem cair
Com a corneta na boca
A tocar a reunir

“Viva a Maria da Fonte
A cavalo e sem cair
Com a corneta na boca
A tocar a reunir

“Viva a Maria da Fonte
A cavalo e sem cair
Com a corneta na boca
A tocar a reunir

“Viva a Maria da Fonte
A cavalo e sem cair
Com a corneta na boca
A tocar a reunir

Eia avante, portugueses
Eia avante, não temer
Pela santa liberdade
Triunfar ou perecer! (refrão)

Lá raiou a liberdade
Que a nação há-de aditar
Glória ao Minho, que primeiro
O seu grito fez soar!

Essa mulher lá do Minho
Que da foice fez espada
Há-de ter na lusa história
Uma página dourada!”

- Hino da Maria da Fonte

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

A QUEM SERVE A LIGAÇÃO FERROVIÁRIA DE ALTA VELOCIDADE DO EIXO PORTO-VIGO?

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In jornal "NOVO PANORAMA” nº. 61, de 26 de janeiro de 2012

Publicou o anterior governo no Diário da República – I Série, nº. 18, de 27 de Janeiro de 2009, a Resolução do Conselho de Ministros nº 10/2009, de 8 de Janeiro, que “estabelece medidas preventivas com vista à salvaguarda da programação e implementação da ligação ferroviária de alta velocidade do eixo Porto – Vigo, aplicáveis ao troço Braga - Valença”.
Segundo o preâmbulo da referida resolução, a “rede ferroviária de alta velocidade constitui um empreendimento público de excepcional interesse nacional e dimensão ibérica e europeia, que representa um compromisso de desenvolvimento económico, de coesão territorial e social e de sustentabilidade ambiental do País”. Mas, o legislador vai ainda mais longe ao afirmar o seguinte: “O seu objectivo é a reformulação do sector ferroviário, enquanto meio privilegiado de reforço do aumento da produtividade e competitividade do tecido empresarial instalado em Portugal e de satisfação das necessidades de mobilidade das populações”.
Em anexo à Resolução do Conselho de Ministros nº 10/2009 publicam-se os anexos nos quais se define o traçado da ligação ferroviária, verificando-se que Ponte de Lima deverá ser o concelho mais afectado com o referido projecto. Os limianos vão ver passar o comboio pelas suas veigas, atravessar campos de cultivo e derrubar numerosas edificações à sua passagem. Quanto à anunciada “satisfação das necessidades de mobilidade das populações”, não vemos como tal se concretizará uma vez que não está previsto o estabelecimento de qualquer apeadeiro no Concelho de Ponte de Lima!
Outro aspecto que nos deixa bastante intrigados é a forma como a ligação ferroviária de alta velocidade do eixo Porto – Vigo pode representar um “compromisso de desenvolvimento económico, de coesão territorial e social e de sustentabilidade ambiental do País” quando todas as estruturas produtivas têm vindo a ser desmanteladas, tanto a nível nacional como na nossa região. De resto, não se entende como um transporte de passageiros poderia corresponder a tal objectivo. Por outro lado, tendo chegado à conclusão de que a ligação ferroviária a Vigo não é rentável, também devido ao aumento de ligações rodoviárias e fluviais com a Galiza, também não se percebe como um meio de transporte mais dispendioso para os seus utilizadores possa vir a tornar-se mais rentável e utilizado.
Na realidade, quem analisa o traçado da ligação ferroviária de alta velocidade que se pretende implementar em todo o país, facilmente depreende que o mesmo não pretende ligar Portugal à “rede transeuropeia de transportes” mas colocá-lo na periferia de Espanha, transformando Lisboa e o Minho numa espécie de arrabalde de Madrid e Vigo respectivamente. Em relação ao transporte de mercadorias, procura-se simplesmente abrir ao país vizinho, a partir de Badajoz, o acesso aos grandes portos de águas profundas de Sines, Setúbal e Lisboa.
A questão da definição da rede ferroviária na Península Ibérica é sobretudo uma questão política. Ao invés do que até aqui sucedia com o principal traçado a ligar Lisboa directamente a Hendaye, em França, a ligação ferroviária de alta velocidade que se pretende implementar visa de uma forma descarada promover a “integração ibérica” ou seja, eliminar mais um dos factores que concorrem para a preservação d soberania nacional e constituem um dos princípios estratégicos de Defesa Nacional.
A progressiva quanto mutuamente desejada integração da Galiza e do norte de Portugal também não se concretiza uma vez que, de forma perversa, este projecto inviabilizará as aspirações nacionais do povo galego. É na liberdade de Portugal que a Galiza encontra forças para preservar a sua identidade!
Conforme determina a Lei, foi formalmente dado conhecimento às populações afectadas e colocado o projecto a debate público. Não obstante e conforme é mencionado, “…a presente resolução entra em vigor no dia seguinte ao da sua publicação”. Resta agora saber até que ponto as populações se encontram devidamente informadas e esclarecidas, sabendo como vão ser compensadas dos prejuízos causados por uma obra que não vai sequer favorecê-las!
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terça-feira, 20 de dezembro de 2011

O MINHO NA CARTOGRAFIA FRANCESA DO SÉCULO XVII


Esta carta data de 1654 e tem por título “Parte Septentrional do Reyno de Portugal”. É da autoria de Nicolas Sanson d'Abbeville e foi editada em Paris, na casa do autor. Faz parte de uma série de cartas que respeitam às divisões políticas e administrativas de Portugal e encontra-se depositada no Departamento de Cartas e Planos da Biblioteca Nacional de França.
Nicolas Sanson foi um célebre geógrafo e cartógrafo francês ao tempo do rei Luis XIII e do Cardeal Richelieu, tendo inclusive dado aulas de geografia a Luis XIII e a Luis XIV. Nasceu em Abbeville em 1600 e faleceu em Paris em 1667.

domingo, 20 de novembro de 2011

PONTE DE LIMA APRESENTA MARQUESA DE ALORNA

21 de Novembro, 18h00

Auditório da Biblioteca Municipal de

Ponte de Lima